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segunda-feira, 6 de julho de 2015

Metade dos homens esconde da parceira uso de medicamento para disfunção erétil

Pesquisa com 800 homens brasileiros, com idades entre 22 e 65 anos, mostra o perfil do comportamento sexual do brasileiro
 
Um levantamento inédito com 800 homens brasileiros que utilizam medicamento para disfunção erétil, entre 22 e 65 anos, mostrou o perfil desse público quando o assunto é desempenho sexual. A principal constatação é que metade do universo masculino não diz à parceira que faz uso de um medicamento para ter um desempenho sexual satisfatório. A pesquisa da Medley Genéricos com o Instituto Gfk revelou ainda que, entre os que têm relacionamento estável e os solteiros, 66% usam o medicamento em mais da metade das vezes que têm uma relação sexual.

Outro dado interessante também identificou o comportamento masculino, entre 22 e 40 anos, sobre a disfunção erétil. Segundo o estudo, um em cada três indivíduos com essa faixa etária afirma ter dificuldade em conseguir e manter a ereção. Ainda entre esses adultos jovens, 40% optam por esse tipo de medicamento com o objetivo de manter diversas ereções num curto espaço de tempo para prolongar o prazer sexual e satisfazer a parceira.

De acordo com a pesquisa, os homens de meia idade (41 a 50 anos) são os que têm a maior frequência de relações sexuais no mês, ou seja, de cada dez respondentes, quatro afirmaram ter mantido nove relações sexuais no mês. O levantamento também mostrou que os homens (casados ou em relacionamento estável) e divorciados ou fora de um relacionamento sério, independentemente da idade, são igualmente insatisfeitos com a frequência de relações sexuais mensais.

Perfil da amostra
A Pesquisa Medley Saúde Sexual Masculina ouviu homens de três faixas etárias: 22 a 40 anos; 41 a 50 anos e homens com mais de 50 anos. Em relação ao estado civil, 64% dos entrevistados afirmaram estar em um relacionamento estável (casado ou namorando) e outros 36% disseram estar fora de uma relação estável. Foram entrevistados indivíduos das classes A, B e C, de acordo com os parâmetros específicos da população masculina brasileira.

Principais constatações
 
Faixa etária: 22 a 65 anos
* Metade dos homens não diz à parceira que faz uso de medicamento para disfunção erétil;
* 2/3 dos homens que usam medicamentos fazem isso mais da metade das vezes em que têm a relação.

Faixa etária: 22 a 40 anos
* Um em cada cinco homens faz uso do medicamento em todas as relações;
* 40% dos homens usam o medicamento para prolongar o prazer;
* 34% usam o medicamento pelo fato de agir mais rapidamente;
* 38% costumam comprar o medicamento sempre ou mantêm em estoque;
* 43% compram o medicamento quando acham que vão precisar.

Zero Hora

Anvisa determina suspensão do Flexabre Colágeno Tipo II

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a suspensão da fabricação, distribuição, divulgação e comercialização do produto Flexabre Colágeno Tipo II Não Desnaturado, fabricado pela empresa Idealfarma Indústria e Comércio de Produtos Farmacêuticos Ltda.
 
O produto não possui registro na Agência.

Foi determinado também que a empresa promova o recolhimento do estoque existente no mercado.
 
A medida está na Resolução 1.888/2015 publicada na última quinta-feira (02/07) no Diário Oficial da União (DOU).
 
ANVISA

Anvisa aprova novo medicamento para imunodeficiência primária

Pacientes que nasceram ou perderam a capacidade do sistema imunológico de combater doenças infecciosas melhorarão sua qualidade de vida. Agência Nacional de Vigilância Sanitária aprovou a venda da imunoglobulina subcutânea, proteína que exerce a função de anticorpos
 
O único tratamento existente era com injeção intravenosa. Agora pode ser subcutânea, aplicada por meio de uma infusão sob a pele. A nova técnica dispensa horas de aplicação e a necessidade de o paciente ir ao hospital mensalmente para reposição de anticorpos. A substância pode ser aplicada em casa uma vez por semana.
 
A opção representa mais qualidade de vida para a pequena Bárbara Marques da Costa, 6 anos, que sofre com a síndrome de DiGeorge. A mãe de Bárbara, Kátia Marques, explicou que algumas vezes a filha não conseguiu receber a medicação pela dificuldade de mantê-la imóvel por muito tempo e de encontrar a veia.
 
“A aplicação subcutânea é muito mais confortável, menos estressante porque são crianças que têm uma série de questões com que lidar e, pela baixa imunidade, devem evitar sair muito, permanecer em aglomeração que existe no hospital”, comentou ela, que aplica a infusão na própria filha.
 
Bárbara faz uso do medicamento obtido por meio de uma ação judicial que obrigou o estado a pagar a importação do produto. Segundo Kátia, cada frasco custa em média R$2 mil e a maioria usa meia dúzia por mês.
 
Estima-se que haja mais de 19 mil pessoas com imunodeficiência primária, segundo levantamento do Grupo Brasileiro de Imunodeficiências Primárias. São mais de 150 doenças crônicas que atacam o sistema imunológico.
 
Em geral, pacientes adultos levam em média 4 a 5 horas para aplicar o medicamento na veia. Para as crianças, o tempo pode chegar até 40 minutos. A versão subcutânea feita em casa pode ser ministrada enquanto o paciente está concentrado em outra atividade.
 
A pesquisadora e médica responsável pelo Setor de Imunologia Clínica do Departamento de Pediatria da Unifesp-EPM, Beatriz Tavares Costa Carvalho atende a mais de 100 pacientes que fazem uso da imunoglobulina intravenosa.
 
Ela destacou que o medicamento aplicado na pele também oferece menos eventos adversos. “O medicamento via intravenosa causa náusea, dor de cabeça, calafrio. Raramente esses eventos ocorrem com a aplicação subcutânea”, explicou.
 
“Além disso, pela via intravenosa é preciso dar uma quantidade muito grande e a proteína vai se sendo degradada aos poucos. Quando você divide essa quantidade em quatro vezes, o nível de imunoglobulina é muito mais constante e muito mais fisiológico”, ressaltou a mética.
 
Beatriz salientou que a comunidade médica e entidades de pacientes esperavam há mais de nove anos pela versão subcutânea, que é utilizada em mais de 51 países e, em alguns, há mais de 25 anos.
 
Segundo ela, a próxima luta dos movimentos e entidades é incorporar o novo tratamento ao Sistema Único de Saúde (SUS). “Agora, com a aprovação da Anvisa, é muito provável que o tratamento seja ofertado pelo SUS, pois a nova tecnologia não é mais cara que a imunoglobulina via intravenosa”.
 
Agência Brasil

Estudo mostra que remédio para Parkinson pode mudar índole do paciente

Segundo pesquisa da Universidade de Oxford, medicamento para essa doença altera o julgamento moral de quem o toma

Medicamentos usados para tratar a doença de Parkinson e a depressão são capazes de alterar os julgamentos morais de quem os toma, de acordo com um novo estudo.

A psicóloga da Universidade de Oxford Molly Crockett, e que liderou a pesquisa, afirmou ao jornal britâncio “The Guardian” que, embora as drogas não transformem “uma pessoa saudável em um criminoso”, elas poderiam ter uma mudança comportamental a longo prazo.
 
O estudo constatou que pessoas saudáveis que receberam uma dose da droga indicada para depressão, que reforça a serotonina, tornaram-se mais relutantes em dar choques elétricos em outras pessoas.
 
Normalmente as pessoas preferem receber um choque elétrico do que dar em outra pessoa. Mas esta tendência desapareceu entre os que tomavam levodopa, um medicamento que aumenta a dopamina, indicado para o Parkinson.
 
— No tratamento do Parkinson, alguns pacientes podem desenvolver comportamentos compulsivos para o jogo e para o sexo. As drogas têm consequências além do mundo do paciente — disse o Dr. Crockett. — A mensagem central é que precisamos ter mais pesquisas sobre como essas drogas afetam o comportamento, tanto em pessoas saudáveis, quanto para pessoas que fazem uso contínuo delas. Não estamos transformando uma pessoa saudável em um criminoso ou coisa do tipo. Mas, num geral, tomamos decisões várias vezes ao dia e elas podem moldar nossas vidas.
 
Um artigo sobre a pesquisa na revista “Current Biology” explicou que 175 pessoas receberam medicações (levodopa ou serotonina) ou placebos. Elas foram, então, divididas em pares. E uma delas tinha a chance de ganhar dinheiro dando um choque elétrico na outra.
 
Mas, o dinheiro também poderia ser ganho evitando o choque. Aqueles que receberam o placebo ofereceram pagar uma média de R$ 171 para parar de receber choque e R$ 215 para evitar o choque no outro.
 
Aqueles que tomaram o reforço da serotonina ofereceram pagar R$ 293 para parar de receber o choque e R$ R$ 356,5 para não iniciar o choque no outro. Mas, aqueles que receberam a dose de levodopa (que se transforma em dopamina), base da medicação para o Parkinson, ofereceram uma média de R$ 171 para parar os choques em si ou no outro.
 
— A dopamina fez as pessoas mais egoístas — disse Crockett. — A maioria das pessoas mostrou esse padrão de que é pior prejudicar os outros pessoas do que a sim mesmo. E isso foi abolido pela droga.
 
O Globo

Internet vicia! Excesso pode causar doenças e depressão

Abstinência da rede provoca efeitos similares aos encontrados em dependentes químicos
 
Você não larga o celular, tecla enquanto dirige ou caminha, fica ansioso quando não pode acessar a rede social e bota a mão no bolso achando que o aparelho vibrou, quando na verdade nada aconteceu? Cuidado, você pode estar viciado em internet. Parece brincadeira, mas o uso excessivo da web pode resultar em doenças graves como depressão, cada vez mais comum.
 
O chamado estresse digital indica falta de habilidade em lidar com as pressões do cotidiano atual, como a “obrigatoriedade” em estar sempre conectado e de saber logo sobre tudo que se passa no mundo. “Somos bombardeados de novidades e de pressões para usar a internet o tempo todo. Já chegamos em um nível em que um mundo sem internet parece impossível. Mas o problema é quando a falta da web passa a gerar sofrimento intenso”, afirma o médico Hewdy Lobo, psiquiatra do Hospital Lacan.
 
A cirurgiã-dentista Vanessa Fazzi, 38 anos, admite ficar angustiada quando não pode acessar a internet. “Parece que algo está faltando”. Segundo Vanessa, as redes sociais são irresistíveis. “Vejo o Facebook e o Instagram constantemente, fora o Whatsapp, que não desgrudo. Além disso, tem o Waze, que utilizo para me orientar no carro, sites odontológicos e livros virtuais. Fico conectada pelo celular 24 horas por dia”, admite Vanessa.
 
Sentar à frente de uma tela de computador por cinco horas diárias pode aumentar drasticamente o risco de depressão e insônia, segundo uma nova pesquisa realizada na Chiba Univertsity, no Japão. Estudos anteriores davam conta que o uso excessivo da rede causava sintomas como dor de cabeça, olhos embaralhados e dor nas costas. Mas o novo estudo mostra que há efeitos complicadores para a saúde mental também.
 
Segundo a mostra, que durou três anos com 25 mil trabalhadores, a maioria reclamou de se sentir depressivo, ansioso e relutante em acordar e ir trabalhar de manhã. Eles ainda reclamaram de sono quebrado, pos acordam muitas vezes durante a noite, “O resultado demonstra que é preciso ficar menos tempo conectado à internet”, disse a médica e responsável pela pesquisa, Tetsuya Nakazawa, ao jornal Daily Mail.
 
O psquiatra Lobo alerta que a falta da internet pode causar reações e efeitos parecidos com aqueles que são encontrados em dependentes químicos.
 
O efeito em crianças e adultos
Crianças e adolescentes que já nasceram num mundo com internet são um dos mais atingidos por essas enfermidades. “Nessa idade as funções executivas não estão completamente formadas, como tomada de decisões, planejamento e controle dos impulsos. Com isso, os jovens apresentam sintomas de depressão precocemente e se tornam vítimas fáceis”, explica o psiquiatra Lobo.
 
Pressionados a estarem sempre disponíveis e conectados, os adultos que dependem de redes sociais e até de aplicativos de paquera também podem estar vulneráveis. “O mundo real está cada vez mais solitário e árduo. Adultos e idosos buscam na internet uma forma de suprir suas emoções. Isso pode se tornar grave”, diz Lobo.
 
O especialista explica que para caracterizar depressão é preciso apresentar sintomas como humor abalado por semanas. “A pessoa sofre e fica exausta”, explica. Outros sintomas apontados pelo médico são: irritação, ansiedade , desânimo, apatia, falta de energia e vontade de fazer atividades apreciadas, sentimentos de desamparo, de vazio, pessimismo, culpa, inutilidade, fracasso, vontade de sumir, de morrer, entre outros.
 
Ajuda
Todas as doenças ou sintomas provocados pelo uso excessivo da internet estão relacionadas a doenças que já existiam, segundo Lobo. “A dependência da web tem as mesmas características diagnósticadas naqueles que usam substâncias psicoativas, que agem no sistema nervoso central e causa mudança de comportamento”, afirma.
 
Uma vez que se estabelece uma doença relacionada com o uso da internet, é necessário que se busque ajuda com profissional especializado, que poderá fazer o diagnóstico adequado e planejar a melhor intervenção para o caso.
 
“Está na hora de aprendermos os limites do uso destas tecnologias para o nosso bem-estar. No caso das crianças e adolescentes, devemos ensinar estes limites”, afirma o psiquiatra Lobo.
 
Veja abaixo algumas doenças associadas ao uso excessivo da internet:
 
1) Dependência da internet
É a vontade intensa de estar sempre conectado. O internauta fica cada vez mais tempo na internet e, quando fica sem, aparecem sintomas como ansiedade, irritação, impaciência e depressão. A pessoa deixa de fazer outras atividades de lazer e responsabilidades para estar presente no mundo virtual. Essa atitude persiste apesar de prejuízos evidentes como queda da produtividade no trabalho, piora nas relações interpessoais e má alimentação. Muitas vezes a pessoa já tentou ficar menos tempo na internet, mas não consegue. Ocorrem alterações neurais no cérebro que são semelhantes às que ocorrem com dependentes químicos.
 
2) Dependência de Jogo Online
Apresenta os mesmos sintomas da Dependência de Internet, mas em relação ao jogo online. Esta dependência já causou inclusive mortes ao redor do mundo em pessoas que ficaram muitas horas sentadas, quase não indo ao banheiro , sem se alimentar e se hidratar.
 
3) Nomofobia
É uma designação recente que denomina o desconforto ou a angústia causada pela impossibilidade de comunicação através de aparelhos celulares ou computadores. É uma fobia que surge quando alguém se sente impossibilitado de se expressar virtualmente ou quando o indivíduo se vê incomunicável por estar sem seu aparelho de celular. Surge um medo irracional persistente e excessivo de ficar sem o aparelho a ponto de gerar uma resposta imediata de ansiedade.
 
4) Síndrome do Toque Fantasma
É a percepção de que o celular tocou, sem de fato ter tocado, ou seja, uma percepção sem estímulo. Há outros sintomas como achar que o celular tocou a partir de outros estímulos, como uma coceira ou formigamento, sendo uma má interpretação destes sinais. Esta síndrome ocorre principalmente com pessoas que utilizam muito o celular.
 
5) Hipocondríaco digital
A pessoa pode temer ter uma doença que viu na internet ou alimentar suas atitudes hipocondríacas procurando sobre a doença na internet, chegando a conclusões errôneas, mas que de qualquer forma geram muita ansiedade.
 
6) Náusea digital (Cybersickness)
É a náusea causada a partir de funcionalidades dos aparelhos digitais. por exemplo a aproximação ou afastamento de imagens ao clicar em aplicativos. A pessoa pode sentir que irá vomitar, apresentando um mal estar.
 
Terra