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sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Mulheres que amamentam têm menor risco de Alzheimer, indica estudo

Pesquisas já mostravam que amamentar diminuía a chance
de a mulher desenvolver diversas doenças
Pesquisas anteriores já mostravam que amamentar diminuía a chance de a mulher desenvolver outras doenças
 
Mães que amamentam seus filhos têm um risco menor de desenvolver Alzheimer, segundo um estudo recém-publicado pela Universidade de Cambridge, na Grã-Bretanha.
 
A pesquisa também indicou a possibilidade de haver uma ligação mais ampla entre os dois fatores, já que amamentar pode atrasar o declínio da condição cognitiva da mulher.
 
Estudos anteriores já mostravam que a amamentação reduzia o risco de a mãe desenvolver outras doenças, mas esse é o mais indicativo no que diz respeito a transtornos cognitivos.
 
O estudo mostra que alguns efeitos biológicos da amamentação podem ser os responsáveis pela redução do risco de se desenvolver a doença.
           
Os pesquisadores estabeleceram três comparações hipotéticas, entre mulheres que amamentaram e outras que não amamentaram ou amamentaram menos, e verificaram reduções potenciais de até 64% no risco de as primeiras desenvolverem Alzheimer em relação às segundas.
 
Eles advertem, porém, que não é possível quantificar com exatidão a redução potencial do risco de Alzheimer, por conta do grande número de variáveis envolvidas - como tempo de amamentação, histórico de saúde da mulher, número de gravidezes e casos de Alzheimer na família, entre outras.
 
Progesterona e insulina Segundo uma das teorias levantadas pelos pesquisadores de Cambridge, amamentar priva o corpo do hormônio progesterona, para compensar os altos níveis de progesterona produzido durante a gravidez.
 
A progesterona é conhecida por dessensibilizar os receptores de estrogênios no cérebro – e o estrogênio tem um papel importante na proteção do cérebro contra o Alzheimer.
           
Outra teoria se baseia no fato de que amamentar amplia a tolerância da mulher à glicose, restaurando sua tolerância à insulina após a gravidez, um período em que há uma redução natural da resistência à insulina.
 
E o Mal de Alzheimer é caracterizado justamente pela resistência à insulina no cérebro (e consequentemente à intolerância à glicose), tanto que o mal de Alzheimer algumas vezes é chamado de diabetes tipo 3.
 
Histórico de demência
Publicada no Journal of Alzheimer’s Disease, a pesquisa analisou 81 mulheres britânicas entre 70 e 100 anos, incluindo mulheres que sofriam ou não desse tipo de demência.
 
Apesar de os cientistas terem estudado o caso de um grupo pequeno de mulheres, eles garantiram que isso não interfere no resultado da pesquisa, dados os fortes indícios da correlação entre amamentar e os riscos de se desenvolver Alzheimer.
 
Eles disseram, no entanto, que a conexão entre os dois fatores foi bem menos presente em mulheres que já tinham um histórico de demência na família.
 
Com base nos dados coletados com as mulheres estudadas, os pesquisadores formularam três casos hipotéticos para indicar o potencial de redução do risco de Alzheimer pela amamentação:
 
No primeiro caso, na comparação de duas mulheres idênticas, uma que tivesse amamentado por 12 meses teria um risco 22% menor da doença em relação à outra que amamentou por 4,4 meses.
 
No segundo, uma mulher que tenha amamentado por oito meses após uma gravidez teria um risco 23% menor do que uma mulher em condições idênticas, mas que tenha amamentado por seis meses após três gestações.
 
No terceiro caso, a redução verificada foi de 64% para uma mulher que tenha amamentado em relação a outra idêntica que não tenha amamentado.
 
'Doença devastadora'
 A pesquisadora Molly Fox, que conduziu o estudo juntamente com os os professores Carlo Berzuini e Leslie Knapp, disse esperar que a pesquisa sirva para estimular outras sobre a relação entre o risco de doenças e o histórico reprodutivo de mulheres.
 
Fox espera ainda que as conclusões da pesquisa indiquem novos caminhos para lutar contra epidemia global de Alzheimer, especialmente em países em desenvolvimento.
 
"Alzheimer é o transtorno cognitivo mais comum do mundo e já afeta 35,6 milhões de pessoas. No futuro, a doença deve atingir ainda mais países onde a renda é mais baixa", disse. "Então é vital que sejam criadas estratégias de baixo custo e em grande escala para proteger as pessoas contra essa doença tão devastadora."
 
Além disso, o estudo abre novos possibilidades de se entender o que faz alguém suscetível a esse tipo de demência. Também pode servir como incentivo para mais mulheres amamentarem – algo que muitas pesquisas já comprovam que traz benefícios tanto para mãe quando para o bebê.

Fonte iG

Terapia se mostra promissora para vítimas de abuso sexual no Congo

NYT
Mãos de uma congolesa não identificada que diz ter sido
estuprada por homens de uma milícia armada que ocupou
 a cidade de Livungi (foto de arquivo)
Estudo mostra que das congolesas que fizeram sessões em grupo, apenas 9% mantinham sintomas de trauma
 
Um tipo de terapia de grupo para vítimas de trauma tem mostrado resultados extraordinários para sobreviventes de violência sexual na República Democrática do Congo, permitindo que as mulheres superem a vergonha, os pesadelos e os terríveis flashbacks que as deixavam incapazes de trabalhar, cuidar de suas famílias ou de si mesmas, dizem pesquisadores.
 
O artigo sobre a terapia, publicado no New England Journal of Medicine em junho, é uma notícia rara: o estudo rigoroso mostrou que se podem curar as cicatrizes mentais e emocionais de mulheres em uma parte da África onde o estupro se tornou uma arma de guerra rotineira. O Congo, com duas décadas de guerra civil, é chamada pela ONU da capital mundial do estupro. O país oferece pouco ou nenhum tratamento para problemas mentais.
 
Uma equipe de pesquisadores das Universidades Johns Hopkins, de Washington e do Comitê de Resgate Internacional levaram ao país um tratamento chamado terapia de processamento cognitivo. Eles adaptaram o método para mulheres que não podem ler, e o ensinaram para trabalhadoras da área da saúde, que estudaram até o nível médio ou nem isso. Essas funcionárias conduziram sessões de terapia em grupo em cinco línguas com sobreviventes de ataques sexuais que sofriam de ansiedade severa, depressão ou estresse pós-traumático. Em suaíli, o tratamento foi chamado de terapia “coração e mente”.
           
Centenas de milhares de congolesas, de crianças pequenas a idosas – o número talvez chegue a 2 milhões, segundo um estudo – foram estupradas por rebeldes ou soldados do governo. Alguns ataques brutais incluíram estupro em gangue, penetração com armas, facas e outros objetos.
 
O estudo incluiu mulheres de 15 vilas rurais no leste do Congo, uma área onde cerca de 40% das mulheres foram vítimas de violência sexual. A técnica da pesquisa já havia sido usada com sucesso para vítimas de estupro e estresse pós-traumático nos EUA. Ela envolve ensinar as pessoas a abordar racionalmente pensamentos, sentimentos e crenças perturbadoras que podem permanecer depois de um ataque.
 
Por exemplo, mulheres violentadas frequentemente culpam a si mesmas. Deixaram uma janela aberta, saíram sozinhas, fizeram contato visual com o homem, estavam vestidas de forma inadequada. A terapia faz com que questionem essas crenças. Mulheres em outras circunstâncias também foram estupradas? Se a resposta é sim, como uma mulher pode se culpar?
           
O programa é altamente estruturado, as conselheiras têm um manual com tópicos definidos para cada sessão e passam “lição de casa” para as participantes.
 
Sete vilas, com 157 mulheres, foram escolhidas aleatoriamente para receber a terapia de grupo. Em outras oito outras vilas, com 248 mulheres, foi oferecido “apoio individual”, ou seja, mulheres podiam pedir aconselhamento pessoal.
 
A terapia em grupo consistiu em uma sessão individual com um conselheiro e 11 encontros semanais de duas horas com o grupo. Os sintomas das mulheres foram medidos três vezes: antes do programa, logo que terminaram e seis meses mais tarde.
 
A melhora de quem recebeu a terapia de grupo foi admirável, disseram os pesquisadores. Seis meses depois do tratamento, apenas 9% das mulheres que participaram da terapia de grupo ainda apresentavam ansiedade, depressão ou estresse pós-traumático. No grupo de controle, 42% das mulheres ainda tinham os problemas.
           
Catherine Poulton, conselheira do Comitê Internacional de Resgate, disse que a entidade pretende trabalhar junto ao Ministério da Saúde congolês para oferecer a terapia a mais mulheres através dos centros de saúde. A associação também pretende oferecer o tratamento em outros países que necessitem.
 
A líder do estudo, Judith K. Bass, professora assistente no departamento de saúde mental da Johns Hopkins, disse: “Não se trata de uma cura miraculosa. Todas essas mulheres não estão correndo para as ruas e dançando. Mas elas podem voltar para a comunidade."

Fonte The New York Times/iG

Manifestantes pedem melhoria do SUS em frente ao Hospital Sírio-Libanês em SP

J. Duran Machfee/Futura Press
Manifestantes foram impedidos pelos seguranças de entrarem no prédio
Local foi escolhido porque o senador José Sarney (PMDB-AM) está internado lá desde o último dia 31 de julho
 
Um grupo de 70 pessoas protestou na noite desta quinta-feira (8) pedindo o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS), na capital paulista. A passeata saiu da avenida Paulista, na região central, e foi até o Viaduto do Chá, em frente à sede da prefeitura. No caminho, os manifestantes fizeram paradas no escritório da Presidência da República e no Hospital Sírio-Libanês. O ato foi chamado pelo Fórum Popular de Saúde do Estado de São Paulo do qual participam militantes que pedem melhorias na saúde pública.
         
Segundo o panfleto distribuído pelo grupo, cada ponto do trajeto teve um significado. A primeira parada, no escritório da Presidência da República em São Paulo, o grupo criticou o volume de recursos federais investidos na saúde pública. “A saúde vai mal porque faltam investimentos nos serviços e nos trabalhadores da saúde. Por isso, exigimos o fim de todas as privatizações, concursos públicos para todas as profissões e a manutenção dos vetos à Lei do Ato Médico”.
 
O médico de saúde coletiva Vitor Israel reclamou da forma como os recursos são gastos. Na avaliação dele, deveria haver um foco nos investimentos na prevenção de doenças. “Saúde se faz com prevenção. A medicina não tem a cura para uma boa parte das doenças. Mas a maior parte da população espera a dor do câncer ou do infarto para ir ao hospital. Não tem acesso a esse cuidado preventivo”, disse.
 
Na porta do Hospital Sírio-Libanês, os manifestantes foram impedidos pelos seguranças de entrarem no prédio. O local foi escolhido como símbolo de que o acesso à saúde depende da condição econômica do paciente. A internação do senador José Sarney (PMDB-AM), que está no hospital desde o dia 31 de julho, foi lembrada com ironia . “Que contradição, o Sarney no Sírio e o povo no caixão”, gritava o grupo. Apesar do barulho em frente ao hospital, a ação foi defendida pela militante Thais Miranda. “O povo se trata nos corredores dos hospitais, e lá tem grito, tem briga”, declarou.
 
O protesto terminou em frente à prefeitura, no centro da cidade, para pedir mais concursos públicos para a área de saúde. “Exigimos da prefeitura que o Programa Saúde da Família seja ampliado para 100% da sua cobertura com trabalhadores públicos”, cobravam os manifestantes por meio do panfleto distribuído para a população.
 
Outro lado
O Hospital Sírio-Libanês divulgou comunicado à imprensa dizendo que "lamenta a forma como o protesto foi conduzido na porta da instituição". Segundo a administração do local, a manifestação "prejudicou" os pacientes, familiares e acompanhantes.

Leia o comunicado na íntegra:             
"O Hospital Sírio-Libanês considera que manifestações pacíficas constituem um direito dos cidadãos. Mas lamenta a forma como o protesto foi conduzido na noite desta quinta-feira (08/8), na porta da instituição, prejudicando pacientes, familiares e acompanhantes.
 
O Hospital Sírio-Libanês realiza quase 20 mil internações todos os anos, de pacientes do Brasil e do exterior. A todos eles, sem qualquer distinção, oferece a mesma excelência assistencial, médica e tecnológica. Em um momento delicado de suas vidas, esses pacientes não podem ser prejudicados ou incomodados da maneira como ocorreu nesta noite, sob pena de comprometer a legitimidade de qualquer ato, por mais bem intencionado que ele seja."
 
Fonte Último Segundo

Lançamento de filme coloca supremacia da cesárea em xeque

Documentário “O Renascimento do Parto” traz à tona discussão sobre o alto índice de cesarianas no Brasil. No país, partos normais são minoria, contrariando orientações da OMS
 
É comum referir-se ao nascimento de um bebê como “um milagre da vida”. Mas alguns números relacionados a esse acontecimento no Brasil não são tão mágicos. No Sistema Único de Saúde (SUS), 36,8% dos partos realizados em 2011 foram cesáreas – o número é mais que o dobro da recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS), que considera adequado um país ter no máximo 15% de partos feitos por intervenção cirúrgica.
 
Na rede privada, a realidade é bem mais alarmante: 80% dos bebês brasileiros nascidos em hospitais particulares chegam ao mundo por cesarianas. Além disso, de acordo com um levantamento feito pela Agência Nacional de Saúde Suplementar, 70% das gestantes querem, no início da gravidez, ter seus filhos por parto normal; ao chegar ao último trimestre, apenas 30% mantêm esse desejo.
 
Diante de dados como esses e com vivência de psicóloga e doula (profissional responsável pelo bem-estar físico e emocional da mulher em trabalho de parto), Érica de Paula conversou com o marido, o diretor audiovisual Eduardo Chauvet, sobre a possibilidade de fazerem uma produção sobre o assunto. Ela assumiria o papel de produtora e roteirista e ele, o de diretor. O resultado é “O Renascimento do Parto”, longa independente com estreias marcadas para os dias 9/8 (São Paulo, Campinas, Rio e Brasília), 16/8 (Curitiba, Porto Alegre e Florianópolis) e 23/8 (Belo Horizonte, João Pessoa e Salvador).

>> Assista ao trailer do filme "O Renascimento do Parto":
 



“No começo, pensávamos em um programa de TV, mas o projeto foi crescendo. Não imaginávamos que viraria um filme que entraria em circuito”, diz Érica. Trabalhando com gestantes desde 2009, ela conta que percebia “um alto grau de desinformação por parte das mulheres, que deixavam nas mãos dos médicos as decisões sobre os partos e acabavam submetidas a cesarianas desnecessárias”. A produção mostra que existem outras opções para dar à luz e foca especialmente no parto humanizado – aquele que respeita a fisiologia da mãe e o tempo do bebê, sem impor posições ou medicamentos para indução do nascimento.
 
Envolver-se com o assunto não foi difícil para Chauvet, embora ele confesse que, de início, tenha achado o tema bastante denso. “Todos parimos ou fomos paridos, o que torna fácil se sentir tocado. À medida que o documentário ganhou forma, abracei a causa. Eu me tornei ativista do parto humanizado”, afirma.            
                          
O plano do casal é lançar o longa em DVD até novembro e, depois, fazer uma continuação em dez episódios para a TV. “Será para aprofundarmos melhor alguns aspectos que não couberam na edição final do filme”, justifica ele. Érica complementa: “Queremos desmitificar o parto humanizado. É preciso alertar sobre a quantidade de cesáreas desnecessárias e deixar claro para as mulheres que elas podem ser as protagonistas de seus partos”.
 
Além D'olhar
Informação e conscientização são fatores fundamentais para
que os números relacionados aos partos feitos no Brasil mudem
Questão cultural
Informação e conscientização são fatores fundamentais para que os números relacionados aos partos feitos no Brasil mudem e o país consiga atender os parâmetros da OMS. Segundo o obstetra Sérgio Hecker Luz, diretor acadêmico do Programa de Atualização em Ginecologia e Obstetrícia (Proago), desenvolvido em parceria com a Federação Brasileira das Sociedades de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), a grande quantidade de cesáreas está relacionada a uma questão cultural enraizada em boa parte de todos os agentes envolvidos no nascimento de uma criança – da mãe e sua família ao médico e sua equipe.
 
“Dos anos 1960 em diante, os obstetras começaram a agendar os partos que teriam ligadura de trompas na sequência e notaram que era possível se programar nesses casos, não precisavam ficar horas e horas por conta de uma gestante, como acontece nos partos normais”, explica. A prática, ele diz, foi se estendendo a casos de partos simples até chegar ao ponto em que mães e médicos determinam dia e hora do nascimento do bebê de acordo com suas agendas, sem sequer esperar o início do trabalho de parto. “As pessoas estão cada vez menos tolerantes e mais controladoras.”
 
Foram muitas as mudanças ocorridas ao longo desse processo, e não é possível apontar um único responsável pelo quadro atual. A obstetriz e professora-assistente do curso de obstetrícia da USP Mariane Menezes detalha: “Por conta do alto número de procedimentos, a cesárea passou a ser vista como uma cirurgia simples, embora seja de médio a grande porte. Ao mesmo tempo, houve uma desnaturalização do corpo da mulher, que passou a não ser entendida mais como um ser capaz de parir. Some-se a isso a formação dos médicos, que hoje aprendem pouco sobre partos normais ou naturais na faculdade, e a parte financeira, já que um parto de 12 horas de duração paga pouco mais que uma cesárea resolvida em uma hora” o renascimento do parto.
 
Dinheiro
Envolver dinheiro na problemática é um tabu. Como imaginar que o médico a quem a mãe confia um dos momentos mais preciosos de sua vida pode pensar mais em cifras do que no bem-estar dos pacientes? Sérgio Luz reconhece que isso acontece, e lamenta. “O obstetra que entra nessa roda-viva de fazer cesáreas para ganhar mais não tem amor pela profissão e pelo ser humano. Infelizmente, chega a haver até uma pressão social em algumas rodas, e os médicos embarcam nisso. Estamos diante de um problema cultural generalizado que, com muitas ações entre a classe médica e a população, levará de 30 a 40 anos para mudar”, prevê.
 
Mariane é um pouco mais otimista e diminui esse prazo para no máximo dez anos. “O caminho do parto humanizado tem se aberto muito. Tenho visto gestantes de todas as classes sociais e crenças buscarem informações e mudarem a mentalidade. A cesárea por pedido vai perdendo espaço”, acredita. O custo ainda assusta um pouco: fazer um parto humanizado pode custar de R$ 3 mil a R$ 10 mil, dependendo do lugar e do tamanho da equipe envolvida. “As famílias se organizam, parcelam. É uma experiência única e para a vida toda”, defende.
 
Para tentar oferecer condições iguais para todas as mulheres, independentemente da renda, o governo federal lançou em 2011 a estratégia Rede Cegonha, que incentiva o parto normal humanizado na rede pública por meio de ações como o custeio dos Centros de Parto Normal. Inspirados em modelos utilizados na Holanda, França e Inglaterra, eles oferecem um ambiente mais livre para a mãe dar à luz com o auxílio de enfermeiros obstétricos e, se necessário, apoio médico. Atualmente, a Rede Cegonha está presente em quase cinco mil municípios em todos os Estados do país e já recebeu o investimento de mais de R$ 3,6 bilhões.
 
Quando a cesárea é necessária
O incentivo ao parto normal é prioridade no Brasil, mas há que se considerar que, em alguns casos, a cesárea é necessária e salva vidas. Sérgio Luz esclarece que as indicações médicas são, nas ocorrências mais comuns, se a mãe apresenta pré-eclâmpsia (hipertensão a partir do segundo ou terceiro trimestre da gestação) e alta miopia (mais de 30 graus em pelo menos uma das vistas – há o risco de descolamento da retina no parto normal) ou se o feto tem crescimento retardado intra-uterino. “São uma minoria. Quase toda mulher pode e deve tentar um parto por via vaginal”, finaliza.
 
Fonte Delas

20 alimentos que diminuem o colesterol

Aveia: Consumir 3g dessa fibra pode reduzir em até 20% o colesterol total
Colocá-los na dieta ajuda a reduzir, sem o uso de remédios, as taxas dessa gordura prejudicial ao coração e aos vasos sanguíneos
 
Quem está com as taxas de colesterol altas no sangue pode se beneficiar de algumas escolhas alimentares que ajudam a combater esse problema muito comum entre a população mundial – e um dos grandes responsáveis por doenças cardiovasculares como o infarto e o acidente vascular cerebral (AVC) .
 
As comidas que reduzem o colesterol fazem isso de diferentes maneiras. Algumas contêm fibras solúveis, que retiram o colesterol do corpo antes mesmo que ele entre na circulação . Outras são ricas em substâncias químicas que bloqueiam a absorção dessa gordura na parede dos vasos sanguíneos.
           
Reduzir o colesterol na corrente sanguínea por meio da alimentação requer uma dupla estratégia, ensinam os especialistas da Associação Americana do Coração: assim como o poupador não deve aplicar todo dinheiro em apenas um investimento, não adianta nada consumir apenas um alimento. É preciso cortar ou reduzir drasticamente os produtos que aumentam o colesterol e passar a consumir, de forma equilibrada, o maior número possível de alimentos que ajudam a reduzir as taxas dessa gordura no sangue.        
           
Manter um peso saudável e praticar exercícios regularmente são fundamentais – quilos em excesso aumentam o LDL, enquanto o sedentarismo reduz as quantidades de HDL, que atua como um protetor do coração .
 
Conheça 20 alimentos que ajudam a reduzir o colesterol no sangue: 


- Abacate: rico em ácido oleico, substância que protege contra o acúmulo de LDL (o colesterol ruim) e ajuda a manter as taxas de HDL no sangue.

- Alho: rico em uma substância chamada saponina, que reduz o colesterol ruim (LDL).

- Aveia: ela contém uma fibra que auxilia na redução do colesterol LDL. Consumir 3g dessa fibra pode reduzir em até 20% o colesterol total.

 - Berinjela: ela contém (principalmente na casca) antocianinas, substâncias que reduzem colesterol total, frações e ainda os triglicérides.

- Cebola: além de reduzir o colesterol, ela tem ação anti-inflamatória, o que impede a formação de coágulos nos vasos sanguíneos.

- Cevada e outros grãos integrais: eles contêm bons níveis de fibras, selênio e beta-glucano, uma substância que ajuda a baixar o colesterol LDL, o mau colesterol.

- Chia: rica em fibras e ômega 3, uma dobradinha poderosa contra o colesterol.

- Feijão: rico em fibras solúveis, adicioná-lo à dieta proporciona reduções significativas do colesterol total e do LDL.

- Laranja, limão e outras frutas cítricas: são ricas em fibras solúveis e ainda contêm altas doses de vitamina C, uma dupla poderosa contra o colesterol alto.

- Linhaça: fonte de ômega 3 e ácido linoleico, reduz o colesterol e a glicose no sangue.

- Maçã: ela é rica em fibras solúveis e contém altas doses de flavonoides e antioxidantes que reduzem o colesterol no sangue

- Morango e frutas vermelhas: lotados de antioxidantes, que inibem a oxidação das partículas LDL (o colesterol ruim).

- Nozes em geral: ajudam na redução do colesterol porque são ricas em gorduras poli-insaturadas. Na circulação sanguínea, elas reduzem o LDL.

- Óleos vegetais de canola e girassol: são ricos em fitoesteróis, substâncias que barram a absorção de gordura da dieta, o que favorece a redução do colesterol.

- Peixes ricos em ômega 3 (salmão, atum, bacalhau, etc): essa substância auxilia no controle e na redução do colesterol e dos triglicérides.

- Quiabo: aqui, é a grande quantidade de fibras solúveis que ajuda a reduzir o colesterol no sangue.

- Quinua: além de alto teor de fibras, contém saponina, uma substância que reduz o colesterol produzido no fígado.

 - Soja e derivados: rica em vitamina E, ela aumenta os níveis de HDL, o bom colesterol.

- Tomate: o licopeno presente nesta fruta não se limita a ajudar a prevenir o câncer de próstata, mas também reduz o colesterol na corrente sanguínea.

- Uva e suco de uva: aqui o dono do “milagre” se chama resveratrol, presente tanto na fruta quanto no suco integral dela.

Fonte iG