Aplicativos, carreira, concursos, downloads, enfermagem, farmácia hospitalar, farmácia pública, história, humor, legislação, logística, medicina, novos medicamentos, novas tecnologias na área da saúde e muito mais!



segunda-feira, 14 de novembro de 2016

No Brasil nasce uma criança com fissura labiopalatal a cada 650 nascimentos

labiosleporinosTratamento especializado às pessoas com fissura labiopalatal é ofertado no SUS desde 1994. Centrinho de Bauru (SP) é referência no atendimento no país

Mesmo que haja uma expectativa alta em relação ao nascimento de um bebê, algumas vezes os pais encontraram desafios, antes mesmo de o parto acontecer. Entre os possíveis percalços no meio do caminho, numa ecografia, pode ser diagnosticado no bebê a existência das chamadas fissuras labiopalatal. A cada 700 a 1000 nascimentos no mundo, uma criança pode nascer com o problema. No Brasil é uma para cada 650 nascimentos, segundo informações do Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais (HRAC/Centrinho) da Universidade de São Paulo (USP).

Sabe-se que às fissuras labiopalatais estão entre as anomalias congênitas mais comuns em bebês recém-nascidos e são as mais frequentes das chamadas anomalias craniofaciais.

Entende-se por anomalia craniofacial qualquer defeito ou lesão estrutural anatômica que acomete na face e/ou crânio e que ocorre durante a formação do bebê na gestação. O problema ocorre no início da gravidez, no período embrionário do feto, logo nas primeiras semanas. Podem acometer o lábio ou o lábio até o rebordo alveolar (gengiva) e se forma até a 8ª semana de gestação, enquanto que a fissura de palato (goela de lobo) é formada até a 12ª semana. As fissuras isoladas de lábio são mais comuns em meninos, enquanto que a de palato isolada em meninas. Uma combinação de fatores genéticos, relacionados à hereditariedade familiar, e outros fatores chamados ambientais podem contribuir para a formação das fissuras labiopalatais.


Diagnóstico
No geral, é durante a gestação, por meio de exame de ultrassom no pré-natal por volta de 18-20 semanas de gravidez (4º e -5º mês de gravidez), que a fenda poderá ser visualizada e diagnóstico apresentado à família. Em alguns casos, também poderá ser facilmente diagnosticada no nascimento através do exame clínico do recém-nascido.

É muito importante, logo após o diagnóstico, encaminhar a família, mesmo no pré-natal ou quando o pequeno paciente nascer, a um Centro Especializado. O quadro clínico das fissuras labiopalatais é bem variado, desde uma forma leve como um entalhe no vermelhão do lábio, até tipos de fendas bem complexas como as que acometem o lábio e o palato, com o comprometimento da estética, dentição, audição e fala. Num Centro Especializado a família poderá receber as primeiras orientações sobre os cuidados com o bebê, principalmente relacionados a alimentação e prevenção de infecções de vias respiratórias e orelhas, além de saber sobre as etapas terapêuticas, bem como tirar dúvidas com relação a presença de outras anomalias associadas, risco de morte, idade da cirurgia, falha de dentição, dificuldade de fala, perda auditiva e etc.

cardfissurasTratamento
O tratamento para quem tem as fissuras labiopalatais deve começar o mais cedo possível. A reabilitação completa envolve uma equipe multidisciplinar que idealmente deve trabalhar trocando informações, somando experiências e favorecendo, desta forma, pesquisas e estudos que possam contribuir com a literatura científica e com novas técnicas de tratamento.

Esse processo incluirá a prevenção dos distúrbios da fala em bebês, que é feito com os pais antes da cirurgia para a correção da fenda palatina. São realizadas orientações para evitar o desenvolvimento de alterações na produção dos sons da fala, além de orientações quanto ao desenvolvimento da linguagem e alimentação do bebê. O acompanhamento da audição também é realizado sempre que necessário. Após a cirurgia para a correção da fenda palatina, quando a criança ainda apresenta distúrbios na fala, é encaminhada para o tratamento fonoaudiólogo.

Vale ressaltar que se um casal deseja ter um filho, ambos deverão passar por exames médicos para saber se estão em boas condições de saúde, tanto física, quanto mental e psicológica, isto é, ter um bom relacionamento entre eles e estar ciente da mudança de vida, das obrigações dos pais e a responsabilidade nos cuidados com a criança.

Referência no país
São 28 hospitais no país fazem o atendimento especializado para o tratamento das fissuras labiopalatais. Entre eles está o Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais (HRAC/Centrinho) da Universidade de São Paulo (USP). Pioneiro em suas áreas de atuação, consolidou-se como centro de referência no tratamento das anomalias congênitas craniofaciais, síndromes associadas e deficiências auditivas. O trabalho interdisciplinar de sua equipe, o processo de reabilitação integral e a humanização no atendimento ao paciente são características que desde a origem marcaram a atuação do Hospital e se destacam até os dias atuais. O Centrinho-USP é ainda um importante núcleo gerador de conhecimento, inovações e recursos humanos especializados na área da saúde, por meio de seus programas de ensino e pesquisa.

Gabi Kopko, para o Blog da Saúde

Casos de sífilis voltam a aumentar no Brasil

Dados do último boletim epidemiológico do Ministério da Saúde revelam que os casos de sífilis adquirida (em adultos) aumentaram 32,7% no Brasil no período de 2014 a 2015. Entre gestantes, o crescimento foi de 20,9%, enquanto as infecções por sífilis congênita (transmitida pela mãe ao bebê) subiram 19% no mesmo período


“O que caracteriza uma epidemia é quando se tem um aumento no número de casos num determinado período de tempo. A sífilis não vinha num patamar de eliminação, mas seguia estável e, de repente, surgiu um maior número de casos”, disse a diretora do Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das DST, Aids e Hepatites Virais, Adele Benzaken.

Ela lembrou que a sífilis é uma doença de notificação compulsória – qualquer caso deve ser obrigatoriamente notificado. O que tem se observado nos últimos cinco anos, segundo Adele, é um crescimento do número de casos dessas três notificações, inclusive da congênita.

Sintomas
De acordo com a especialista, a sífilis no adulto tem sinais específicos, mas também há um período de latência considerável. O quadro sintomático inicia com uma ferida que, nos homens, é bem aparente, não dói e pode desaparecer num período de sete a dez dias. Nas mulheres, a ferida pode surgir na genitália interna e passar desapercebida.

“A manifestação, nesses casos, fica em latência e o quadro se torna de sífilis terciária. Quando há evolução de mais de dez anos, a doença destrói tecidos como coração, cérebro e ossos”, explicou em entrevista à Agência Brasil.

Já na sífilis congênita, o período de evolução é bem mais curto. Durante a gestação, a doença pode causar aborto, malformações ósseas e manifestações na pele, além da morte do recém-nascido.

“Se a gestante é tratada adequadamente no primeiro e até no segundo trimestre, o bebê também é tratado, mesmo intra útero. É uma doença bacteriana que tem cura. A grande questão é a busca do diagnóstico e do tratamento”, destacou Adele.

Epidemia de múltiplas causas
Para a diretora, a epidemia de sífilis no Brasil é decorrente de “múltiplas causas”, como a queda no uso do preservativo – sobretudo entre pessoas de 20 a 24 anos, faixa etária onde comumente se registra maior atividade sexual e sem parceria fixa. “Estamos recomendando o uso do preservativo masculino e feminino, em alguns estados, durante a gestação, não apenas por conta de infecções sexualmente transmissíveis, mas também para evitar o vírus Zika. Recomendamos o uso não só para gestantes como para toda a população adulta.”

Outra questão envolve o acesso à penicilina, principal medicamento utilizado no tratamento da sífilis. Os problemas, no Brasil, começaram no ano passado, com o desabastecimento de matéria-prima, mas o ministério garante que o estoque foi reposto por meio da importação da droga.

“Esta semana, fizemos um novo levantamento e todos os estados estão abastecidos até abril do ano que vem, com reserva”, disse Adele.

A resistência de profissionais da enfermagem em aplicar a penicilina na atenção básica também pesa nos números da epidemia de sífilis no país – principalmente nos casos de sífilis em gestantes e, consequentemente, de sífilis congênita. Isso porque há um risco, ainda que pequeno, de choque anafilático no paciente.

“É preciso que todos se engajem no sentido de detectar um caso, principalmente na gravidez, e iniciar imediatamente o tratamento. Com uma única dose, conseguimos reduzir a taxa de transmissibilidade da mãe para o bebê em quase 90%”, disse. “Não há porque temer aplicar a penicilina na gravidez. A alergia à penicilina é um episódio raro”.

Agência Brasil

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Ser 'hipocondríaco' pode elevar risco de doenças cardíacas, diz estudo

Pesquisadores noruegueses monitoraram 7 mil pessoas por pelo menos uma década

Ser "um poço de preocupações" pode realmente aumentar o risco de doenças cardíacas, sugere um estudo.

Pesquisadores noruegueses analisaram os níveis de preocupação com a saúde de 7 mil pessoas, que foram acompanhadas por pelo menos dez anos.

O estudo, publicado pelo "BMJ Open", sugere que, embora a ansiedade em geral já seja reconhecida como um dos fatores de risco, o estresse em relação à saúde também pode ser um problema.

Segundo os cardiologistas, se você acha que está sofrendo com "excesso de preocupação com a saúde" deve procurar um médico.

A ansiedade com a saúde se caracteriza pela "preocupação contínua" em ter ou pegar uma doença grave, o que leva a pessoa a procurar ajuda médica imediata, sem ter qualquer sintoma da doença.

A pesquisa
As pessoas avaliadas neste estudo, todas nascidas entre 1953 e 1957, estavam participando do Norwegian Hordaland Health Study (HUSK).

De 1997 a 1999, elas responderam questionários sobre saúde, estilo de vida e educação, além de terem sido submetidas a exames de sangue regulares. Também tiveram o peso, a altura e a pressão arterial monitorados.

Os pesquisadores adotaram uma escala conhecida, chamada de Whiteley Index, para avaliar os níveis de ansiedade. Foram usados ainda dados nacionais para acompanhar o tratamento hospitalar e os óbitos no grupo até 2009.

Dos 7 mil avaliados, 234 (3,3%) tiveram um ataque cardíaco ou crise de angina aguda durante o monitoramento.

Mesmo após levar em conta os fatores de risco conhecidos, o percentual dos que sucumbiram à doença cardíaca (pouco mais de 6%) foi mais de duas vezes maior entre os 710 que sofreriam de ansiedade com a saúde.

E, quanto maior a pontuação de ansiedade, maior o risco de desenvolver doença cardíaca.

'É natural se preocupar
 Em artigo para o "BMJ Open", os pesquisadores, liderados pelo médico Line Iden Berge, afirmam:

"(Nossa pesquisa) indica ainda que o comportamento padrão das pessoas preocupadas demais com a saúde, que monitoram os sintomas e fazem check-ups frequentes, não reduz o risco (de doença coronárias)".

"Os resultados ilustram o dilema vivido pelos médicos entre tranquilizar o paciente dizendo que os sintomas físicos de ansiedade não significam doença cardíaca, e, ao mesmo tempo, de saber que a ansiedade, com o tempo, pode estar associada ao aumento do risco de doenças coronarianas".

Para Emily Reeve, enfermeira cardíaca da British Heart Foundation, "é natural que as pessoas se preocupem se elas acham que podem estar doentes".

"Mas a ansiedade e o estresse podem desencadear hábitos não saudáveis, como fumar ou comer mal, o que coloca você em maior risco de ter uma doença cardíaca.

"Embora não saibamos se as pessoas preocupadas em excesso estão se colocando na mira de um ataque cardíaco, é claro que a redução da ansiedade desnecessária pode trazer benefícios para a saúde".

"Se você está sofrendo de ansiedade com a saúde, deve falar com o seu médico", recomenda.

G1

Ministério da Saúde debate gerenciamento e uso de medicamentos no SUS

Mais de 250 profissionais, estudantes e pesquisadores da saúde pública lotaram o auditório do Hospital Federal dos Servidores do Estado (HFSE) nesta última terça-feira (08/11), onde debateram questões relacionadas à segurança no gerenciamento e uso de medicamentos nas unidades do Sistema Único de Saúde (SUS), bem como as novidades e desafios que a academia científica tem realizado acerca do tema

Oriundos dos Hospitais Federais (Andaraí, Bonsucesso, Cardoso Fontes, Ipanema, Lagoa e Servidores do Estado) e Institutos Nacionais (de Cardiologia, do Câncer, e de Traumatologia e Ortopedia) do Ministério da Saúde (MS) no Rio de Janeiro e de instituições de ensino públicas e privadas, os presentes participaram do “V Seminário da Qualidade e Segurança do Paciente - Segurança no gerenciamento e uso de medicamento”, um evento realizado pela Câmara Técnica da Qualidade e Segurança do Paciente (CTQS) do Departamento de Gestão Hospitalar (DGH).

Durante a mesa de abertura, a coordenadora da CTQS e representante da Coordenação Geral de Assistência Hospitalar (CGA) do DGH, Adélia Quadros, destacou o trabalho da Câmara que está completando cinco anos de atuação em 2016, na implantação do Programa Nacional de Segurança do Paciente na rede federal, e na divulgação e fortalecimento das metas internacionais de segurança do paciente estabelecidas pela Organização Mundial de Saúde (OMS) - uma delas, justamente, o cuidado no gerenciamento e uso de medicamentos.

Para a coordenadora da Câmara Técnica da Qualidade e Segurança das Unidades Federais do RJ/DGH, Adélia Quadros, o evento tem com objetivo sensibilizar os profissionais para a segurança do paciente, mas principalmente, estimular a produção científica como mais uma forma de compartilhar esse conhecimento.

“Esse foi sempre um esforço da CTQS no sentido de qualificar e premiar os nossos profissionais. Estamos enfatizando e valorizando a produção científica nos nossos hospitais, tanto que este ano, os profissionais puderam contar também com um curso de metodologia científica”, destacou.

A presidente da CTQS, Cláudia Regadas, destacou que este será o primeiro ano em que os trabalhos registrados, através de publicação dos anais desse evento, pela editora do Ministério da Saúde. De acordo com ela, desde o primeiro seminário, em 2012, houve um incentivo para que esses profissionais pudessem apresentar a sua produção científica através de pôsteres, banners e relatos de experiências.

“O resultado veio através dos 60 trabalhos inscritos, com focos e formatos bem diferentes. Alguns da forma tradicional e outros em forma de relatos de experiências. Isso é também um ótimo exercício de transformar a prática do dia a dia em um material científico”, explicou Cláudia.

Participantes reforçam importância das metas de segurança para diminuir riscos
A residente do primeiro ano em Farmácia do Hospital Federal da Lagoa – (HFL), Jackeline dos Santos, 24 anos, ponderou que o evento permitiu aos profissionais conhecer as metas para diminuir os riscos dos eventos adversos provocados pela equipe. “O seminário trouxe a possibilidade de começarmos a criar os protocolos dentro do hospital. Estamos descobrindo os focos que precisam ser observados. Por exemplo: o cansaço do profissional, a falta de atenção. Isso é a garantia do nosso comprometimento com o atendimento de assistência.

 Outro registro importante do evento foi a participação de 19 alunos da turma do Curso de Auditoria em Saúde como Ferramenta de Gestão, da Escola de Saúde do Exercito, todos militares, médicos, dentistas e farmacêuticos, que acompanharam atentos às apresentações. Entre elas, a médica militar, Jacqueline Oliveira Braga.

“O tema tem tudo a ver com o curso que estamos fazendo. Auditoria em saúde tem como objetivo maior, melhorar a qualidade do atendimento ao paciente. A relação entre a proposta do curso e o evento se dá mediante a necessidade de promover ações que resultem em melhorias na área de saúde, como a revisão dos prontuários, a constatação de eventos adversos etc. Tudo isso está relacionado à segurança do paciente”, concluiu Jacqueline.

Programação – o seminário contou com a mesa redonda “erros de medicação” que reuniu Flávia Almeida, do INC, abordando a temática “farmácia clínica e prevenção dos erros de medicação”; e Renata Flavia Abreu (Unirio), que falou sobre “preparo e administração dos medicamentos”. Contou ainda com a participação dos profissionais do HFSE, Ana Paula Antunes, que fez a mediação, e Valter Maluly, que abordou a temática “segurança na prescrição”.

Realizado em paralelo ao “IV Fórum de Segurança do Paciente do HFSE” e o “II Seminário de Erros de Medicação”, o encontro proporcionou ainda a apresentação de trabalhos selecionados, cuja moderação foi realizada pela presidente da CTQS, Cláudia Regadas.

Além disso, o seminário ofereceu o painel interativo “Segurança no Gerenciamento e Uso de medicamentos”, com a participação de especialistas multiprofissionais, como a farmacêutica do INC, Michele Mytsuiasu, o médico do HFSE Márcio Guimarães e a enfermeira Liliana Amaral do HFB. O painel foi moderado por Priscila Marieto (Inca), Cássio Pessanha (HFCF) e Valéria Almeida (INC). Encerrando o evento, a programação contou com debates e sorteio de brindes.

Texto e Fotos: Aluízio de Azevedo e Geiza Araújo / Ascom/MS/RJ

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Agência inicia teste de 1.800 amostras de medicamento

Programa vai testar medicamentos adquiridos no mercado. Serão 1.800 amostras até o próximo ano em programa da Anvisa

Resultado de imagem para medicamentos

As primeiras análises do Programa Nacional de Verificação da Qualidade de Medicamentos (Proveme) deram resultado positivo para todos os medicamentos avaliados. Foram sete produtos, com um total de 20 amostras no primeiro mês do programa. Este é apenas o primeiro resultado do teste com produtos coletados em prateleiras de farmácias. O programa, que foi retomado pela Agência no último mês de agosto, prevê a análise de 1.800 amostras até o final de 2017.

O Proveme faz a coleta de medicamentos que estão disponíveis nas prateleiras das farmácias e leva os produtos para análise em laboratórios públicos espalhados por todo o Brasil. Ao todo são 13 laboratórios Centrais de Saúde (Lacens) participando da ação, além do Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS-Fiocruz). Resultados da primeira rodada de análise do Proveme: 7 medicamentos 16 diferentes laboratórios 20 lotes 121 análises Todas análises deram resultados satisfatórios.

Quais medicamentos foram analisados?

Nesta primeira rodada foram analisados os seguintes medicamentos:
Aciclovir – dois lotes – antiviral usado principalmente no tratamento da herpes
Amoxicilina – um lote - antibiótico
Cimetidina – três lotes – tratamento de úlcera gástrica
Cloridrato de Metoclopramida – um lote – tratamento de enjoos e vômitos de origem cirúrgica Lamivudina – cinco lotes – antirretroviral para tratamento da Aids
Metildopa – um lote – usado no tratamento da hipertensão (pressão alta)
Paracetamol – seis lotes – um dos analgésicos e antitérmicos mais utilizado no país.

Média de 6 análises por medicamento

As análises feitas nos medicamentos podem variar de acordo com a forma farmacêutica e as características do produto. Nesta primeira rodada foram feitas, em média, 6 análises por amostra. Sendo que as mais comuns foram: análise de dosagem do princípio ativo, variação de peso, análise de aspecto, análise da rotulagem e ensaio de dissolução.

Como é a seleção e análise das amostras
A seleção dos medicamentos que serão avaliados leva em consideração aqueles com maior número de notificações por queixas técnicas e desvio de qualidade, os disponibilizados pelo programa Aqui Tem Farmácia Popular, os mais consumidos pela população brasileira, e aqueles presentes em outros programas do Ministério da Saúde.

A coleta de análise das amostras é feita de acordo com as coletas das amostras, que é responsabilidade das coordenações estaduais e municipais de Vigilância Sanitária e leva em conta a capacidade analítica de cada laboratório.

O que é o Proveme
O Proveme é um ação de pós mercado, ou seja, analise os medicamentos depois que eles já estão disponíveis no mercado.

Um acordo de Cooperação Técnica Internacional firmado entre a Anvisa e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), no último dia 20 de julho, definiu o escopo do Proveme. Pelos termos do acordo, com duração de 18 meses, serão analisadas 1.800 amostras de medicamentos.

A parceria firmada entre a Anvisa e o PNUD para execução do Proveme envolve também as secretarias de Saúde, 13 Laboratórios Centrais de Saúde (Lacen), o Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS-Fiocruz) e coordenações estaduais e municipais de Vigilância Sanitária. As coordenações de Visa realizam a coleta das amostras de medicamentos.

O programa existe desde 2001 e chegou a analisar mais de 3 mil medicamentos. Nos últimos anos não foram realizadas análises. Os dados atuais marcam o início da retomada.

Dados abertos: Acesse aqui o arquivo com os dados abertos para pesquisadores e interessados nos resultados do Proveme.

Confira quais foram os lotes e medicamentos testados na primeira rodada.

Fonte: Ascom/Anvisa