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quarta-feira, 13 de julho de 2011

Propagandas antigas: Olhem este colosso!



“Ele vos curará da prisão de ventre, da gastralgia e da enterite”.

Publicado em19 de junho de 1915.

Fonte Estaão

“Novo valor de remuneração para residentes deve ser pago em julho”

No final do mês de junho, foi publicado no Diário Oficial da União, a MP 535/2011 que refere-se a ao novo valor da bolsa-auxílio para médicos residentes. Segundo a nova MP, os residentes devem receber, a partir de julho, bolsa auxílio no valor de R$ 2.384,82.

Em junho, o valor correto ainda era o estabelecido pela MP 521/2010, de R$ 2.338,06, Os residentes que receberam o valor antigo da bolsa, equivalente a R$ 1.916,45, devem conversar com os representantes do hospital responsável pelo pagamento ou procurar as associações do seu estado.

De acordo com a Associação Nacional de Médicos Residentes (ANMR), os residentes devem conversar no seu próprio hospital, pois na maior parte das vezes o problema é resolvido lá mesmo. Caso o problema não seja solucionado, o residente deve entrar em contato com as associações estaduais ou com a ANMR.

Para a entidade, as expectativas dos residentes, mas alguns pontos serão reivindicados com o relator da matéria, que ainda não foi designado pelo Congresso. E ressalta que o grande temor dos residentes era o retorno do valor da bolsa e a perda dos direitos como moradia e alimentação e esses foram contemplados.

A moradia, contemplada pela nova MP, ainda é, segundo a ANMR, uma luta constante com o governo. E completa ao dizer que não são todas as instituições que oferecem o benefício, o que prejudica os residentes.

Entenda o que aconteceu:

No último dia de seu governo, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou a MP 521/2010, que ampliava de R$ 1.916,45 para R$ 2.338,06 a bolsa auxílio dos médicos residentes de todo o país, mas a MP foi derrubada no Senado no início de junho por conta do prazo de votação.

Cedendo às pressões dos residentes que ameaçavam paralisar os atendimentos, a presidência da República publicou, no dia 24 de junho último, a MP 536/2011, que voltou a assegurar aos médicos residentes uma bolsa auxílio de R$ 2.384,82 por 60h/semanais, em regime especial de treinamento em serviço, além de licença paternidade de cinco dias ou licença maternidade de cento e vinte dias.

Fonte SaudeWeb

Sociedades médicas pedem inclusão de novos remédios para a rede pública




A partir de setembro, o governo terá um prazo de 180 dias para decidir se vai atender ou não as solicitações de sociedades médicas do País relacionadas à inclusão de novos remédios na lista de medicamentos do Ministério da Saúde. As informações são do jornal Estado de S. Paulo.

A medida já foi aprovada pela presidente Dilma Rousseff. A lei anterior, de 1990, não determinava prazo para a liberação das drogas de alto custo – preço de até R$ 100 mil por semana. Alguns pacientes chegaram a esperar até dois anos para conseguir o medicamento, atraso que resultou em vários processos judiciais.

A demora na liberação de novas drogas pelo Ministério da Saúde é um problema, para as sociedades médicas. Além disso, ressaltam que os profissionais vivem um dilema, pois muitas vezes sabem que o remédio pode beneficiar o paciente, mas são punidos se receitá-lo no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), sem que ele conste na listagem do governo.

Paralelamente, a Justiça também é acionada por conta de interrupções no fornecimento de remédios já previstos pelo SUS: desde março, o JT tem publicado cerca de um caso por mês de falhas desse tipo.

Na semana passada, uma garota de 10 anos, portadora de uma doença genética chamada mucopolissacaridose (MPS), morreu após passar três semanas sem o remédio. Entre março e abril, a reportagem divulgou histórias de pacientes com linfoma, aids e esquizofrenia que tiveram seus tratamentos interrompidos pela falta dos remédios. Após esses episódios, no fim de abril, a presidente Dilma sancionou a nova lei, de número 12.401.

“A lei anterior (de 1990) não tinha nenhuma disposição tratando de como deveriam ser incorporadas as novas tecnologias nos protocolos de saúde”, diz o advogado Julius Conforti, especializado em saúde. Só no ano passado, o Ministério da Saúde gastou R$132,58 milhões em drogas de alto custo obtidas judicialmente – valor 5.000% maior em relação a 2005. “Há maior conscientização sobre o direito à saúde e a própria comunidade médica tem dado o caminho das pedras para o paciente ter acesso aos remédios.”

A reportagem conta ainda o caso de um paciente que sofre de câncer no sistema linfático (linfoma) desde 2007, luta para voltar a receber o remédio Rituximabe, suspenso desde setembro de 2010 quando o subtipo da doença que ele apresenta deixou de ser contemplado pelo SUS.

A judicialização da saúde foi discutida pelo ministro Alexandre Padilha (Saúde), na semana passada em um evento inteiramente dedicado ao assunto: o Seminário Nacional sobre Judicialização da Saúde, em Brasília. Segundo Padilha, “a incorporação tecnológica, se feita por pressão da demanda judicial, significa necessariamente desorganização do processo de planejamento dos orçamentos das gestões estaduais e municipais”.

Enquanto determinadas drogas não são incorporadas, médicos dizem viver um drama de consciência. Segundo o Comitê de Doenças Osteometabólicas da Sociedade Brasileira de Ortopedia, se a entidade prescrever um remédio que não está no protocolo do SUS, o paciente vai à Secretaria de Estado da Saúde ou entra com uma ação e acaba recebendo, mas quem prescreve é repreendido

Para a Sociedade Brasileira de Hematologia e Hemoterapia, o Brasil não tem uma política de assistência farmacêutica ágil. E afirma que, apesar de a medicina ter evoluído muito, a incorporação de novas tecnologias é lenta, traumática e polêmica.

Fonte SaudeWeb

Chega ao Brasil novo aplicativo para obstetras e ginecologistas

A empresa alemã astraia software gmbh desenvolveu um novo aplicativo de banco de dados modular específico para obstetras e ginecologistas, o software astraia. Segundo a Manager Systems, empresa que representa o software no Brasil, o software pode ser adaptado às necessidades individuais dos clientes bem como aos requisitos legais de cada país

A tecnologia possui suporte completo para DICOM e integração com sistemas de informação hospitalar através de HL7 e soluções proprietárias.

Para a produção do produto, a companhia contou com o apoio da Fetal Medicine Foundation (Londres) e uma equipe de profissionais de ginecologia e diagnóstico pré-natal.

De acordo com a publicação, um dos aspectos fundamentais para avaliação diagnóstica em obstetrícia é a parametrização dos dados biométricos obtidos durante o exame ultra-sonográfico.

E ressalta que a maioria dos equipamentos vêm com softwares que auxiliam nesta documentação. Entretanto, estes programas são bastante limitados e algumas vezes com relatórios que não espelham a realidade diagnóstica do paciente

O software astraia foi traduzido em mais de 25 línguas e mantém-se atualizado com os últimos dados científicos. O aplicativo oferece uma modelos de relatórios, no intuito de facilitar o seu manuseio.

Além disso, segundo a empresa, possui suporte completo para DICOM e integração com sistemas de informação hospitalar através de HL7 e soluções proprietárias

Fonte SaudeWeb

Contestação: Subcomissão acha inviável modelo único de gestão do SUS




Nesta segunda-feira, (11), a subcomissão especial que analisa o financiamento, reestruturação, organização e funcionamento do Sistema Único de Saúde (SUS) concluiu a série de reuniões para debater o assunto com especialistas. Na última reunião do colegiado, ligado à Comissão de Seguridade Social e Família, os participantes classificaram como inviável o estabelecimento de um modelo único de gestão para todos os estados e municípios brasileiros

O consenso, segundo a publicação, é que onde houver maior controle social haverá maior viabilidade de contratos de terceirização de serviços, sejam eles prestados pela administração direta ou indireta
O relator do colegiado, deputado Rogério Carvalho (PT-SE), pretende se reunir novamente com técnicos da área para apresentar uma versão preliminar do seu texto, cuja versão final só deverá ser conhecida em um seminário previsto para ser realizado em outubro.

De acordo com o Ministério do Planejamento, a descentralização dos serviços em saúde é uma opção política que tem que levar em conta a capacidade financeira, de gestão e o controle social do governo que vai descentralizar. Não existe uma fórmula, mas essas questões devem ser avaliadas.

O secretário de Saúde do Estado de São Paulo, Wladimir Taborda, argumentou na mesma linha e listou o que chamou de “elementos essenciais” para a realização de contratos entre os entes públicos e os privados no setor: planejamento estratégico adequado; conhecimento das necessidades regionais de saúde; parceiro capacitado e eficiente; e, principalmente, existência de recursos orçamentários.

Para ele, não adianta fazer modelos de gestão se não tiver dinheiro, porque todos sabem que a tabela de remuneração do SUS é insuficiente. Não é possível manter resultado de qualidade, auditado e com volume de serviço sem aumentar os recursos atuais.

Adequação

O deputado Rogério Carvalho defendeu a adequação do modelo de gestão ao serviço prestado, devendo ser adotado o modelo que melhor atender à necessidade de oferecer um atendimento de saúde universal, integral e de qualidade, que são os princípios do SUS.

Segundo ele, que foi secretário de Saúde de Sergipe, cada atividade funciona melhor com um tipo de administração. O atendimento ambulatorial, por exemplo, dependente de grandes investimentos em tecnologia, se adaptaria melhor ao setor privado, enquanto o atendimento hospitalar teria mais afinidade com o setor público.

Já o presidente da subcomissão, deputado João Ananias (PCdoB-CE), afirmou que não há como o parecer não apontar o principal problema do setor, que é a falta de recursos. Ele afirmou que a crise no SUS não se dá por problemas nos diversos modelos, mas pelo financiamento dessas formas de gestão.
O debate desta segunda-feira contou com a participação do público por meio do Portal e-Democracia da Câmara dos Deputados. A principal preocupação dos internautas foi sobre o controle social do sistema.

Fonte SaudeWeb