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terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Prefeito do Rio cobra punição de envolvidos em desvio de verba da saúde

O prefeito do Rio, Eduardo Paes, pediu ontem (14) punição exemplar aos envolvidos na quadrilha acusada de fraudar mais de R$ 48 milhões em recursos públicos por meio de contratos com o município do Rio. Paes classificou os envolvidos como “bandidos e vagabundos” e afirmou ser necessária uma investigação para descobrir quem são essas pessoas

“O importante é apurar tudo e chegar até o limite dessa questão, para que a quadrilha e eventualmente quem estiver envolvido possa pagar pelos erros cometidos.”

O prefeito disse ainda que a organização sem fins lucrativos envolvida no esquema, a Biotech Humanas, foi questionada, em ofício, sobre interesse na renovação do contrato da administração dos hospitais municipais Pedro II, em Santa Cruz, e Ronaldo Gazolla, em Acari, porque a burocracia exige que seja dessa maneira. Paes ressaltou que não era interesse da Secretaria Municipal de Saúde renovar com a instituição.

Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) informou que a Biotech Humanas foi afastada da gestão das unidades e desqualificada para que seja impedida de participar de qualquer outro chamamento público. Além disso, a secretaria informou que realizou intervenção imediata na gestão dos hospitais Ronaldo Gazolla e Pedro II, de modo que não houvesse interrupção do atendimento à população.

“Os órgãos de controle da SMS já haviam detectado suspeitas de irregularidades nas prestações de contas e a Secretaria vinha exigindo da Biotech esclarecimentos para cada um dos pontos questionados. Diante da falta de respostas, a SMS aplicou três advertências previstas em contrato e iniciou, em maio passado, processos para desqualificação da Biotech e para seleção de outras instituições para substituí-la nos contratos de gestão.”

Segundo a secretaria, em 2014, na época da renovação do contrato do Hospital Municipal Pedro II, e em março de 2015, por ocasião da seleção da organização social para gestão do Hospital Municipal Ronaldo Gazolla, não havia qualquer definição das investigações policiais ou judiciais que desclassificasse ou impedisse a participação da instituição. “A Biotech apresentou toda documentação exigida, inclusive certidões emitidas por órgãos de fiscalização externos, o que a habilitava legalmente a participar do certame.”

A operação denominada “Ilha Fiscal” foi deflagrada pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e de Inquéritos Especiais (Draco/IE), em conjunto com o Grupo de Atuação Integrada na Saúde e a Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI), do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, para cumprir nove mandados de prisão e 16 de busca e apreensão.

Na ação, os irmãos Wagner Viveiros Pelegrine e Valter Pelegrine Júnior, sócios da Biotech, foram presos na quarta-feira (9). Além deles, outras seis pessoas foram presas por participação no esquema de fraude. Edson da Cruz Correia é o único do grupo que está foragido da justiça.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública, foram apreendidos sete veículos de luxos na ação, sendo seis carros e uma moto, entre eles um Porsche Cayenne, um Bentley Continental GT e uma Ferrari Califórnia, além de quase R$ 2 milhões, 200 peças de joias e 40 relógios das marcas Rolex, Mont Blanc, Pathek Phillipe..

Procurada pela reportagem da Agência Brasil, a Biotech, responsável pela administração dos dois hospitais, não respondeu até a publicação da matéria.

Foto: Secretaria de Estado de Segurança/Divulgação

Agência Brasil

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