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quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Saiba como manter a linha nas festas de fim de ano

A pior época do ano para resistir às guloseimas chegou. Ir já alimentado para uma festa e maneirar na comilança no dia seguinte ajudam a manter o peso
 
Dezembro chegou e, junto com ele, vieram os convites para a confraternização da empresa, o amigo secreto do trabalho, a ceia de natal, a festa de ano novo e outras encontros que fazem todos mais felizes. E com vários quilinhos a mais.
 
Resistir às tentações só com força de vontade não é fácil, por isso vale alguns truques.
 
O primeiro, é ir previamente alimentado para uma festa. “Normalmente, você vai sem saber o que será servido lá. Antes, então, é bom comer um lanche natural, com pão integral, tomate - que é fonte de licopeno, alface americana e queijo branco. Ajuda na saciedade e ainda evita que a pessoa consuma bebida alcoólica com o estômago vazio, o que não é bom”, diz a nutricionista Gisele Cristina de Carvalho, da Clínique
 
Confira algumas dicas para não se desentender com a balança no final do ano:
 
- Você sabe se está com peso adequado? Para resistir às tentações, coloque a saúde em primeiro lugar.
 
- Começar o dia com um café da manhã adequado é uma excelente estratégia.
 
- A nutricionista Gisele Carvalho explica que os sucos detox realmente funcionam, e que um profissional pode indicar o melhor suco para cada um.
 
- Se for sair para fazer compras, leve uma fruta ou oleaginosa na bolsa.
 
- Não pule as refeições. Comer de 3 em 3 horas também vale para dezembro.
 
- Hidrate-se. A água é responsável por praticamente todos os processos que ocorrem no organismo, desde a circulação, digestão até a eliminação de toxinas.
 
- Faça um lanche saudável antes de uma festa. Isso vai ajudar a controlar a fome e comer menos guloseimas.
 
- Verifique todas as opções de comida antes de escolher. Isso evita pegar um "pouquinho de tudo" e cometer exageros.
 
- Opte por saladas folhosas, pois auxiliam na digestão e diminuem a absorção da gordura.
 
- Seja moderado: cada copo de cerveja (240 ml) tem cerca de 100 a 130 calorias. Os espumantes também. E os drinks podem chegar até a 500 calorias.
 
Se a pessoa cai em tentação e abusa, o ideal é recomeçar a dieta já no dia seguinte. “Se comeu uma torta de 600 calorias, por exemplo, não dá para deixar para janeiro. Tem que ser agora”, explica Gisele.
 
Outro passo é tomar um café da manhã balanceado no dia seguinte ao exagero. “O ideal é beber um suco detox, que vai limpando o fígado e todas as toxinas que impedem que o metabolismo esteja funcionando normalmente”, explica Gisele. "Se a pessoa não tem restrição nenhuma, é possível adicionar ao suco um pouco de chá de hibisco, cavalinha, chá verde, entre outros. Cada pessoa pode ter um suco individualizado”, explica.
 
No caso das ceias, que costumam ser fartas e calóricas, a dica se deliciar com as saladas da entrada. "Assim, a pessoa já chegará saciada na hora do prato principal, o mais calórico".
 
A consciência ficará ainda mais leve se, na hora da sobremesa, houver uma troca corajosa do cheesecake normal pelo de ricota e iogurte grego light. “Sempre falo para os meus pacientes que eles têm de ir para a festa para se divertir, não para comer", conclui Gisele. 
 
iG

Quadrilha vendia vagas de Medicina por até R$ 140 mil

Quadrilha agia em MG e RJ, segundo polícia (Foto: Reprodução/Polícia Civil)
Foto: Reprodução/Polícia Civil
Quadrilha agia em MG e RJ, segundo polícia
Faculdades do Rio, Itaperuna, Nova Iguaçu, Teresópolis e Petrópolis serão investigada
 
Rio - Uma quadrilha que movimentava milhões de reais com a venda de vagas em faculdades de Medicina em Minas Gerais e no Estado do Rio foi desbaratada nesta terça-feira pela Polícia Civil mineira. Foram presas 21 pessoas. Segundo as investigações, as vagas custavam entre R$ 30 mil e R$ 140 mil.
            
As instituições suspeitas de envolvimento no Rio são a Unig de Itaperuna e Nova Iguaçu; a Unifeso de Teresópolis e a FMP de Petrópolis. De Minas, também serão investigadas a Unipac de Juiz de Fora; a PUC e a Faminas, de Belo Horizonte; a Unec de Caratinga; a UI de Itaúna; a Univaço de Ipatinga e a Funjob de Barbacena. 
 
Apontados como líderes do bando, o funcionário público aposentado Quintino Ribeiro Neto, 63 anos, e Maria Aparecida Calazani, 37, estão entre os presos. Com a quadrilha foram apreendidos cerca de R$ 500 mil, sendo U$ 25 mil (R$ 59,5 mil), celulares, documentos, pontos eletrônicos, munições de uso restrito e um veículo de passeio. 
 
O preço da vaga variava de acordo com a modalidade da fraude. O método podia ser aplicado por meio de telefone celular, ponto eletrônico, falsificação de históricos escolares, vaga direta ou mesmo por terceiros, que faziam a prova no lugar do candidato.
            
Chamada de “Hemostase” (conjunto de procedimentos cirúrgicos para estancar uma hemorragia), a operação foi iniciada há oito meses pela Delegacia Regional de Caratinga, em Minas. Além de cumprir todos os mandados de prisão, foram executados 32 de busca e apreensão. A operação contou com 180 policiais em 17 cidades nos dois estados e empregou até um helicóptero.
 
“O trabalho não termina aqui. Vamos aprofundar os levantamentos a fim de solidificar ainda mais a nossa convicção de que desvendamos um esquema criminoso, altamente rentável, e que permitia a entrada de profissionais despreparados no mercado da Medicina”, explicou o delegado Jeferson Botelho, superintendente de Investigações e Polícia Judiciária.
 
Acusados vão responder por fraude, estelionato e lavagem de dinheiro
De acordo com a investigação da polícia mineira, alguns integrantes da quadrilha tinham uma função. Entre os presos está a médica Micheline Vieira Ribeiro, presa em Minas, e o policial reformado Jorge Rodrigues de Oliveira, 60 anos, detido no Rio.
 
José Cláudio de Oliveira, 41, era o responsável por conseguir os candidatos, assim como as estudantes de Medicina Mirela de Souza Faria, 33, e Samyra Sarah Marques, 26. Talytta Cristine da Silva, 26, e Spencer Almeida de Oliveira, 22, exerciam a função de intermediadores do bando. Eles e outros integrantes foram presos em Minas Gerais.
 
Além do policial, no Rio foram presas outras seis pessoas. Todos os acusados de envolvimento no esquema fraudulento vão responder por associação criminosa, fraude de certames de interesse público, estelionato, falsificação de documentos públicos e de documentos particulares, falsidade ideológica, falsa identidade e lavagem de dinheiro.
 
iG

Beber demais aumenta taxa de divórcio, mas não se casal bebe junto

Beber demais a dois não afeta o relacionamento, mas pode afetar
 outras áreas da vida em família, como a criação dos filhos
Pesquisa descobriu que a diferença no hábito de consumo é o que causa problemas: quando ambos os cônjuges abusam da bebida, a taxa de divórcios é igual à de casais abstêmios
 
O hábito de um parceiro de beber muito aumenta o risco de divórcio. Mas a bebida não afeta o casamento se ambos os cônjuges têm o mesmo hábito​​, segundo um novo estudo.
 
Os pesquisadores acompanharam cerca de 650 casais pelos primeiros nove anos de casamento e descobriram que a taxa de divórcio era de quase 50% para os casais em que apenas um dos parceiros bebia demais. Beber além da conta foi definido como tomar seis ou mais drinques de uma só vez ou ficar bêbado.
 
A taxa de divórcio para casais em que nenhum dos dois tinha o hábito de beber demais ou em que ambos o faziam ​​foi de 30%, de acordo com o estudo, divulgado na edição de dezembro da publicação “Psychology of Addictive Behaviors” .
 
"Nossos resultados indicam que é a diferença entre os hábitos de consumo do casal, e não a bebida em si, que leva à insatisfação conjugal, separação e divórcio", disse o autor Kenneth Leonard, diretor do Instituto de Pesquisa sobre Vícios na Universidade de Buffalo, em uma nota de imprensa da universidade.
 
“Esta pesquisa fornece evidências sólidas para reforçar a noção comum de que o alcoolismo de um parceiro pode levar ao divórcio. Embora algumas pessoas possam pensar que é um resultado provável, surpreendentemente haviam poucos dados científicos para sustentar essa afirmação até agora”, acrescentou.
 
Os pesquisadores ficaram surpresos ao descobrir que a taxa de divórcio para dois bebedores pesados ​​não era maior do que para um casal de abstêmios.
 
"Cônjuges que bebem demais podem ser mais tolerantes com as experiências negativas relacionadas ao álcool devido a seus próprios hábitos de consumo", disse Leonard.
 
Mas isso não significa que beber demais, mesmo que a dois, não arruine outras áreas da vida familiar. “Dois bebedores pesados podem não se divorciar, mas podem criar um clima particularmente ruim para seus filhos”, observou ele.
 
Leonard concluiu: “Esperamos que nossos resultados sejam úteis para terapeutas de casal e profissionais de saúde mental, que podem avaliar se uma diferença de hábitos de consumo de álcool está de fato causando conflitos entre os casais que procuram ajuda”.

Delas

Câncer atingirá 300 mil homens em 2014. Veja os mais comuns e como se prevenir

Getty Images/Stuart Wilson
Ian McKellen, o Gandalf de "O Hobbit" e Magneto de "X-Men",
revelou ter câncer de próstata no final de 2012
Inca divulgou as estimativas dos novos casos da doença entre os brasileiros no próximo ano. Saiba quais são os cinco mais comuns, os exames que podem ser feitos para diagnosticar o câncer precocemente e como se proteger mudando alguns hábitos
 
Há pouco menos de um ano, Ian McKellen, conhecido por seus papéis como Gandalf em “O Senhor dos Anéis” e “O Hobbit” e Magneto na franquia dos “X-Men”, revelou ter câncer de próstata. O ator de 73 anos é um exemplo distante de uma doença que pode bater na sua porta e que deve bater na de quase 69 mil brasileiros em 2014, de acordo com dados divulgados na última semana pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca).
 
O Inca espera 576.580 novos casos de câncer entre os brasileiros para o ano que vem, e os homens são maioria, respondendo por 302.350 (52,4%) deles. Mais populosa, a região Sudeste concentra o maior número de ocorrências para 2014, com quase 157 mil, seguido do Sul (66 mil) e do Nordeste (47 mil). Quando o câncer de pele não melanoma – saiba mais sobre a doença aqui – não é considerado, o de próstata lidera nas cinco regiões do País.
 
Veja a quantidade de novos casos de câncer estimados pelo Inca em 2014:
 


 
Com exceção do câncer de pele não melanoma, os cinco casos mais esperados em 2014 são: próstata, traqueia, brônquios e pulmão, cólon e reto, estômago e cavidade oral. “A maioria desses tumores tem como fatores de risco a ingestão de álcool, o tabagismo e a má alimentação”, explica Felipe Roitberg, oncologista do Icesp.
 
“Uma vida saudável, longe do cigarro, com atividade física regular e avaliações médicas periódicas, principalmente depois dos 50 anos, pode prevenir ou ao menos diagnosticar precocemente os tumores mais prevalentes nos homens brasileiros”, completa Vinicius Vasquez, diretor clínico do Hospital de Câncer de Barretos, no interior de São Paulo. O iG ouviu três especialistas para que você saiba mais sobre os exames necessários, quando fazê-los e o que pode acelerar o surgimento da cada doença.
 
CÂNCER DE PRÓSTATA: 68,8 mil novos casos em 2014
 
Exames preventivos: toque retal e o exame de sangue PSA (Prostate Specific Antigen). “O PSA é um marcador. Existe uma relação entre o valor dele e a chance de você ter a doença: quanto maior o PSA, maior a chance de ter. Acima de 4 é anormal”, diz Fábio Ortega, urologista do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp). Já o toque retal – e não adianta inventar desculpas para evitá-lo – também é importante. “Ao tocar o urologista percebe se há ou não um tumor”, afirma. Após o diagnóstico por meio da biópsia, uma segunda fase vai determinar a categoria do tumor: localizado (dentro da próstata), localmente avançado (saindo da próstata) e avançado (em processo de metástase).
 
Com que idade você deve fazê-los: a partir dos 50 anos, mas pacientes que têm ou tiveram parentes de primeiro grau com a doença devem realizar os exames cinco anos antes. De acordo com Ortega, a idade mínima indicada subiu por conta do alto número de homens que fazem o rastreamento e o baixo número de diagnósticos.
 
A doença costuma aparecer em homens de que idade: a partir dos 50 anos. Caso o paciente tenha antecedentes familiares, a partir dos 45 anos.
 
O que pode acelerar o surgimento da doença: pessoas que fazem reposição de hormônios podem ter uma precipitação da doença, alerta o urologista. Outro fator defendido por uma linha de pensamento, mas não comprovado, é a alimentação. “A incidência no Japão é 13 vezes menor que nos EUA. Acredita-se que isso esteja relacionado à dieta. A oriental tem pouca gordura animal, ao contrário da norte-americana”, explica.
 
Principais sintomas: dificuldade de urinar, acordar mais vezes à noite e redução do jato urinário. Ortega pede, no entanto, que os homens não se consultem apenas quando tem sintomas. “Tem que ir ao médico independentemente dos sintomas. Não há nada que você possa fazer para evitar, mas os exames servem para detectar precocemente. Isso muda tudo. Se descobrir a doença na fase inicial, sua chance de cura é em torno de 90%.”
 
CÂNCER DE TRAQUEIA, BRÔNQUIOS E PULMÃO: 16,4 mil novos casos em 2014
 
Exames preventivos: a melhor forma de prevenir é evitar o tabagismo, de acordo com Felipe. “É importante frisar que não existe uma carga tabágica segura. As pessoas dizem que estão reduzindo o número de cigarros por dia, mas não adianta reduzir, tem que parar mesmo”, diz. Ele afirma ainda que exames de rastreamento ainda não estão bem definidos e estabelecidos.
 
Com que idade você deve fazê-los: quem não fuma, não deve começar.
 
A doença costuma aparecer em homens de que idade: prevalece mais em pacientes mais idosos, a partir dos 60 anos, por conta da exposição ao cigarro. “O tumor demora anos, décadas para se desenvolver, mas a gente tem visto com frequência em homens mais jovens”, conta Roitberg.
 
O que pode acelerar o surgimento da doença: tabagismo. Fatores como herança genética, exposição ao arsênio, fibras de amianto e poluição também influenciam, mas com muito menos frequência, de forma “quase que desprezível”.
 
Principais sintomas: tosse, cansaço, astenia, perda ponderal. “A tosse piora, não cede e parece uma infecção. A pessoa acha que é uma pneumonia, mas no final das contas era um tumor que vinha crescendo. Quando os sintomas surgem, são bem tardios”, afirma o oncologista.
 



CÂNCER DE CÓLON E RETO: 15,07 mil novos casos em 2014
 
Exames preventivos: pesquisa de sangue oculto nas fezes uma vez por ano ou uma colonoscopia a cada dez anos também é suficiente, sugere Roitberg. O tumor demora entre cinco e dez anos para evoluir de uma forma pré-maligna até o câncer. A ideia do rastreamento é detectar em fase pré-maligna.
 
Com que idade você deve fazê-los: a partir dos 50 anos.
 
A doença costuma aparecer em homens de que idade: entre 50 e 60 anos de idade. “Se a pessoa possuir um histórico de câncer de intestino ou gástrico na família é importante procurar um médico. Talvez seja preciso fazer uma colonoscopia anual. Ao contrário do câncer de pulmão, neste caso há uma tendência do fator hereditário exercer uma maior influência.”
 
O que pode acelerar o surgimento da doença: há uma relação com fatores de risco como a dieta. “Pessoas que comem carnes vermelhas em excesso e poucas fibras; o cigarro também está relacionado”, diz Felipe. “A gente não defende que a pessoa fique sem carne vermelha, o que propomos é o equilíbrio, comer verduras, frutas”, completa.
 
Principais sintomas: alterações do hábito intestinal, como diarreias e intestino preso. Com menor frequência, sangramento nas fezes e cansaço “porque a pessoa tem microsangramentos e aos poucos uma anemia”. O cansaço pode chamar atenção nesses casos, informa o especialista do Icesp.
 
CÂNCER DE ESTÔMAGO: 12,8 mil novos casos em 2014
 
Exames preventivos: em casos específicos, pacientes com histórico familiar deveriam passar por uma endoscopia, mas são casos selecionados. A orientação é fazer uma endoscopia digestiva alta, que não dói, é simples e feita com o paciente sedado.
 
Com que idade você deve fazê-los: não existe uma orientação neste sentido, de acordo com Felipe. “O que nós orientamos é fazer uma avaliação individual, tomar cuidado com alimentação, consumir frutas, verduras e fibras.”
 
A doença costuma aparecer em homens de que idade: é variado, mas em média a partir dos 50, 60 anos. É na sexta década de vida que costuma surgir, apesar de pacientes mais jovens, muitos com o fator hereditário associado, serem diagnosticados com câncer no estômago.
 
O que pode acelerar o surgimento da doença: álcool, cigarro, excesso de alimentos defumados, enlatados ou conservados em sal.
 
Principais sintomas: perda de peso e de apetite, cansaço secundário, desconforto abdominal. Eventualmente são sintomas parecidos com o de uma gastrite, úlcera, mas persistem mesmo após o tratamento.
 
CÂNCER DE CAVIDADE ORAL: 11,2 mil novos casos em 2014
 
Exames preventivos: não tem nada que detecte de forma precoce, você precisa ficar atento às feridas e nódulos na região da boca que não melhoram e tendem a crescer. Neste caso, procure um médico, um otorrinolaringologista para uma avaliação, pede Roitberg.
 
Com que idade você deve fazê-los: não há uma idade exata.
 
A doença costuma aparecer em homens de que idade: nos casos em que está relacionado ao vírus HPV pode aparecer precocemente, por volta dos 30 a 40 anos, mas em geral oscila na faixa entre 50 e 60 anos de idade.
 
O que pode acelerar o surgimento da doença: o fator de risco mais relacionado é o etilismo e o cigarro, afirma o oncologista. “Pense no quanto você ganha, imagina que seu chefe vai aumentar seu salário em 20, 40 vezes e faz as contas. É isso que o álcool e o tabagismo fazem com as chances de você ter um câncer. É maior exemplo que dou.”
 
Principais sintomas: feridas e caroços que não melhoram com tratamento, rouquidão, mudanças no tom da voz, dificuldade para engolir.
 
Expectativa de vida
Maioria nas estimativas de novos casos de câncer em 2014, os homens brasileiros tiveram um leve crescimento na expectativa de vida, segundo informações divulgadas ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A ala masculina, cuja média de tempo de vida em 2011 era de 70 anos e seis meses, espera viver agora até os 71 anos de idade, enquanto as mulheres chegam, em média, aos 78,3 anos, seis anos e 25 dias a mais que em 2011.
 
iG

Fórum sobre saúde do homem debate exames para detectar câncer de próstata


Brasília – O Ministério da Saúde e a Sociedade Brasileira de Urologia têm posicionamento diferente quanto ao rastreamento do câncer de próstata.
 
O assunto foi tema ontem (3) do 6º Fórum de Políticas Públicas e Saúde do Homem, na Câmara dos Deputados. Segundo dados divulgados em novembro pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca), excluindo o câncer de pele, não melanoma, o câncer de próstata será o de mais incidência entre os homens em 2014, devendo atingir 68.800 indivíduos.
 
Para Aguinaldo Nardi, presidente da Sociedade Brasileira de Urologia, os exames que podem detectar o câncer de próstata devem ser feitos por todos os homens com mais de 50 anos. "Todo homem tem o direito e dever de cuidar da sua saúde, então, após os 50 anos de idade, ele deve consultar o urologista, fazer o exame de toque e o PSA [dosagem do antígeno prostático específico]. Aqueles pacientes que têm pele negra, que são obesos ou antecedente familiar [de câncer de próstata] têm que fazer rastreamento obrigatório", disse.
 
O representante da área técnica do Programa Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem, Daniel Costa, disse que o Ministério da Saúde segue o princípio de que o rastreamento do câncer de próstata, exames mais aprofundados, não deve ser feito, já que pode trazer riscos à saúde do paciente. "Às vezes o exame PSA dá um falso positivo. A pessoa faz o exame, vê o nível alterado. E os exames que se seguem podem causar incontinência urinária, impotência, fora a situação da dor, febre. Fica a questão, se você propõe para a população inteira fazer esse exame, você pode até estar colocando as pessoas em uma condição de risco", disse.
 
Nardi ressaltou que 30% dos casos de câncer de próstata são diagnosticados em estágio avançado, quando as chances de cura diminuem. Segundo ele, quando descoberto no começo, 90% dos casos da doença são curáveis. "Se os pacientes têm a doença avançada, perdem a oportunidade de ficar curados", disse.
 
Segundo o Inca, a decisão do uso do rastreamento como estratégia de saúde pública deve se basear em evidências científicas de qualidade, e, no momento, não existem evidências de que o rastreamento para o câncer de próstata identifique homens que precisem de tratamento ou que essa prática reduza a mortalidade pela doença.
 
"A melhor coisa é você fortalecer a relação do homem com a saúde para que ele vá fazer os exames regulares, uma vez ao ano, principalmente depois dos 30 anos, 40 anos. Conversando com o médico, o profissional vai querer saber do histórico da pessoa. Se ele fica sabendo que essa pessoa tem um pai que morreu de câncer de próstata, se ele tá com algum incômodo, se acorda três vezes durante a noite para ir ao banheiro, ele vai ficar alerta para decidir se faz ou não os exames", disse Costa.
 
Na avaliação de Nardi, no entanto, o Brasil deveria adotar o rastreamento de oportunidade, ou seja, "todo homem deve ser avisado que existe o problema, e, quando for ao médico, deve ter a próstata examinada", defendeu. Ele explicou ainda que não há uma periodicidade ideal indicada para todos os homens. "O homem fez 50 anos, vai lá, no urologista, e, dependendo do resultado dos exames, ele volta em dois, três anos", declarou.
 
O presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica, Euvanius Garcia, também defende o rastreamento da doença, mas ressalta que é importante que o médico reconheça o paciente que não precisa ser tratado, já que, em alguns casos, o tratamento do câncer traz riscos de piora de qualidade de vida que não compensam diante do estado geral de saúde do paciente.
 
No fórum, Aguinaldo Nardi também chamou atenção para o problema do câncer de pênis, que tem como principais causas a falta de higiene, a fimose e as doenças sexualmente transmissíveis, principalmente o HPV. "[O câncer de pênis] não existe nos Estados Unidos, nem na Europa. No Brasil, o câncer de pênis tem dados que superam os da Índia e do Egito. Nós temos, em média, mil amputações de pênis no Brasil. No Maranhão, surge um caso a cada 13 dias. Lá, esses casos superam os de câncer de próstata. Isso é regionalizado e acontece principalmente em áreas pobres, do sertão, áreas que não têm acesso médico e que o nível socioeconômico é muito baixo", disse.

Agência Brasil