Aplicativos, carreira, concursos, downloads, enfermagem, farmácia hospitalar, farmácia pública, história, humor, legislação, logística, medicina, novos medicamentos, novas tecnologias na área da saúde e muito mais!



sexta-feira, 5 de maio de 2017

Atenção: Último dia! Prorrogadas as inscrições para "Aperfeiçoamento Técnico em Farmácia Hospitalar"

A Vice-Direção de Ensino do Instituto Nacional de Infectologia (INI/Fiocruz) informa que foi prorrogado, até o dia 5 de maio de 2017, o processo seletivo para o Curso de Aperfeiçoamento Técnico em Farmácia Hospitalar

Cursos1

O objetivo é capacitar profissionais de nível médio a exercerem atividades de assistência farmacêutica hospitalar de forma harmonizada às melhores práticas e às recomendações nacionais e internacionais para a promoção da segurança do paciente.

Coordenado por Patrícia Helena Castro Nunes e Madelon Novato Ribeiro, o curso combinará aulas expositivas e debates sobre dois eixos: medicamentos e farmácia hospitalar.

São oferecidas 40 vagas e será desenvolvido às sextas-feiras, com carga horária total de 88 horas. A previsão do início das aulas é 19 de maio.

Mais informações na chamada pública e na Secretaria Acadêmica do INI através do e-mail ensino@ini.fiocruz.br ou pelo telefone (21) 3865.9581.

Por: Antonio Fuchs (INI/Fiocruz)

Delações provam que lei 8.666 não serve

Algumas vezes aqui no blog comentei que a única utilidade da lei 8.666 é padronizar os processos de contratação, e que não tem utilidade alguma para proteger as empresas públicas contra corrupção

Por 

E outras vezes comentei que o governo tem dinheiro de sobra para sustentar o SUS – mas este dinheiro não chega onde deve. No Livro Modelo GFACH (download gratuito no site do modelo) e nas aulas demonstro isso com números.

Se alguém não acredita basta atentar ao conteúdo das delações que estão vindo à público – são os atores da propina que provam por A + B que as duas afirmações acima são verdadeiras.

Muito bem, diversos corruptores declaram “sem a menor cerimônia” que ofereceram milhões para serem favorecidos em “concorrências”. É óbvio que isso não é verdade, porque evidentemente neste caso o que não há é justamente “concorrência”.

A concorrência pública supõe que concorrentes em igualdade de condições disputam o direito de fornecer ao governo – por isso a concorrência é também chamada de “certame”, pois supõe uma “disputa”, “briga”, “combate” ou outra coisa que signifique que interessados em fornecer ao governo vão se sacrificar para isso.

É lógico pensar que se uma empresa oferece benefício a um governante evidentemente vai ter vantagem, caso contrário, por que ofereceria?

Se notarem 100 % de todas as obras para portos, refinarias, estradas, transposições de rios, hidroelétricas, ou coisa que o valha, e construções de navios, aviões, foguetes, ou coisa que o valha 100 % de tudo que o governo contratou e que está relacionado às delações, foi de acordo com as regras da lei 8.666, senão não haveria necessidade de delator – a irregularidade seria facilmente formalizada.

O que presenciamos é que tudo está perfeitamente de acordo com a lei, não havendo indícios de não conformidades (tudo “compliance”, como diria um amigo do bairro em que nasci). O que nos faz concluir que se eu quiser roubar, “propinar”, “corruptar”, ou fazer qualquer outro tipo de “esculacho” com o tesouro público, a lei 8.666 só serve evitar que eu cometa algum deslize básico. Se ela servisse para proteger o tesouro, como tudo foi feito “como está escrito no caderninho” não estaríamos vendo delatores dizendo com a “maior cara de pau” que davam dinheiro “pra Deus e todo mundo”, porque sem isso não teriam conseguido os contratos com o governo.

Bom, a lei já está detonada, então vamos falar de quem realmente sofre com a propina, corrupção e superfaturamento em obras públicas: a saúde e a previdência, mas principalmente a saúde!

E também é lógico pensar que a empresa não vai oferecer ao governante algum benefício se não puder ser ressarcido, afinal, ainda está para nascer o cidadão que doaria R$ 1,00 para um político corrupto se o dinheiro saísse do seu próprio bolso, não é verdade?

Não conheço uma única pessoa que emprestaria R$ 0,01 para qualquer desses políticos que estão sendo denunciados, porque pior que não receber o dinheiro de volta, é saber que ele se acha no direito de se apropriar do nosso dinheiro como sendo uma coisa normal, uma definição divina, ou algo do tipo segundo a sua concepção de sociedade.

Nesta lógica, todas as exorbitantes quantias que foram declaradas como propinas dadas aos políticos acabou sendo incorporada no preço da contratação, ou seja, se o preço justo (de mercado) era 1 para fazer a obra, mas a construtora teve que dar 1 de propina, cobrou 3: 1 pela obra, mais 1 pela propina, e mais 1 por todo o trabalho que dá esconder a sujeira toda, porque roubar custa caro, ainda mais quando muita gente sabe que existe esquema de corrupção e quem são os evolvidos!

Somando bilhão aqui, bilhão ali, estamos tendo provas de alguns trilhões em “doações” declaradas e não declaradas em campanhas – isso só de quem está delatando: não queremos nem pensar em fazer a conta do quanto está envolvido tudo que não está sendo declarado … de tudo que não foi e não vai ser descoberto.

O déficit da previdência é “dinheiro de pinga” perto do que foi desviado dos cofres públicos. Em nenhum país do mundo a previdência é autossustentável – os cidadãos contribuem com uma parte e o governo, através da captação de outros tributos, complementa. Como esta “dinheirama” toda deixou de ser captada pelo governo, ele passou a ter menos dinheiro para fazer a complementação, então quer aumentar a contribuição. As delações provam que se o esquema de corrupção não tivesse sido tão predatório a previdência não estaria tão prejudicada.

Mas vamos deixar a previdência de lado e falar da principal prejudicada nesta história sinistra: a saúde. Se os governos gastaram 3 vezes mais com obras públicas como os estádios da copa, o parque olímpico, a transposição do rio, as refinarias, o porto em Cuba, as obras do Metrô, a construção da estrada, a hidroelétrica … enfim … se ele gastou muito mais do que devia em coisas menos importantes do que é a saúde, é evidente que faltou dinheiro para construir hospitais, pagar salário digno para médicos e profissionais multidisciplinares e aumentar a produtividade, comprar medicamentos que faltam em todos os serviços de saúde públicos, produzir vacinas para todos ao invés de ficar “racionando” vacina contra a gripe, montar uma rede integrada de saúde que faça a fila do SUS andar … gostaria de escrever mais, mas acho que o servidor aqui “não vai aguentar”.

Parte do dinheiro que falta na saúde é fruto do gasto em coisas menos importantes – com todo o respeito, se a reforma do Maracanã para a copa é mais importante do que reduzir a fila de cirurgias de catarata do SUS me avise … vou jogar meu diploma da pós graduação da Faculdade de Saúde Pública da USP no lixo e começar a vender sinalizadores para as torcidas organizadas!

Como sou um “otimista sem conserto”, só espero que esta fase que estamos passando sirva para 2 coisas: Passou da hora de jogar a 8.666 fora – tem que ser reformada – da forma como está só serve para burocratizar e encarecer a administração pública.

A burocracia é necessária, mas a que prejudica o tesouro deve ser banida o mais rapidamente possível.

Tolerância zero contra corruptos: tanto os agentes ativos como os passivos – tanto quem dá como quem recebe. Desde a infância aprendi que “quem rouba 1, rouba 1 milhão” e que o “ladrão não nasce roubando milhões, começa roubando coisas pequenas … é uma carreira como outra qualquer”.

Consulta discute regra para farmácia fazer vacinação

Regra para serviços de vacinação será atualizada para permitir que farmácias façam vacinação. Previsão está na Lei 13.021/2014

As regras para o funcionamento dos serviços de vacinação estão em discussão pela Anvisa. O principal motivo é adequar as normas atuais para que as farmácias também apliquem vacinas com o mesmo controle e segurança que já é adotado nos serviços tradicionais de vacinação.

A previsão deste tipo de serviço foi criada pela Lei 13.021/2014. Porém, a norma atual não se aplica de forma clara para as farmácias e drogarias. Esses locais não têm um histórico de armazenamento e aplicação, por isso, precisam fazer adequações caso queiram oferecer o serviço. As vacinas são medicamentos específicos que necessitam de condições especiais de conservação, além da aplicação por um profissional habilitado para este trabalho.

As farmácias e drogarias que pretendem fazer vacinação deverão ter uma infraestrutura específica que inclui a sala de imunização com equipamento de refrigeração exclusivo para vacina e recipiente para o descarte de materiais perfurocortantes, entre outros.

Os serviços de vacinação, incluindo as farmácias, também precisam ter um sistema de controle para garantir a conservação desses medicamentos em casos de falta de energia ou necessidade de transporte.

Consulta Pública 328/17: Veja o texto proposto da norma.
Prazo: até o próximo dia 31 de maio.
Como contribuir: acesse formulário eletrônico.

As Consultas Públicas são o principal instrumento de participação social utilizado pela Anvisa para recolher contribuições dos interessados sobre as propostas regulatórias e assim subsidiar a tomada de decisões da Agência sobre determinado ato normativo. 

Veja a cartilha sobre a participação em Consultas Públicas.

ANVISA

quinta-feira, 4 de maio de 2017

Flexibilização do jejum altera avaliação de doenças ligadas à gordura e ao colesterol

Foto: Reprodução
Tempo de espera para a realização de exames não será mais de 12 horas

Ficar muitas horas de jejum é um sacrifício para muitas pessoas, que precisam marcar seus exames laboratoriais bem cedo para evitar tanto a fome quanto as filas longas. Mas diante do consenso entre diversas sociedades médicas brasileiras, essa situação promete melhorar: foi estabelecida a flexibilização das horas necessárias para a realização de exames de perfil lipídico, que dosam os níveis de triglicerídeos, colesterol total, HDL e LDL. Com isso, pessoas com doenças medidas por meio desses exames, como a aterosclerose e a dislipidemia, foram beneficiadas com a diminuição das horas para a coleta de material, que antes era de 12 horas – em especial as gestantes, os idosos e os diabéticos, que correm maior risco de sofrer hipoglicemia com jejum prolongado.

Segundo a Dra. Mônica Freire, diretora médica do Alta Medicina Diagnóstica, a mudança ocorreu com base em pesquisas publicadas recentemente sobre o perfil lipídico, que revelaram que a falta de jejum não afeta a avaliação do estado atual do paciente de forma significativa. Os equipamentos mais avançados à disposição dos laboratórios também permitiram minimizar a interferência do aumento dos níveis de gordura após as refeições nos resultados dos exames.

“Como a maior parte do colesterol é produzida pelo corpo e muda pouco com a alimentação, é desnecessária a imposição do jejum para medir seu nível no organismo. No caso dos triglicerídeos foram estabelecidos valores de referência também confiáveis sem jejum. Ou seja, os exames poderão captar a quantidade de gordura, triglicerídeos e colesterol presente no organismo em seu estado natural e cotidiano, sem que o paciente precise alterar sua rotina e sua alimentação para o exame”, explica a médica.

Essa mudança beneficia principalmente os pacientes com doenças relacionadas ao excesso de gordura e às altas taxas de colesterol e triglicerídeos, como é o caso da aterosclerose, que acumula gorduras e outras substâncias nas paredes das artérias, e da dislipidemia, quando os níveis de lipídios e lipoproteínas estão elevados de forma anormal no sangue – ambas influenciam diretamente no funcionamento do coração e do sistema circulatório, podendo levar a ataques cardíacos e derrames. Pessoas com diabetes, pressão alta, obesidades e que mantêm hábitos que não são saudáveis, como o fumo e a ingestão constante de alimentos calóricos, têm mais de 50% de chance de desenvolver essas doenças.

“Apesar das recomendações adotadas pelas sociedades, é importante lembrar que o médico que acompanha o paciente deve avaliar os momentos em que pode ser necessário fazer o jejum, levando em consideração seu estado metabólico”, diz a Dra. Mônica.

Paula Borges
paula@saudeempauta.com.br

Cerca de 10% dos pacientes internados contraem infecção, risco que poderia ser reduzido em 70% com a higienização das mãos

OPAS/OMS
No Dia Mundial da Higienização das Mãos, celebrado em 5 de maio, organizações de saúde fazem um alerta para o risco de infecção hospitalar que ronda pacientes internados em hospitais do país

Só em fevereiro deste ano foram registradas cerca de 300 mil internações em hospitais na região Sudeste, segundo dados do Datasus. A estimativa é que cerca de 10% desses pacientes contraíram algum tipo de infecção durante o período de internação, situação que poderia ser evitada com uma atitude simples: a higienização correta das mãos.

De acordo com a Comissão Nacional de Biossegurança (CNB), pelo menos 100 mil pessoas morrem por ano, no Brasil, por causa do problema, que atinge tanto as instituições públicas, como as privadas. A data, definida pela Organização Mundial da Saúde (OMS), tem o objetivo de propor mais atenção dos profissionais de saúde e população em geral para o cuidado com a lavagem correta das mãos, principalmente em ambientes hospitalares em que há pacientes com baixa de imunidade.

“A higiene das mãos é uma das medidas mais simples e eficazes na prevenção de infecções e, por consequência, na garantia da segurança do paciente. Através dela, reduzimos a transmissão cruzada de micro-organismos, muitos deles perigosos, para pacientes internados”, alerta Isabella Cavalcanti, infectologista do Hospital São Vicente de Paulo (RJ). “É dentro de hospitais que se concentram uma gama de doenças causadas por micro-organismos dos mais variados. Desde o vírus da gripe até bactérias perigosas e com potencial de resistência aos antimicrobianos, como o Staphylococcus aureus, Pseudomonas e Acinetobacter”, alerta.

De acordo com a infectologista, a higienização das mãos pode ser feita através da lavagem com água e sabão neutro ou através da fricção com álcool a 70%, formulado especificamente para este fim (com emoliente). “O método deve abranger toda a superfície das mãos, incluindo dorso, interdigitais, polegares, pontas dos dedos, e finalizando nos punhos”, observa.

Segundo Isabella Albuquerque, a higiene das mãos é tão importante que já deixou de ser item a ser lembrado apenas em campanhas. “Deve ser uma prerrogativa quando se pretende atuar como profissional de saúde, a primeira medida a ser adotada antes do contato com qualquer paciente. E deve ser a última também, após o contato”, ressalta.


Vulneráveis

Pacientes que passaram por cirurgias ou que estão em Unidades de Terapia Intensiva são os que correm mais riscos de contrair algum tipo de infecção causado por vírus ou bactérias. “Uso de sondas, cateteres, ventilação mecânica, punção de veia para instalação de soro ou coleta de sangue são todos procedimentos que acabam servindo de porta de entrada para bactérias”, afirma José de Lima Valverde Filho, coordenador de acreditação do Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA).

O coordenador do CBA lembra ainda que nas camadas superficiais da pele podem ser encontrados bactérias, fungos e vírus. “É preciso remover os anéis, pulseiras e relógios, antes da lavagem já que esses objetos acumulam micro-organismos”, salienta.

No ambiente hospitalar, medidas simples como essas acabam tendo um impacto significativo. Calcula-se, por exemplo, que apenas com a higiene adequada das mãos, entre o atendimento de um paciente e outro e antes da realização de qualquer procedimento invasivo, seria capaz de reduzir em 70% os casos de infecção. No entanto, apesar de simples, a adesão dos profissionais de saúde a esse cuidado ainda é pouca. Em média, apenas 40% deles lavam as mãos com a frequência adequada. No entanto, especialistas destacam que o hábito de higienizar as mãos é importante também fora dos hospitais, como forma de prevenção de diversas infecções como gripe e diarreia, por exemplo, e que deve ser cultivado desde a infância.

Nathália Vincentis
Jornalismo