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quinta-feira, 21 de julho de 2016

CHN realiza encontro com especialistas sobre cardiologia

O evento é gratuito e terá palestras e debates sobre algumas das cardiopatias que mais matam no país

Reunir especialistas para debater e se atualizar sobre as principais doenças cardíacas e causadoras de óbitos no país é um dos objetivos do Encontro com Especialistas do CHN (Complexo Hospitalar de Niterói), em parceria com a Sociedade de Cardiologia do Estado do Rio de Janeiro (Socerj). O evento, que é gratuito, será realizado no dia 23 de julho, das 8h30 às 13h, no H Niterói Hotel, em Ingá, Niterói, Rio de Janeiro, com vagas limitadas.

Voltado para profissionais da área de saúde e acadêmicos a partir do quinto ano, o encontro visa promover um debate científico sobre as principais novidades em diagnóstico, condutas terapêuticas e utilização de dispositivos técnicos, no âmbito da cardiologia. Entre os temas apresentados, estarão: Insuficiência Cardíaca (IC): Abordagem na Atualidade; Síndrome da Aorta Aguda e O Diferencial Assistencial do Hospital Sírio-Libanês.

“As cardiopatias estão entre as 10 doenças mais atendidas no CHN, cujo número de casos na emergência chega a cerca de 400 pacientes por mês, sendo elas responsáveis por 50% das internações realizadas no hospital”, afirmou Valdênia Pereira de Souza, coordenadora do CHN Cardiovascular e uma das integrantes da comissão científica do evento ao lado de Ronaldo Vegni, também cardiologista do CHN.

Entre os palestrantes, destacam-se os especialistas convidados: Ricardo Mourilhe, presidente da Socerj, que fará a abertura do evento juntamente com a diretora-geral do hospital, Ilza Fellows; Humberto Villacorta Jr., professor de cardiologia da Universidade Federal Fluminense (UFF) e coordenador do Centro de IC do Hospital Unimed-Rio; Ludhmila Hajjar, coordenadora da UTI Cardiológica e da Unidade Avançada de IC do Hospital Sírio-Libanês; Geraldo Ramalho, professor titular da UFF; Marcelo Melo, coordenador da divisão cardiointensiva do Instituto Nacional de Cardiologia (INC) e médico do Departamento de Doenças da Aorta do INC; Arno von Ristow, professor coordenador da cirurgia vascular da PUC-Rio e membro da Academia Nacional de Medicina; e Mário Amar, cirurgião cardíaco do Hospital Universitário Pedro Ernesto e do CHN.

Segundo a coordenadora, promover esse encontro em Niterói, em que reúne grandes especialistas da cardiologia no país, é um grande avanço científico para a cidade. “Nossa expectativa é possibilitar uma troca de experiências com especialistas de renome para promover o desenvolvimento acadêmico da região, tanto para profissionais da saúde como para estudantes. E o CHN se orgulha de fazer parte dessa evolução”, finalizou Valdênia Pereira de Souza.

Serviço
Encontro com Especialistas – Cardiologia.
Data: 23 de junho, sábado.
Horário: das 8h30 às 12h50.
Local: H Niterói Hotel - Rua Dr. Paulo Alves, 14, Ingá, Niterói, Rio de Janeiro.
Inscrições: devem ser feitas pelo telefone (21) 2729-1154 ou e-mail cest@chniteroi.com.br ou ainda no local do evento.

Foto: Reprodução

Rachel Lopes
Assessoria de Imprensa
rachel@saudeempauta.com.br

quarta-feira, 20 de julho de 2016

Lote de antibiótico do Laboratório Teuto é suspenso

A venda e o uso do lote 3225286 do medicamento Cefalexina, 500mg, comprimidos, fabricado por Laboratório Teuto Brasileiro S/A. estão suspensas pela Anvisa

Comprimidos partidos. Este foi o resultado de análise do lote 3225286, do medicamento Cefalexina, 500mg, comprimidos, fabricado por Laboratório Teuto Brasileiro S/A. O parecer foi emitido pelo Laboratório Central do Estado do Paraná (Lacen-PR).

Por causa desta alteração, a Anvisa publicou a RE 1.912/2016, que determina a suspensão da distribuição, comercialização e uso do antibiótico.

Além do laudo, ata de perícia de contraprova nº 02/2016, emitido pelo mesmo Lacen, revela que a alteração persistiu. Assim, a empresa deverá recolher os estoques que ainda estejam disponíveis no mercado.

ANVISA

Lote de vermífugo da Prati Donaduzzi é suspenso

A venda e o uso do lote nº 14G79R do medicamento Albendazol 400mg, fabricado pela empresa Prati Donaduzzi & Cia Ltda estão suspensas pela Anvisa. O laboratório deverá recolher o estoque existente no mercado

Resultado insatisfatório no ensaio de dissolução realizado pela Fundação Ezequiel Dias (Funed) motivou a suspensão da distribuição, comercialização e uso do lote nº 14G79R do medicamento Albendazol 400mg, fabricado pela empresa Prati Donaduzzi & Cia Ltda.

O produto é usado para eliminar vermes e parasitas do corpo humano.

De acordo com a RE 1.914/2016, publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira (19), o laboratório deverá recolher o estoque existente no mercado.

ANVISA

Medicamentos isentos de prescrição ganham novas regras

A Anvisa aprovou regulamento que trata do enquadramento de medicamentos como isentos de prescrição (MIPs). Mais informação para a população


O texto, aprovado pela Diretoria Colegiada da Anvisa na última terça-feira (19), considera sete critérios para enquadramento dos medicamentos como MIP:

  • tempo de comercialização;
  • segurança;
  • sintomas identificáveis;
  • tempo de utilização;
  • ser manejável pelo paciente;
  • apresentar baixo potencial de risco
  • e não apresentar dependência.

A proposta de texto passou por Consulta Pública no ano passado. Na época, cidadãos, representantes da sociedade civil e do setor regulado tiveram 60 dias para enviar contribuições para o texto, que previa a revisão da norma atualmente vigente, a RDC 138/2003.

A ausência de atualização da lista de MIPs descrita na RDC impossibilitou que medicamentos que tivessem perfil de segurança e uso compatíveis com a venda sem prescrição fossem incorporados à categoria de venda.

O relator da matéria, diretor Fernando Mendes, ressaltou que a possibilidade de reenquadramento de alguns medicamentos como MIPs deverá promover uma melhor informação da população sobre o produto.

Segundo ele, brasileiros utilizam medicamentos tarjados sem a prescrição médica. “Porém, se o princípio ativo tem perfil de segurança adequado e a venda passa a ser permitida sem prescrição médica, a empresa fabricante passa a ter a oportunidade de falar diretamente com a população, informando a posologia e alertando sobre contraindicações e advertências”, alega.

A norma deverá ser publicada no Diário Oficial da União nos próximos dias e trará prazos de adequação para que as empresas possuidoras do registro de produtos que sejam reenquadrados como livres de prescrição deverão submeter.

ANVISA

terça-feira, 19 de julho de 2016

Falta de médico faz enfermeira dar receita em SP

Pacientes atendidos pelo Programa Saúde da Família da Vila Piauí estão sem generalista

UBS Vila Piauí / Almeida Rocha/DiárioSP

Por falta de um médico generalista na equipe azul do PSF (Programa Saúde da Família) da UBS (Unidade Básica de Saúde) Vila Piauí, no bairro de mesmo nome, na Zona Oeste da capital, pacientes têm de passar em uma consulta com enfermeira. Só em casos de necessidade de acompanhamento constante por doenças crônicas graves é que médicos das outras três equipes do posto os atendem de imediato.

Quem precisa de uma primeira consulta na equipe azul também tem de passar pela enfermeira. E também só será encaminhado para médico se o problema for grave.

“Em casos ‘simples’ (não foi explicado quais tipos), a enfermeira faz a consulta e diz quais remédios o paciente precisa tomar”, disse um atendente na recepção. Ele não explicou de que forma os medicamentos seriam prescritos. 

A dona de casa Ângela Maria Cunha Miranda, de 57 anos, foi na última segunda-feira (18) à unidade e, como pertence à equipe azul, acabou informada de que só conseguiria marcar consulta com a enfermeira. Por isso, desistiu do agendamento.

“Tenho diabetes e preciso de acompanhamento com o médico para saber se continuo tomando insulina na quantidade indicada na última consulta, que foi há aproxidamente seis meses, ou se preciso mudar alguma coisa”, reclamou Ângela. “Afinal, o objetivo de um posto de saúde não é fazer consultas de rotina para a gente não precisar usar o serviço de emergência?”, questionou.

Ângela arriscou marcar a consulta, mas contou que, como não tem amparo da UBS Vila Piauí, ela e a família só vão ao prédio da unidade quando passam mal, pois no local também há uma AMA (Assistência Médica Ambulatorial), que oferece pronto-atendimento. “Mas só vou ao médico quando um problema aparece.”

Segundo o presidente do Simesp (Sindicato dos Médicos de São Paulo), Eder Gatti, uma equipe de PSF sem médico generalista mostra que a estratégia da rede básica de saúde da Prefeitura está falha. “Uma equipe de saúde da família demanda um médico. E assim como todos os outros profissionais da equipe, o generalista faz falta. A lógica do PSF é o médico se fixar em uma região e criar uma referência para desenvolver um trabalho de longo prazo. Mas na rede básica de saúde da capital isso parece estar longe de ocorrer”, afirmou Gatti.

Por Felipe Sansone