Aplicativos, carreira, concursos, downloads, enfermagem, farmácia hospitalar, farmácia pública, história, humor, legislação, logística, medicina, novos medicamentos, novas tecnologias na área da saúde e muito mais!



quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Doencas que eram comuns na terceira idade atingem tambem jovens.

Especialistas dão dicas para ter um coração mais jovem e saudável
 
Novo Hamburgo  - No meio da palestra, ele não conseguiu mais falar. As palavras não saíam. Com a língua dormente e o coração acelerado, começou a suar frio. Já sabia o que estava acontecendo, pois não era a primeira vez. Aos 22 anos, o músico e produtor cultural Júnior Garcia teve um princípio de infarto. Aos 26, teve outro, mais grave. “Estava acostumado a passar mal. Na primeira vez, achei que não fosse nada de mais.” 
 
A rotina de pouco sono, má alimentação, excesso de peso, sedentarismo e estresse cobrou seu caro preço. “Na minha primeira consulta com um cardiologista, minha pressão estava a 27 por 19. No limite”, conta. Na época, Júnior, que mede 1,79m, pesava 100 quilos. A reversão do quadro pediu mudanças radicais, capitaneadas por uma reeducação alimentar completa: “Eu chegava a comer só uma vez por dia, descontroladamente”, explica. 
 
A alimentação, no entanto, é apenas um dos pilares que sustentam uma vida saudável, defende o cardiologista Luiz Carlos Bodanese. Segundo ele, uma boa alimentação pode controlar dois fatores de risco: a obesidade e o colesterol. Também é preciso ficar atento ao histórico familiar de doenças, controlar o estresse, fazer atividades físicas e evitar o fumo. “Se a pessoa for exposta a dois ou mais desses fatores de risco, aumenta muito a predisposição a problemas cardíacos”, explica Bodanese. 
 
A observação desses fatores de risco deve ocorrer em qualquer idade. Se existem idosos com um “coração de garoto”, também jovens com “coração de velho”. Júnior, aos 22 anos, estava exposto ao excesso de peso, estresse e um histórico familiar de problemas de pressão. Segundo Bondanese, é possível detectar, a partir de exames, uma deterioração no coração.
 
Siga este ritmo
 
- O tabagismo é um vilão. Médicos recomendam não fumar, mesmo que com pouca frequência.
 
- Uma boa alimentação começa por um bom cardápio. Nesse caso, a disciplina é importante para se manter na linha. 
 
- Faça cinco ou seis refeições por dia, e tente comer alimentos de, pelo menos, cinco cores diferentes.
 
- Pessoas que sofrem de enxaqueca com aura (quando vê luzes e formas geométricas), principalmente se fumam, o risco de AVC se torna muito maior. Nesse caso, uso de anticoncepcionais orais também aumentam o risco.
 
- Famílias com histórico de doenças são o primeiro alerta. Nesse caso, o acompanhamento deve começar mais cedo e ser mais constante.
 
- Preste atenção nos rótulos dos alimentos. Eles têm informações importantes que podem lhe ajudar a escolher o que comer.
 
- Tente diminuir o estresse. Ele contribui para doenças cardiovasculares, neurológicas e até para o câncer.
 
Fontes: Oncologista Carlos Barrios, Cardiologista Luiz Carlos Bodanese, Neurologista Maurício Fredrich, Nutricionista Sônia Linden.
 
Jornal de Gramado

Tratamento pode prevenir a transmissão do vírus HIV na gestação

Mulheres grávidas com aids podem reduzir as chances do feto ser soropositivo
 
Novo Hamburgo - Quando o vírus causador da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (aids) surgiu na década de 80, as pessoas contaminadas pelo HIV não tinham muitas esperanças de uma vida longa. E, se o vírus atingisse um recém-nascido, as chances eram menores ainda. Com o avanço da medicina e o maior conhecimento sobre a doença, um coquetel de drogas foi criado capaz de prolongar a vida da pessoa soropositiva.
 
E não é só isso: os remédios se tornaram capazes de proteger inclusive quem ainda não nasceu. Em Novo Hamburgo, nos últimos dois anos, pelo menos 65 gestantes foram diagnosticadas como portadoras do HIV. Em 2011 foram 30 mulheres e no ano passado 35.
 
Neste ano, até o mês de julho, 17 casos já haviam sido confirmados. A taxa de transmissão do HIV de mãe para filho durante a gravidez, sem qualquer tratamento, pode ser de 20%. Mas a boa notícia é que, se a grávida seguir todas as recomendações médicas, a possibilidade de infecção do bebê reduz para menos de 1%.
 
Em Novo Hamburgo, conforme a coordenadora do Departamento de Vigilância em Saúde , Solange Shama, a taxa de contaminação tem se mantido dentro da média nacional, que é entre 2% e 3%. Isso significa que em 2012, dos bebês nascidos de mulheres com HIV no Município, apenas um contraiu a doença da mãe.
 
Apesar da estatística ser positiva, como alerta Solange, o número de crianças infectadas poderia ser zero se os adultos adotassem a prevenção como melhor forma de tratamento.
 
Além do uso de preservativos, é importante fazer o teste e se proteger de todas as situações que representem risco.
 
Efeito colateral no tratamento
No Município, todas as grávidas soropositivas recebem acompanhamento diferenciado por meio do Serviço de Atendimento Especializado (SAE). As gestantes, depois de receberem o exame confirmando a presença do HIV, são encaminhadas para a médica obstetra Rosita Lopes.
 
A partir deste momento, as futuras mães já passam a receber o medicamento necessário para evitar que o feto também seja contaminado. Segundo Rosita, é importante informar que, assim como outros remédios, as drogas utilizadas neste tratamento causam diversos efeitos colaterais no organismo como diarreia, alterações no fígado e nos índices de colesterol.
 
Jornal de Gramado

Equipamento auxiliará pesquisas de novos fármacos

Imagem ilustrativa
Espectrômetro de massa
Desde o último dia 20 de agosto está em funcionamento no Centro de Estudos de Venenos e Animais Peçonhentos (Cevap) da Unesp de Botucatu um equipamento de espectrometria de massas.
 
Adquirido com verbas do Departamento de Ciência e Tecnologia (Decit/Ministério da Saúde) e Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), no valor de R$ 650 mil, o aparelho será utilizado no projeto de pesquisa clínica que envolve a aplicação do Selante de Fibrina em úlceras venosas (ver mais em box no final desta matéria), chefiado pelo professor titular Benedito Barraviera, coordenador-executivo do Cevap.

O acesso ao espectrômetro de massas será aberto a todos os pesquisadores que necessitarem identificar e caracterizar estruturalmente proteínas e peptídeos de diversas origens biológicas. Este acesso será agendado previamente com a equipe técnico-científica do Cevap, segundo a complexidade das amostras e terá um custo acessível ao usuário por cada amostra analisada.

A pesquisadora Lucilene Delazari dos Santos, que foi capacitada ao longo de 12 anos de investimento/treinamento na área de Análise Proteômica, será a responsável pela gestão do equipamento. A operação do espectrômetro de massas requer conhecimento elevado em Química Analítica, Bioquímica de Macromoléculas, Biofísica e Biologia de Sistemas para a obtenção dos resultados e a interpretação biológica dos dados proteômicos. "Por ser um centro de pesquisa, o Cevap atua diariamente em experimentações de bancada por meio de seus técnicos de laboratórios e alunos de pós-graduação que estão sendo capacitados na área e que compartilham da gestão da pesquisa neste centro", colocou Lucilene.

Este equipamento poderá ser utilizado em várias abordagens, incluindo o desenvolvimento de novos medicamentos e na obtenção de plataformas diagnósticas e/ou prognósticas. "Em relação ao desenvolvimento de novos fármacos, o espectrômetro de massas atuará na identificação de biomoléculas ativas, ou seja, na prospecção de moléculas que apresentam atividades biológicas relevantes e em potencial para que, futuramente, possam ser submetidas a ensaios clínicos e à produção farmacêutica", explica a pesquisadora.

O Cevap, associado à uma unidade de pesquisa clínica como a Unidade de Pesquisa Clínica (Upeclin) da Faculdade de Medicina (FM) de Botucatu, poderá acompanhar os ensaios clínicos em dois momentos: transferindo bioinsumos validados com certificação para aplicação em pacientes e acompanhar os perfis de proteínas/peptídeos em biópsias líquidas ou sólidas realizadas durantes estes ensaios clínicos na tentativa de auxiliar nos diagnósticos já existentes.

Lucilene lembra que uma das missões do Cevap é extrair, liofilizar (desidratar) e purificar toxinas animais a fim de promover pesquisas acadêmicas experimentais que envolvam o uso de toxinas individuais e/ou também ser um centro de referência para o fornecimento de venenos de qualidade à comunidade científica. Neste contexto, diz ela, conhecer os venenos animais ou os insumos biológicos que envolvem as pesquisas atuais do Cevap, como sangue animais e de seres humanos, é fundamental e prioritário.

"Esse equipamento de espectrometria de massas é a ferramenta de maior importância nessa rotina de pesquisa, pois com o potencial de identificar/descobrir novas moléculas bioativas, aumentará ainda mais a responsabilidade e o compromisso do Cevap em sua missão como um centro de pesquisa na área de prospecção de novas moléculas", afirmou.

Sobre o Selante de Fibrina
Um projeto piloto de selante de fibrina, espécie de cola biológica foi desenvolvido pelo Cevap, com financiamento de R$ 4,45 milhões do Decit (Departamento de Ciência e Tecnologia do Ministério da Saúde). O repasse da verba ocorre por meio do CNPq e conta também com R$ 2 milhões repassados pela Unesp, para a elaboração de um teste clínico em fase 2, multicêntrico em 300 pacientes, como parte de um projeto que visa identificar produtos estratégicos de tecnologia nacional para o SUS (Sistema Único de Saúde). O selante foi testado com sucesso na cicatrização de úlceras crônicas e como substituto ou adjuvante de sutura em cirurgias e os resultados foram publicados em diversas revistas científicas internacionais.

O selante de fibrina é um bioproduto 100% nacional, feito a partir da mistura de uma enzima extraída do veneno da cascavel (Crotalus durissus terrificus) com fibrinogênio de sangue de grandes animais (bubalinos, equinos, bovinos ou ovinos), cuja ação se baseia no princípio natural da coagulação. Responsável pelo Laboratório de Produção do Selante de Fibrina, o pesquisador Dr. Rui Seabra Ferreira Jr, acredita que após o registro do produto junto a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a validação de todos os métodos de produção, o legado deste projeto à Universidade será enorme em avanços biotecnológicos.

"Certamente, o espectrômetro de massas virá a fortalecer e a ampliar o parque tecnológico de Facilities do Cevap no objeto de transpor o GAP existente entre a pesquisa fundamental e a aplicada, gerando finalmente benefícios à população brasileira", destacou.

Assessoria de Comunicação e Imprensa - (11) 5627-0329/0566/0330

 Twitter: @unespreitoria - Facebook: www.facebook.com/UnespReitoria

SUS desativou quase 13 mil leitos entre 2010 e 2014

Brasília - Entre janeiro de 2010 e julho de 2013, quase 13 mil leitos do Sistema Único de Saúde (SUS) foram desativados. O levantamento, baseado em dados do Ministério da Saúde, foi feito pelo Conselho Federal de Medicina (CFM).
 
A psiquiatria, com 7.449 leitos a menos, foi a especialidade com maior queda. Na pediatria houve redução de 5.992; na obstetrícia, 3.431 e na cirurgia geral houve uma redução de 340 leitos. Em janeiro de 2010, o SUS tinha 361 mil leitos, em julho deste ano, caiu para 348.303.
 
O Ministério da Saúde explicou, em nota, que houve queda de leitos psiquiátricos em função de uma nova política, que não prioriza a hospitalização de pacientes com agravos de psiquiatria. Porém, a psiquiatra Fátima Vasconcelos avalia a política como "equivocada". "Medicamentos novos permitem que os pacientes sejam tratados em casa, mas há inúmeras condições que precisam de internação", disse Fátima. Na opinião da especialista falta planejamento na área, o governo não considerou os níveis de gravidade das doenças psiquiátricas.
 
Fátima diz que há ilhas de excelência em psiquiatria em hospitais universitários, mas a realidade do serviço público mostra que existe uma grande dificuldade de conseguir uma consulta. "Não existe esse ambulatório tão bem ajeitado que evite internações. É um viés ideológico. Achar que não existe doença psiquiátrica é uma insanidade", disse Fátima.
 
No período do levantamento, nove estados apresentaram números positivos no cálculo final de leitos ativados e desativados nos últimos dois anos e meio: Rondônia (629), Rio Grande do Sul (351), Espírito Santo (239), Santa Catarina (205), Mato Grosso (146), Distrito Federal (123), Amapá (93), Roraima (24) e Tocantins (9).
 
Em números absolutos, os estados das regiões Sudeste e Nordeste foram os que mais sofreram redução no período. Na avaliação do presidente do CFM, Roberto dÁvila, os dados revelam de forma contraditória o favorecimento da esfera privada em detrimento da pública na prestação da assistência à saúde.
 
No estado do Rio de Janeiro, 4.621 leitos foram desativados desde 2010. No Nordeste, a maior queda foi no Maranhão (-1.181). Entre as capitais, o Rio de Janeiro foi a que mais perdeu leitos na rede pública (-1.113), seguido por Fortaleza (-467) e Curitiba (-325).
 
Para o Ministério da Saúde, o CFM não considerou o contexto da redução de leitos. A pasta informou em nota, que entre 2007 e 2013, houve aumento de 63% no número de leitos de UTI no país, que passaram de mais de 11,5 mil para 18,8 mil e são voltados para pacientes em estado grave. A pasta também explica que houve ampliação nos programas de vacinação, o que diminuiu o número de crianças internadas e, consequentemente, a necessidade de leitos na área.
 
O Ministério da Saúde também destacou a criação do Programa Melhor em Casa, que oferece atendimento domiciliar com equipe multidisciplinar e o reforço na atenção básica e nas unidades de Pronto-Atendimento, ações que, de acordo com a pasta, reduzem a necessidade de leitos para internação.

Agência Brasil

Homens também perdem hormônios

A diminuição da produção hormonal não é uma exclusividade das mulheres.  Mais lenta e gradual do que a que acontece nas mulheres quanto ao estrógeno, a queda no público masculino diz respeito principalmente à testosterona, tendo sintomas mais brandos e de aparecimento mais vagaroso. É o que afirma Myrna Campagnoli, endocrinologista do Laboratório Frischmann Aisengart.
 
De acordo com a médica, a redução da testosterona acontece com praticamente todos os homens, predominantemente depois da quarta década de vida, e pode ocasionar riscos à saúde como o aumento de doenças cardíacas e osteoporose, assim como a piora geral da qualidade de vida, acarretando sensação de fadiga persistente, redução da força física e da libido. ?Não existem ganhos, mas as perdas ligadas à redução da testosterona têm intensidades e sintomas diferentes de homem para homem, sendo que alguns até podem nunca apresentar sinal algum?, explica.
 
Mas a endocrinologista revela que, em geral, após os 60 anos a produção de testosterona é baixa o suficiente para que quase 30% dos homens apresentem algum sintoma. Para este público ou para quem tenha outros fatores de risco para doença cardiovascular e óssea, como uma história familiar, é indicada a reposição hormonal. ?No entanto, a reposição não deve ser feita em pacientes com câncer e deve ser usada com muita cautela em indivíduos com doenças crônicas do fígado, do rim e em diabéticos. Por isso, é essencial o acompanhamento regular com o endocrinologista e com o urologista?, alerta.
 
Outra recomendação da Dra. Myrna é para que os cuidados passem a ser tomados pelos homens desde a infância até a terceira idade, pois cada faixa etária poderá ter maior ou menor incidência de determinadas alterações. ?A redução da testosterona, especificamente, é mais comum depois dos 40 anos, mas em algumas situações pode acontecer de forma precoce?, exemplifica.
 
Sobre o Laboratório Frischmann Aisengart
O Laboratório Frischmann Aisengart tem 68 anos e é considerado uma referência para o segmento de medicina diagnóstica na região. Com forte presença nas áreas hospitalar e ambulatorial é o líder de mercado na capital e Região Metropolitana. Possui mais de 600 colaboradores e mais de 40 unidades no Paraná. São mais de três mil tipos de exames de análises clínicas que contemplam serviços e soluções diferenciados com qualidade, rapidez e alto padrão de atendimento, como a coleta domiciliar e vacinas. Para mais informações: www.labfa.com.br ou (41) 4004-0103.
 
ParanaShop