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terça-feira, 18 de junho de 2013

Hospital Ernesto Dornelles seleciona portadores do vírus da hepatite C para pesquisa

Voluntários devem ter entre 18 e 70 anos
 
A Unidade de Pesquisa Clínica do Hospital Ernesto Dornelles, em Porto Alegre, está selecionando voluntários portadores do vírus da hepatite C para participarem de uma pesquisa sobre uma nova formulação de interferon peguilado, um tipo de tratamento usado contra essa infecção, desenvolvida pela Fiocruz/Ministério da Saúde.
 
Podem participar da pesquisa pessoas com idade entre 18 e 70 anos que ainda não tenham recebido tratamento para a doença.
 
Os interessados devem entrar em contato com os pesquisadores pelos telefones (51) 3217-8555, (51) 9904-1266 ou (­­­­­­­­­­51) 9678-0859, ou pelo e-mail bip48@hed.com.br.
 
Fonte Zero Hora

Conheça os alimentos que combatem o colesterol alto

Conheça os alimentos que combatem o colesterol alto Divulgação/Stock photo
A aveia é um dos alimentos que ajudam a baixar o colesterol ruim
Alimentação adequada pode reduzir o problema em até 15%
 
Embora seja frequentemente chamado de vilão, o colesterol é essencial para saúde. Sem ele, as células não conseguiriam formar e conservar a membrana que as envolve e não poderiam receber alimentos e oxigênio. Ele é, ainda, precursor para a síntese de vitamina D e de hormônios esteroides e sexuais.
 
Bem mais da metade do colesterol – 70% – é produzido pelo próprio corpo, enquanto o restante é proveniente da alimentação. De acordo com o nutrólogo Mohamad Barakat, a alimentação correta pode reduzir até 15% da taxa de colesterol.
 
— Ainda que a parcela de colesterol produzida pela alimentação seja pequena, e que o componente genético predomine em muitos casos, é preciso conscientizar a população de que mudanças alimentares podem, sim, ajudar a reverter ou prevenir esse quadro — afirma o especialista.
 
Existem dois tipos de colesterol, o bom (HDL) e o ruim (LDL), e o problema começa quando o equilíbrio é afetado. Quando as taxas de colesterol estão normais, o LDL ajuda no funcionamento da gordura no organismo, mas em excesso provoca o chamado “colesterol alto” e pode entupir as artérias.
 
Uma vez que a hipercolesteremia é uma doença silenciosa, ou seja, não apresenta sintomas evidentes, é preciso que cada um se informe sobre os seus níveis de colesterol através de exames de sangue.
 
— Pessoas sem histórico de colesterol alto na família devem fazer exames para medir suas taxas a cada cinco anos, no mínimo. Já quem possui familiares que têm ou já tiveram a doença, devem medir a cada dois anos. E se os níveis apresentarem alterações, o acompanhamento do médico deve ser anual — explica o nutrólogo.
 
Para os casos mais graves, o médico costuma recomendar medicamentos que funcionam no longo prazo e reduzem as taxas de colesterol. O controle por meio de medicamento dá um pouco mais de liberdade na hora de escolher a dieta, mas não quer dizer que o paciente pode abusar.
 
— Frituras e alimentos embutidos são grandes inimigos do colesterol alto — diz Barakat.
 
Em contrapartida, os alimentos ricos em fitoesterois podem ser bons aliados. Encontrados em pequenas quantidades em nozes, sementes, frutas e vegetais, os fitoesterois são substâncias que inibem a absorção do colesterol no intestino e reduzem suas taxas.
 
— Para quem tem dificuldade em consumir alimentos vegetais e frutas in natura, vale apostar em cremes de vegetais e sopas — sugere o nutrólogo.
 
Estudos indicam que o ovo, por tanto tempo acusado de ser uma “bomba de colesterol”, pode ser consumido moderadamente.
 
— Ele é rico em ácido láurico e é importante para o funcionamento dos músculos, da memória, entre outros e toda a lenda de que aumenta colesterol já foi desmentida com pesquisas. Não sendo frito em óleo quente estão liberados de 2 a 4 ovos inteiros cozidos por dia (dependendo do seu peso e metabolismo) — afirma Barakat.
 
Quem possui níveis altos de colesterol ruim no sangue (LDL) pode incluí-lo na dieta apenas com moderação. O importante é seguir à risca as recomendações médicas e fazer os exames regularmente, a fim de manter o quadro sob controle.
 
Bacon, biscoitos amanteigados, camarão, creme de leite e peles de aves estão entre os alimentos a serem evitados por quem precisa baixar o colesterol. Já mamão, pera, aveia, feijão, salsão, ervilha e couve de bruxelas estão entre os aliados na redução do colesterol.
 
Fonte Zero Hora

DNA humano não pode ser patenteado, decide Suprema Corte dos Estados Unidos

Somente os genes copiados artificialmente e replicados
 podem ser objeto de patente
Empresa de biotecnologia havia reivindicado a propriedade de dois genes ligados ao câncer de ovário e de mama
 
O DNA humano é um produto da natureza e não pode ser patenteado, decidiu nesta quinta-feira a Suprema Corte dos Estados Unidos, que considerou que somente pode ser objeto de patente o DNA complementar, ou seja, copiado artificialmente e replicado.
 
"Um segmento de DNA de origem natural é um produto da natureza e não pode ser patenteado simplesmente porque foi isolado, mas o DNA complementar pode ser patenteado porque não se produz de maneira natural", anunciou o principal tribunal de justiça americano.
 
Uma empresa de biotecnologia reivindicou a propriedade de dois genes ligados ao câncer de ovário e de mama. Trata-se do gene defeituoso identificado em Angelina Jolie, pelo qual a atriz decidiu se submeter a uma cirurgia de remoção dos seios para evitar o risco muito elevado de câncer.
 
A Suprema Corte decidiu assim uma intensa batalha jurídica contra Myriad, uma empresa de biotecnologia que apresentou nove patentes para esses dois genes isolados por ela na década de 90 e cujas mutações hereditárias aumentam o risco de desenvolver câncer de mama ou de ovário.
 
Nesta decisão altamente esperada para a pesquisa genética, a mais alta autoridade judiciária do país decidiu que o "DNA produzido naturalmente é um produto da natureza e não é elegível a uma patente, simplesmente porque foi isolado".
 
A empresa de biotecnologia Myriad "descobriu um gene importante e necessário, mas descobertas tão revolucionárias, inovadoras e brilhantes como esta não se aplicam por si só" a lei de patentes.
 
De acordo com este texto, "as leis da natureza, os fenômenos naturais e ideias abstratas são ferramentas básicas do trabalho científico e tecnológico que não se inserem no âmbito da proteção de patentes".
 
Mas a Suprema Corte permitiu algumas patentes para a Myriad sobreviver: a do DNA complementar, ou seja, copiado a partir do DNA de uma célula e sintetizado artificialmente. Considerando que o "DNA complementar pode ser patenteado porque não é produzido naturalmente". Neste caso, "o técnico de laboratório, sem dúvida, cria algo novo", escreveu o juiz Clarence Thomas, no acórdão da Corte decidido por unanimidade por nove juízes.
 
Fonte AFP/Zero Hora

Uma em cada quatro garotas de 10 a 15 anos já usou a pílula do dia seguinte, diz pesquisa em SP

Entre os riscos de abusar desse método, além da  possibilidade
 de gravidez, é o desequilíbrio hormonal,  pois uma pílula do dia
 seguinte equivale a meia cartela do anticoncepcional comum
São Paulo – Um levantamento da Casa da Adolescente, unidade da Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo, mostrou que 23% das garotas já usaram a pílula do dia seguinte para evitar uma gravidez indesejada. Foram ouvidas 600 pessoas, entre 10 e 15 anos de idade. De acordo com a pesquisa, 75% das meninas e 60% dos garotos já conheciam o medicamento para impedir a gestação.
 
A coordenadora do Programa Estadual de Saúde do Adolescente, Albertina Duarte, explicou que as adolescentes estão deixando de lado a prevenção contínua - o uso de pílulas anticoncepcionais e do preservativo - para usarem a contracepção de emergência. “Para eles, a pílula de emergência é como uma varinha mágica. Virou a pílula do fim de semana, está sendo usada como se fosse anticoncepcional, porque algumas meninas chegam a tomar seis, sete vezes em um mês”.
 
De acordo com Albertina, a pílula de emergência é indicada em casos de estupro, quando o preservativo estoura, sai do lugar ou fica preso no corpo da mulher, ou até mesmo quando a mulher esqueceu de tomar o anticoncepcional rotineiramente. “Há adolescentes que acham mais fácil, mas não têm conhecimento e não sabem que há 15% de chance de falha, além dos riscos de doenças sexualmente transmissíveis. De cada 20 que tomam, três engravidam”.
 
Entre os riscos de abusar desse método, além da possibilidade de gravidez, é o desequilíbrio hormonal, pois uma pílula do dia seguinte equivale a meia cartela do anticoncepcional comum. “É um bombardeio porque uma dose que tomaria em 15 dias, ela toma de uma vez. Pode ter hemorragia e não reconhecer mais seu organismo, podendo achar que está menstruada e que não tem risco de engravidar”.
 
A pílula do dia seguinte usa os mesmos hormônios utilizados no anticoncepcional convencional, porém com dosagem maior. O uso é recomendado até 72 horas após a relação sexual.
 
A médica destacou que há 40 anos indica o método para casos específicos, e com o máximo de cautela. Segundo ela, o uso excessivo está ditando mais uma vez a submissão das mulheres, porque a responsabilidade de evitar a gravidez está novamente ficando apenas com elas. “As meninas não têm coragem de pedir que o menino use o preservativo e nem para que ele compre a pílula. Antes, o menino pelo menos bancava isso, hoje não. Está com ela o peso dos anticoncepcionais”.
 
A médica ressaltou que desta forma a relação está desigual, pois as garotas têm medo de desagradar ou perder o parceiro e o menino, de falhar. “São duas pessoas imaturas e inseguras, mas quem paga o preço ainda é a mulher. Se engravida, fica com o bebê e ainda é culpada. Se não tomar a pílula, também é a culpada. Mudar essa relação é uma prova de carinho com ela mesma”.
 
Fonte Agência Brasil

Ausência de exame para câncer de boca exige atenção aos sintomas, alertam médicos

Homens têm o dobro de chance de mulheres de contrair a doença,
 de acordo com D'Souza, que é mais comum entre brancos do que negros
O ator Michael Douglas fez para o câncer de garganta o que Rock Hudson fez pela AIDS e Angelina Jolie pela mastectomia profilática. Ao afirmar na semana passada que seu câncer foi causado por um vírus transmitido durante o sexo oral, Douglas colocou a doença nas capas dos jornais e levou milhões de americanos a se preocuparem com isso pela primeira vez.
 
Trata-se de um subgrupo de americanos que normalmente tem mais medo de morrer em consequência do excesso de colesterol, do que de uma DST. A vítima típica é um homem de meia idade, classe média, casado, branco e heterossexual, que teve em média seis parceiras de sexo oral ao longo da vida.
 
O vírus do papiloma humano tipo 16, o HPV, também pode causar o câncer cervical. Mas não existe um exame oral em estágio inicial que um homem possa fazer --algo como o exame de Papanicolaou, que praticamente eliminou o câncer cervical como causa de morte no país.
 
O papanicolaou consiste na raspagem de algumas células cervicais que, em seguida, são analisadas sob o microscópio em busca de mudanças pré-cancerosas. Teoricamente, deveria ser igualmente fácil raspar e examinar células da garganta. Todavia, oncologistas afirmam que isso seria inútil.
 
Praticamente todos os tipos de câncer de boca, língua, gengiva, palato duro ou qualquer outro lugar antes da úvula (a "campainha" pendurada no palato mole) são causados pelo consumo de álcool e tabaco.
 
O tipo de infecção crônica causada pelo HPV 16, que pode levar ao câncer bucal, ocorre muito mais embaixo, perto da base da língua. Para dificultar ainda mais, a infecção ocorre "no fundo das criptas das amígdalas", afirmou Eric Moore, cirurgião da Clínica Mayo especializado nesse tipo de câncer.
 
"Não dá para raspar. É simplesmente impossível", afirmou Marshall Posner, diretor médico de otorrinolaringologia no Centro Médico Mount Sinai.
 
Um exame de saliva pode detectar uma infecção oral por HPV. Porém, esse dado torna-se inútil, uma vez que 85% da população contraiu pelo menos um dos 100 diferentes vírus do papiloma humano em circulação. A maioria das infecções é curada pelo sistema imunológico em um ou dois anos. Dentre os infectados pelo HPV 16, menos de 1% desenvolve câncer de garganta.
 
"Se eu disser a um paciente que ele tem HPV na boca, isso não o ajudará, pois eu não terei nada para oferecer e ele terá que viver com a ansiedade e o medo de contrair câncer", afirmou Robert Haddad, chefe do setor de otorrinolaringologia do Instituto do Câncer Dana-Farber, em Boston. "Mas se eu disser a uma mulher que seu exame de Papanicolaou veio alterado, há algo que ela pode fazer a esse respeito."
 
Embora o câncer de garganta causado pelo HPV esteja aumentando, ele é relativamente raro. Cerca de 25.000 casos por ano são diagnosticados nos Estados Unidos, comparados a 226.000 casos de câncer de pulmão. Contudo, sua importância à medida que diminuem os casos de câncer bucal ligados ao fumo.
 
O sexo oral se tornou mais comum desde a revolução sexual dos anos 1960, mas não tanto assim. De acordo com Debby Herbenick, diretora do Centro de Promoção de Saúde Sexual na Universidade de Indiana, o número médio de parceiras de sexo oral relatado por homens americanos com idade entre 35 e 54 anos é de seis. Homens com idades entre 55 e 64 anos relatam cinco parceiras, e homens com idades entre 25 e 34 anos relatam quatro, ao passo que homens com mais de 65 e menos de 25 anos relatam apenas três.
 
Todavia, essas "mudanças relativamente modestas" nos hábitos sexuais não explicam por que o risco dobrou ou triplicou ao longo dos anos, afirmou Gypsyamber D'Souza, especialista em câncer viral da Faculdade de Saúde Pública Bloomberg do Hospital Johns Hopkins. O risco aumentou principalmente no grupo de homens brancos com mais de 45 anos. A idade pode ser explicada com base no fato de que, como o câncer cervical, a doença pode demorar anos para se desenvolver.
 
Homens têm o dobro de chance de mulheres de contrair a doença, de acordo com D'Souza, que é mais comum entre brancos do que negros, talvez por que 90% dos brancos já praticaram sexo oral, comparados com 69% dos negros.
 
Além disso, homens heterossexuais têm mais chance que homossexuais de contrair a doença. Uma teoria afirma que pode haver mais HPV nos fluidos vaginais, do que no pênis, afirmou o Lori Wirth, oncologista especializado em cabeça e pescoço no Hospital Geral de Massachusetts.
 
A falta de exames significa que o médico deve ser visitado assim que os sintomas aparecerem: um inchaço no pescoço, uma dor na garganta ou no ouvido que persiste por mais de duas semanas.
 
Embora nenhum estudo que comprove isso tenha sido realizado, o Gardasil e o Cervarix, as vacinas que previnem o câncer cervical causado pelo HPV tipos 16 e 18, também podem evitar o câncer bucal, caso seja aplicada em meninos e jovens, de acordo com diversos médicos.
 
Fonte Folhaonline