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sexta-feira, 3 de julho de 2015

SUS terá transplante de medula no tratamento de doença falciforme

Foto/Reprodução
O transplante de medula óssea para tratamento de doença falciforme está liberado no País
 
O Ministério da Saúde publicou nesta quarta-feira, 01, uma portaria que incorpora o uso da técnica no Sistema Único de Saúde (SUS). O procedimento, no entanto, somente será indicado para pacientes que tenham um doador compatível e que atendam critérios definidos por uma equipe de especialistas.
 
"Embora traga a cura para a doença, a técnica envolve riscos, daí a restrição nas indicações", contou a pesquisadora da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto e integrante da Sociedade Brasileira de Transplantes de Medula Óssea, Berlinda Simões.
 
O coordenador do Sistema Nacional de Transplante do Ministério da Saúde, Weber Borba, estima que serão feitos entre 40 a 50 transplantes para pacientes com doença falciforme por ano. Na primeira etapa, a técnica será feita no hospital da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto e no Hospital Albert Einstein. A expectativa é a de que, com a formação de novas equipes especializadas na técnica, outros centros passem a ofertar o tratamento.
 
O Ministério da Saúde estima que existam cerca de 25 a 50 mil pacientes com doença falciforme no Brasil. De origem genética, ela faz com que glóbulos vermelhos de pacientes, em vez de serem flexíveis e circulares, sejam rígidos e num formato de foice. "Essas hemácias rígidas entopem os vasos, causam inflamações e dores muito fortes", conta a professora.
 
A doença se manifesta já nos primeiros meses de vida. Bebês com o problema são irritadiços e choram muito. Nas crises de dor, pacientes precisam ser internados. Para evitar infecções, crianças são submetidas a um tratamento preventivo com antibióticos. Em outras etapas, são indicadas transfusões de sangue e quimioterápico.

O transplante de medula pode ser comparado com uma troca de fábrica. "Começa-se do zero. A produção passa a ser feita de forma correta", compara a professora. Embora o tratamento seja muito promissor, especialistas ainda são cuidadosos na indicação da técnica. "Para fazer o transplante, o sistema de defesa do organismo é suprimido, aumentando os riscos de infecções", conta a professora.
 
A técnica já é usada em outros países. Mas, de acordo com Belinda, em nenhum deles o transplante é indicado como a primeira alternativa para o tratamento da doença. A equipe de Belinda já realizou 23 transplantes no País, todos dentro de procedimentos de pesquisa. Do total, houve uma morte.
 
A Sociedade Brasileira de Transplante de Medula Óssea defende desde 2009 a incorporação da terapia no SUS. Borba admite que a adoção ocorre com atraso. "Mas o formato é seguro, fizemos tudo com muita cautela."
 
A partir de publicação da portaria, o Sistema Nacional de Transplantes tem até 180 dias para incluir a doença falciforme em seu regulamento técnico. Poderão fazer o transplante pacientes que não respondam à quimioterapia e tenham alergias às transfusões.
 
Estadão Conteúdo

Bebidas açucaradas matam mais de 184 mil pessoas por ano, diz estudo

Pesquisa norte-americana revela que o consumo dessas bebidas está entre o principal fator de risco para diversas doenças, como câncer e problemas cardiovasculares
 
Um estudo conduzido por pesquisadores de uma universidade dos Estados Unidos mostrou que o consumo de bebidas açucaradas, como refrigerantes, pode estar vinculado a mais de 184 mil mortes por ano em todo o mundo.                            
 
Ao longo de três décadas, os cientistas reuniram dados a respeito do consumo de bebidas com grande teor de açúcar entre mais de 600 mil pessoas espalhadas por 51 países. Os resultados do estudo, publicado na revista Circulation, da Associação Americana do Coração, mostram que o consumo dessas bebidas está entre os principais fatores de risco para quadros como diabetes, obesidade, câncer e doenças cardiovasculares.
 
Os pesquisadores também descobriram que jovens adultos estão mais propensos a desenvolverem doenças crônicas em decorrência do consumo de bebidas açucaradas do que adultos mais velhos. De acordo com o estudo, os problemas acarretados pelo consumo dessas bebidas, que incluem refrigerantes, isotônicos (bastante consumidos por atletas), chás gelados e as famosas caipirinhas, podem impactar até mesmo na economia dos países, uma vez que grande parte da força de trabalho é formada principalmente por adultos mais jovens. Ainda segundo a publicação, se o cenário permanecer o mesmo, o número de mortes provocadas por doenças cardiovasculares e diabetes pode aumentar significativamente nas próximas décadas. Atualmente, estima-se que, das 184 mil mortes causadas pelo consumo dessas bebidas todos os anos, 133 mil ocorram em decorrência de problemas vinculados ao diabetes. Outras 45 mil estariam relacionadas a doenças cardiovasculares e 6.450 ao câncer.                           
 
Dos 20 países com mais mortes provocadas pelo consumo de bebidas com grande teor de açúcar, oito estão na América Latina ou no Caribe. No primeiro lugar do ranking está o México, com 405 falecimentos para cada um milhão de habitantes, e em segundo vem os Estados Unidos, com 125 mortes. De acordo com o professor Gitanjali Singh, um dos autores, o estudo revela que a redução do consumo de bebidas açucaradas, principalmente refrigerantes, deveria ser uma prioridade mundial.
 
Minha Vida

Como saber se o bebê está sentindo frio ou calor?

Foto/Reprodução
Aprenda a verificar a temperatura corporal do pequeno e identificar sinais de alerta

Dr. Sylvio Renan Pediatra - CRM 24699/SP
 
Sabe aquela história de que os bebês sentem muito frio, e por isso sempre têm que estar agasalhados? Com certeza você ouviu da sua avó, suas tias, sua mãe e até você já se pegou comentando com alguma amiga. A verdade é que os bebês não sentem mais frio que nós adultos ou crianças um pouco mais velhas. A temperatura normal do corpo humano é de 35,5ºC a 37,5ºC, e em bebês também.    
 
A grande diferença é que o bebê ainda não tem controle total da manutenção das temperaturas (calor e frio) e, quando o ambiente está muito quente, ele não consegue se resfriar até manter sua temperatura normal. O mesmo ocorre quando o pequenino encontra-se em um meio ambiente frio. Portanto, os pais devem prestar muita atenção na hora de vestir seus filhos. Não é preciso nem agasalhar muito nos dias quentes e nem pouco nos dias frios.                          
 
Nos primeiros dias de vida, o ideal é que o bebê use um macacão mais fino por baixo da roupa (body), que pode ser de algodão ou plush nos dias de frio. Nos dias mais quentes, como no verão, as roupas ideais são as de tecidos leves. Quando sair à rua, mesmo no verão, cubra o bebê com manta ou xale - também pode usar luvinhas, já que as mãos ficam bem geladas pela falta da circulação sanguínea. Com um mês de vida, a temperatura do bebê estará mais estabilizada e é possível usar só macacão quando as temperaturas estiverem mais altas.                           
 
Para os pais identificarem se o bebê esta com calor ou frio é possível perceber alguns sintomas. Os bebês ficam irritados quando estão superagasalhados no calor, com a pele úmida, devido ao suor, e avermelhada, em razão do aumento de temperatura corporal, podendo aparecer algumas brotoejas. No frio, o bebê pode apresentar tremor, palidez, lábios levemente roxos ou pálidos, apatia e soluços.                            
 
Ter pés e mãos gelados não significa que os bebês estejam com frio, pois as extremidades são geralmente geladas por falta de circulação adequada nestas extremidades do corpo. Para checar se é preciso colocar ou tirar o casaquinho, papais e mamães podem sentir a temperatura dos bebês no tronco (barriga, peitos e costas), pescoço, nuca e cabeça para verificar o nível de calor ou frio do bebê.
 
Para evitar exageros, a minha dica é que os pais vistam os bebês com uma camada a mais de roupa que estão usando. Se estiver calor e o bebê vestir macacão, é indicado levar um casaquinho porque a temperatura pode mudar e, caso do tempo esteja um pouco gelado, mas com indícios de melhora, também opte por levar uma segunda roupa mais fresca.                            
 
Cuidar, mas sem exagerar
Deixar o bebê com muito calor ou com muito frio pode causar grandes problemas de saúde. Quando superagasalhado, ele ficará irritado, com suor excessivo e muito choro, podendo levar a desidratação e com risco de hipertermia, incapacidade do organismo em reduzir a produção de calor. No frio excessivo, o bebê poderá ficar gripado, ter problemas respiratórios, inflamação de garganta, aumento de mucosa, lábios ressecados e hipotermia, um problema grave de baixa temperatura do corpo.                           
 
Use gorros para proteger a cabeça que é uma área com grande perda de calor e luvas para proteger as mãos, que são geladas e têm a circulação sanguínea mais lenta. Mas atenção! Cuidados exagerados podem ser mais prejudiciais do que benéficos para a criança. É preciso sempre conversar com o pediatra e pedir orientação, além de observar o comportamento dos bebês - sim, eles darão os primeiros avisos de incômodo. O importante é lembrar-se de proteger bem os bebês nos primeiros seis meses de vida, pois o mecanismo regulador de temperatura não está totalmente desenvolvido.
 
Minha Vida

Chimarrão e chá quentes podem favorecer o câncer de esôfago

Bebidas quentes estão intimamente associadas com maior risco do tumor

Dr. Tiago Biachi de Castria Oncologista - CRM 141396/SP
 
O câncer de esôfago foi responsável por 460 mil novos casos de câncer e 400 mil mortes no mundo em 2012. Qualquer comentário sobre a epidemiologia e fatores de risco dessa doença deve levar em consideração que ela abrange dois tipos muito distintos de tumores: o adenocarcinoma e o carcinoma epidermoide.
 
O subtipo adenocarcinoma vem apresentando um aumento expressivo em sua incidência nas ultimas décadas, principalmente nos países desenvolvidos e no mundo ocidental em geral, devido à maior incidência dos seus principais fatores de risco: obesidade e doença do refluxo gastroesofágico (DRGE).
 
O carcinoma epidermoide representa até 90% dos casos de câncer de esôfago em áreas como norte do Irã e algumas regiões da China, sendo também bastante frequente em algumas regiões na América Latina, como Argentina, Uruguai e no sul do Brasil. Juntas, essas regiões formam o que chamamos de "cinturão do câncer de esôfago", e em comum dividem o hábito da ingestão de líquidos em altas temperaturas (chás entre os orientais e o chimarrão entre os sul-americanos).                            
 
Em um estudo de caso-controle publicado em 2009 na British Journal of Medicine feito com a população iraniana mostrou um risco 2 vezes maior de câncer de esôfago entre aqueles que ingeriam chá com temperatura entre 60-64ºC, e até 8 vezes maior quando a temperatura era superior a 65ºC.
 
Outra análise semelhante, conduzida na América do Sul, mostrou um risco 1,6 maior entre indivíduos que consumiam chimarrão quando comparados aqueles que não consumiam. Esse risco foi diretamente proporcional ao tempo de consumo, quantidade diária ingerida e temperatura da água.                           
 
O consumo dessas bebidas parece ser um fator de risco independente para o câncer de esôfago, levando a uma agressão crônica na mucosa do órgão, proliferação celular desordenada e consequente formação de lesões precursoras de tumores. Ainda, naqueles indivíduos expostos a outros carcinógenos, como álcool e tabaco, podem ter esse processo acelerado, assim como uma alta ingestão de frutas e verduras parece ser um fator protetor.
 
Minha Vida

Dois lotes do produto loção cremosa jovem com aloe vera são suspensos pela Anvisa

Foto/Reprodução
A Anvisa determinou a suspensão da distribuição, comercialização e uso dos lotes 0001/15 (Val.: 13/01/2018) e 0002/15 (Val.: 18/01/2018) do produto LOÇÃO CREMOSA JOVEM COM ALOE VERA
 
A loção, que é fabricada por Divon do Brasil Indústria de Cosméticos LTDA., apresentou resultados insatisfatórios nos ensaios de Teor de Chumbo. A informação consta do Laudo de Análise Fiscal emitido pelo Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS).
 
A Agência decidiu ainda que a empresa deve promover o recolhimento do estoque do produto existente no mercado.
 
A medida está na Resolução n°1.891/2015 publicada nesta quinta-feira (02/07) no Diário Oficial da União (DOU).
 
ANVISA