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terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Você sabe a diferença entre light, diet e zero?

São tantas as denominações para os produtos industrializados que muitas pessoas fazem confusão. Nutricionistas dão orientação adequada e desfazem mitos

O ideal é ter uma alimentação o mais natural possível. No entanto, se precisa fazer uma dieta restritiva e não tem como fugir do alimento industrializado, a recomendação de médicos e nutricionistas é ter orientação adequada para saber escolher o melhor produto entre os diet, light, zero e free (parecido com o zero, vai excluir um componente, seja açúcar, gordura ou sódio). Independentemente do que precisa consumir, é fundamental que procure nos rótulos aqueles produtos que não contenham gorduras trans (em 1º de agosto de 2006, entrou em vigor a norma que obriga os fabricantes a especificarem na embalagem a quantidade de gordura trans contida nos alimentos, que eleva o colesterol ruim/LDL) e diminui o bom/HDL). A medida foi determinada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Por isso, antes de sair comprando, é preciso ler os rótulos mesmos dos alimentos chamados de light, diet, zero e free, e compará-los com o alimento convencional. A nutricionista funcional Junia Bethonico, membro da Sociedade Brasileira de Nutrição Funcional e com atendimento em nutrição clínica e esportiva há 12 anos, diz que o consumidor precisa criar o hábito de ler o rótulo do alimento, principalmente a tabela nutricional. “O mais importante é saber dos ingredientes, da maior quantidade para a menor. Se um produto tem açúcar, farinha e leite, significa que ele tem mais açúcar e menos leite. É essencial saber a composição e se o produto faz bem à saúde.”

Junia alerta que, muitas vezes, quando um nutriente é tirado de um alimento, é colocado outro. “Portanto, alguns produtos podem não ter açúcar, mas têm gordura. Por isso, acho fundamental alertar a população para nunca se preocupar com a rotulagem de produtos, mas com o conteúdo. Um alimento pode não ter açúcar, mas tem aspartame, que deve ser evitado. Sempre insisto na tecla da qualidade e as pessoas precisam ser cuidadosas com o que consomem. Os rótulos que a indústria alimentícia coloca são para deixar os produtos mais sedutores e muitas vezes as pessoas compram gato por lebre.”

O que é

Diet
Apresenta modificações especiais para se adequar a diferentes dietas ou necessidades metabólicas, como diabetes, hipertensão etc. São os produtos que se destinam a pessoas com algum tipo de doença que as obrigam a controlar ou mesmo suprimir a ingestão de algum nutriente normalmente presente na dieta. Tem que estar declarado e ser facilmente legível a que tipo de dieta o alimento se refere e qual a quantidade desse elemento em sua composição. Pode ser diet em açúcares, sódio, gordura etc. Um produto diet em açúcares pode não ser o mais indicado para perda de peso, uma vez que pode ser mais calórico que os produtos convencionais. É importante, nesse caso, ver quantas calorias a porção daquele alimento vai proporcionar e compará-la com o alimento convencional.

Light
O alimento tem redução mínima de 25% das calorias ou de algum nutriente em relação ao original, como gordura, açúcares ou sódio. Seu consumo é indicado para pessoas que precisam reduzir o teor desses elementos na alimentação. Para quem tem como foco o emagrecimento, é importante se atentar aos rótulos, já que a redução calórica pode ser muito pequena em alguns alimentos. Um bom exemplo são alguns pães light, que, apesar de apresentar um teor reduzido de gorduras, são quase tão calóricos quanto os tradicionais.

Zero
Indica o alimento com restrição ou isenção de algum nutriente em comparação com a versão tradicional. Para existir a alegação de, por exemplo, “zero açúcar”, o produto pode apresentar no máximo 0,5 gramas de açúcar em 100 gramas do alimento pronto para o consumo. Os produtos sem adição de açúcar (sacarose) podem conter açúcares normalmente presentes nos outros ingredientes, como a lactose (presente no leite), a frutose (presente nas frutas) e outros mono e dissacarídeos presentes naturalmente nos ingredientes utilizados na fabricação do produto. Para cada nutriente que se declara zero existe o limite máximo legal definido pela Anvisa/Ministério da Saúde. Para os portadores de deficiências metabólicas (diabéticos, hipertensos, intolerantes a determinado nutriente), é fundamental o acompanhamento de um médico ou nutricionista

Equilíbrio
Para a nutricionista, a educação nutricional deveria ser ensinada desde a infância, em casa e nas escolas. Ela lembra que as pessoas que tentam “equilibrar” o famoso lanche coxinha mais refrigerante zero estão desinformadas e mostram falta de conhecimento. “As pessoas não devem consumir refrigerante. A ideia de escolher entre o comum e o light é como se estivesse optando entre o crack e a cocaína. A escolha certa é um suco de maracujá, uma limonada e assim trabalhar o paladar.” Aliás, Junia ensina que todos poderiam incluir o limão na alimentação, já que “ele é alcalino e ajuda a alcalinizar o nosso sangue, e tudo que é nocivo não sobrevive num corpo alcalino (pH)”. Representante autorizada do teste de intolerância Food Detective em Minas Gerais, Junia alerta que as pessoas precisam se interessar pela melhoria da saúde, e o ideal é ter a orientação de um profissional. “É preciso atenção, porque há pessoas com alergia a níquel, por exemplo, e não podem consumir nada que é integral. E há aquelas que são alérgicas a brócolis. Portanto, há alimentos que curam e adoecem.”

Junia enfatiza que o brasileiro está se alimentando mal. A saudável combinação arroz com feijão some cada vez mais da mesa, e “as pessoas estão entrando no caminho dos americanos. O Brasil está virando um país de obesos e pessoas com sobrepeso. Para reverter o quadro, um dos passos é colocar na rotina a ida ao sacolão e ao hortifrúti. Coma comida de verdade, e não a industrializada”.

Foto: Reprodução

Estado de Minas

Qual a importância da gestão de pacientes?

O cuidado com a saúde é um tema que sempre está em alta, devido ao fato de que todas pessoas um dia serão, são ou já foram pacientes

Por isso, ser bem acompanhado e assistido, neste momento, é essencial não apenas para o bem-estar do indivíduo, mas também para que ele se sinta seguro e acredite que de fato está recebendo um serviço de qualidade e com uma equipe de profissionais responsáveis.

Independentemente do nível da gravidade do problema, o emocional desses pacientes é muitas vezes afetado e, na grande maioria das ocorrências, também é compartilhado com seus familiares. Quando tratamos de portadores de doenças crônicas ou com câncer, por exemplo, sabemos que a situação é mais delicada. O tratamento exige um alto grau de importância e uma atenção especial, já que são muitos os casos registrados de desistência dos processos e no consumo dos medicamentos. Assim, o incentivo e acompanhamento destes enfermos passa a ser não apenas um benefício a ser conquistado, mas sim, algo essencial nesta fase de suas vidas.

Hoje em dia, existem serviços que realizam um árduo e delicado trabalho neste processo, oferecendo acompanhamento completo e garantindo o controle do uso adequado de seus medicamentos. Neste caso, o que mais chama atenção é que este controle vai desde o momento de entrega em domicílio, até por meio do esclarecimento de dúvidas e orientações sobre a medicação via telefone e, se necessário for, podem ser realizadas visitas para aplicação do produto em todo o território nacional. Ou seja, apesar de todo o avanço da medicina, são medidas simples, como essa, que oferecem os melhores resultados nos tratamentos. Elas também ajudam na redução de custos em toda a cadeia de serviços de saúde, além de garantir um estreito relacionamento com seus consumidores.

Assim, a fidelização dos procedimentos traz um elevado número de pessoas que conseguiram curar sua doença, ou que passaram a ter uma vida muito mais saudável, realizando todos os cuidados necessários, mas sem pensar em abandoná-los por conta de efeitos colaterais, dificuldade de locomoção ou até mesmo por depressão. Ou seja, muito mais que operacional, existe um amplo trabalho psicológico de entender as necessidades dos pacientes, para que estes possam ser atendidos da melhor forma possível. Vale ressaltar que este cuidado é fundamental, uma vez que a satisfação dos beneficiários é a peça chave para o sucesso deste negócio.

Mas claro, não podemos nos esquecer dos profissionais que ajudam a realizar este serviço. O contentamento jamais seria obtido se não houvessem pessoas capacitadas, que estiveram sempre à disposição, e que acabam até mesmo criando um vínculo com o programa. Assim, é possível notar que este é um meio especial de gestão de pacientes, onde é de extrema importância que todo o processo seja muito bem estabelecido para que não haja falhas, afinal não se pode brincar quando o assunto é tratar de vidas.

*Por André Kina, Presidente da 4BIO Medicamentos Especiais.

Saúde Business

Brasil é o que melhor remunera setor farmacêutico entre emergentes

Mesmo com a crise que vem afetando diferentes setores, o mercado farmacêutico brasileiro é um dos poucos que ainda está apresentando crescimento e pouco sentiu impacto deste momento delicado da economia

Esse momento de bonança reflete positivamente, entre outros aspectos, também no salário dos executivos, que são os melhores remunerados em relação aos países emergentes. É o que aponta o estudo global de healthcare 2015 da Michael Page que avaliou os rendimentos fixos e varáveis dos profissionais nestes países.

A pesquisa, que teve como base as informações de entrevistas realizadas com mais de mil profissionais, nos últimos 12 meses, em 14 países ao redor do mundo. Com características muito distintas entre mercados de países desenvolvidos e emergentes, o estudo buscou traçar comparativo entre o Brasil e outros players em desenvolvimento, como México, Turquia e Índia. Os salários brasileiros chegam a superar em até 60% em posições equivalentes em relação a estes países. Este é o caso do Gerente de Produtos Médicos que, no Brasil, a remuneração anual pode atingir até US$ 83 mil enquanto a mesma posição na Turquia e no México não ultrapassam os US$ 51 mil.

A aceleração da Anvisa na concessão de registros para produtos de cópias (genéricos e similares) e mesmo lançamento de novos medicamentos também tem contribuído para o inflacionamento de alguns salários. Este é o caso do Gerente de Acesso ao Mercado que possui rendimentos de US$ 100 mil/ano, já na Turquia, México e Índia o salário do mesmo profissional fica em torno de US$74 mil, US$67 mil US$ 47 mil, respectivamente. Uma diferença de 35%.

De acordo com Mariana Fonseca em, gerente executiva da Michael Page e coordenadora do levantamento no país, os fatores que explicam essa vantagem na remuneração dos brasileiros vão desde o crescimento consistente do varejo nos últimos anos por meio da política de genéricos, assim como o aperfeiçoamento das regulamentações sanitárias coordenadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que tornaram as operações no país muito mais sofisticadas em termos de controle de qualidade, segurança e marketing. Ela também ressalta que México, Brasil e Turquia possuem mercados muito similares em faturamento.

Sobre a Michael Page
A Michael Page é um player mundial em recrutamento especializado. Fundada na Inglaterra em 1976, é especializada em recrutar candidatos em middle e top management, em todo o mundo, sendo a consultoria de recrutamento líder e pioneira na América Latina. Atualmente possui mais de 5.400 colaboradores em 36 países.

Saúde Business

Governo vai oferecer reabilitação para crianças com microcefalia até os 3 anos de idade

Governo Federal divulga lista de orientações para atendimento de bebês com má-formação

O Ministério da Saúde divulgou nesta segunda-feira (14) um novo protocolo de atendimento às grávidas de bebês com microcefalia, má-formação do cérebro, e mulheres em idade fértil. Um dos objetivos é mobilizar os profissionais de saúde para identificar precocemente casos de microcefalia e os cuidados especializados da gestante e do bebê.

O documento intitulado como “protocolo de atenção à saúde e resposta à ocorrência de microcefalia relacionada à infecção pelo vírus zika”, orienta o atendimento desde o pré-natal até o desenvolvimento da criança diagnosticada com a doença.

De acordo com o secretário de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde, Adalberto Beltrame, os nascidos com microcefalia receberão a estimulação precoce em serviços de reabilitação distribuídos em todo o País desde o nascimento até os três anos de idade. O objetivo é maximizar o potencial de cada criança.

— O importante é acolher a criança e estimulá-la do primeiro mês até os três anos de idade, que é quando se completa o ciclo de desenvolvimento neurológico. Com isso, é possível reduzir os danos, que vai depender do grau de sucesso no acompanhamento e da gravidade da má-formação.

As crianças serão atendidas em Centros Especializados de Reabilitação, Núcleos de Apoio à Saúde da Família e Ambulatórios de Seguimento de Recém-nascidos das Materinadades.  

Beltrame disse que todas as orientações de saúde pública não são apenas para o SUS, mas também para as clínicas privadas. O secretário ainda informou que a principal preocupação é o combate ao mosquito Aedes aegypti.

— Se o mosquito pode matar, ele não pode nascer. Essa é a questão central de todo plano de enfrentamento ao aedes que envolve não só o zika, mas a febre chikungunya e a dengue.

O plano traz recomendações sobre planejamento reprodutivo, detecção e notificação de suspeita de microcefalia e a reabilitação das crianças acometidas pela má-formação congênita.

No caso de mulheres com idade fértil, a pasta reforça a importância do acesso aos métodos contraceptivos, ampliação da oferta do teste rápido de gravidez, orientação da prevenção contra o Aedes aegypti, e as visitas domiciliares de agentes de saúde.

Para as gestantes, as recomendações são a realização de ultrassonografia preferencialmente no primeiro trimestre e a aplicação de vacinas de rotina.

No caso de diagnóstico de microcefalia, a orientação é o estímulo ao parto normal, a amamentação na primeira hora de vida e o aleitamento contínuo até os dois anos. O protocolo também estabelece que a medição do perímetro cefálico seja feita entre 24 e 48 horas após o nascimento do bebê.

Beltrame explicou que os únicos pontos do protocolo que fogem do que já é recomendável é a realização da ultrassonografia transfontanela e a tomografia de crânio sem contraste.

— A gente não está criando nenhum serviço novo. Nós estamos utilizando uma rede já estruturada que vai ser orientada pelo protocolo que nós vamos publicar e que é fundamentalmente para orientar equipes de saúde.

Até o dia 5 de dezembro, o ministério contabilizou 1.761 casos suspeitos de microcefalia por infecção pelo zika vírus em 422 municípios de 14 Estados. Foram registradas 19 mortes. Um relatório com os números atualizados deve ser divulgado nesta terça-feira (15).

Foto: Reprodução

 R7

Dieta com muita gordura pode dificultar aprendizado, diz estudo

Alimentação gordurosos pode “destruir” parte dos neurônios

Todo mundo sabe que comer muita gordura faz engordar, mas um novo estudo mostrou que exagerar na alimentação gordurosa deixa as pessoas mais burras, segundo pesquisa da Escola de Medicina da Georgia, nos Estados Unidos.

De acordo com Alexis Stranahan, autor do estudo, a dieta com mais gordura destrói os neurônios do cérebro.

— O que acontece é que algumas células do cérebro param de funcionar, e as sinapses (local de contato entre neurônios, onde ocorre a transmissão de impulsos nervosos de uma célula para outra) não acontecem. E isso causa a dificuldade de aprendizado.

O estudo foi feito com um grupo de ratos de laboratório, que foram induzidos a uma dieta com alto teor de gordura. Depois de três meses, os ratos não estavam somente obesos, mas também apresentavam menos sinais de funcionamento neurológico.

A boa notícia é que, depois que os pesquisadores voltaram à dieta normal no cardápio dos ratos, o trabalho dos neurônios retornou.

Foto: Pinterest

R7