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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Saiba por que você precisa se prevenir da osteoporose antes dos 30 anos

Doença é conhecida por se manifestar entre os mais velhos, mas é na juventude que as principais medidas para evitá-la devem ser tomadas
 
Ao menos uma vez ao ano, em torno de 30% dos idosos sofrem fraturas decorrentes de uma queda, segundo o Ministério da Saúde. Em muitos casos, apenas movimentos leves já são capazes de quebrar os ossos mais frágeis.

Uma das principais causas desse problema é a osteoporose — doença caracterizada pela perda de massa óssea e pela deterioração esquelética, que afeta cerca de 10 milhões de pessoas no país.

O prognóstico para os próximos anos não é nada animador: de acordo com a Fundação Internacional de Osteoporose, a incidência deve crescer 32% até 2050 em todo o mundo. Para que essa previsão não se confirme, é preciso que homens e mulheres invistam em prevenção ainda na juventude.
 
Normalmente associada à velhice, a doença tem trazido à tona a importância de adotar hábitos saudáveis desde os primeiros anos de vida. Conforme o reumatologista Marco Rocha Loures, coordenador do Comitê de Doenças Osteometabólicas e Osteoporose da Sociedade Brasileira de Reumatologia, o pico de massa óssea acontece até os 30 anos. Garantir uma boa saúde dos ossos durante esse período é fundamental. Daí em diante, esse tecido vai, gradativamente, perdendo sua densidade.
 
— O metabolismo de formação óssea acontece desde o útero materno. Para a boa saúde dos ossos do bebê, a mãe tem de ingerir muita proteína, vitamina e cálcio durante a gestação, e a alimentação da criança deve ser rica nesses nutrientes, principalmente na puberdade. Além disso, a prática de atividades físicas deve ser estimulada desde cedo, já que ajuda a melhorar a formação de massa óssea e estimula a absorção de cálcio pelo organismo — explica.
 
Sedentarismo aumenta os riscos
Um estudo apresentado no Congresso Mundial de Osteoporose, Osteoartrite e Doenças Musculoesqueléticas, em 2014, na Espanha, apontou que, quanto mais tempo meninos dedicam à TV ou ao computador no fim de semana, menor o seu desenvolvimento ósseo e maior a predisposição à osteoporose no futuro.

Segundo os pesquisadores, o sedentarismo dos participantes do estudo pode ter impacto sobre a sua baixa densidade óssea. Sabe-se que a atividade física estimula a formação e melhora a densidade mineral do esqueleto. Além disso, os exercícios aumentam a resistência dos ossos e ajudam o tônus muscular, contribuindo para a prevenção de quedas — e, consequentemente, diminuindo o risco de fraturas.
 
— Deve existir um balanço entre o que você formou de massa óssea e o que será perdido, reabsorvido, na idade adulta. Esse balanço é fortemente influenciado pela genética e por fatores ambientais, como o estilo de vida.

Assim, para evitar a osteoporose, é preciso começar a se prevenir cedo — alerta o reumatologista Odirlei Monticielo, médico do Hospital de Clínicas de Porto Alegre e professor da UFRGS.

Zero Hora

Maconha mais potente triplica risco de psicose, diz estudo

Pesquisadores relacionaram frequência de uso e tipo de maconha a risco maior de psicose
BBC: Pesquisadores relacionaram frequência de uso e tipo
de maconha a risco maior de psicose
Estudo britânico sugere que risco está associado ao tipo de maconha consumido e a frequência do consumo
 
O uso de 'skunk' - um tipo de maconha mais forte - triplica o risco de psicose, segundo estudo de uma universidade britânica.
 
Cientistas do Instituto de Psiquiatria, Psicologia e Neurociência do King's College de Londres apontaram também que o risco de psicose é cinco vezes maior entre usuários diários de maconha do que entre pessoas que não consomem a droga.
 
Por outro lado, o uso de haxixe, uma forma mais branda da maconha, não aumenta o risco de psicose, disse o estudo, que acompanhou 780 pessoas.
 
A psicose refere-se a delírios ou alucinações que podem estar presentes em certas condições psiquiátricas, como esquizofrenia e transtorno bipolar.
 
"Em comparação com aqueles que nunca tinham experimentado maconha, usuários de maconha do tipo 'skunk', mais potente, tiveram um risco três vezes maior de psicose", disse Marta Di Forti, coordenadora da pesquisa.
 
"O risco de psicose em usuários de maconha depende da frequência do uso e da potência da droga."
 
O 'skunk' contém mais THC (tetrahidrocanabinol) do que outras variações da cannabis, principal ingrediente psicoativo da maconha. Já o haxixe contém quantidades substanciais de outro produto químico chamado canabidiol, ou CBD.
 
Pesquisas sugerem que o CBD pode agir como um antídoto para o THC, contra-atacando os efeitos colaterais psicóticos.

'Salvando usuários'
 Robin Murray, professor de pesquisa psiquiátrica do King's College, disse que "o trabalho sugere que poderíamos evitar quase um quarto dos casos de psicose se ninguém fumasse cannabis de alta potência".
 
"Isso pode salvar pacientes jovens e economizar dinheiro do sistema de saúde."
 
Marta Di Forti pediu que seja adotada uma "clara mensagem pública" sobre os riscos da maconha mais forte. Ela também sugeriu que os médicos perguntem aos seus pacientes sobre seus hábitos de uso da droga, como já acontece no caso do álcool e tabaco.
 
A pesquisa foi realizada ao longo de vários anos e comparou 410 pacientes com idades entre 18 e 65 anos, que relataram um primeiro episódio de psicose num hospital psiquiátrico do sul de Londres, com 370 participantes saudáveis na mesma faixa etária e da mesma área de Londres. O relatório será divulgado nesta semana na publicação científica The Lancet Psychiatry.
 
BBC Brasil / iG

domingo, 15 de fevereiro de 2015

Fluoxetina: o que é, para que serve e como tomar

O que é a Fluoxetina? A fluoxetina é um medicamento indicado para pacientes que possuam algum tipo de doença psiquiátrica como, por exemplo, depressão moderada e grave, TOC, transtorno de ansiedade ou transtornos alimentares com a bulimia nervosa
 
Esse medicamento deve ser prescrito por um médico especialista, ou seja, psiquiatra e a receita fica retida nas farmácias. É um substância que pode causar dependência.
 
Como a fluoxetina funciona?
Não raros são os casos de pessoas que tomam a fluoxetina de maneira descontrolada com a intenção de perder peso. Na verdade, esse não é um dos objetivos da medicação e sim, uma consequência do uso dela. Muitas pessoas acabam usando a comida como uma fuga, comem para se sentir mais tranquilos.
 
A função da fluoxetina é bloquear a recaptação de serotonina. Esta substância é uma das responsáveis por oferecer uma sensação de bem-estar. Quando os canais de serotonina são bloqueados e elas não podem entrar nos neurônios, ficam vagando pela fenda sináptica excitando os canais. É dessa forma que portadores de depressão conseguem se sentir bem depois do uso da medicação.
 
Fluoxetina emagrece?
E afinal de contas, a fluoxetina emagrece? Isso depende. Você pode estar com uns quilos a mais por diversos motivos. Primeiro, é preciso fazer mais óbvio: praticar atividades físicas e manter uma alimentação saudável. Se ainda assim você não conseguir perder peso, melhor procurar o médico.
 
O problema com a balança pode ser culpa do seu metabolismo ou dos seus neurotransmissores. Isso, só um especialista poderá dizer. Caso o problema seja exclusivamente físico, muito provavelmente, a fluoxetina não funcionará para o seu caso.
 
Efeitos colaterais da fluoxetina
A grande maioria dos medicamentos psiquiátricos causam efeitos colaterais. Uns são mais brandos e outros mais severos. Você pode ter dor de cabeça, tonturas, problemas para dormir, redução da libido, sudorese intensa, sensação de fraqueza, dor no estômago, vômitos frequentes, entre outros.
 
Além desses, existem outros sinais e sintomas mais graves que, se evidenciados devem ser levado ao médico imediatamente:
 
- tremores musculares;
 
- aceleração ou arritmia dos batimentos cardíacos;
 
- fala arrastada;
 
- fraqueza severa;
 
- erupção cutânea;
 
- boca e língua inchados;
 
- dor nos olhos;
 
- visão turva;
 
Como tomar a fluoxetina?
A única forma de consumir a fluoxetina é através de receita e prescrição médica. O psiquiatra passará uma uma determinada dose que será avaliada após 4 semanas. Se depois desse período os efeitos forem positivamente significativos, então a quantidade permanecerá como está, se não, o médico pode alterar para mais ou para menos, ou até mesmo suspender a medicação.
 
Malhar Bem

Cuidados na praia e piscina evitam infecções de ouvido

Não remover a cera e usar tampões pode prevenir otite e outros problemas

Por Dra. Samanta Dall´Agnese Otorrinolaringologista - CRM 137576/SP
 
A qualidade baixa da água, seja da piscina ou do mar, aumenta as chances de infecções de orelha. O tempo prolongado dentro da água é outro fator, pois a água retida no canal auditivo deixa a pele no local mais frágil e pode quebrar a proteção natural da cera, facilitando a entrada de bactérias. Uma situação muito comum nesta época do ano é a otite externa, infecção da pele que reveste o canal auditivo. Extremamente dolorosa, ela pode levar a um inchaço que obstrui a passagem do ar e leva a sensação de orelha tampada.
 
Para evitar problemas durante o verão, a primeira dica é não remover a cera. Ela é uma camada de proteção contra infecções. Não use cotonetes ou outros objetos para retirá-la. Enxugue a orelha com cuidado, usando uma toalha enrolada na ponta do dedo.
 
Outra medida é evitar permanecer por muito tempo dentro da água. O contato excessivo com a água pode causar a otite externa, uma infecção do canal auditivo externo.                             
 
Se você tem facilidade de acumular água dentro da orelha, considere usar um tampão. Ele deve vedar bem o canal auditivo, mas não deve machucá-lo. Existem tampões sob medida que são recomendados para quem pratica esportes aquáticos (natação, surf).                            
 
Se sentir a orelha tampada, evite deixar entrar água (inclusive no banho) e procure ajuda de um médico. Não use objetos ou medicamentos sem orientação adequada. O uso de objetos para coçar ou tentar aliviar a sensação de orelha entupida pode levar a uma infecção pela manipulação excessiva. Soluções caseiras ou remédios não indicados por um médico podem até levar a queimaduras e piorar o problema.   
 
Quando buscar ajuda médica?
Se tiver algum incômodo na orelha como coceira, dor, sensação de entupimento, proteja da água no banho e agende uma consulta com um otorrinolaringologista. Se tiver febre associada, pode ser o caso de infecção (otite). Procure um médico com urgência. Se for o caso de acúmulo de cera, o médico pode remover com sucção (aspiração) ou lavagem.                            
 
Se for a otite externa, o tratamento é feito com analgésicos via oral e gotas de antibiótico. Em casos mais graves pode ser necessário o uso de antibióticos e anti-inflamatórios por via oral. Nos casos em que o inchaço no canal auditivo levar a seu completo bloqueio, coloca-se um curativo para permitir que a gota de antibiótico penetre. O curativo é retirado após alguns dias e o uso das gotas deve ser continuado conforme orientação médica.
 
Minha Vida

Este robô incrível está salvando vidas em um hospital, mas é assustador

Um Tug médico passeando pelos corredores do hospital
Tug é um robô branco retangular de cerca de 1,20 metro de altura. Andando livremente pelo hospital da Universidade da Califórnia, Mission Bay, em San Francisco (EUA), ele desvia de obstáculos e realiza funções importantes, como entregar medicamentos, roupa de cama limpa e refeições, enquanto recolhe resíduos médicos, lençóis sujos e lixo
 
Aliás, Tug não está sozinho. Essa é a designação da máquina, e uma frota delas percorre todo o hospital. Cada robô possui um nome individual, aliás (alguns inspirados no filme da Disney Wall-E, outros em frutas).
 
Até 1º de março, 25 Tugs estarão em atividade em San Francisco, o maior grupo de autômatos médicos do mundo. Cada robô deve percorrer uma média admirável de 20 quilômetros por dia no hospital.

A cozinha robotizada do hospital
Um dia normal de trabalho… para um robô
Existem dois modelos de Tug: o que percorre os corredores transportando comida e roupa, como o que descrevemos acima – este possui uma frente mais fina e uma espécie de “caçamba” na parte de trás (como uma caminhonete) -, e outro com armários embutidos que transporta remédios (mais como uma van).
 
Se você é um paciente do Misson Bay, pode pedir para um dos robôs, usando um tablet na sua cabeceira, que traga sua comida, por exemplo. Na cozinha, os cozinheiros – que não são robôs – preparam os alimentos, carregam os produtos em um Tug, e usam uma tela sensível ao toque para dizer à máquina onde ela deve ir. Uma vez que a comida é carregada, o Tug espera 10 minutos e parte, seja com uma bandeja ou com 12, sua capacidade máxima.
 
Já na farmácia, o farmacêutico reúne algumas drogas, verifica seus códigos em uma tela sensível ao toque ao lado dos robôs, e escolhe o destino de cada uma. Em seguida, coloca o dedo em um leitor biométrico para desbloquear a máquina. Quando o robô chega em seu destino, é preciso desbloquear as gavetas com remédios novamente. Para isso, o médico ou enfermeira que os solicitou também precisa pressionar seu dedo em um leitor biométrico, além de digitar o código. O Tug não desbloqueia por nada até alcançar seu destino final.
 
Quando estão se movimentando, os robôs usam mapas em seus “cérebros” para navegar. Eles se comunicam com um sistema geral através do Wi-Fi do hospital, o que também lhes permite entender alarmes de incêndio e sair do caminho para que as formas de vida baseadas em carbono possam escapar.
 
Rolando pelos corredores usando um laser e 27 sensores infravermelhos e ultrassônicos para evitar colisões, um Tug para bem longe dos elevadores e chama um através do Wi-Fi (para abrir portas, ele usa ondas de rádio). O robô só embarca em elevadores vazios, virando 180 graus. Depois, faz suas entregas em qualquer número de andares.
 
Impressionante variedade de sensores do Tug, que o permitem
 detectar obstáculos como seres humanos
Interação humano-robótica
Em San Francisco, todos parecem adorar os Tugs. As pessoas falam com os robôs com carinho – embora o amor não seja retribuído – e os trabalhadores parecem apreciar a ajuda das máquinas.
 
Mas será que não é um pouco assustador? Poderia ser. Por isso, os seres humanos foram treinados sobre como lidar com os Tugs em Misson Bay.
 
“Aqui, nós treinamos as pessoas a tratarem os robôs como sua avó, que está no hospital em uma cadeira de rodas. Se alguma coisa estiver em seu caminho, apenas mova-a de lado, e não fique na frente deles”, disse o diretor de operações Brian Herriot.
 
O afeto que as pessoas têm pelos Tugs não é por acaso. Aethon, a fabricante dos robôs, os projetou para serem reconfortantes. O tom do seu “bipe” constante, por exemplo, foi escolhido para alertar os seres humanos da sua presença, sem ser tão chato que você deseje esmagar a máquina.
 
E depois há a voz. Tug é tagarela. Para que você não se preocupe com um deles parado de forma intrigante na frente do elevador, ele te explica: “À espera de um elevador vazio”.
 
A voz dos robôs é calmante, e pode ser feminina ou masculina, além da opção “homem australiano superentusiasmado”. A Aethon tinha contratado uma pessoa para fazer testes na Austrália e decidiu oferecer a voz para outros hospitais. Os australianos são famosos pela sua simpatia, afinal.
 
Tug tem uma voz adulta, mas um ar infantil. É tão inocente, tão sério e às vezes tão desamparado que não tem como não amá-lo. Se há bastante material bloqueando seu caminho em um corredor, por exemplo, não pode se redirecionar e contornar a obstrução – fica esperando ajuda.

Com tudo isso, mais o fato de ser fofo… Será que não há desvantagens em termos Tugs nos ajudando em todos os lugares do mundo?

Tug dá um “ok” quando chega nas estações de carregamento
 para que os humanos saibam onde ele está
Só o começo
Há algo inquietante sobre um robô que é responsável por vidas humanas. Apesar de termos controle sobre eles, onde estão ou para onde vão, nem sempre é fácil rastreá-los imediatamente e interceptá-los. No grande esquema das coisas, certamente gera um suspense.
 
Mas o problema mais imediato dessa total interação robótica no hospital americano é outro: uma vez que Tugs entregam com segurança medicamentos, carregam até 450 quilos de roupa e 1.000 refeições por dia, o que acontece com as pessoas que anteriormente faziam tudo isso?
 
De acordo com Pamela Hudson, diretora associada de administração do centro médico, seus trabalhos estão seguros. Ela diz que, com um novo hospital tão grande, a contratação em alguns departamentos está aumentando. Os robôs estão apenas completando os trabalhos atuais, não eliminando-os. “Seria ruim contratar mais técnicos especializados em instrumentação somente para ficarem correndo por aí entregando bandejas”, explica. “Isso não é o melhor uso de suas habilidades”.
 
No Vale do Silício, o El Camino Hospital já utiliza robôs desde 2009. De acordo com seu diretor de serviços administrativos, Ken King, há uma enorme pressão para reduzir o custo absurdo da assistência médica nos Estados Unidos, e Tugs têm permitido isso.
 
Seria otimista demais, porém, dizer que robôs como Tug não afetam a disponibilidade de empregos. Isso deve piorar no futuro, conforme ficarem mais sofisticados. Afinal, é algo que já está acontecendo: robôs, antes apenas ladrões de empregos na indústria, agora estão saindo das fábricas e entrando em hospitais. Além disso, no Japão, um hotel vai inaugurar em breve com recepcionistas robóticas.
 
A reflexão que fica é até que ponto os robôs vão salvar mais do que destruir vidas.