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quinta-feira, 28 de março de 2013

Anvisa autoriza uso de acetato de chumbo a 0,6% em tintura de cabelo

O acetato de chumbo estava proibido para uso em tinturas capilares
 desde 31 de janeiro de 2006, por decisão da Anvisa
Brasília – A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o uso da substância acetato de chumbo em tinturas capilares no Brasil, além de mais três substâncias químicas, em decisão que incorpora ao ordenamento jurídico nacional a Resolução Grupo Mercado Comum (GMC) Mercosul 48/2010, que trata de substâncias para uso cosmético.
 
A medida faz parte da Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 15, publicada hoje (27) no Diário Oficial da União, que aprova a Lista de Substâncias de Uso Cosmético com a inclusão dos produtos acetato de chumbo, pirogalol, formaldeído e paraformaldeído. O acetato de chumbo estava proibido para uso em tinturas capilares desde 31 de janeiro de 2006, por decisão da Anvisa.
 
A partir de agora, os rótulos das tinturas capilares que utilizarem acetato de chumbo na composição deverão trazer informações específicas sobre condições de uso e advertências como, por exemplo, manter fora do alcance de crianças, evitar contato com os olhos, não utilizar durante a gravidez, lavar bem as mãos após o uso e não usar para tingir os cílios, sobrancelhas e bigodes. O chumbo é cumulativo no organismo e em grande quantidade provoca intoxicação.
 
O novo regulamento também aprova condições para o uso da substância pirogalol, conhecida como ácido pirogálico, utilizada em alisantes. Desde 1976, a Comunidade Europeia mantém o pirogalol na lista de substâncias proibidas como ingredientes para cosméticos. No Brasil, porém, ainda era permitido sem restrições pela Anvisa.
 
A substância, utilizada como corante de oxidação para cabelos, agora deve ter concentração máxima de 5% e pH até 5. Os cosméticos que contêm pirogalol também deverão seguir requisitos específicos de rotulagem, com indicação de possíveis reações alérgicas.
 
A norma apresenta, ainda, condições quanto ao uso das substâncias formaldeído e paraformaldeído em cosméticos. Entretanto, nesses dois casos foi mantida a permissão de uso apenas como conservante (0,1% em produtos de higiene oral e 0,2% em outros produtos), além de endurecedor de unhas (5%) no caso do formaldeído, sendo as duas substâncias proibidas em sistemas pulverizáveis, como os sprays.
 
Fonte Agência Brasil

Hospital público do Rio começa a fazer transplantes de órgãos em crianças

Quatro pacientes vão receber os orgãos de doadores vivos
Rio de Janiero - O Hospital Estadual da Criança, em Vila Valqueire, na zona oeste da capital fluminense, fez ontem (27) as primeiras consultas em crianças canditadas a transplantes de fígado e rim.
 
Quatro pacientes vão receber os orgãos de doadores vivos. Os que apresentarem quadro clínico estável deverão fazer o transplante na próxima semana.
 
"É uma reviravolta no panorama medicinal no Rio de Janiero. Queremos transplantar cada vez mais e mostrar para a população que se trata de um projeto confiável. Você via pessoas indo para São Paulo com seus filhos, dizendo que não havia esse tipo de serviço no estado e que suas crianças iriam morrer. Sabemos que é pouco, mais estamos trabalhando forte nas duas pontas, com transplantes e doações", disse Rodrigo Sarlo, coordenador do Programa Estadual de Transplantes.
 
O hospital, que foi inaugurado este mês, é a primeira unidade do estado do Rio de Janeiro exclusiva para o atendimento pediátrico. Ele também está equipado para fazer cirurgias gerais e ortopédicas, além do tratamento do câncer.
 
Fonte Agência Brasil

Costa Rica tem maior número de casos de dengue em uma década

Do total de casos, 12 foram de dengue hemorrágica
Bogotá - Com uma população de 4,74 milhões de habitantes (Banco Mundial 2011) e área de 51.100 quilômetros quadrados, a Costa Rica registrou este ano 5.615 casos de dengue.

Segundo informações da Caixa Costariquense de Seguro Social (CCSS), é o maior número de casos da doença em uma década.

A Vigilância Epidemiológica da CCSS informou, por meio de nota, que o panorama é preocupante, porque a quantidade de casos quadruplicou este ano em relação ao mesmo período de 2012, quando foram registrados 1.437 casos. Em 2011 foram 1.158. Do total de casos, 12 foram de dengue hemorrágica.

As autoridades de saúde do país pedem que a população adote medidas preventivas para evitar o crescimento dos focos do Aedes aegypti, mosquito transmissor da doença.

Fonte Agência Brasil

Incontinência urinária: mitos e verdades

Perda involuntária de urina é incômodo que tem tratamento
Campanha nacional esclarece sobre a perda involuntária de urina e garante que o problema tem tratamento eficaz
 
Uma em cada 25 pessoas sofrerá, ao longo da vida, com um incômo sobre o qual pouca gente fala: a incontinência urinária.
 
De acordo com estimativas da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), a perda involuntária de urina afeta 5% da população mundial, mas os médicos acreditam que esse número pode ser bem maior.
 
Constrangidos de falar sobre este problema com seus médicos, muitos deixam de buscar ajuda para uma condição que, segundo os especialistas no tema, tem tratamento.
 
Para aumentar a conscientização sobre a incontinência urinária a SBU acaba de lançar a campanha nacional “Segura aí” cujo objetivo é esclarecer sobre as formas de prevenção e conscientizar a população de que há tratamentos extremamente eficazes para trazer de volta o controle da urina.
 
O site da campanha reúne informações básicas sobre os tipos de incontinência urinária, as causas do problema e como preveni-lo. A SBU elaborou ainda uma seção com mitos e verdades sobre o problema. Veja a seguir as explicações nove dúvidas:
 
1. Perder peso ajuda a melhorar a incontinência urinária?
Verdade. A obesidade é um fator de risco para o problemaa e a perda depeso pode acarretar em um melhor controle urinário.
 
2. Atividade física pode causar incontinência urinária?
Atividades físicas de extremo impacto (salto, ginástica olímpica, paraquedismo) podem levar algumas mulheres a desenvolver o problema. Em contrapartida, existem evidências de que atividades físicas moderadas auxiliam mulheres adultas e idosas na redução da incontinência urinária.
 
3. Fumar pode agravar a incontinência urinária?
Verdade. O tabagismo aumento o risco de incontinência urinária.
 
4. Quando tomo café é normal que as minhas perdas urinárias piorem?
Verdade. Apesar de haver diversos estudos, não existe um consenso sobre a relação entre o consumo de café e o agravamento da incontinência urinária. Entretanto é recomendado que portadores de incontinência urinária reduzam o consumo de café.
 
5. Cruzar as pernas ajuda a conter a urina?
Verdade. O ato de cruzar as pernas pode ser útil para evitar perdas urinárias, como em momentos de tosse e outras manobras provocativas.
 
6. É normal perder urina porque sou velho(a)?
Não. A incontinência urinária nunca é normal, independente do sexo e idade, e sempre pode ser tratada.
 
7. Somente mulheres que tiveram parto vaginal estão sujeitas a ter incontinência urinária?
Mito. Mesmo mulheres que nunca ficaram grávidas podem ter incontinência urinária, mas sabe-se que o parto cesáreo leva a um menor risco de incontinência se comparado ao parto vaginal.
 
8. Homens também podem ter incontinência urinária?
Verdade. A incontinência urinária pode ocorrer em ambos os sexos e em qualquer idade.
 
9. Bexiga hiperativa e incontinência urinária são a mesma coisa?
Não. Bexiga hiperativa é o aumento do número de micções durante o dia e a noite (acima de oito vezes por dia), com urgência miccional (vontade forte de urinar) e que em alguns casos é acompanhado por incontinência urinária (perda de urina).
 
Fonte iG

Unilever só informou sobre contaminação de Ades após solicitação da Anvisa

Empresa insistiu que contaminação foi pontual em
 96 unidades do Ades de maçã de 1,5 litro
Agência vai se reunir com a Tetra Pak, que desenvolveu software para envasar as bebidas
 
As agências de vigilância sanitária estadual, municipal e federal só souberam da contaminação da bebida de soja Ades pelos meios de comunicação.
 
A empresa responsável pelo produto, a Unilever, só informou sobre o problema ocorrido em parte do lote do sabor maçã embalagem de 1,5 litro, envasado com soda cáustica, depois de solicitada pela Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa). "Não foi uma ação espontânea da empresa", afirmou José Agenor Álvares, um dos diretores da agência.
 
"Nós não fomos comunicados oficialmente (do recall do produto) em momento algum", criticou o diretor. Embora não haja uma legislação clara sobre a necessidade de comunicação à vigilância sanitária, a empresa, segundo afirmou Álvares, deveria ter comunicado o problema à Anvisa. "Nós deveríamos ter sido comunicados.
 
Não devemos ficar só no formalismo, não é proibido fazer a comunicação", afirmou. "Até pela parceria que temos com o setor, eu acho que nós deveríamos ter sido comunicados", disse.
 
A Anvisa já tem pronta uma minuta com normas sobre o recolhimento de alimentos e a comunicação aos órgãos de vigilância sanitária. A proposta está em discussão há três anos e deverá ser colocada em consulta pública em breve, segundo informou o diretor, durante audiência pública nesta quarta-feira na Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara para discutir o recall do Ades.
 
Álvares informou que vai se reunir com representantes da empresa que desenvolveu o software usado pela Unilever para envasar a bebida de soja, a Tetra Pak, para buscar garantias de qualidade dos produtos. "Se houve o problema na Unilever, pode acontecer em outro lugar que tenha o mesmo equipamento", afirmou o diretor da Anvisa. A Unilever identificou falha operacional na máquina que entrou em operação com o material de limpeza no lugar da bebida de soja.
 
Empresa
O vice-presidente da Unilever Brasil, Newnam Debs, insistiu, na audiência, que a contaminação foi pontual em 96 unidades de 1,5 litro do sabor maçã. "Nós temos confiança, tranquilidade, estamos seguros de que são 96 unidades", disse. Ele afirmou que houve falha no sistema de operação e que, por 80 segundos, as embalagens de uma das 11 linhas de produção da fábrica receberam produto de limpeza - soda cáustica a 2,5% e água a 97,5% —no lugar do suco.
 
Debs não foi preciso ao dizer sobre o tempo que levou para a empresa comunicar o recall ao Departamento de Proteção de Defesa do Consumidor do Ministério da Justiça (DPDC) e à Anvisa.
 
"Nossa primeira preocupação e esforço foi dar o máximo de conhecimento aos consumidores, para evitar que as pessoas consumissem (o produto) desavisadamente. Entramos em contato com a imprensa, colocamos no site da marca. No dia seguinte, saíram anúncios nos jornais, TVs e rádios", afirmou. "Concomitantemente, fizemos a informação oficial às autoridades. Preparamos todo o dossiê obrigatório e comunicamos ao DPDC. Em seguida, comunicamos à Anvisa. Entendemos que seguimos o que manda a legislação", afirmou o vice-presidente da Unilever.
 
Histórico
A empresa informou sobre o recall das 96 unidades da bebida de soja ao DPDC no dia 14 de março, 17 dias após o envase irregular do produto, dia 25 de fevereiro, e nove dias após o início da distribuição da bebida, no dia 5 de março. No dia 6 de março, a Unilever recebeu uma reclamação por meio do Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC).
 
Debs afirmou que, no dia 11 de março, a empresa recebeu uma comunicação da associação de supermercados e, no dia 12, foram feitos testes em amostras que comprovaram a existência de produto de limpeza no lugar da bebida de soja.
 
O diretor do DPDC, Amauri Oliva, afirmou que informações apontam que das 96 embalagens do Ades com problema, 46 foram recolhidas. Segundo ele, no Brasil, são realizados em torno de 70 recalls por ano, o mesmo número de recall que os Estados Unidos têm por mês. "Quero acreditar que a qualidade de nossos produtos seja melhor", afirmou Oliva.
 
Fonte iG