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terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Governo vai oferecer reabilitação para crianças com microcefalia até os 3 anos de idade

Governo Federal divulga lista de orientações para atendimento de bebês com má-formação

O Ministério da Saúde divulgou nesta segunda-feira (14) um novo protocolo de atendimento às grávidas de bebês com microcefalia, má-formação do cérebro, e mulheres em idade fértil. Um dos objetivos é mobilizar os profissionais de saúde para identificar precocemente casos de microcefalia e os cuidados especializados da gestante e do bebê.

O documento intitulado como “protocolo de atenção à saúde e resposta à ocorrência de microcefalia relacionada à infecção pelo vírus zika”, orienta o atendimento desde o pré-natal até o desenvolvimento da criança diagnosticada com a doença.

De acordo com o secretário de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde, Adalberto Beltrame, os nascidos com microcefalia receberão a estimulação precoce em serviços de reabilitação distribuídos em todo o País desde o nascimento até os três anos de idade. O objetivo é maximizar o potencial de cada criança.

— O importante é acolher a criança e estimulá-la do primeiro mês até os três anos de idade, que é quando se completa o ciclo de desenvolvimento neurológico. Com isso, é possível reduzir os danos, que vai depender do grau de sucesso no acompanhamento e da gravidade da má-formação.

As crianças serão atendidas em Centros Especializados de Reabilitação, Núcleos de Apoio à Saúde da Família e Ambulatórios de Seguimento de Recém-nascidos das Materinadades.  

Beltrame disse que todas as orientações de saúde pública não são apenas para o SUS, mas também para as clínicas privadas. O secretário ainda informou que a principal preocupação é o combate ao mosquito Aedes aegypti.

— Se o mosquito pode matar, ele não pode nascer. Essa é a questão central de todo plano de enfrentamento ao aedes que envolve não só o zika, mas a febre chikungunya e a dengue.

O plano traz recomendações sobre planejamento reprodutivo, detecção e notificação de suspeita de microcefalia e a reabilitação das crianças acometidas pela má-formação congênita.

No caso de mulheres com idade fértil, a pasta reforça a importância do acesso aos métodos contraceptivos, ampliação da oferta do teste rápido de gravidez, orientação da prevenção contra o Aedes aegypti, e as visitas domiciliares de agentes de saúde.

Para as gestantes, as recomendações são a realização de ultrassonografia preferencialmente no primeiro trimestre e a aplicação de vacinas de rotina.

No caso de diagnóstico de microcefalia, a orientação é o estímulo ao parto normal, a amamentação na primeira hora de vida e o aleitamento contínuo até os dois anos. O protocolo também estabelece que a medição do perímetro cefálico seja feita entre 24 e 48 horas após o nascimento do bebê.

Beltrame explicou que os únicos pontos do protocolo que fogem do que já é recomendável é a realização da ultrassonografia transfontanela e a tomografia de crânio sem contraste.

— A gente não está criando nenhum serviço novo. Nós estamos utilizando uma rede já estruturada que vai ser orientada pelo protocolo que nós vamos publicar e que é fundamentalmente para orientar equipes de saúde.

Até o dia 5 de dezembro, o ministério contabilizou 1.761 casos suspeitos de microcefalia por infecção pelo zika vírus em 422 municípios de 14 Estados. Foram registradas 19 mortes. Um relatório com os números atualizados deve ser divulgado nesta terça-feira (15).

Foto: Reprodução

 R7

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