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quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Um em cada 10 casos de abstinência de álcool pode levar à morte

Segundo dados do Cratod, cerca de 90% das pessoas que exageram no consumo de bebida alcoólica sofrem de uma síndrome que causa estado de confusão mental após a última dose

Um em cada 10 casos de abstinência de álcool, que aparecem horas após a última dose, é grave e pode levar à morte, se não tratada a tempo, segundo o Centro de Referência em Álcool, Tabaco e outras Drogas (Cratod).

Os sinais das crises mais graves são tremores generalizados, sudorese, dor de cabeça, vômitos, alucinações e desorientação, no tempo e no espaço, que podem evoluir para quadros mais graves, chegando ao chamado "Delirium Tremens", que é um estado de confusão mental que piora ao entardecer. Os sintomas podem durar por até 72 horas.

Se não tratadas a tempo em um serviço de saúde, essas crises podem piorar, causando sequelas neurológicas e, em alguns casos, levando o paciente ao óbito.

Em média, 90% das pessoas que exageram no consumo de álcool sofrem da síndrome leve ou moderada durante as primeiras 24 horas após a última dose. Para essas pessoas, o tratamento indicado é beber muita água e repousar.

Fonte Estadão

Sobem para 9 as mortes supostamente causadas por remédio em MG

Mais uma pessoa morreu, subindo para nove o número de óbitos possivelmente causados pela ingestão de um medicamento, produzido por uma farmácia de manipulação em Teófilo Otoni, em Minas Gerais, segundo informações da Polícia civil.

O proprietário da Fórmula Pharma, farmácia responsável pela manipulação do Secnidazol 500mg, Henrique Luiz Portilho, deveria prestar depoimento às 14 horas desta quarta-feira, 14, em Teófilo Otoni.

Há suspeita de que o produto, indicado para o tratamento de verminoses, foi contaminado com um anti-hipertensivo, causando a morte de outras oito pessoas em Teófilo Otoni e outros municípios do Vale do Mucuri.

Fonte Estadão

Exame de sangue poderá detectar Alzheimer

Pesquisa descobriu substâncias que podem sinalizar demência antes do surgimento dos sintomas

Um grupo de cientistas finlandeses descobriu um novo método para detectar o mal de Alzheimer precocemente, através de um simples exame de sangue. Isso permitiria diagnosticar a doença muitos anos antes do surgimento dos primeiros sintomas.

Cientistas da universidade da Finlândia Oriental e do Centro de Investigação Tecnológica da Finlândia descobriram que o Alzheimer é precedido de uma espécie de "assinatura" molecular, composta por três metabólitos (moléculas produzidas pelo metabolismo).

O estudo, publicado no periódico "Translational Psychiatry", sugere que a detecção desses marcadores poderia identificar pessoas com problemas leves de memória e aquelas que estão em fases precoces da demência

Desse modo, um simples exame de sangue serviria para diagnosticas pacientes com alto risco para desenvolver o Alzheimer, o que poderia ajudar a tomar medidas preventivas para retardar ou até evitar o surgimento da doença.

Para concluir o trabalho, a equipe analisou durante mais de dois anos amostras de sangue de 226 idosos. Deles, 46 eram sadios, 37 eram portadores de Alzheimer e 143 sofriam de um declínio cognitivo leve, etapa anterior à demência.

Ao fim do estudo, 52 dos 143 pacientes com declínio cognitivo haviam desenvolvido o Alzheimer. O exame do plasma sanguíneo mostrou que a composição química do sangue havia mudado, o que mostrou uma associação com as mudanças ocorridas no cérebro.

"Estabelecer a relevância patogênica desse tipo de biomarcador não só pode facilitar o diagnóstico precoce como também pode ajudar a identificar novas terapias", dizem os autores.

Fonte Estadão

Recompensa pode ajudar criança a comer vegetais, diz estudo

Estratégia polêmica parece mudar atitude dos mais novos em relação à comida

Se seu filho é daqueles que torce o nariz para cenouras, brócolis e afins? Uma pequena recompensa pode ajudar a experimentar vegetais, sugere um novo estudo feito pela University College London.

Embora pareça óbvio que isso funcione, a solução é bem controversa. Muitos estudos mostram que a premiação pode ser um tiro pela culatra e fazer a criança perder interesse pelas comidas das quais já gosta.

Por outro lado, elogios não parecem surtir efeito. "Nós recomendamos que os pais usem pequenas recompensas, oferecidas cada vez que a criança experimenta algo de que não gosta, mesmo que seja um pedacinho minúsculo."

O estudo mostrou que quando os pais oferecem algum prêmio - como um adesivo - a crianças de três ou quatro anos isso muda a atitude dela em relação à comida.

Em poucas semanas, as crianças aumentam o consumo de vegetais. As crianças também se mostraram mais dispostas a comer vegetais em testes de laboratório.

Para chegar ao resultado, os pesquisadores acompanharam 173 famílias, divididas em três grupos. No primeiro, os pais usaram adesivos para premiar as crianças cada vez que eles comiam um pedacinho de algum vegetal considerado desagradável. No segundo, os pais usaram apenas elogios. Os pais do terceiro grupo, por sua vez, não utilizaram nenhuma estratégia para estimular o consumo dos vegetais.

No primeiro grupo, os pais ofereceram uma pequena porção do vegetal todos os dias, durante 12 dias, recompensando a criança cada vez que ela comia. Logo após, os pequenos começaram a avaliar melhor os vegetais - e se mostraram mais dispostos a consumir mais quantidade durante a experiência em laboratório. O consumo de verduras passou de uma média de 5 gramas no início para 10 gramas após 12 semanas.

Em relação aos elogios, os pesquisadores acreditam que eles não funcionam porque a criança desconfia da sinceridade deles.

Fonte Estadão

Metade dos hemocentros do País tem condições inadequadas, afirma Anvisa

Em 47% dos centros havia problema na calibragem dos equipamentos e em 25% foram encontradas falhas nos procedimentos de desinfecção e esterilização do material; para agência, qualidade não piorou - os inspetores é que estão mais bem capacitados

Quase metade dos serviços de hemoterapia do País foi classificada como de alto e médio risco em levantamento feito pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

O trabalho mostra que, dos 419 centros analisados, 47% apresentavam problemas na calibração e aferição dos equipamentos e 46% operavam com aparelhos sem manutenção adequada. Além disso, em 25% foram encontradas falhas nos procedimentos de desinfecção, lavagem e esterilização do material.

Centros que apresentam condições inadequadas de funcionamento podem trazer risco principalmente para o paciente que recebe o sangue. Uma bolsa armazenada numa temperatura acima do adequado, por exemplo, pode favorecer o crescimento de bactérias. "Se usada, o paciente pode ter uma infecção bacteriana, o que pode agravar ainda mais o seu quadro", avalia o professor titular de hematologia e hemoterapia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, Dalton Chamone.

Os dados, referentes a inspeções feitas em 2010, indicam que somente 17,72% dos serviços reuniam condições consideradas ideais de funcionamento.

O retrato é ainda mais preocupante quando se faz a comparação histórica. O porcentual de serviços considerados de alto risco (mais informações nesta pág.) subiu de 5% para 14% entre 2007 e 2010. Os de médio alto risco passaram de 10% para 11%.

Apesar dos números, o gerente de sangue e componentes da Anvisa, João Paulo Baccara Araújo, assegura que a qualidade dos serviços não piorou. "A qualificação dos inspetores é que melhorou. Hoje eles conseguem identificar pontos críticos com maior facilidade." A visão de Baccara, no entanto, não se repete no boletim da Anvisa. O documento afirma haver duas outras possibilidades, além da melhora na capacidade do diagnóstico: o aumento da amostra analisada e a efetiva piora dos serviços.

Otimismo. O coordenador nacional da Política de Sangue e Hemoderivados do Ministério da Saúde, Guilherme Genovez, também tem uma visão otimista do setor, apesar dos resultados do trabalho. "A cadeia como um todo melhorou ao longo dos últimos quatro anos. A qualidade do sangue no Brasil é boa e dos grandes centros de hemoterapia também."

Para ele, os baixos resultados gerais do levantamento são provocados pelo desempenho ruim em unidades de coleta e transfusão. "É muito difícil controlar o que está sendo realizado na ponta, no banco de sangue ligado ao hospital com 60 leitos, numa pequeno município do interior."

O boletim observa que, dos hemocentros coordenadores (HC) da rede, 85% apresentam risco baixo ou baixo médio. Mas o texto ressalva: "Médio risco para HC é uma classificação que implica necessidade de melhorias importantes, ainda mais considerando sua função coordenadora". Do grupo de HCs avaliados, um é considerado de risco.

Genovez não descarta o risco de pacientes que se submetem a transfusões de sangue em locais onde a qualidade está fora dos padrões. "Não há indicadores. Mas transfusão, assim como outros procedimentos de saúde, tem um risco potencial."

Fonte Estadão