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quinta-feira, 8 de maio de 2014

Ministério da Saúde libera R$ 100 mi para 46 hospitais universitários

Foto: Reprodução
Verba será destinada a custeio e reformas de instalações
Verba será destinada a custeio e reformas de instalações. Liberação foi divulgada em portaria publicada no Diário Oficial da União
 
O Ministério da Saúde divulgou nesta quarta-feira (7) que vai liberar R$ 100 milhões a 46 hospitais universitários do país para custeio e reforma de suas instalações. A informação foi publicada no Diário Oficial da União.

A liberação da verba acontece um dia depois de o “Bom Dia Brasil”, da TV Globo, exibir reportagem sobre os problemas enfrentados por 47 hospitais distribuídos pelo país.
 
Segundo os diretores, para melhorar o atendimento, seria necessário contratar mais de 17 mil funcionários. Em ao menos 32 unidades há falta de estrutura e pessoal.
 
De acordo com a portaria do D.O., o dinheiro é proveniente do Programa Nacional de Reestruturação dos Hospitais Universitários (REHUF). Cada hospital terá que comprovar sua necessidade para ter liberado o recurso financeiro.
 
O hospital universitário da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) deve receber a maior fatia dos R$ 100 milhões, o equivalente a R$ 5,54 milhões. O Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia (MG) garantiu R$ 5,01 milhões.
 
Instituições ligadas à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) também vão receber repasses (veja lista completa).
 
Em entrevista concedida à TV Globo, o ministro da Educação, Henrique Paim, disse que o déficit de vagas será resolvido com a abertura de concursos.
 
Segundo ele, a recomposição da força de trabalho vai permitir uma recuperação, mas que é preciso, antes de tudo, “uma mudança na cultura de gestão dos hospitais universitários”, que passariam a seguir o modelo de empresa.

G1

Campanha de vacinação contra a gripe termina nesta sexta-feira

Campanha de vacinação contra a gripe termina nesta sexta-feira Félix Zucco/Agencia RBS
Foto: Félix Zucco / Agencia RBS
Desde 22 de abril, a vacina contra gripe está disponível nos
 postos de vacinação
Rio Grande do Sul é o terceiro estado com maior índice de adesão
 
Há dois dias do término da Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe, o Rio Grande do Sul desponta como o terceiro Estado com maior índice de adesão. Os números, entretanto, não são tão animadores no país. Segundo o balanço do Ministério da Saúde, até o final da tarde desta terça-feira, o Brasil havia atingido pouco menos de 35% dos 80% esperados (pouco mais de 15 milhões dos 32,7 milhões da população-alvo). O Estado com maior adesão foi Santa Catarina, com 52,29%, seguido do Paraná, com 51,90%. No RS, o número chegou a 48,07%.
 
Desde 22 de abril, a vacina contra gripe está disponível nos postos de vacinação para crianças de seis meses a menores de cinco anos; pessoas com 60 anos ou mais; trabalhadores de saúde; povos indígenas; gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto); população privada de liberdade; funcionários do sistema prisional e pessoas portadoras de doenças crônicas não transmissíveis ou com outras condições clínicas especiais.
 
Entre os grupos de risco, os que mais têm procurado os postos de vacinação no Estado são os idosos, que alcançaram 52,61% da meta, e o grupo de puérperas, com 62,58% de adesão. Para a secretária de Estado da Saúde, Sandra Maria Sales Fagundes, a procura está dentro do esperado, e a expectativa é que aumente nestes últimos dias de Campanha. O alerta maior é para as gestantes e doentes crônicos, que registraram os índices mais baixos até o momento. O baixo índice de adesão a nível nacional abre a possibilidade de prorrogação da campanha tanto no Estado quanto no país. Conforme Sandra, isso só será avaliado depois de 9 de maio, quando se encerra o período inicial estabelecido pelo Ministério da Saúde:
 
— A expectativa é bater a meta em algumas faixas e em outras não. Mas, mesmo se a campanha não for estendida, as vacinas não são recolhidas, elas continuam à disposição dos grupos de risco nos postos — alerta.
 
Feriado diminuiu procura
Conforme a coordenadora do Núcleo de Imunizações da Secretaria Estadual da Saúde, Tani Ranieri, apesar do grande contingente de pessoas que se vacinaram na primeira semana da campanha, os números não ultrapassaram os 50% pela queda da procura na segunda semana. Tani atribui a baixa ao feriado de 1º de maio, quando muitas famílias saíram de suas cidades, e ao menor número de óbitos por Influenza registrados no ano passado:
 
— Em 2012 tivemos uma grande circulação do vírus e as pessoas ficaram assustadas, por isso tivemos uma alta procura em 2013. Já no ano passado o número de mortes pela gripe foi bem menor, mas isso não deve ser um motivo para as pessoas não se vacinarem — alerta.
 
A importância da imunização em 2014 é ainda maior pelo fato de o país ser sede da Copa do Mundo. Durante os meses de junho e julho, um grande contingente de estrangeiros circulará pelo país, e o número de viagens entre os estados brasileiros aumentará. Esta movimentação, somada às aglomerações que devem ocorrem principalmente em estádios e aeroportos, forma um ambiente mais propício para a circulação do vírus da gripe, afirma o infectologista do Hospital de Clínicas Luciano Goldani:
 
— É um ano importante em que teremos um grande fluxo de pessoas de diversos países trazendo vírus, entre eles o da gripe, para o país. Por isso, é fundamental as pessoas estarem preparadas e protegidas — resume.
 
O especialista ainda alerta para a importância de se vacinar antes do início dos jogos e da entrada do inverno, já que a vacina pode demorar até 14 dias para começar a fazer efeito.
 
A CAMPANHA
 
Meta
A meta do Ministério da Saúde é imunizar pelo menos 80% do grupo de risco.
 
Onde se vacinar
Em qualquer posto do Sistema Único de Saúde (SUS).
 
Público-alvo
Veja quem pode receber gratuitamente a vacina contra a gripe:
 
— Crianças a partir de seis meses e até quatro anos (quatro anos, 11 meses e 29 dias)

— Idosos (a partir de 60 anos)

— Gestantes

— Puérperas (mulheres que deram à luz em até 45 dias)

— Indígenas que vivem em aldeias

— Profissionais que trabalham na área da saúde

— Doentes crônicos sob recomendação médica
 
Tire suas dúvidas
Imunização contra o vírus Influenza é eficaz para cerca de 90% da população e protege por 12 meses
 
A VACINA
 
O que é a vacina contra a gripe?
A vacina é feita com partes de diferentes tipos de vírus influenza inativados, incluindo o que provoca a gripe A, que entram no corpo e favorecem a produção de anticorpos. O sistema imunológico cria uma espécie de "memória" contra o vírus da gripe. Assim, ao entrarmos em contato com o vírus de verdade, os anticorpos são produzidos imediatamente e evitam a doença.
 
A vacina contra gripe imuniza contra resfriado?
Não. São vírus diferentes. A gripe é uma infecção viral aguda do sistema respiratório causada pelo vírus Influenza, de elevada transmissibilidade. O quadro é mais grave que o resfriado e apresenta febre alta, tosse ou dor de garganta acompanhada dos seguintes sintomas: dor de cabeça, dores musculares, mal estar geral. O resfriado é causado por outros vírus e tem um quadro mais leve com coriza, congestão nasal e espirro.
 
AS REAÇÕES
 
A vacina pode resultar em alguma reação adversa?
Em poucos casos e de forma branda, segundo o epidemiologista Jair Ferreira, podem ocorrer manifestações de dor no local da injeção ou febre moderada. Todos esses sintomas tendem a desaparecer em 48 horas.
 
A vacina contra gripe pode causar gripe?
Não. A vacina não causa a gripe, pois é composta por vírus totalmente inativados, incapazes de causar dano ao organismo. O que ela pode provocar são reações mais leves, como febre baixa, a partir da reação do organismo, mas que são consideradas normais e não evoluem para um quadro mais grave.
 
EFICÁCIA
 
Por quanto tempo dura a imunização pós-vacina?
A proteção da vacina dura, em média, cerca de 12 meses. É preciso tomar a vacina todos os anos porque a composição pode mudar conforme as mutações dos vírus que circulam, e porque há uma queda progressiva na quantidade de anticorpos protetores ao longo do tempo.
 
Por que algumas pessoas mesmo depois de tomar a vacina ficam doentes?
Normalmente, o sistema imunológico leva cerca de duas semanas para criar as defesas necessárias contra o vírus após receber a dose de vacina. Se a pessoa entrar em contato com o vírus da gripe nesse período, é possível que o corpo não esteja ainda pronto para combatê-lo, o que pode resultar em uma gripe. Além disso, a vacina não protege contra resfriado, que pode ser confundido com gripe.
 
A vacina contra gripe funciona em 100% das pessoas?
Não, ela tem eficácia em cerca de 90% das pessoas, uma vez que serve para estimular o corpo a produzir uma resposta imune contra o vírus. O organismo de uma pequena parcela da população pode não conseguir reagir da forma esperada para se proteger da gripe.
 
ACESSO

Não estou entre os grupos de risco. Devo me vacinar?

O ideal é que toda a população a partir dos seis meses de idade e sem contraindicações (leia mais em outra pergunta a seguir), fosse imunizada. Como há limitação de oferta na rede pública, resta recorrer à rede privada. Nesse caso, o custo da vacina fica em cerca de R$ 80.
 
Quem já está com sintoma de gripe pode tomar a vacina?
Segundo o epidemiologista Jair Ferreira, se o sintoma for de gripe (quadro mais intenso, com febre alta, dores, indisposição), o melhor é esperar pelo restabelecimento antes de se vacinar. Se os sintomas forem mais leves, típicos de resfriado, não há motivo para aguardar. Pode-se tomar a dose.
 
Quem, mesmo dentro dos grupos de risco, não deve se vacinar?
A vacina é contraindicada para pessoas com histórico de reação anafilática, bem como a qualquer componente da medicação ou alergia grave relacionada a ovo de galinha e seus derivados (presente na composição).
 
Quem são os pacientes de doenças crônicas que podem tomar a vacina gratuitamente na rede pública?
São pacientes de doenças debilitantes como enfisema, diabetes, cardiopatias, entre outras, e que por isso contam com prioridade para receber imunização e evitar complicações decorrentes da gripe. O melhor é conversar com o médico para avaliar se tem indicação para se vacinar contra a gripe na rede pública.
 
Zero Hora

Síndrome das pernas inquietas prejudica o sono infantil

Síndrome das pernas inquietas prejudica o sono infantil Stock Xchng/Stock Xchng
Foto: Stock Xchng
Pais devem prestar atenção no padrão inicial de sono da criança
Causa da problema ainda não é totalmente conhecida
 
A Síndrome das Pernas Inquietas (SIP) é um distúrbio caracterizado por desconforto nas pernas e necessidade intensa de movimentá-las principalmente próximo da hora de dormir. Segundo o neurologista Leandro Teles, uma das principais consequências da síndrome é na qualidade do sono.
 
— Os sintomas costumam ser intensos à noite e a criança tende a apresentar dificuldade em iniciar o sono. Como consequência, ela fica mais sonolenta, cansada, indisposta e irritada no dia seguinte — explica.
 
A causa da síndrome ainda não é completamente conhecida. Acredita-se que haja importante contribuição genética (principalmente se a mãe tem sintomas parecidos), podendo existir alguns determinantes ambientais.
 
— Anemia, baixa reserva de ferro, gravidez, doenças renais, disfunção dos nervos periféricos, entre outras situações clínicas específicas, podem explicar, ao menos em parte, alguns casos na população geral — afirma Teles.
 
Atenção aos sinais
Segundo o neurologista, os pais devem prestar atenção no padrão inicial de sono da criança, se a criança se mexe muito à noite, se tira o lençol ou acorda de cabeça para baixo, por exemplo.
 
— Lembre-se que pode não ser manha e, sim, sintomas da síndrome das pernas inquietas — Teles.
 
O diagnóstico de SPI é feito através da história clínica e da descrição das sensações. Ainda não há exames laboratoriais que confirmem o diagnóstico, mas existem alguns exames que podem ser feitos para afastar outras doenças ou investigar associação com depósito baixo de ferro ou mesmo anemia, evento muito comum que pode alterar o tratamento.
 
A síndrome das pernas inquietas na infância pode facilmente passar sem diagnóstico correto e os sintomas podem ser atribuídos a outras causas, tais como: ansiedade, hiperatividade, insônia infantil e até dores do crescimento (levando a condutas inadequadas).
 
O tratamento busca melhorar os sintomas por meio de mudanças de hábitos e, eventualmente, medicamentos.
 
— Estabelecer uma boa rotina de sono, praticar exercícios físicos, tratar as disfunções associadas e, em casos selecionados, aliar medicamentos apropriados, trazem geralmente bons resultados na maioria dos casos — sugere Teles.
 
Zero Hora

Discurso da revolução sexual do idoso é exagerado, afirma antropóloga

Antoninho Perri – Ascom – Unicamp.
Professora de Antropologia da Unicamp, Guita Grin Debert
pesquisou sexualidade dos idosos
Guita Grin Debert entrevistou idosos e percebeu que vida sexual ativa - presencial ou virtual - é coisa para os velhos do futuro
 
O mito da velhice assexuada caiu por terra e, cada vez mais, seja na rua, na novela, ou na publicidade está estampado o namoro de idosos. A antropóloga Guita Grin Debert analisou o discurso que constrói a sexualidade como fator de qualidade de vida na velhice . Paralelamente, ela entrevistou idosos que participavam de grupos de convivência. A conclusão? Embora a velhice não suprima a sexualidade, o dia a dia dos idosos da vida real não coincide com essa sexualidade ativa que se vê na televisão.
 
Leia abaixo a entrevista:
 
iG: Por que há ainda tanto tabu em relação ao sexo na velhice?
Guita Grin Debert: Atualmente ele já diminuiu bem. Mas, antigamente, prevalecia uma ideia de que a partir de uma certa idade se extinguia a sexualidade. A boa velhice era aquela em que a atividade sexual não estava presente, era a velhice com dignidade.
 
Quando os médicos falavam de sexualidade na velhice era uma coisa mais de charlatanismo. O velho era aquela pessoa que estava meio gagá e ficava com uma sexualidade desvairada. Hoje as coisas mudaram. A sexualidade é vista como uma coisa positiva. Ela não se extingue com o avanço da idade. Pelo contrário: é um indicador de boa saúde, de qualidade de vida.
 
iG: A senhora pesquisou tanto a literatura médica quanto entrevistou idosos. Esses dois discursos estão em compasso?
Guita: Pois é. Existe o discurso de que a sexualidade não se extingue na velhice, mas não quer dizer que os velhos que eu entrevistei concordam com isso. Os homens ainda estão muito voltados para dizer que não são velhos porque a função erétil está em bom funcionamento.
 
Eles ainda apostam nisso. Já as mulheres, muitas delas disseram “ainda bem que eu fiquei livre agora que eu estou viúva”. Quer dizer, elas acham que é uma vantagem a vida sexual ter se extinguido, porque isso era pensado como uma obrigação do casamento e não como prazer propriamente dito. Essas mulheres, de 70, 80 anos, foram educadas para não ter prazer sexual.
 
A obrigação delas era darem prazer sexual ao homem. Por isso, agora libertas da obrigação, não acreditam muito no discurso de que a velhice saudável é aquela em que a vida sexual está efetivada, concretizada.
 
iG: A senhora acredita que isso pode mudar?
Guita: Acho que as novas gerações vão ter uma visão muito diferente da sexualidade na velhice porque certamente houve uma liberação da vida sexual das mulheres. As pessoas que têm trinta hoje provavelmente vão ter uma vida sexual, seja presencial ou via internet (risos) mais efetiva.
 
iG: Talvez quando chegarem na velhice. Porque, ainda longe dessa idade, os jovens mantêm ainda uma visão pudica sobre o sexo entre os velhos, não é?
Guita: Sem dúvida. Mas isso está mudando. Tem uma novela agora [Em Família] que tem um asilo de velhos e eu achei interessante o modo como isso está sendo apresentado. A diretora do asilo quer exercer um controle muito forte sobre a vida sexual dos velhos. É uma personagem chata, desagradável e que tenta controlar uma sexualidade que ainda esta muito ativa. Tanto que eles usam a internet para procurar relacionamentos e agora ela proibiu a internet no asilo (risos).
 
Acho que o tema está sendo trabalhado de um jeito muito sensível e que reflete o que deve acontecer em vários asilos por causa desse moralismo persistente e que não tem relação com o modo com que a ciência gerontológica está tratando da questão.
 
iG: No estudo, a senhora usou o termo erotismo politicamente correto. Por quê?
Guita: Emprestei esse termo da socióloga Maria Filomena Gregório, que estuda o erotismo. Ela usa esse termo para mostrar que, hoje, a boa vida sexual tem a ver com a saúde. Faz com que o sexo não seja visto como deturpação, como alguma coisa que seja nociva, própria das pessoas irresponsáveis, ou do modo como a sexualidade era vista do ponto de vista moralista, apenas ligada à reprodução.
 
Hoje não, a sexualidade passa a ser bem vista, pois esta associada com uma boa saúde. Isso torna a imagem da velhice mais gratificante
 
iG: O que muda no sexo na terceira idade?
Guita: O que me parece muito interessante na forma como a gerontologia trata essa questão é mostrar que o corpo envelhecido se modifica. O jovem tende a valorizar mais essa visão própria da nossa sociedade, em que o prazer masculino esta basicamente na genitália. O que a gerontologia tende a mostrar é que a velhice é um momento em que todas as áreas do corpo são áreas que podem ser erotizadas.
 
Na velhice, tudo é feito com mais calma e mais atenção. Isso é muito próprio da gerontologia, pensar em sexualidades alternativas, prazer sexual alternativo. E, nesse sentido, vai contra a indústria farmacêutica, que ao oferecer produtos como o Viagra, coloca a função erétil como central na sexualidade dos idosos. O que se propõe é um novo pensamento: não é aquele que defende que a sexualidade se extingue e nem que o prazer sexual só persiste se atrelado à ereção. Para a gerontologia, na velhice, diminui a frequência, mas o prazer é mais intenso porque se tem mais calma e o corpo inteiro pode ser objeto do prazer sexual.
 
iG

Saiba como se livrar da prisão de ventre

Reprodução
O iogurte serve como agente de manutenção da saúde da flora
 intestinal
Conheça 14 alimentos ricos em fibra, que facilitam a digestão e, portanto, ajudam o intestino a funcionar como um relógio
 
Falta de disposição, queda de cabelos, unhas quebradiças, espinhas, gases e mau humor são os principais sintomas da constipação intestinal – um problema que não gera apenas desconforto momentâneo, mas pode afetar, e muito, a saúde do corpo.
 
A explicação para os efeitos negativos fica por conta da incapacidade do organismo de absorver os nutrientes que são necessários para as demais funções de outros órgãos e de eliminar o que não serve mais.
 
Somente uma alimentação equilibrada, rica em fibras e à base de muita água pode estimular de forma natural o funcionamento do intestino.
 
Para reorganizar os ponteiros do relógio do intestino e evitar sofrimentos na hora de ir ao banheiro, fomos foi atrás de dez alimentos que podem ajudar.
 
Confira:
 
Abóbora
Além de ser um bom alimento para diminuir a vontade por guloseimas, já que tem sabor levemente adocicado, a abóbora pode ser uma aliada na hora de colocar o intestino para funcionar. A fruta – que tem alto teor de fibras, zinco, potássio e ferro – ajuda no equilíbrio da flora intestinal se consumida, no mínimo, três vezes na semana. Dica: consuma a abóbora na salada, com arroz ou como acompanhamento na hora de preparar a carne de sua preferência.
 
Ameixa
De acordo com o médico cardiologista Edmar Santos, a ameixa seca tem efeito laxativo natural e, por conter um alto teor de fibras insolúveis, é capaz de absorver mais água do organismo e acelerar o trânsito intestinal. O resultado só será positivo se houver uma grande ingestão diária de água.

“Para quem sofre de prisão de ventre é necessário cerca de cinco unidades de ameixas secas por dia”, aconselha o profissional.
 
Aveia
De acordo com o nutrólogo Euclésio Bragança, a aveia é rica em proteínas, vitaminas e sais minerais. Mas seu destaque é mesmo ter alto teor de um tipo de fibra solúvel, que, em contato com a água, transforma-se em uma goma capaz de facilitar o trânsito intestinal e impedir absorção de gorduras pelo organismo. A atuação da aveia também é ótima para quem tem problemas de colesterol.
 
Café
Se engana quem acha que ele só serve como aditivo milagroso para manter o corpo acordado e disposto por mais tempo. As propriedades químicas da bebida também são capazes de estimular a movimentação do bolo fecal. Entretanto, há ressalvas: “Não conte com o café constantemente como laxante, pois em algumas pessoas ele vicia. Com isso, os nervos do cólon podem ficar cada vez mais tolerantes ao efeito estimulante da bebida, o que deixa o intestino mais preguiçoso”, adverte a nutricionista funcional Andrezza Botelho. A dose certa e saudável de café é uma xícara logo pela manhã, diariamente.
 
Iogurte
O iogurte serve como agente de manutenção da saúde da flora intestinal. O produto é eficiente por conter em sua composição os famosos lactobacilos, responsáveis por estimular a proliferação de bactérias benignas ao intestino, mantendo seus ritmos e funções em ordem. Por ser prático, o alimento pode ser consumido nos intervalos das refeições como um lanche rápido e saudável. Cabe, neste caso, potencializar o efeito do iogurte adicionando uma colher de semente de linhaça.
 
Legumes e verduras
A ordem para esta categoria de alimentos é consumi-los sempre crus nas principais refeições do dia. Desta forma, é possível manter as propriedades benéficas, como as vitaminas e o alto teor de fibras. Alface, rúcula, agrião, couve e abobrinha têm o poder de aumentar o trânsito intestinal, sendo facilitadores da evacuação. Lembre-se: a ingestão de água é determinante no processo de reabilitação do intestino, pois o líquido une-se ao bolo fecal e é eliminado com mais facilidade.
 
Lentilha
De acordo com a nutricionista Joyce Rebouças Passos Mourão, do Hospital Oswaldo Cruz, de São Paulo, a lentilha contém fibras, proteína, zinco, fósforo, vitaminas do complexo B, magnésio, potássio e enxofre. A ingestão do grão facilita a redução de absorção de gorduras e aumenta o bolo fecal.
 
“Substitua pelo feijão na hora do almoço ou do jantar, preferencialmente, três vezes na semana”, indica a especialista.
 
Linhaça
Nos últimos anos, ela se tornou um alimento indispensável no cardápio de quem deseja perder peso. Principalmente porque auxilia no funcionamento do intestino. Rica em fibras solúveis e insolúveis, a linhaça aumenta o volume do bolo fecal, aumentando o trânsito intestinal e ainda contribuindo para a limpeza eficaz da região.
 
“A linhaça ajuda a combater a prisão de ventre e diminui o risco de hemorróidas e diverticulite, que é a inflamação da parede do intestino”, ressalta o nutrólogo Euclésio Bragança.
 
Sugestão: consumir uma colher de sementes de linhaça trituradas acompanhadas com leite ou iogurte uma vez ao dia, de preferência no café da manhã ou na ceia.
 
Mamão
Ele sempre esteve na lista de indicações da vovó como um dos principais alimentos para combater a prisão de ventre. É rico em fibras, sais minerais e tem alto teor de betacaroteno, um antioxidante responsável pela obtenção indireta da vitamina A. Além de dar aquela força para a saúde do intestino, o mamão tem propriedades calmantes e atua como ótimo amigo daqueles que têm um estômago sensível.
 
“É aconselhável ingerir mamão diariamente, pela manhã”, indica a nutricionista funcional Andrezza Botelho, de São Paulo.
 
Soja
Ela está entre os alimentos funcionais mais consumidos pelos brasileiros na última década. Tudo por causa dos benefícios mais do que comprovados à saúde. Rica em proteínas, vitaminas e minerais, a soja, segundo o médico ortomolecular Edmar Santos, é determinante no combate da prisão de ventre por ser fonte de glutamina, um aminoácido reparador do epitélio intestinal. O alimento também reduz o nível de glicose no sangue se transformando num aliado para quem tem diabetes.
 
iG