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quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Portugal: Sessenta e nove personalidades criam fundação para ajudar SNS

Sessenta e nove personalidades, entre as quais um ex-presidente da República, vários ex-ministros da Saúde e especialistas do sector, são até agora os fundadores da Fundação Serviço Nacional de Saúde, uma iniciativa de "cidadania responsável".

O ex-presidente da República Jorge Sampaio, os antigos ministros da Saúde Arlindo Carvalho, Paulo Mendo, Maria Belém Roseira, Luis Filipe Pereira, Ana Jorge, o "pai do Serviço Nacional de Saúde" (SNS), e especialistas como Manuel Antunes, Fernando Regateiro, ou Álvaro de Carvalho são alguns do nomes que aceitaram fazer parte desta fundação.

A iniciativa será apresentada esta quarta-feira durante a conferência "SNS -- Cidadania com Responsabilidade" e apresenta-se como "independente de qualquer outra entidade pública ou privada que pretende trabalhar em estreita colaboração com as autoridades de saúde para assegurar o bom exercício da sua missão".

Constantino Sakellarides, um dos promotores da iniciativa, enumerou as duas dimensões que esta fundação terá: uma "simbólica", no sentido de "não aceitar esperar que o mundo nos caia em cima" e uma outra mais prática para "ajudar de facto".

"Promover e apoiar a modernização e a inovação no SNS e ajudar a divulgá-la no espaço nacional e internacional" é um exemplo da dimensão prática que a fundação pretende alcançar.

Presente na conferência, o ministro da Saúde, Paulo Macedo, considerou a criação da fundação como uma "iniciativa da sociedade civil" e "algo importante". Contudo, Paulo Macedo sublinhou que "o SNS é um património mas não é uma estrutura imobilista".

Paulo Macedo desafiou ainda esta fundação a ter uma terceira área de intervenção, pronunciando-se sobre situações que classificou de "inadmissíveis", numa alusão às ameaças de discriminação de doentes por empresas que trabalham para o SNS.

Fonte Correio da Manhã

Portugal: Investigadores do Porto desenvolvem projecto que pode ajudar a prevenir a disfunção erétil

Um grupo de investigadores portugueses anunciou hoje que vai dar início a um projecto pioneiro para testar se as células da medula óssea podem regenerar os vasos sanguíneos do pénis.

Esta nova abordagem pode ajudar a prevenir a disfunção eréctil.

O projecto, a desenvolver pela Faculdade de Medicina do Porto, em colaboração com o Instituto de Biologia Molecular e Celular (IBMC), foi premiado pela Sociedade Europeia da Medicina Sexual, que atribuiu um prémio de 30 mil euros à equipa.

O objectivo dos cientistas Carla Costa, Ângela Castela e Pedro Vendeira é avaliar uma nova abordagem que permita a regeneração do tecido vascular no pénis diabético. Os diabéticos têm uma probabilidade acrescida de sofrer de disfunção erétil, devido aos efeitos da doença sobre os vasos sanguíneos.

“Sabemos que, nos homens diabéticos, as células da vasculatura do pénis morrem mais e mais precocemente. Quando uma célula morre, o organismo tende a repô-la”, explica Carla Costa, líder do projecto.

Em comunicado, a investigadora acrescenta que “há células da medula óssea que podem ser recrutadas para áreas lesadas e diferenciarem-se para revestir a vasculatura de vários órgãos, mas não sabemos se o mesmo resulta para o pénis. É essa a hipótese que vamos testar”.

Os investigadores vão usar ratos de laboratório diabéticos, aos quais vão destruir a medula óssea. Depois vão transplantar células da medula óssea das suas irmãs e vão verificar se estas células regeneraram o tecido dos vasos do pénis nos ratos diabéticos.

Numa segunda fase do estudo, a mesma equipa pretende avaliar se certos medicamentos utilizados para tratar a disfunção eréctil melhoram a função vascular do pénis diabético.

“Suspeitamos que esses fármacos possam potenciar a regeneração vascular peniana, eventualmente através do recrutamento de células da medula óssea e, se assim for, poderemos elaborar futuros estudos clínicos”, sublinhou.

Fonte Destak

Portugal: Estudo revela carência de ácido fólico e ferro durante a gravidez

Nós somos o que comemos, avança a sabedoria popular. Uma máxima ainda mais importante durante a gravidez, diz também o povo, quando se come por dois. Mas apesar da umudança nos hábitos alimentares das furturas mamãs, o projecto geração XXI mostra que são precisas outras mudanças.

 
Que a alimentação é importante durante a gravidez, ninguém duvida. E que os cuidados com o que se come devem ser outros, também é um dado adquirido. No entanto, embora a atenção dada pelas grávidas portuguesas ao menu seja reforçada, a grande maioria das futuras mamãs tem uma ingestão inadequada de ácido fólico e ferro.

A prová-lo está o projecto Geração XXI, desenvolvido pela Faculdade de Medicina da Universidade do Porto e pelo Instituto de Saúde Pública (ISPUP) da mesma instituição, que avaliou a ingestão alimentar em mulheres grávidas. E comprovou que, se antes da gravidez já era elevado o número de mulheres que ingeriam menos ácido fólico do que o recomendado (58%), durante a gestação os números dispararam para os 91%. «E no caso do ferro, 88% das mulheres não conseguiram mesmo suprir as suas necessidades durante a gravidez», confirma ao Destak Elisabete Pinto, professora auxiliar na Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica e investigadora no ISPUP.

Para a maior parte da população, o que se come é suficiente para garantir uma correcta ingestão destes micronutrientes. Mas tudo muda com a gravidez. Aqui, são mais as exigências, aumentando também a necessidade de ácido fólico e ferro, o que torna necessário recorrer à suplementação, «particularmente no caso do ácido fólico». Oque leva a especialista a deixar o alerta: embora o uso de suplementos esteja a ser feito, está «a iniciar-se tardiamente na maioria dos casos».

É que, acrescenta ainda, «é fulcral que a sua ingestão seja aumentada logo nas primeiras quatro semanas de gestação, período onde ocorre o encerramento do tubo neural, estrutura que dará origem ao sistema nervoso do feto. Percebe-se, pois, que a suplementação se deve iniciar ainda antes da concepção.» Algo que aconteceu em apenas 19% dos casos, embora mais de 60% das mulheres tenham planeado a gravidez. «Ou seja, é preciso maior sensibilização dos profissionais de saúde, mas essencialmente das mulheres para este assunto».

Mais produtos lácteos
Ao todo, a equipa de investigadores acompanhou 460 mulheres até ao parto. Um trabalho que conquistou um Nutrition Award e que produziu ainda outros resultados. Como a constatação do aumento na ingestão de produtos lácteos, que passou de 390 gramas antes da gravidez, para cerca de 700 durante o período de gestação. No entanto, explica a investigadora, tendo em conta as recomendações da Roda dos Alimentos, «percebemos que provavelmente o que havia era défice de ingestão destes alimentos antes da gravidez».

No geral, as grávidas portuguesas até se sabem comportar à mesa, já que «a ingestão de pão, fruta e sopa também aumentou, enquanto a ingestão de ovos, carnes vermelhas, arroz, massas e batatas, alimentos fast food, bebidas alcoólicas, café e chá diminuíram».

Fonte Destak

Portugal: SUCH admite que perde o rasto a 90 a 120 toneladas de roupa hospitalar/ano

O Serviço de Utilização Comum dos Hospitais (SUCH) admite que perde o rasto de 90 a 120 toneladas de roupa hospitalar, das cerca de 30 mil toneladas que trata por ano

Em entrevista à Agência Lusa, a propósito da descoberta de roupa de vestuário confecionada com tecido contendo a inscrição de hospitais portugueses, o presidente do conselho de administração do SUCH admitiu que existem vários "pontos de fuga" da roupa que este organismo trata.

Pelo circuito do SUCH passam diariamente 100 mil toneladas de roupa, cerca de metade de toda a roupa dos hospitais portugueses que este organismo vai buscar às instituições, lava, desinfeta - ou destrói, se for material contaminado - e devolve já devidamente tratada.

A Inspecção-Geral das Actividades em Saúde (IGAS) já está a investigar a descoberta de vestuário confecionado com tecido que contém a inscrição de hospitais portugueses, segundo fonte do Ministério da Saúde.

O primeiro caso ocorreu no Brasil quando, na sequência da descoberta de toneladas de lixo hospitalar dos Estados Unidos, um homem denunciou ter comprado em São Paulo uns calções com bolsos feitos de tecido do Hospital Garcia de Orta.

Após essa denúncia, foram tornados públicos em Portugal mais dois casos semelhantes, o de um empresário de Leiria e de um casal do Alentejo que adquiriram, em duas feiras distintas, calças cujos forros dos bolsos tinham o logótipo do hospital.

Fonte Destak

Portugal: Entidade Reguladora abre inquérito ao caso da empresa de diálise

A Entidade Reguladora Saúde (ERS) anunciou hoje que vai abrir um inquérito ao caso denunciado pelo Sindicato Independente dos Médicos sobre a intenção de uma empresa de diálise limitar o acesso de portadores de hepatite B ao tratamento.

O anúncio foi feito pelo presidente entidade da ERS, Jorge Simões, aos jornalistas à margem da tomada de posse dos novos concelhos diretivos das administrações regionais de saúde.

O Sindicato Independente dos Médicos (SIM) denunciou segunda-feira a intenção da empresa NephroCare de encerrar até final deste mês as salas de tratamento de diálise a portadores de vírus de Hepatite B em todo o país.

Esta empresa já solicitou a transferência dos 64 insuficientes renais com Hepatite B que usavam os seus serviços para as administrações regionais de saúde, mas assegura que nenhum doente corre risco.

A empresa justifica a decisão com os cortes orçamentais efetuados pela tutela e adianta que as suas dívidas ultrapassavam no final de agosto os 100 milhões de euros.

O Ministério da Saúde confirmou ter tido conhecimento desta intenção e esclareceu que as administrações regionais de saúde já estão a avaliar a forma de apresentar alternativas para estes doentes.

Entretanto, a partir da denúncia do SIM, a Inspecção Geral das Actividades em Saúde abriu um processo de averiguações a esta situação.

Fonte Destak