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sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Diabetes e hipertensão são fatores de risco para a saúde dos rins

Órgãos chegam a filtrar até 180 litros de sangue por dia. Excesso de sal e carne vermelha prejudica o funcionamento deles.

O processo de filtragem de todo o sangue que temos no nosso corpo é encabeçado por dois pequenos órgãos que ficam situados nas costas. Os rins, que pesam entre 150 e 300 gramas cada chegam a filtrar até 180 litros de sangue durante o dia.

Além de filtrar o sangue, os rins são importantes para manter o equilíbrio de líquidos e sais do organismo – é o mecanismo de controle mais elaborado que o corpo tem.

Com isso, eles controlam a pressão arterial, eliminam o excesso de substâncias químicas, como o sódio, produzem um hormônio que interfere na produção de células de sangue e ativam a vitamina D, essencial para a absorção de minerais no intestino.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Nefrologia, cerca de 10 milhões de pessoas no país tem alguma disfunção renal, mas poucas sabem. Os sintomas de problemas no rim não são de fácil identificação. Um deles é a retenção exagerada de líquido, que leva a inchaço e aumento da pressão arterial. Acordar várias vezes durante a noite para urinar também pode ser sinal de que algo está errado.

A hipertensão e, principalmente, a diabetes, estão normalmente associadas com as disfunções renais. Cerca de 100 mil brasileiros precisam fazer diálise – tratamento no qual alguma máquina ou líquido de fora do corpo é usado para filtrar o sangue – e, desses, 60% têm diabetes.

Os danos que essas duas doenças provocam nos rins são permanentes e, por isso, é importante mantê-las sob controle. A hipertensão machuca os rins porque o sangue passa com mais dificuldade pelos vasos. Já os diabéticos costumam perder proteína pela urina, o que também acarreta em lesões.

As pedras nos rins – ou cálculo renal – são formadas por substâncias que o rim elimina normalmente, como o cálcio ou o ácido úrico. A urina é formada por cristais, e algum distúrbio de metabolismo ou alimentação pode causar a formação das pedras. Elas podem sair pela urina ou com cirurgia.

Em geral, essa é uma alteração transitória e o funcionamento dos rins volta logo ao normal. A formação das pedras não está ligada à ingestão de minerais, como o cálcio, mas sim ao hábito de beber pouca água.

Uma enquete realizada pelo site do Bem Estar indicou que 49% dos leitores bebem até cinco copos d'água por dia. Outros 34% ingerem entre cinco e dez copos, e 17% tomam mais de dez por dia.

Um problema mais grave é a nefrite, uma inflamação no rim, precedida por algum outro problema. Por exemplo, uma infecção de garganta pode formar anticorpos que se juntam a algumas proteínas e formam um complexo proteico. Isso é depositado nos rins, que o enxergam como um corpo estranho, e isso provoca uma inflamação.

Existe ainda a doença renal policística, que é hereditária e atinge cerca de 3% das pessoas que precisam fazer diálise. O rim cresce, fica cheio de cistos e perde a capacidade de filtrar. Existem casos em que o órgão cresce tanto que chega a pesar até 8 kg.

Fonte G1

Tratamento com aparelho nos dentes melhora a auto-estima e a saúde

Uso de aparelhos ortodônticos ajuda na correção da posição dos dentes. Dentes saudáveis e alinhados podem melhorar a respiração e até o sono.
 
Ter os dentes saudáveis e alinhados não é apenas uma questão de estética, mas também de saúde. Ter um sorriso bonito e uma mordida correta beneficia diversos fatores, como o sono e a respiração. A pessoa também passa a mastigar e a falar adequadamente, além de claro, aumentar a auto-estima e o bem-estar.
 
Um dos tratamentos utilizados para corrigir a posição dos dentes é o uso dos aparelhos ortodônticos, como mostrou o ortodontista Gustavo Bastos. Esses aparelhos, usados para reposicionar os dentes, podem ser colocados em qualquer idade, desde que a pessoa tenha dentes, gengivas e ossos saudáveis.
 
Arte Aparelho Dentário Bem Estar (Foto: Arte/G1)
 
 
Apesar disso, a idade indicada para esse tratamento é entre os 10 e 12 anos de idade, quando o corpo ainda está em fase de crescimento e fica mais fácil para o ortodontista redirecionar o desenvolvimento dos ossos para evitar cirurgias.
 
Antes de optar pelo uso do aparelho, é importante verificar se o profissional escolhido é um dentista do Conselho Regional de Odontologia e se é especialista em ortodontia. Além disso, é preciso prestar atenção se esse profissional lava as mãos, usa luvas descartáveis e gorro e se mantém os equipamentos limpos.
 
Como primeira medida, é necessário fazer radiografias, fotos e um estudo sobre como deverão ficar os dentes após o término do tratamento com o aparelho. O ortodontista deve, então, dar uma previsão ao paciente de como será esse processo e de quando ele terminará.
 
Existem diferentes tipos de aparelhos fixos: metálicos, cerâmicos e os metálicos ou em ouro colocados atrás dos dentes.
 
Já os tipos removíveis são: feitos em resina para correção ortodôntica ou ortopédica, feitos de plástico para correção ortodôntica ou extra-orais (freios) para correções ortopédicas. No Sistema Único de Saúde (SUS), apenas 40 entre os 907 centros de odontologia já oferecem aparelhos, mas há a promessa de expansão do acesso no sistema público de saúde.
 
Dentes de leite
O Bem Estar explicou também como crescem os dentes de leite e como fazer a limpeza na boca dos bebês. Segundo a pediatra Ana Escobar, com dois anos e meio, a criança já tem todos os 20 dentes de leite.
 
O nascimento desses dentes causa coceira, aumentam a produção de saliva e ainda podem causar febre e diarréia. Mordedores molinhos, sem nada dentro, são os melhores para aliviar a coceira porque não machucam a gengiva.
 
A chupeta também alivia a vontade que a criança tem de colocar objetos na boca e cabe aos pais negociar e administrar o uso dela.
 
Para limpá-los, a pediatra recomenda utilizar escovas macias próprias para bebês e pastas sem flúor. É preciso também evitar que a criança corra e brinque com a chupeta na boca, e ter cuidado com meias e pisos lisos, que podem aumentar o risco de acidentes e traumas dentários. Caso isso aconteça, é importante procurar um cirurgião dentista em algum pronto-socorro mais próximo.
 
Entre os 4 e 6 anos, surgem os dentes permanentes e é nessa época que os pais devem observar o crescimento e verificar se o posicionamento é adequado para, no caso, procurar um ortodontista.

Fonte G1

Cartilha ensina como mulher pode evitar feto sem cérebro na gravidez

Texto lançado por federação médica destaca a importância do ácido fólico. Suplementação até o 1º trimestre previne anencefalia e espinha aberta.

Uma cartilha destinada a todas as mulheres do país que pretendem engravidar e outra para os médicos que devem orientar as pacientes são lançadas nesta quinta-feira (30) pela Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), durante congresso em São Paulo.

O texto foi baseado em uma orientação do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA.

O objetivo é destacar a importância de as mulheres tomarem suplemento de ácido fólico para evitar até 75% das malformações no tubo neural do feto, como anencefalia – quando o bebê não tem cérebro – e espinha bífida – quando a coluna vertebral não se fecha por completo e a medula fica exposta para fora do corpo. Outro defeito menos comum é a encefalocele, em que a abertura do tubo neural acontece no crânio, deixando uma protuberância na cabeça com líquido e massa cerebral.

Em abril, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por oito votos a dois, que abortar um feto sem cérebro não é crime. A partir daí, a Febrasgo decidiu levantar o tema, na tentativa de impedir que um feto anencéfalo chegue a se formar. Para isso, a entidade propõe que os ginecologistas falem sobre o assunto em qualquer consulta de rotina, como o papanicolaou. Cerca de 3 milhões de folhetos devem ser distribuídos nos consultórios brasileiros.

Segundo o presidente da Comissão de Medicina Fetal da federação, Eduardo da Fonseca, é recomendado que a paciente faça, com supervisão médica, uma suplementação oral de 400 microgramas de ácido fólico por dia, pelo menos um mês antes da gestação e durante os três primeiros meses. Com o objetivo de fixar esse compromisso na cabeça da mulher, alguns ginecologistas já indicam o composto três meses antes.

"A formação do sistema nervoso central do feto ocorre nas primeiras quatro a seis semanas. Então, quando a mulher descobre que está grávida, o cérebro do bebê já está estruturado. A maioria das pacientes chega ao consultório com dois meses", destaca Fonseca.

O médico diz que 58% das brasileiras ainda não planejam a gravidez e, entre as futuras mães que se programam, apenas 10% ingerem ácido fólico, também chamado de vitamina B9. Dessa pequena parcela, só 4% tomam os comprimidos na dosagem correta.

Além da forma sintética, que na opinião dos médicos é mais bem aproveitada pelo organismo, o ácido fólico é encontrado na natureza – em alimentos como milho, trigo, folhas escuras, feijões, fígado, gema de ovo, laranja, abóbora e pêssego – e enriquecido desde 2004 em pães e outros produtos à base de farinha, cuja lei no país também prevê adição de ferro para prevenir anemia.

"Essa substância consumida naturalmente é mal absorvida: apenas 50% dela age no corpo. E, com a vida moderna, a mulher acaba não conseguindo obter isso apenas pela dieta", diz o presidente da comissão da Febrasgo.

Como o ácido fólico age
A vitamina B9 ajuda na multiplicação das células, no DNA e no fechamento do tubo neural do feto, segundo Fonseca. Além disso, tem papel importante na imunidade da mãe e no desenvolvimento da hemoglobina – pigmento vermelho do sangue – e das proteínas estruturais do bebê, como o colágeno (presente na pele e nas cartilagens) e a queratina (nas unhas e cabelos).

Em caso de baixa dosagem, como não tomar os comprimidos corretamente, o ácido fólico não tem efeito. Já em uma situação de superdosagem, acima de 1.000 microgramas por dia, estudos experimentais com camundongos indicam que o bebê pode nascer abaixo do peso, ou seja, com menos de 2,5 kg.

"Pesquisas internacionais apontam que recém-nascidos magrinhos podem se tornar adultos mais propensos a problemas como infarto, AVC, trombose, obesidade, diabetes e síndrome metabólica", enumera o médico.

Incidência do problema e fatores de risco
Segundo a Febrasgo, seis em cada dez mil bebês que nascem no Brasil apresentam algum defeito no tubo neural. Na população geral, essas malformações atingem cerca de 0,1%.

Crianças com anencefalia morrem em 100% das ocorrências, de acordo com Fonseca. Já os pequenos com espinha bífida sobrevivem, mas acabam tendo dificuldade para andar, aprender e controlar a urina e as fezes, entre outras complicações.

Para minimizar os prejuízos da medula exposta, logo após o nascimento é feita uma operação para fechar a abertura. Quando há hidrocefalia – presença de líquido em excesso dentro do crânio –, é realizada uma drenagem em direção ao abdômen.

Em 95% das gestações, não há fatores de risco para a mulher ter um bebê com esses problemas. Os outros 5% estão ligados a histórico prévio de gravidez de anencéfalo e uso de remédios anticonvulsivantes por pacientes com epilepsia – aí a dose precisa ser mais alta, chegando até 4 miligramas por dia.

Além desses fatores de risco, há a obesidade, a diabetes tipo 1 e a cirurgia de redução de estômago, que diminui o nível de absorção de nutrientes pelo organismo. A idade da mulher não influencia esse tipo de malformação no feto, mas adolescentes costumam se alimentar pior e podem ter mais deficiência de ácido fólico.

Estudos no Brasil
Fonseca, que vive na Paraíba, analisou quase 500 mulheres no Nordeste e observou que cerca de 15% delas usavam ácido fólico como prevenção antes e no início da gravidez.

Outro trabalho, feito em Pernambuco com 125 mil mulheres, mostrou que a inclusão de ácido fólico em farináceos não reduziu os defeitos no tubo neural. Mas, segundo o médico, isso pode ser explicado pelo fato de na região haver um maior consumo de farinhas não industrializadas.

O especialistas cita, ainda, uma pesquisa da Universidade de São Paulo (USP), realizada no ano passado com 300 mil mulheres, que aponta que a fortificação foi capaz de diminuir entre 35% e 40% os casos de problemas no tubo neural dos fetos.

Fonte G1

Bactéria modificada produz anticorpo contra parasita causador da doença do sono

Pesquisa pode levar a tratamento mais eficaz contra doença transmitida pela picada da mosca tsé-tsé
 
Cientistas do Antwerp Institute of Tropical Medicine, na Bélgica, descobriram uma bactéria que, quando modificada em laboratório, é capaz de produzir anticorpos contra o parasita que causa a doença do sono.

A pesquisa pode levar a um novo e mais eficaz tratamento contra a doença causada por tripanossomas, parasitas transmitidos pela picada da mosca tsé-tsé.

A Organização Mundial de Saúde estima o número de mortes anuais pela doença entre 10 e 20 mil pessoas. Sem tratamento, a infecção é fatal.

Em uma fase avançada da doença, o chega ao cérebro e ultrapassa a barreira sangue-cérebro que impede a entrada da maioria das drogas. Compostos de arsênio podem ultrapassar a barreira e matar o parasita, mas também matam 5% dos pacientes.

Além do parasita, algumas estratégias também podem atacar seu vetor, a mosca tsé-tsé. Mas inseticidas podem ser prejudiciais para o meio ambiente, com certeza, a longo prazo. Por isso os cientistas procuram estratégias alternativas.

Pensando nisso, os pesquisadores focaram o estudo na bactéria sodalis glossinidius residente nas moscas tsé-tsé e que pode ser cultivada em laboratório.

Linda De Vooght e seus colegas modificaram geneticamente a bactéria de modo que ela produzisse, e excretasse, um tipo muito eficaz de anticorpo, denominado nanocorpo.

Eles identificaram duas vias secretoras diferentes que transportavam os nanocorpos para fora da bactéria. A pesquisa mostrou que a bactéria não foi prejudicada pela modificação, sendo assim, ela pode ser inserida novamente na mosca.

Utilizando antibióticos, De Vooght eliminou as bactérias selvagens das moscas tsé-tsé e substituiu pelas bactérias modificadas. Elas colonizaram as moscas com sucesso e começaram a produzir nanocorpos. Os nanocorpos também estavam presentes no intestino, onde o parasita da doença do sono também pode ser encontrado.

Segundo os pesquisadores, a técnica é viável, mas ainda necessita de algum desenvolvimento antes de poder ser utilizada para controlar a doença do sono na prática clínica.

Fonte isaude.net

Para Unaids, exemplo brasileiro ampliou tratamento ao HIV para outros países

Segundo diretor do órgão, programa brasileiro de Aids, hepatites virais e DST é um exemplo não só regional, mas também mundial

O fim da A ids está relacionado à expansão do acesso ao tratamento em larga escala. É o que afirma o diretor do escritório executivo do Programa Conjunto das Nações Unidas para o HIV e Aids (UNAIDS), Luiz Antônio Loures. Segundo ele, o programa brasileiro de Aids, hepatites virais e DST é um exemplo de resposta à aids, em nível não só regional (América Latina), mas também mundial. Loures está em São Paulo para participar de debates dos Congressos e Fóruns Brasileiros e Latino-Americanos e do Caribe de Prevenção às DST, Aids e Hepatites Virais.

De acordo com ele, "é preciso fazer uma recuperação histórica do papel que o programa brasileiro teve para levar a resposta mundial até onde ela está hoje. Pela primeira vez, há um mês, na Conferência Internacional de Washington, o mundo começou a falar sobre o fim da Aids, que hoje pode ser uma realidade em um futuro que nós podemos começar a ver, a vislumbrar" , diz.

Loures afirma que o primeiro país do mundo a desenvolver e a expandir o acesso ao tratamento no Hemisfério Sul foi o Brasil. " O Brasil foi o primeiro país em desenvolvimento a levantar essa bandeira. E foi o exemplo brasileiro que possibilitou que o tratamento na África, na Ásia e em outros países em desenvolvimento fosse expandido. Hoje, essa é uma realidade global que nos permite, mais uma vez, falar sobre o fim da Aids" , destaca.

O programa do Ministério da Saúde permite, de acordo com o representante do Unaids, entrar em uma nova fase de pesquisas para encontrar uma resposta à Aids. " E nessa nova fase nós temos que abrir também um novo debate: quais são as prioridades, as direções que vão nos possibilitar partir do ponto que estamos e chegar eventualmente ao fim da doença. Esse debate tem que ser feito em qualquer país. Nada melhor do que começar um debate intenso nesse sentido dentro do Brasil, que é exatamente o País que possibilitou que nós chegássemos aonde nós estamos hoje" , enfatiza.

Fonte isaude.net