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domingo, 8 de dezembro de 2013

Pesquisa mostra que brasileiro está cansado e que isso prejudica o sexo, a produtividade e a prática esportiva

As mulheres sofrem ainda mais já que ainda cabe a elas a maior
 parte dos cuidados com a casa e os filhos
Pouco importa o perfil, estão todos cansados. No levantamento promovido pelo Grupo Sanofi, 98% dos pesquisados revelaram algum nível de cansaço: 37% estão muito cansados, 24% bastante e 37% um pouco
 
Acordar. Preparar o café. Arrumar as crianças para a escola. Enfrentar o trânsito... e a pressão do chefe. O telefone toca uma, duas, três vezes. Chamadas. E-mails. Mensagens. Almoço corrido. Reunião. Prazos e mais prazos apertados. Contas para pagar. Compras para fazer. Mais trânsito. O dever de casa precisa ser acompanhado, precisa estar impecável. Ufa! Dá para cansar só de ler, e essa é a rotina da maioria dos brasileiros. Os mesmos que se autoavaliaram muito cansados, ou pelo menos um pouco, em pesquisa da Conectaí/Ibope Inteligência com 1.499 pessoas das principais capitais brasileiras .
 
Homens e mulheres de 18 a 64 anos, das classes A, B, C, D... Pouco importa o perfil, estão todos cansados. No levantamento promovido pelo Grupo Sanofi, 98% dos pesquisados revelaram algum nível de cansaço: 37% estão muito cansados, 24% bastante e 37% um pouco. Mulheres, jovens entre 20 e 29 anos, moradores das capitais da Região Sudeste e membros da classe C, estão ainda mais cansados, embora os índices variem pouco. A qualidade do sono, o desempenho sexual, a produtividade no trabalho e a disposição para a prática de atividade física são extremamente afetados.

Segundo o médico Alberto Ogata, presidente da Associação Brasileira de Qualidade de Vida (ABQV), a sensação de cansaço passa pela percepção das pessoas, mas é preciso saber distinguir cansaço de fadiga. Esta última exige diagnóstico e acompanhamento médico, pois pode estar relacionada a problemas de saúde, como disfunções hormonais; questões psicológicas, mentais ou metabólicas; e mesmo alguma doença específica. “Pessoas com problemas pulmonares, depressão e problemas na tireoide tendem a ter maior sensação de cansaço. É preciso saber identificar se é um cansaço excessivo e procurar um médico”, diz.

Geralmente, fadigados têm dificuldade para exercer atividades do dia a dia, o que pode levar a erros, esquecimentos, irritabilidade, afetando a performance e os relacionamentos. “É um quadro que não pode ser simplesmente aceito. Se for um cansaço exagerado, ou se investiga ou se encontram maneiras de lidar com isso. Não dá simplesmente para esperar as férias, até porque o descanso delas dura pouco e as causas do cansaço persistem”, alerta o especialista, segundo o qual o primeiro passo é organizar a rotina para evitar a sobrecarga. Cuidar do sono, da alimentação e da atividade física também é essencial.

Mas, e quando já não dá para cortar nenhuma atividade? Nesse aspecto, as mulheres sofrem ainda mais. É o disseminado modelo em que ainda cabe a elas a maior parte dos cuidados com a casa e os filhos, adicionam tarefas para além dos compromissos profissionais. Isso, somado à rotina das grandes cidades, pode sugar as energias. A vida urbana, com sua oferta de programas e trânsito; a tecnologia, que leva as pessoas a estarem conectadas ao trabalho mesmo em casa; e a exigência de um mercado que quer pessoas cada vez mais capacitadas são alguns disseminadores do cansaço. E está difícil escapar deles.

A coordenadora de vendas Luciana Guimarães de Morais, de 42 anos, tem uma rotina e tanto. E não é diferente da maioria das mães que trabalham fora. O despertador toca às 5h40, só assim é possível enfrentar o trânsito e conseguir chegar ao trabalho às 7h30. O horário de almoço é corrido. Ela tem uma hora para se alimentar e resolver qualquer pendência. A jornada termina às 17h30, mas ela não gasta menos de 45 minutos para chegar em casa. São 12 horas fora de casa e ao chegar ela quer curtir a filha Manoela, de 6 anos. Mas ainda tem que ajudá-la com o dever de casa.

Maratona
Luciana mora com os pais, o que já facilita sua vida. Mas cabe a ela deixar tudo da filha preparado para o dia seguinte: uniforme da escola, do balé, material do inglês. Duas vezes por semana ela dedica parte da noite à prática de uma atividade física. Os fins de semana são totalmente dedicados à filha, que já na quinta-feira começa a cobrar a programação. A sorte de Luciana é seu relógio biológico acostumado com poucas horas de sono. “Consigo descansar quando durmo. Sou completamente diurna, então não preciso de muitas horas e não tenho dificuldade para levantar.”

Uma vez por mês, quando Manoela passa o fim de semana com o pai, Luciana tem a oportunidade de ficar literalmente de pernas para o ar. Mas como não se permite ficar sem fazer nada e detesta bagunça, encontra nem que seja uma gaveta para arrumar. “Eu me regenero fácil, mas estou cansada. Essa rotina, o trânsito, o calor, tudo tira nosso tempo e nossa paz. Às vezes, acho que a gente até se acostuma a viver assim, mas tem hora que respiro fundo e me sinto morta”, desabafa Luciana, que está há mais de um ano sem férias e contando as horas para os cinco dias livres que vai ter neste mês.

Correio Braziliense

Falta de vitamina D causa danos ao cérebro, sugere pesquisa

Falta de vitamina D causa danos ao cérebro, sugere pesquisa Mateus Bruxel/Agencia RBS
Foto: Mateus Bruxel / Agencia RBS
A exposição diária à luz do sol é uma das formas mais comuns
de normalizar os níveis de vitamina D
Idosos estão entre os que apresentam os menores níveis da substância no organismo
 
Um estudo britânico publicado recentemente na revista científica Free Radical Biology and Medicine apresentou novas evidências de que a vitamina D, além de ser essencial para os ossos, cumpre um importante papel na manutenção de outros órgãos e tecidos do corpo, incluindo-se aí o cérebro.
 
A pesquisa demonstrou que ratos alimentados durante meses com uma dieta pobre na substância tiveram uma atuação maior de radicais livres (responsáveis pelo envelhecimento) sobre o cérebro que aqueles com uma dieta normal. Além disso, os animais apresentaram um decréscimo significativo em suas performances cognitivas, avaliadas em testes de aprendizado e memória.
 
— Como a deficiência de vitamina D está presente em especial entre os idosos, nós investigamos como a baixa quantidade da substância afeta o status oxidativo do cérebro no organismo durante o processo de envelhecimento. Níveis adequados de vitamina D são necessários para prevenir a atuação de radicais livres no órgão e uma consequente demência — afirma Allan Butterfield, cientista do Departamento de Química do Reino Unido e o principal autor do estudo.
 
Baixos níveis de vitamina D já foram associados ao Mal de Alzheimer, além de também terem sido relacionados ao desenvolvimento de certos tipos de câncer e doenças do coração. Em todo o mundo, os níveis da substância na população tendem a ser baixos, particularmente entre os idosos.
 
A recomendação dos pesquisadores é de que as pessoas consultem seus médicos para que eles determinem se a quantidade da substância em seus organismos está normalizada. Entre as diferentes formas de incrementar a presença da vitamina D no corpo estão um maior consumo de alimentos ricos na substância, suplementos vitamínicos e uma exposição à luz do sol de pelo menos 10 a 15 minutos diários.
 
Zero Hora

Especialista dá dicas para o uso do absorvente interno

Especialista dá dicas para o uso do absorvente interno Olga Khoroshunova/Deposith Photos
Foto: Olga Khoroshunova / Deposith Photos
O absorvente interno facilita que a mulher frequente praias
e piscinas durante o período menstrual
Modelo pode ser uma boa opção para aproveitar a praia ou a piscina mesmo no período menstrual
 
O absorvente interno pode ser uma boa opção para as mulheres que querem aproveitar a praia ou a piscina mesmo durante os incômodos dias da menstruação.
 
— Com esse tipo de absorvente, a mulher pode frequentar ambientes como praia e piscina durante o período menstrual. A desvantagem é que eles devem ser trocados em um período, em geral, mais curto que o absorvente externo — explica a ginecologista e obstetra Erica Mantelli.
 
O absorvente interno é feito de algodão e pode ser encontrado em três tamanhos: mini, normal e grande, cada um deles para um tipo de fluxo. Para usar o absorvente interno é preciso tomar alguns cuidados básicos.
 
— É normal ter dificuldade de colocá-lo nas primeiras vezes, o ideal é que o absorvente fique no final do canal vaginal onde não há mais terminações sensitivas e por isso ele não incomoda e muito menos dói — afirma a ginecologista.
 
Algumas meninas colocam o absorvente e ficam sentindo um desconforto. Isso só ocorrre quando o absorvente não foi colocado da maneira correta.
 
— A melhor posição para colocar o absorvente interno é em pé, com uma das pernas ligeiramente flexionada. Apoie o pé em cima do vaso sanitário e introduza o tampão devagar, usando o dedo ou o aplicador — ensina a médica.
 
De quanto em quanto tempo tem que trocar o absorvente?
O ideal é fazer a troca em média, a cada quatro horas, independente se o absorvente for interno ou externo. Se passar de seis horas, o local ficará propenso a bactérias e fungos, causando infecção.
 
— Se a mulher mantiver os cuidados básicos com o absorvente e fizer a troca a cada quatro horas, seu uso não traz nenhum problema — esclarece a médica.
 
Mulheres com fluxo menstrual mais intenso devem fazer a troca num período mais curto. Além disso, se o tempo de troca for respeitado e o tamanho do absorvente estiver de acordo com o fluxo, não corre o risco de ter vazamentos. Para se sentir mais segura, antes de usar um absorvente interno consulte o seu ginecologista.
 
Zero Hora

Estresse dos pais contribui para a obesidade dos filhos, afirma estudo

Estresse dos pais contribui para a obesidade dos filhos, afirma estudo Alan Pedro/Agencia RBS
Foto: Alan Pedro / Agencia RBS
Filhos de pais estressados ganharam peso em um ritmo 7%
maior que o normal durante o período escolar
Entre as crianças pesquisadas, as que tinham pais estressados apresentaram um IMC 2% maior que as demais
 
De acordo com uma recente pesquisa do St. Michael's Hospital, em Toronto (Canadá), o estresse dos pais está ligado ao ganho de peso dos filhos. O estudo descobriu que crianças cujos responsáveis têm altos níveis de estresse apresentam um Índice de Massa Corporal (IMC) cerca de 2% mais alto que o daquelas com pais pouco estressados. Filhos de pessoas mais estressadas também ganharam peso em um ritmo 7% mais alto durante o período letivo que outras crianças.
 
— Os números podem parecer baixos, mas são significativos por que se referem a crianças, cujos corpos e hábitos alimentares e físicos ainda estão em desenvolvimento. Além disso, se o ganho de peso continuar, estendendo-se para a vida adulta, pode levar à obesidade e a sérios problemas de saúde — alerta o Dr. Ketan Shankardass, epidemiologista social do hospital e principal autor do estudo.
 
Os dados utilizados na pesquisa foram coletados durante o Children's Health Study, um dos maiores e mais importantes estudos sobre os efeitos de longo prazo da poluição do ar sobre a saúde respiratória infantil. Neste estudo, o IMC das crianças pesquisadas foi calculado todos os anos. Seus pais também recebiam um questionário para medir seu estresse psicológico percebível - que perguntava, entre outras coisas, sobre a habilidade deles de lidar com coisas importantes em suas vidas.
 
Segundo o Dr. Shankardass, este é o primeiro estudo a relacionar o estresse parental com o ganho de peso em crianças pequenas. No entanto, os pesquisadores não souberam explicar o motivo da ligação entre o nível de estresse dos pais e a obesidade infantil. Mesmo assim, eles sugeriram que os pais devem mudar seu comportamento quando estressados, o qual é caracterizado, em geral, por uma redução da quantidade de atividade física no lar e por um aumento da disponibilidade de comida não-saudável para a família. Ainda de acordo com os cientistas, o estresse dos pais pode gerar o mesmo efeito nos filhos, que lidam com o problema comendo mais ou se exercitando menos, ou cujo estresse leva a mudanças no organismo que levam ao ganho de peso.
 
— Mais do que focarmos apenas em mudar o comportamento dos pais, deveríamos nos concentrar em criar mecanismos que dêem suporte para famílias que vivem em condições precárias, como, por exemplo, nos certificar de que elas estejam tendo acesso a alimentos saudáveis e vivendo em meio a uma vizinhança adequada — afirma o Dr. Shankardass.
 
Zeru Hora

Plano Nacional de Saneamento Básico é publicado no Diário Oficial

Brasília – Portaria interministerial publicada nesta sexta-feira (6) no Diário Oficial da União aprova o Plano Nacional de Saneamento Básico (Plansab), instituído pelo Artigo 52 da Lei 11.445/2007. Segundo a portaria, o Plansab será revisado periodicamente, em um prazo não superior a quatro anos, e avaliado anualmente com base nos indicadores de monitoramento, de resultado e de impacto previstos no plano.
 
O Plansab com investimentos estimados de R$ 508 bilhões entre 2013 e 2033, prevê metas nacionais e regionalizadas de curto, médio e longo prazos, para a universalização dos serviços de saneamento básico. O plano nacional deve abranger o abastecimento de água, o esgotamento sanitário, o manejo de resíduos sólidos e de águas pluviais, além de tratar das ações da União relativas ao saneamento nas áreas indígenas, nas reservas extrativistas e nas comunidades quilombolas.
 
De acordo com o último Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (2011), 82% da população brasileira recebem água por meio de rede de abastecimento. Considerando apenas a população urbana, este índice sobe para 93%. O atendimento com rede coletora do esgoto chega a apenas 48% da população. O índice de tratamento do esgoto gerado no país é ainda pior: apenas 38% são tratados.
 
Agência Brasil