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sexta-feira, 9 de maio de 2014

Saiba qual a relação entre cigarro e dores nas costas

Foto:Reprodução
Fumo aumenta risco de dor lombar e doença do disco invertebral
 
Normalmente citado como o causador de diversas doenças respiratórias, do coração e por provocar câncer, o cigarro também pode ser responsável pelo aparecimento de dores nas costas. Ele aumenta o risco de dor lombar, doença do disco intervertebral e complicações pós-operatórias depois de cirurgias de coluna.
 
Segundo o fisioterapeuta especialista em coluna vertebral e presidente da Associação Brasileira de Reabilitação de Coluna (ABRC), Helder Montenegro, isso ocorre porque a fumaça do cigarro reduz a circulação sanguínea nos platôs (amortecedores naturais) do disco invertebral.
 
— Essa diminuição dificulta a chegada de nutrientes na região, fazendo com que os discos ressequem e se desgastem — descreve.
 
Esse fator contribui para o surgimento de hérnia de disco, um processo em que o disco intervertebral sofre uma ruptura no anel fibroso.
 
— Com a ruptura e posteriormente a saída do núcleo pulposo, as raízes cervicais que são incumbidas pela inervação de membros superiores, ficam comprimidas, causando as dores, diminuição da força e atrofia da musculatura — descreve Montenegro.
 
Além disso, a nicotina e outras substâncias encontradas no cigarro reduzem o diâmetro dos pequenos vasos, inibindo o aporte de oxigênio que as células recebem através do sangue.
 
— A vasoconstrição (processo de contração dos vasos sanguíneos) dificulta na cicatrização de cirurgias e também interferem na estabilização de fraturas, pois reduz a produção de colágeno pelo corpo — alerta o especialista.
 
Montenegro explica, ainda, que como o desgaste da coluna é um fator progressivo, quanto mais cedo a pessoa começar a fumar, maiores são as chances de desenvolver problemas na coluna.
 
— O corpo sofre um desgaste natural de suas articulações a partir dos 35 anos, porém, o tabagismo acelera esse processo. Além disso, a obesidade, a má alimentação e a ausência da prática de atividades físicas podem agravar o problema — informa.
 
É importante ressaltar que dores persistentes na coluna ou na perna por mais de três meses devem ser avaliados pelo médico.
 
— A princípio o tratamento é clinico realizado com medicação analgésica, anti-inflamatório e fisioterapia. No entanto, em situações mais graves, são indicados procedimentos cirúrgicos — finaliza.
 
Zero Hora

Recente no Brasil, medicina paliativa dá 'qualidade de morte' a idoso incurável

Thinkstock Photos
Cuidados paliativos: médicos focam em amenizar a dor de ajudar
 o idoso a repensar o fim da vida
Apesar de incluído no SUS, País ainda tem poucos centros especializados; cuidados paliativos focam na diminuição da dor quando a medicina não consegue curar o doente
 
Aos 75 anos a mulher não aguenta mais o sofrimento causado pela quimioterapia. “Eu não tenho mais forças para suportar isso”, diz à geriatra. Ela tem um linfoma e os médicos já decretaram que não há como reverter o quadro da doença. Não há cura e ela recebeu a sentença de que tem apenas seis meses de vida.
 
Nesta quarta (7), ela decidiu com a família que não quer mais fazer a quimioterapia. Vai tratar a dor, mitigá-la. Também vai deixar o hospital e passar seus últimos dias em casa. Antes disso, planejou uma viagem com os filhos. Precisa se preparar para a morte. Ela decidiu por parar de esticar o fiapo de vida que restava e viver os últimos dias com qualidade ao lado de quem ama.
 
Os filhos também estão resignados. Assim como diz o escritor Mia Couto, morto amado nunca para de morrer. É urgente aproveitar o que ainda há de vida ao lado da mãe.
 
“Nestes casos de doenças terminais, vemos duas situações. Uma é suspender o tratamento e ir para casa, ficar com a família. Outra é a do paciente que quer morrer lutando, mesmo que já não tenha mais o que fazer. O que não é bom, pois mostra uma negação aos fatos. De qualquer forma, é importante se preparar e discutir a questão. De uma jeito ou de outro, morrer não é bonito e não cheira bem”, diz Theodora Karnakis médica geriatra e vice-presidente da Associação Brasileira de Cuidados Paliativos.
 
Ela afirma que a decisão é sempre difícil. Quem já pensou em que qualidade de morte quer ter? Como lidar com uma doença grave e progressiva, que a medicina ainda não conseguiu curar? “Cabe ao médico ajudar o paciente na tomada de decisão que deve ser feita também com a família”, disse.
 
Desde 2006, há uma resolução no Brasil, que tem força de lei, que permite ao médico suspender medicamentos e procedimentos médicos em pacientes no fim da vida, desde que provado que não trazem benefício. A suspensão precisa ser protocolada e estar de acordo com o desejo do paciente e da família. Além disso, os cuidados paliativos foram incluídos em 2002 no Sistema Único de Saúde, embora ainda não haja orçamento governamental para o desenvolvimento e investigação de Cuidados Paliativos.
 
O tema tem ganhado muito espaço no Brasil por conta do aumento da expectativa de vida, da maior ocorrência de doenças crônicas e dos avanços tecnológicos que permitem manter uma pessoa viva.

“Com o avanço da medicina, as pessoas morrem de uma forma diferente. Há a possibilidade de tratamentos que podem prolongar a vida, embora causem muito sofrimento e baixa qualidade de vida ”, disse Theodora.
 
Cuidados paliativos: 'Nas doenças incuráveis, devemos apenas aliviar a dor e dar qualidade de vida'
 
Nos últimos anos, os cuidados paliativos começam a ganhar espaço no Brasil. No ano passado foi criada a residência médica na especialidade Medicina Paliativa, no Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE) e também cursos de Pós-Graduação em Cuidados Paliativos.
 
“Mesmo assim, isto ainda é muito difícil. A medicina nunca soube lidar muito bem com o fim da vida. Além disso, os cuidados paliativos surgiram em 1960, na Inglaterra. Cinquenta anos é pouco tempo na história”, Maria Goretti Sales Maciel, presidente da Academia Nacional de Cuidados Paliativos (ANCP).
 
O cuidado paliativo tem o objetivo de cuidar da pessoa e da doença, e não apenas da doença. “Muitas vezes, a pessoa já não suporta mais a dor, as náuseas. Tratamos desta dor com o mínimo de medicação possível. Além disso há o suporte emocional. É um momento difícil. Mas não é impossível nem intolerável. É doloroso”, disse Maria Goretti.
 
Embora para muitos pareça algo como colocar panos quentes em uma situação dura, a origem da palavra paliativo vem de palium que é cobertor ou manto que protege das intempéries. Cabe ao médico discutir com o paciente o controle de sintomas, da dor e dar a possibilidade de ir para casa.
 
“É preciso acolher e ouvir para tecer o que virá para o futuro. O paciente precisa reavaliar a vida. A medicina tem limite. Precisa mostrar para o paciente que foi feito de tudo e que não tem como curar”, diz o geriatra Toshio Chiba, coordenador do Programa de Cuidados Paliativos do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo.
 
Maria Goretti afirma que os cuidados paliativos não devem ocorrer só no fim da vida, mas deve começar tão logo se inicie o tratamento da doença que ameaça a vida. “Como isso não acontece, vemos idosos com péssima qualidade de morte, sujeitos a tratamentos dolorosos, inconvenientes e que não trazem benefício nenhum”, diz. 
 
Chiba, do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo, conta que muitas vezes o paciente não quer falar sobre o assunto. “Eu pergunto, e ele diz: ‘Doutor, não vamos falar sobre isso, vamos comentar sobre o futebol’. É sinal de que ele não está preparado para ouvir. Mesmo assim, o filho ou a esposa precisam saber”, diz.
 
Cabe ao médico de cuidados paliativos indagar o paciente como ele quer viver os últimos dias de vida, o que não significa só a decisão de tomar ou não remédio. “Tem casos de empresários que precisam fazer a sucessão das empresas, ou pessoas com filhos fora do casamento, que precisam avaliar se querem aproximar as duas famílias”, explica. Existem também os casos de demência, onde o paciente vai viver mais 15 anos ou 20 anos e precisa tomar várias decisões como quem vai cuidar dele, de seu dinheiro. É o chamado testamento vital.
 
"Os cuidados paliativos são o modus operandi para uma doença progressiva e sem cura", conclui o médico.
 
iG

Sete em cada dez mulheres com câncer de ovário descobrem doença ‘tarde demais’


Foto: Reprodução
O ovo é rico em zeaxantina e luteína, dois importantes antioxidantes,
que evitam a doença
Dia mundial de combate à doença é celebrado nesta quinta (8); histórico familiar e obesidade estão entre os fatores de risco
 
Levantamento recente do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), ligado a Secretaria de Estado da Saúde e a Faculdade de Medicina da USP, maior centro de oncologia da América Latina, aponta que 70% das mulheres com câncer de ovário chegam ao hospital com a doença avançada, o que pode comprometer o sucesso do tratamento.
 
Mensalmente são realizados mais de 800 atendimentos no serviço de ginecologia do instituto. Do total de pacientes, cerca de 20% têm entre 45 e 54 anos e 70% das mulheres estão acima dos 55 anos, período em que é mais frequente o desenvolvimento do tumor.
 
Entre os fatores de risco para o câncer de ovário estão o histórico familiar e a obesidade. Mulheres que fazem terapia de reposição hormonal e tratamento para a fertilidade também estão mais propensas a desenvolver a doença.
 
O tumor é considerado “silencioso”, e os poucos sintomas apresentados costumam ser ignorados pela maioria das mulheres, uma vez que são confundidos com desconfortos comuns como inchaço (aumento) do volume abdominal, menstruação irregular e indigestão. Também podem ocorrer dores abdominais e na região pélvica, perda do apetite e náuseas.
 
Estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca) apontam aproximadamente seis mil novos casos da doença para esse ano no Brasil, incidência relativamente baixa se comparada aos 60 mil novos casos de tumor de mama.
 
Entretanto, o câncer de ovário é o tipo de tumor ginecológico com maior índice de mortalidade, chegando a 50%. Por isso é importante que as mulheres estejam atentas a mudanças no corpo, bem como a incômodos e dores constantes. “A visita anual ao ginecologista e a procura por médicos em casos de alguma anormalidade podem ajudar a antecipar o diagnóstico, aumentando as chances de sucesso do tratamento”, destaca a coordenadora da oncologia clínica do Icesp, Maria Del Pilar Estevez Diz.
 
Conheça alimentos que previnem o câncer:
 
Abacate: rico em ácidos-graxos poli-insaturados e em vitaminas do grupo B, essenciais no combate ao câncer
 
Abobrinha: é rica em carotenoides, substâncias potentes contra o câncer
 
Agrião: contém compostos índoles, conhecidos por sua capacidade anticancerígena
 
Alcachofra: contém inulina, um prebiótico importante contra o aparecimento de câncer do trato gastrointestinal
 
Alho: é rico em compostos sulfurados, que inibe o metabolismo da célula cancerosa
 
Azeite: é composto em sua maioria de ácidos-graxos, é rico em ômega-3, importante antioxidante e, por isso, anticancerígeno
 
Azeitona verde: além de ácidos-graxos, contém ácidos fenólicos, poderosos antioxidantes
 
Beterraba: contém antocianinas, um flavonoide antioxidante e anticancerígeno
 
Brócolis: tem folato, que tem propriedade anticancerígena
 
Cebola branca: contém selênio, rico em antioxidantes e, portanto, anticancerígeno
 
Chá verde: contém epigalocatequina, um composto semelhante aos flavonóides, que ajuda na prevenção do câncer
 
Couve-flor: é rica em compostos índoles, que protege contra o surgimento de câncer, principalmente de mama
 
Couve-manteiga: contém compostos índoles, que protegem contra o câncer
 
Cúrcuma: contém curcumina, substância anti-inflamatória e antioxidante
 
Gengibre: tem um alto teor de vitamina C, que é capaz de levar as células cancerígenas à morte
 
Kiwi: tem luteína, substância com propriedades antioxidantes e, portanto, anticancerígena
 
Lentilha: é uma ótima fonte de proteína vegetal e um poderoso anticancerígeno
 
Maçã: contém quercetina, um flavonóide potente contra o câncer
 
Mel: é rico em enzimas antioxidantes, potentes contra o câncer
 
Melancia: tem licopeno, um antioxidante que pode reduzir o risco de câncer
 
Menta: além de antisséptica, é uma ótima fonte de antioxidantes
 
Nozes: contêm ômega-3. Esse ácido-graxo é eficaz na proteção contra o câncer
 
Ovo: é rico em zeaxantina e luteína, dois importantes antioxidantes, que evitam a doença
 
Pão integral: é rico em fibras, capazes de diminuir as chances de desenvolver câncer de intestino.
 
Pimenta: contém piperina, substância com ação anti-inflamatória, que inibe o crescimento do câncer
 
Pimentão: tem bioflavonoides, agentes antioxidantes
 
Quinoa: grão originário dos andes e rico em proteínas, contém também fibras insolúveis, que protegem contra o câncer 
 
Romã: contém elagitaninos, poderosos antioxidantes - logo, um anticancerígeno natural
 
Rúcula: é uma ótima fonte de quercetina e carotenoides, poderosos antioxidantes e anticancerígenos
 
Salsa: é rica em vitamina C e cálcio, que evitam a proliferação dos radicais livres
 
Semente de girassol: é rica em proteína e fibra, essa última um poderoso anticancerígeno
 
Tofu: contém fitoestrogênios, que interferem no crescimento do câncer, principalmente o de mama
 
Uva: contém polifenóis, entre eles o resveratrol, que protege as células dos danos oxidativos causados pelos radicais livres
 
iG

Comidas saudáveis para festa infantil

Pat Feldman
Dá trabalho, mas vale a pena fazer hambúrguer em casa
ao invés de comprá-lo pronto
Quem disse que aniversário de criança precisa ter açúcar e fritura? Culinarista mostra alternativas saborosas e nutritivas para satisfazer os pequenos sem tirar o brilho da comemoração
 
A boa vontade dos pais é inegável, mas será que não é cedo demais para estimular o consumo de tanto açúcar? Será que a gente não pode quebrar o paradigma e tentar achar alternativas mais saudáveis?
 
Essa mãe me procurou por conta da alergia da filha, mas a novidade de um aniversário sem açúcar - e com alegria - repercutiu não só na turminha da pequena, mas na escola inteira. Foi um acontecimento!
 
Aniversário tem que ter ser alegre, tem que ter “Parabéns”, mas definitivamente não precisa ter açúcar, principalmente entre as crianças mais novas, que ainda estão adquirindo paladar e gosto próprio.
 
Doces
Para esta ocasião, preparei uma rica e farta salada de frutas. Como além do “Parabéns”, aniversário tem que ter velhinhas para apagar, a salada de frutas ganhou a vela de um jeito bem original: cravada em uma maça.
 
Claro que essa comemoração me lembrou de muitas outras opções super saudáveis para a festa de aniversário das crianças. Você pode preparar comidinhas tradicionais de forma mais saudável e inovar ainda mais preparando novidades coloridas e apetitosas.
 
O bolo pode ser de chocolate, mas sem farinha, preparado com cacau em pó, e adoçado com rapadura, que é doce, mas também é muito nutritivo.
 
O brigadeiro que eu faço ainda leva leite condensado (não encontrei um substituto), mas ele é feito com óleo de coco e cacau em pó também. E no lugar do chocolate granulado, a farofa doce de coco deixa mais saudável, muito saboroso e bem diferente!
 
A salada de frutas que foi a atração no aniversário da escola também faz parte da festa de aniversário saudável e pode ser servida em copinhos enfeitados com uma bandeirinha com o personagem favorito do seu filho. Mesmo sem enfeite, fica muito bonito.
 
E quem não gosta de bananada? Pode ser feita em casa, cozinhando bananas muito maduras até atingirem ponto de geleia - demora um pouco, mas o único trabalho é mexer a mistura na panela de vez em quando e lavá-la depois. Se quiser, salpique um pouco de canela em pó ou uvas passas durante o cozimento.
 
Outra alternativa extremamente prática e saborosa é espetar frutas picadas em palitinhos lúdicos. Fica muito atraente. Ninguém resiste!
 
Salgados
Estou aqui falando de diversas opções doces, mas na festinha também tem que ter salgado, certo? E nada de coxinha, bolinha de queijo e outras frituras do mal. Se a proposta é saúde e diversão, temos que escolher direito também os salgados da nossa comemoração.
 
Acho que uma das comidas mais lúdicas que posso pensar é pipoca. Mas não vale pipoca de micro-ondas. Tem que ser aquela pipoca à moda antiga, feita na panela.
 
Palitinhos de legumes crus e tomatinhos deixam a mesa super colorida e, acompanhados de molhinhos especiais, ficam deliciosos. Você pode usar ketchup caseiro, mostarda caseira ou incrementar com um molho de queijo roquefort. Outra opção mais simples e igualmente incrível é um molho básico feito com um bom azeite extra virgem e sal.
 
Não, isso não é “comida de adulto”. Alguém nos fez acreditar que criança não gosta dessas comidas, mas são lindas, coloridas e saborosas, e os pequenos podem gostar, sim. Principalmente se você mostrá-las de forma lúdica e atraente.
 
Milho de praia, por exemplo, qualquer criança de zero a cem anos adora. Se você tiver panelinhas coloridas para servir, além de gostoso, fica lindo. Basta refogar na manteiga, salgar e finalizar com salsinha picada.
 
Aliás, mini panelinhas coloridas são um ótimo negócio para festas infantis. Elas são atraentes por conta própria e uma ótima chance de servir mini porções de tudo que você quiser: escondidinho de carne, picadinho, sopas quentes ou frias, arroz com feijão, saladinhas de grãos e tantos outros alimentos.
 
Outra escolha colorida, deliciosa e muito simples é fazer espetinhos de queijo e tomate, que podem ou não ser acompanhados de uma folha de manjericão e/ou molho pesto.
 
Se o seu filho insistir no hambúrguer, tenha um pouco mais de trabalho e faça tudo em casa: hambúrguer, ketchup, mostarda, maionese e até batatas “fritas".
 
Dá mais trabalho, mas oferecer ao seu filho comida de verdade, cheia de saúde, será o melhor presente de aniversário que ele pode ganhar!

Delas

Saúde em expansão: Hospital de Niterói investe R$ 35,5 milhões em ampliação

Foto: Divulgação
Maquete virtual da Unidade III do CHN
Nova unidade do HCN conta com 78 leitos de internação e a maternidade mais segura da cidade. Os bebês receberão pulseiras de segurança com chip de monitoramento e familiares terão canal de TV exclusivo para acompanhar o parto e todos os momentos do recém-nascido no hospital
 
A demanda crescente de clientes que migram cada vez mais para a rede privada de saúde – segundo a Agência Nacional de Saúde (ANS), são 49,2 milhões de usuários, aumento de 58% desde 2000 – vem provocando um processo de expansão nas unidades particulares do Rio de Janeiro. Um exemplo desse movimento é a criação da Unidade III do Hospital de Clínicas de Niterói, composta por um novo prédio de 10 andares, com 78 leitos de internação, Emergência Obstétrica 24 horas, UTI Neonatal e uma maternidade com capacidade para realizar mais de 500 partos por mês. Tal avanço é resultado de um investimento maciço em tecnologia, infraestrutura e recursos humanos que totalizam a cifra de R$ 35,5 milhões e mobilizam cerca de 400 colaboradores.

Assim como o valor investido, a nova estrutura – que será inaugurada dia 13 de maio – também é volumosa. O prédio, com 4.793 metros quadrados, conta com 50 apartamentos privativos, 4 leitos VIPs, 4 salas cirúrgicas no Centro Obstétrico, 24 leitos de UTI Neonatal, 4 consultórios para emergências obstétricas, 2 leitos de repouso, 3 poltronas de hidratação, solário para médicos e funcionários, espaço dedicado à família e sistema de segurança para recém-nascidos inédito na Região Leste Fluminense.

“Essa nova unidade será a mais segura da região, pois conta com o que há de mais moderno em equipamentos e estrutura para internação e cirurgias. Além disso, esse novo prédio será o marco da transformação do hospital em complexo hospitalar. Deixamos de ser HCN e passamos a assinar CHN – Complexo Hospitalar de Niterói”, afirma Ilza Fellows, diretora-geral do hospital.

A maternidade oferecerá como diferenciais suporte técnico para médicos e pacientes e soluções tecnológicas para garantir ainda mais segurança para os pacientes. Para isso, a unidade será a primeira em Niterói a colocar pulseiras com chip de rastreamento nos recém-nascidos, o que permite o monitoramento deles desde o nascimento até a alta hospitalar, por meio da tecnologia RFID (identificação por radiofrequência), com o objetivo de evitar que sejam levados para fora da unidade sem a alta e a presença do responsável. O recurso tecnológico indica a localização exata do bebê, evitando riscos de movimentação indevida.

“Através do chip da pulseira, a mãe e o bebê recebem uma identificação atrelada um ao outro, que podem ser localizados em todos os lugares do hospital. Ao retirar a pulseira sem autorização ou sair da área delimitada, é soado um alarme em tempo real e verificada a localização da criança. Além disso, a porta principal da unidade trava na tentativa de retirada. E, mais, a identificação é única entre a mãe e o bebê, dessa forma, outra mãe com pulseira não tem acesso a outra criança”, reforça a diretora.

Outra novidade será o sistema de TV exclusivo para pacientes, a TV Bebê, um canal acionado por senha disponível para as gestantes nos aparelhos smart TVs instalados em todos os quartos privativos. Por meio desse canal, é possível que os pais recebam recados pelas redes sociais; os familiares e amigos vejam do quarto o parto ao vivo (com a autorização da equipe médica) e o recém-nascido seja monitorado na incubadora e no berçário.

Segundo a diretora do hospital, um dos grandes diferenciais da maternidade é o fato de ser um espaço dedicado, mas interligado ao hospital: “Nosso foco materno-infantil estará amparado pela estrutura do hospital, com Unidade de Terapia Intensiva de adulto e suporte de clínica médica disponíveis para acompanhar qualquer intercorrência”, enfatizou Ilza Fellows.

A equipe da maternidade é composta pelos seguintes especialistas: Leonardo Nese, diretor médico; Priscila Pyrrho e Daniela Machado, coordenadoras do Serviço de Ginecologia e Obstetrícia; e Adriana Oliveira, coordenadora da Enfermagem.

Saiba mais sobre o HCN
O HCN – localizado no Centro de Niterói, Região Metropolitana do Rio de Janeiro – é um dos principais hospitais da região, com mais de 10 mil atendimentos por mês no Serviço de Emergência. Atualmente, o hospital possui quase 200 leitos, divididos em Centro de Tratamento Intensivo (CTI) para adultos (geral, cardiointensivo e neurológico), quartos privativos, enfermarias, Unidade de Terapia Intensiva Neonatal e Pediátrica, laboratório de exames de análises clínicas e serviço de imagem de última geração. A unidade é focada em atendimentos de altíssima complexidade, sendo pioneira na realização de transplantes na rede privada de saúde.

O hospital vem passando por diversas transformações, com investimento na melhoria da infraestrutura, implementação de novo sistema de gestão hospitalar e aquisição de novos equipamentos. Tudo isso com uma equipe multidisciplinar qualificada nas respectivas especialidades.

A troca de lugar do “H” com o “C” significa, acima de tudo, que o hospital se transformou em algo ainda maior e melhor. Isso representa não só a mudança de nome, mas um marco na história da nossa unidade, um novo conceito e filosofia de expansão e excelência assistencial construídos ao longo desses anos.

Nos próximos dois anos, mais unidades serão inauguradas totalizando cerca de 450 leitos para a população, com isso, o hospital será o maior complexo de saúde do Estado do Rio de Janeiro.

Conheça as Unidades:

Unidade I - Concentra os serviços de Alta Complexidade – Transplantes, UTIs (pediátrica e adulta), Centro Cirúrgico, Emergência, Unidade Cardiovascular e outros.

Unidade II - Emergência Pediátrica e Núcleo Diagnóstico

Unidade III - Materno-Infantil e Internação

Unidade IV - Back Office

Unidade V - Centro Diagnóstico, Day-Clinic, Centro de Infusão, Internação, etc.

Unidade VI - Main Entrance, Centro de Estudos

Unidade VII - Internação e Área VIP

Prisicila Paes
Saúde em Pauta