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terça-feira, 11 de agosto de 2015

Anvisa registra novo medicamento anticonvulsivante

A Anvisa publicou, no Diário Oficial da União desta segunda-feira (10/8), o registro do medicamento Keppra ® (levetiracetam). Este é o 13º medicamento novo registrado na Agência em 2015
 
O Keppra ® é um anticonvulsivante que se apresenta sob a forma de comprimido revestido nas concentrações de 250mg e 750mg e de solução oral na concentração de 100mg/mL.
 
A formulação é indicada para o tratamento da epilepsia.
 
ANVISA

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Como funciona o adesivo anticoncepcional? Tire dúvidas

Em busca de novas opções para adiar a gravidez? O adesivo anticoncepcional, com sua função inibidora da ovulação, pode ser um método indicado para você continuar mantendo suas relações sexuais com segurança
 
Segundo Marta Franco Finotti, presidente da Comissão Nacional Especializada em Anticoncepção da Federação Brasileira das Asssociações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), os adesivos transdérmicos, como também são chamados, trazem outros benefícios. Alguns deles são a redução da anemia ferropriva e dos riscos de câncer de ovário e do endométrio.
 
Funções e indicações do método
Abastecido de dois tipos de hormônios - etinilestradiol e norelgestromina -, o adesivo não só inibe a ovulação, mas também estimula alterações no muco cervical, líquido produzido no colo do útero. Ele fica mais espesso e, consequentemente, hostil à ascensão de espermatozoides.
 
O endométrio, local onde o embrião é implantado, “se torna atrófico, não receptivo à implantação”, comenta a ginecologista.
 
O adesivo anticoncepcional é indicado para mulheres que necessitam de um método eficaz e seguro e que não tenham contraindicações ao uso de contraceptivos hormonais combinados. “Ele possui a mesma eficácia e perfil de efeitos adversos que os anticoncepcionais orais”, diz.
 
Como usar o adesivo anticoncepcional
O adesivo anticoncepcional deve ser aplicado no primeiro dia do ciclo, ou de acordo com as indicações do seu médico. Ele deve ser substituído a cada sete dias, tendo o seu local de aplicação alterado a cada semana. As regiões mais indicadas para destinar o método contraceptivo são abdômen inferior, parte externa do braço, parte superior das nádegas e dorso superior.
 
O adesivo transdérmico deve ser utilizado por três semanas seguidas, sendo retirado ao fim dos 21 dias. O sangramento, caso o uso contínuo não seja a sua opção, deverá ocorrer durante os sete dias sem o medicamento.  
 
Esquecimento
O atraso de apenas dois dias não interfere na eficácia do adesivo anticoncepcional. Caso o adiamento ocorra na primeira semana ou por mais de 48 horas nas semanas seguintes, deverão ser utilizados preservativos por sete dias, por precaução.
 
Deslocamento ou perda
O risco de descolamento do adesivo é de apenas 5%, com a maioria dos episódios acontecendo nos primeiros meses de uso. Se o deslocamento ocorrer por menos de 24 horas, reaplique o mesmo ou use um novo adesivo. Em casos de maior período sem a aplicação, deverá ser iniciado um novo ciclo, combinado com a utilização da camisinha.
 
Contraindicações
De acordo com a Dra. Marta, as contraindicações são as mesmas dos demais anticoncepcionais hormonais combinados. Para evitar sintomas desagradáveis e consequências ruins para a sua saúde, jamais aposte no método sem indicação médica.
 
Terra

Como saber se o tratamento para depressão está funcionando?

Como saber se o tratamento para depressão está funcionando?Entenda se o seu tratamento está surtindo efeito e quais as opções disponíveis para lidar com a doença

Dr. Ivan Mario Braun Psiquiatra

Hoje em dia se acredita que, apesar de a depressão ter componentes emocionais e comportamentais, os quadros mais graves são devidos à alterações no cérebro. Não se sabe exatamente quais são mas, em princípio, se trata de problemas de comunicação entre as células do sistema nervoso (neurônios), que ocorre através de substâncias químicas denominadas neurotransmissores. Muitas pessoas pensam que o que ocorre é a "falta" de um neurotransmissor, sendo a serotonina o mais alardeado deles. Mas, na verdade, esta é uma visão simplista, pois existem vários tipos de neurotransmissores envolvidos, como a dopamina e a noradrenalina - e mesmo algumas de outras classes, como neurormônios, a substância P e a coloecistoquinina. Além disto, não se trata simplesmente de falta de uma substância: as alterações podem estar em níveis como moléculas das membranas das células, problemas de comunicação "interna" dos neurônios, síntese de proteínas celulares etc.

Como qualquer tratamento, em medicina, o antidepressivo não é 100% eficaz. Mesmo quando o primeiro tratamento funciona, é possível que a melhora não ocorra de uma vez, de modo que alguns sintomas podem melhorar antes dos outros. Por exemplo, ocorre que algumas pessoas passam a dormir melhor ou a se sentir menos ansiosas, no começo mas, por um tempo, ainda sentem desânimo. Em outras, os sintomas da tristeza profunda são controlados antes da insônia e a pessoa se sente totalmente bem e animada, mas ainda tem algumas dificuldades para dormir.

Os efeitos, em geral, demoram algumas semanas (em média de 2 a 3) para serem notados, de modo que o(a) paciente não se deve assustar se, nos primeiros dias do tratamento, não sentir melhoras. Entretanto se, em algumas semanas, não houver melhora, em geral o(a) psiquiatra aumenta a dose do remédio, acrescenta uma outra medicação para reforçar o efeito ou, quando isto já foi tentado, troca de medicação.

Cerca de 60% dos pacientes melhoram com o primeiro tratamento usado. Nos outros, há necessidade de se mudar de medicação. Algumas pessoas são especialmente resistentes aos efeitos dos remédios e precisam fazer várias tentativas com medicações diferentes, até ficarem boas. A troca de medicações segue algumas diretrizes, sendo que, em geral, o(a) psiquiatra escolhe uma medicação com um mecanismo de ação diferente ou mais potente, na sequência. Entretanto, não há como o(a) psiquiatra saber qual vai ser o melhor tratamento logo de início.

Geralmente, o tratamento é iniciado com medicações menos potentes, como os inibidores seletivos de receptação de serotonina (por exemplo, a fluoxetina, a sertralina, a paroxetina, o citalopram ou a venlafaxina em doses baixas); como sequência, se os resultados não forem bons, acrescentam-se remédios com efeito estabilizador do humor (como o lítio, a risperidona, a olanzapina ou a lamotrigina) ou drogas de "dupla ação", como os inibidores de recaptação de serotonina e noradrenalina (por exemplo, a venlafaxina em doses mais altas ou a duloxetina). No final da escala se encontram os antidepressivos tricíclicos (imipramina, clomipramina, amitriptilina, entre outros) e os inibidores da monoamino-oxidase, que são medicações muito potentes, mas que exigem uma série de cuidados.
 
Finalmente, como os antidepressivos podem, numa pequena parte das pessoas, levar a crises de ?mania? (episódios opostos à depressão, com muita aceleração, euforia e, por vezes, irritabilidade, com dias ou mesmo meses de duração), o(a) psiquiatra por vezes opta, hoje em dia, por usar pouco ou nenhum antidepressivo e por focar mais nos estabilizadores de humor. Trata-se de uma decisão difícil e o(a) profissional precisa ser bem experiente no tratamento das depressões para saber decidir adequadamente, de modo a não comprometer o tratamento eficaz da depressão e, ao mesmo tempo, diminuir as chances de uma virada para o polo oposto. 
 
Opções de tratamento
Em relação ao tratamento, hoje em dia é praticamente consenso que as medicações antidepressivas são o tratamento de primeira escolha. Os antidepressivos não são medicações calmantes nem estimulantes (apesar de poderem ter este efeito, em alguns casos). Eles são, em primeiro plano, remédios que fazem a pessoa deprimida voltar ao "normal". O que seria isto? Simples: todos têm fases de mais tristeza ou alegria e fases neutras, em que não se está nem muito triste nem muito alegre. A diferença em relação ao deprimido é, justamente, esta flexibilidade: este passa a maior parte do tempo "para baixo", sem sentir nenhuma alegria, mesmo quando está tudo bem ao seu redor. Uma das implicações disto é que o(a) psiquiatra não deve fazer tratamentos "cosméticos", nos quais eventuais "fossas", conflitos existenciais ou tristezas por perdas são medicados: isto faz parte da vida e a pessoa consegue superá-las sozinha ou deve procurar apenas um atendimento psicológico. Cabe ao(à) psiquiatra tratar daqueles casos que tenham as características de gravidade e que estejam durando há várias semanas - pelo menos duas, segundo os critérios da Associação Psiquiátrica Americana. 
 
Além das medicações, existem evidências científicas de que alguns tipos de psicoterapia, como a terapia comportamental-cognitiva (TCC) e a terapia de aceitação e comprometimento (ACT) também podem ser úteis na abordagem da depressão. Entretanto, deve-se tomar cuidado pois, em casos mais sérios, as terapias podem não funcionar - e elas jamais devem ser consideradas alternativas exclusivas, ou seja, a pessoa deixar de tomar medicações por questões ideológicas.

Também é muito eficaz, para os casos mais graves, a eletroconvulsoterapia (ECT), um tratamento que é vítima de muito preconceito. Na ECT, a pessoa é anestesiada, seus músculos são relaxados e, em seguida, aplica-se na cabeça uma corrente elétrica, por poucos segundos. Este tipo de tratamento é muito útil em casos nos quais as medicações não funcionaram e, hoje em dia, acredita-se que sequer deve ser apenas uma última opção. Tem poucos efeitos colaterais (os mais frequentes são dor de cabeça e dificuldades de memória, nas horas que se seguem ao tratamento) e é muito seguro. A aplicação não dói nem se sente o choque, pois a pessoa fica totalmente inconsciente.
 
Minha Vida

O que são hospitais de transição?

Por Approach Comunicação Integrada - Julia Costa
 
Resolver o problema crônico da falta de leitos nos hospitais brasileiros é uma pauta recorrente e de interesse comum para gestores de saúde, representantes da saúde suplementar, médicos intensivistas, geriatras e oncologistas. E este é um assunto que também interessa, e muito, à sociedade. Segundo dados da Associação Nacional dos Hospitais Privados (ANAHP), 25% dos leitos brasileiros são ocupados por pacientes de longa permanência. Destes, a maioria é composta por idosos, que já somam 12% da população e, devido ao aumento constante da expectativa de vida no país, em 2030, somarão 19%.
 
“Apesar do enorme expertise e aparato tecnológico dos hospitais de alta complexidade, entendemos que eles não possuem estrutura para montar linhas de cuidados para o paciente idoso desde o primeiro dia de hospitalização. Este paciente precisa de uma reabilitação precoce, de uma clara gestão de alta – que deve começar no momento da internação – e de uma equipe integrada e disponível”, explicou Carlos Alberto Chiesa, diretor de operações do Placi — primeiro hospital de transição do Estado do Rio de Janeiro —, durante Encontro Científico promovido recentemente pelo Americas Medical City, na Barra da Tijuca, quando palestrou sobre alternativas da desospitalização.
 
Baseando-se em dados da ANAHP que mostram que apenas 38% dos hospitais brasileiros oferecem serviços para doentes crônicos e somente 14% utilizam métricas para identificar o prognóstico na gestão de pacientes crônicos, Chiesa explica que, em geral, a alternativa à desospitalização mais conhecida por médicos e pela sociedade é o home care. “Contudo, na ‘vida real’, esta acaba não sendo uma opção possível em todos os casos. As negativas às solicitações das famílias dos pacientes representam metade dos pedidos recebidos pelas operadoras de saúde. Na maior parte das vezes, as justificativas referem-se ao ambiente inadequado (59%), além da ausência de um cuidador (23%) ou até por motivos clínicos (18%)”, detalha, ressaltando daí a importância dos novos modelos de atendimento, como os hospitais de transição.
 
O que atualmente se discute com preocupação no setor é a falta de saída para a crise gerada pelo envelhecimento da população no Brasil com o modelo assistencial atual. “Por isso, a necessidade de mudança, de oferecer algo inédito no Brasil, como os hospitais de transição”, defende Chiesa. Segundo o médico, o Brasil precisa acompanhar tendências mundiais: no Canadá, por exemplo, 49% dos pacientes são indicados para hospitais de transição; na Austrália, o modelo de transição existe há dez anos; e em Portugal, o governo criou recentemente a Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados.
 
O que são hospitais de transição?
Hospitais de transição promovem um cuidado interdisciplinar especializado para pacientes dependentes de cuidados médicos complexos. Além disso, oferecem apoio e suporte para pacientes fragilizados em um ambiente diferente do hospital tradicional, com o objetivo de completar o período de convalescença e recuperação, otimizar a capacidade funcional e preparar o paciente para os cuidados de longo prazo. As principais diferenças estão na equipe envolvida e no tempo dispensado por cada um dos profissionais.
 
O envelhecimento populacional gera um novo perfil epidemiológico, onde predominam doenças crônico-degenerativas em uma população fragilizada pela idade avançada e pelas sequelas dos tratamentos recebidos. Daí a necessidade de modelos assistenciais voltados para esse perfil, com oferta de cuidados prolongados, processos voltados para a necessidade do paciente e seu entorno, oferecido por profissionais de saúde de formação diversas, estendendo-se à assistência social.
 
“Apesar da concepção lógica deste modelo, ainda é preciso passar pela etapa de conscientização de todos os atores do cenário da saúde no entendimento e utilização desta etapa do cuidado”, finaliza Chiesa, adicionando que fazem-se necessárias articulações entre hospitais, operadoras de saúde e prestadores de serviços, um trabalho educativo junto às famílias e pacientes e uma compreensão maior do médico, como formador de opinião, da lógica de rede articulada, referenciada e integrada na assistência à saúde.
 
Sobre o Hospital Placi
Inaugurado em 2013, no município de Niterói, no Rio de Janeiro, o primeiro hospital da rede Placi oferece, pioneiramente no mercado hospitalar brasileiro, um conceito inédito de saúde, de cuidados extensivos. Com foco na qualidade de vida e redução do sofrimento do paciente, o Placi conta com uma equipe multidisciplinar completa composta por médicos, enfermeiras, nutricionistas, assistentes sociais, psicólogos, terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas, fonoaudiólogos e farmacêuticos.
 
Incluído na categoria de hospitais de transição, o Placi possui 18 quartos individuais e seis quartos duplos; monitorização por TV de todos os leitos; leitos elétricos, bomba infusora, monitor, respirador, balança hidráulica, suporte dialítico, suporte laboratório, RX beira leito e ECG; uma central de Gases Medicinais, com autonomia elétrica plena; assistência médica e de enfermagem 24 horas; sala de reabilitação de marcha e um solário para convivência.
 
A maior parte dos pacientes é de cuidados paliativos não oncológicos (42%), seguida de reabilitação (33%), cuidados paliativos oncológicos (21%) e pacientes em fim de vida (4%). Entre os casos mais comuns, os pacientes são indicados ao Placi para o cuidado de feridas e Curativos Complexos; Distúrbios Nutricionais elegíveis para nutrição enteral e parenteral; Reabilitação pós-trauma, internações prolongadas; Doenças Neuromusculares degenerativas; Neurológicas Pós Agudas e Crônicas; Ventilação Mecânica Permanente; Cuidados Paliativos e fim de vida; e Antibioticoterapia prolongada.
 
Saúde Business

Direitos da mãe trabalhadora que amamenta

Para a maioria das mulheres a maternidade é um período de transformações no corpo, nos hábitos e no dia a dia
 
As mudanças prevalecem mesmo depois do nascimento do bebê. Após a licença-maternidade, a mãe que trabalha fora precisa ajustar a rotina para continuar amamentando, mas sem deixar de lado o trabalho. Diferentemente de anos atrás, hoje a maioria das mulheres está no mercado de trabalho, e muitas delas são as únicas responsáveis pela criação dos filhos e pela renda familiar.
 
Amamentar é uma parte fundamental do cuidado com o bebê. O leite materno é o melhor alimento para a criança, além de proporcionar contato físico, carinho, estímulo e proteção contra doenças. Mas conseguir amamentar e, ao mesmo tempo, trabalhar fora de casa pode ser difícil.
 
No Brasil, desde a Constituição Federal de 1988, mulher empregada com contrato de trabalho formal (carteira assinada) tem direito a alguns benefícios previstos em lei que podem ajudar neste período. Além disso, cada relação de trabalho – quer seja mediante a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), quer seja pelo funcionalismo público, por profissional autônomo ou empregada doméstica – pode ter benefícios próprios. Outras situações também foram contempladas por leis de proteção ao período da maternidade, como o caso das mães estudantes, das mães adotivas, das mulheres privadas de liberdade e das trabalhadoras rurais.

Para que as mulheres trabalhadoras consigam seguir a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde de amamentar por 2 anos ou mais, sendo exclusivamente no peito nos 6 primeiros meses, é fundamental que após a licença-maternidade elas tenham o apoio dos empregadores. Uma forma de ajudar é disponibilizar salas de apoio à amamentação, a fim de prover um ambiente acolhedor e adequado à coleta e ao armazenamento do leite, para que ele seja oferecido posteriormente para a criança com segurança e qualidade.
 
A servidora pública Priscila Araújo, 29 anos, vai voltar ao trabalho em setembro após cumprir a licença-maternidade. “Trabalho em um órgão público que disponibiliza creche para crianças que são amamentadas. Vou levar meu filho comigo para ele continue mamando, e vou usar meus intervalos para isso. Ele pode ficar nesta creche até completar 1 ano e 2 meses, mas eu pretendo amamentar mais, se for possível”, conta.

Conheça alguns dos direitos garantidos as mães trabalhadoras:

GESTANTE: pela Constituição Federal, fica proibida a demissão sem justa causa ou arbitrária da trabalhadora gestante, dando estabilidade no emprego desde a confirmação da gravidez até cinco meses após o parto.

CRECHE OU BERÇÁRIO: os estabelecimentos em que trabalham pelo menos 30 mulheres com mais de 16 anos de idade deverão ter local apropriado onde seja permitido às empregadas deixar, sob vigilância e assistência, os seus filhos durante a amamentação.

Ficam as empresas e os empregadores autorizados a adotar o sistema de reembolso-creche, em substituição à exigência de creche no local de trabalho.

A exigência também pode ser suprida por meio de creches distritais mantidas por convênios com a empresa ou com outras entidades públicas e privadas ou a cargo do SESI, do SESC e das entidades sindicais.

PAUSAS PARA AMAMENTAR: para amamentar o filho, a mulher tem direito a dois descansos especiais, de meia hora cada um, durante a jornada de trabalho, até o 6º mês de vida do bebê, além dos intervalos normais para repouso e alimentação. A mulher pode tentar um acordo com o seu chefe para flexibilizar o horário; assim, ela poderia juntar os dois intervalos de meia hora e entrar ou sair uma hora mais cedo ou mais tarde do trabalho.

Quando a saúde do filho exigir, o período de 6 meses com as pausas para amamentar poderá ser ampliado, a critério do médico.

LICENÇA-MATERNIDADE: a Constituição de 1988 garante para todas as mulheres trabalhadoras sob o regime CLT o direito a 120 dias de licença.
 
Algumas dicas:
• Se for possível e desejado, leve o bebê pequeno com você ao trabalho ou peça para alguém levá-lo ao trabalho para ser amamentado.

• Converse com o patrão para ver a possibilidade de você ter maior flexibilidade nos horários de trabalho (chegar mais tarde, sair mais cedo, reduzir a carga horária, trocar de horário com alguma colega).

• Fale e explique ao seu patrão e aos seus colegas a importância de amamentar. Explique especialmente que o leite materno protege seu filho (que ficará menos doente) e que, assim, você faltará menos ao trabalho e estará mais contente. Explique tudo isso também aos seus familiares.