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segunda-feira, 3 de junho de 2013

Cinco dicas para uma alimentação mais saudável

O café da manhã não tem que ser chato, especialmente se você adicionar frutas. (Foto: Getty)
O café da manhã não tem que ser chato, especialmente se você adicionar frutas
Manter uma alimentação rica em frutas e legumes não é tão difícil quanto parece
 
Não é novidade que comer frutas e legumes é bom para a saúde. O difícil é colocar isso em prática no dia a dia.
 
A Organização Mundial da Saúde recomenda o consumo de 400g de frutas e legumes por dia, correspondente a cinco porções diárias, para prevenir doenças cardiovasculares e alguns tipos de câncer.
 
Mas como podemos suprir essa necessidade na prática ?
 
Aqui estão cinco maneiras de incluir as cinco porções por dia no seu menu diário sem fazer muito esforço.
 
Adicionar frutas ao café da manhã
O café da manhã não tem que ser chato, especialmente se você adicionar frutas.
 
"Corte uma maçã ou uma pêra, junte com blueberries, e coloque no cereal ou na farinha de aveia para obter um reforço de vitamina C e betacaroteno", aconselha a nutricionista Helen Ford.
 
Se você não tem tempo de tomar café da manhã, uma solução é um shake de frutas vermelhas, como morango, amora, framboesa, que são ricas em antioxidantes que estimulam o sistema imunológico.
 
"O mais importante são as polpas das frutas, pois mastigá-las aumenta a produção dos sucos gástricos, o que auxilia o processo de digestão e absorção de nutrientes", diz Ford.
 
Adicionar a casca é ainda melhor, porque, de acordo com a especialista, ajuda a reduzir o colesterol.
 
Para aqueles que argumentam que comer frutas os deixam inchados, a nutricionista tem um remédio.
 
"É melhor comer a fruta por volta de uma hora antes da refeição, ela contém açúcares simples, que não exigem muita digestão", diz Ford.
 
"Outros alimentos, como os ricos em gordura, proteína e amido, permanecem por mais tempo no estômago, e tem uma digestão mais lenta."
 
"Por isso, se você comer frutas após a refeição, a frutose vai ficar por muito tempo no estômago, vai fermentar e causar distensão abdominal e flatulência."
 
Legumes para o lanche
Ford explica que figos secos e nozes são boas escolhas para comer entre as refeições.
 
O chef Javed Anand sugere usar suco de frutas ou de legumes para fazer um pão achatado, como pita ou o tradicional pão indiano Paratha. "Em vez de adicionar água à massa, adicione o suco", diz Anand.
 
"Você pode adicionar manteiga, queijo ou pickles. Esta é uma ótima maneira de incluir legumes na massa".
 
Sopa para substituir o sanduiche
Sopa de agrião é uma escolha ideal para o almoço, explica Ford, pois é rica em ferro e magnésio.
 
No entanto, a nutricionista explica que, se você preferir um sanduíche, basta adicionar uma porção de folhas verdes escuras, como espinafre e agrião.
 
Se o problema da sopa é que dá a impressão de que não enche o estômago, você pode adicionar carne ou legumes a uma base vegetal.
 
O chef Mathew Pennington é um especialista em sopas à base de legumes, porque são fáceis de adaptar, desde que você mantenha as mesmas proporções.
 
"Para uma sopa para quatro ou seis pessoas, a base é sempre 500g de cebola, 250g de cenoura e 250g de aipo. Descasque e corte os legumes em cubos e misture em uma frigideira grande, em seguida cubra-os com água."
 
"Deixe ferver e cozinhe até que os legumes estejam macios. Tempere com sal e vinagre, e misture até ficar homogêneo. Você pode peneirar se quiser não quiser a sopa com pedaços", diz Pennington.
 
Compota de frutas
Cozinhar a fruta lentamente usando especiarias ao em vez de açúcar também é uma boa maneira de melhorar o sabor do doce ou da compota.
 
"Eu amo peras e pêssegos cozidos em um pouco de água com anis estrelado e canela", diz Anand.
 
"Depois de cozido, retiro as frutas e adiciono um pouco de iogurte grego e açafrão".
 
Anand diz que o anis estrelado é uma espécie muito versátil e vai bem com todos os tipos de frutas. Uma outra dica é usar menta, que adiciona frescor a uma salada de frutas ou compota.
 
"Açafrão funciona bem com manga e laranja." conta Anand.
 
Além disso, diversos estudos sugerem que o ruibarbo contém níveis elevados de polifenóis, que protegem as células do organismo contra danos por radicais livres.
 
Pesquisadores da Sheffield Hallam University, na Inglaterra, descobriram que o ruibarbo cozido de forma lenta tem um maior teor de polifenóis do que em seu estado natural.
 
Assim, para uma sobremesa nutritiva ou um lanche com um alto teor de vitamina C, você pode fazer uma compota de ruibarbo com gengibre e suco de laranja.
 
"Maçãs e amoras cozidas vão muito bem com uma boa pitada de canela", diz Helen Ford. "É uma deliciosa sobremesa saudável e cheia de vitaminas".
 
Varie as frutas e legumes
Uma das melhores maneiras de aproveitar ao máximo as cinco porções por dia é comer de acordo com as cores do arco-íris, ou seja, diferentes frutas e legumes.
 
"É muito importante ter uma dieta variada e experimentar pratos diferentes", diz Anand.
 
"Eu acho melhor comer uma variedade de frutas e legumes preparados de forma menos saudável, do que comer o mesmo legume favorito o tempo todo."
 
Javed Anand diz que o coco, que muitos acham pouco saudável, é muito bom para a pele e o cabelo. A chef recomenda cozinhar carne com leite de coco.
 
E complementa: "Para mim, quanto mais variada a dieta, mais saudável você está."
 
Fonte G1

Entenda o que é a sibutramina e os efeitos colaterais do tratamento

Alguns dos efeitos colaterais são: aumento da pressão arterial,
elevação da frequência cardíaca, dores de cabeça, boca seca,
 insônia e prisão de ventre
Anvisa decidiu manter venda de emagrecedores com a substância no país. Especialistas recomendam remédios para tratar obesidade graus 1, 2 e 3.
 
Na última segunda-feira (27), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu manter no Brasil o comércio de medicamentos emagrecedores que contenham a substância sibutramina. 
 
Desde 2011, quando outros remédios semelhantes foram proibidos no país, a substância se tornou a única droga usada para emagrecer que atua sobre o sistema nervoso.
 
Em alguns países, como nos Estados Unidos, o produto não é mais vendido. No Brasil, a Anvisa decidiu manter seu uso, depois de monitorar a substância durante um ano. Nesse período, a agência estabeleceu um controle mais rígido sobre a venda, além de medidas de segurança, que vão permanecer por mais dois anos.
 
Agora, os profissionais de saúde são obrigados a notificar qualquer efeito adverso relacionado ao produto, e a validade das receitas é de até 30 dias. Tire suas dúvidas sobre o medicamento.
 
O que é a sibutramina?
É uma substância aplicada no tratamento de obesidade, vendida mediante prescrição médica. Criada inicialmente como antidepressivo, a sibutramina age no sistema nervoso central, especialmente sobre dois neurotransmissores, a serotonina e a noradrenalina. Ela provoca no paciente a sensação de saciedade e o controle da fome. A pessoa come menos, mas perder a fome.

Para quem este medicamento é recomendado?
De acordo com endocrinologista Walmir Coutinho, professor de endocrinologia da Pontifícia Universidade Católica (PUC), no Rio de Janeiro, e presidente da Associação Internacional para o Estudo da Obesidade (Iaso, na sigla em inglês), a sibutramina deve ser utilizada por pacientes com grau de obesidade grau 1 (quando o Índice de Massa Corpórea, IMC, está entre 30 e 34,9), grau 2 (quando o IMC, está entre 35 e 39,9) e grau 3 (quando o IMC está acima de 40).
 
A sibutramina provoca efeitos colaterais?
Sim. Segundo a endocrinologista Marcia Nery, do Hospital das Clínicas, em São Paulo, por ser um “parente distante dos remédios antidepressivos”, que agem em diversos locais do sistema nervoso central, é possível que ocorram efeitos colaterais.
 
Quais são os efeitos colaterais?
Aumento da pressão arterial, elevação da frequência cardíaca, dores de cabeça, boca seca, insônia e prisão de ventre.
 
Existe alguma contraindicação para utilizar remédios com esta substância?
Sim. Pessoas que sofrem de alguma cardiopatia (doença no coração) ou descontrole na pressão arterial. “No caso delas, o melhor a se fazer é uma dieta balanceada e atividade física, apenas”, explica Márcia.
 
Se a pressão aumentar enquanto houver o consumo de sibutramina, é possível tomar um remédio para hipertensão e manter o tratamento com a droga emagrecedora?
O especialista Walmir Coutinho diz que o critério médico deve ser levado em conta nesta decisão. "Se a pessoa tiver pressão alta, mas ela estiver controlada, poderá consumir medicamentos com a substância", explica.
 
A pessoa que já tomou o remédio alguma vez, parou e agora quer voltar ao tratamento pode utilizar normalmente a substância?
Sim, de acordo com a especialista. No entanto, os efeitos podem não ser os mesmos do primeiro período de tratamento. “Não é todo mundo que responde ao remédio de forma igual. Se não ocorrer emagrecimento, é melhor suspender a sibutramina", disse Márcia.
 
Quem parar de usar a sibutramina pode engordar o dobro do peso que perdeu?
Não. Segundo o endocrinologista Walmir Coutinho, qualquer tratamento feito para emagrecer, quando é interrompido, pode proporcionar o ganho de peso. “A questão de engordar o dobro que emagreceu pode ocorrer quando há interrupção do tratamento de fórmulas com hormônios de tireoide. Tal fenômeno é chamado de 'efeito rebote'."
 
Fonte G1

Itália confirma mais dois casos de coronavírus

Pacientes tiveram contato com um homem que já tinha sido infectado. Sobe para três o número de infectados por vírus que vem do Oriente Médio
 
O ministério da saúde da Itália registrou neste sábado (1º) dois novos casos de coronavírus, similar ao SARS. As vítimas tiveram contato com um homem já acometido pela doença, recém-chegado da Jordânia, que tinha sido o primeiro caso confirmado na Itália.
 
O ministério disse ter sido informado pela região da Toscana que as vítimas são uma "menina de dois anos, da família do homem doente, e um de seus colegas de trabalho".
 
De acordo com as autoridades sanitárias italianas, eles "contraíram uma forma clínica de infecção respiratória que não parece grave até o momento" mas foram colocados em "observação sanitária pois tiveram contato direto com o primeiro caso de contaminação pelo coronavírus MERS".
 
O primeiro caso de coronavírus MERS foi anunciado na última sexta-feira pelo ministro, que ressaltou que o paciente, hospitalizado com uma forte febre, tosse e problemas respiratórios está "isolado" e seu estado é "bom".
 
O homem, um estrangeiro de nacionalidade não informada, reside na Itália. Ele passou 40 dias na Jordânia com um de seus filhos, que estava com um tipo de gripe não explicado.
 
De acordo com um boletim lançado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) na última sexta-feira, os países do Oriente Médio são os mais atingidos pelo vírus conhecido como MERS CoV (Síndrome Coronavírus Respiratória do Oriente Médio, em inglês). Na Arábia Saudita foram registradas 25 do total de 30 mortes em todo o mundo.
 
Segundo a OMS, a primeira morte provocada pelo vírus foi em junho de 2012 em território saudita.
 
Outros casos foram registrados no Catar, na Jordânia, na Tunísia e nos Emirados Árabes. Fora do Oriente, também houve casos na Alemanha, Grã-Bretanha e França, onde um paciente morreu no último 28 de maio.
 
Há dez anos a pandemia de SARS, vinda da China, foi responsável pela morte de mais de 800 pessoas e causou uma onda de pânico internacional.
 
Similar ao SARS, o novo vírus se difere especialmente porque provoca uma rápida insuficiência renal.
 
Fonte G1

Fome, nervosismo, atividade física e frio podem causar tremores no corpo

O tremor pode ser também sinal de doença,
como mal de Parkinson
Porém, o tremor pode ser também sinal de doença, como mal de Parkinson. É importante, portanto, observar os sinais de alerta do corpo no dia a dia.
 
Tremer de frio, durante ou após uma atividade física, quando está nervoso ou quando está com fome é normal. Porém, o tremor no corpo pode estar associado a problemas maiores, como o mal de Parkinson e, por isso, é bom observar os sinais que o corpo dá no dia a dia.
 
Segundo a pediatra Ana Escobar, no caso do exercício físico, por exemplo, o tremor acontece quando o músculo está em estado de fadiga e isso indica que é hora de parar. Nessa situação, o tremor acontece por causa da contração muscular e também por que a adrenalina é estimulada, o que pode aumentar mais as descargas elétricas no cérebro.
 
Essas descargas são responsáveis pela comunicação entre as células do cérebro e, em caso de doença, elas se descontrolam, causando tremores - problema que é comum em cerca de 5% da população após os 40 anos de idade, como explicou o neurologista e especialista em distúrbios do movimento Francisco Cardoso. De acordo com o médico, esses tremores não indicam necessariamente uma degeneração do cérebro e, se não incomodarem o paciente, não trazem problemas. Porém, se atrapalharem muito a qualidade de vida, é indicado procurar um médico porque existem tratamentos eficazes para o problema.

Bem Estar - Infográfico sobre tremor e tique (Foto: Arte/G1)
 
O frio também faz o corpo tremer e, como explicou a pediatra Ana Escobar, isso acontece pelo mesmo motivo da atividade física - os músculos se contraem para obter calor. Em caso de fome ou nervosismo, há também o estímulo das descargas elétricas no cérebro, o que causa o tremor.
 
No entanto, algumas situações do dia a dia podem indicar se o tremor é algo normal ou não. Por exemplo, se a pessoa tiver dificuldade para abotoar uma camisa, colocar uma linha na agulha, segurar um copo com bebida ou até mesmo a comida no talher, esses são sinais de alerta. Foi o que aconteceu com a dona de casa Maria do Carmo, que não conseguia pentear o cabelo, vestir uma roupa e colocar os sapatos. Além disso, ela caía na rua e não tinha nenhum equilíbrio.
 
Diagnosticada com mal de Parkinson, uma degeneração de áreas do cérebro, ela começou a fazer fisioterapia, aulas de dança e teve uma melhora significativa no seu dia a dia.
 
Geralmente, os pacientes com essa doença têm, além da tremedeira mesmo em repouso, rigidez no corpo, lentidão nos movimentos, dificuldade de memória e, por isso, até desenvolvem uma tendência a depressão. Porém, existem exercícios e atividades, como a dança, que evitam que o Parkinson evolua e trazem de volta a qualidade de vida dessas pessoas.
 
De acordo com o neurologista Francisco Cardoso, o risco da doença aumenta 10 vezes após os 65 anos - cerca de 1,5% da população acima dessa idade terá Parkinson, mas isso não significa que a doença seja exclusivamente dos idosos. Cerca de 5% dos pacientes desenvolveram o problema antes dos 50 anos e, em casos raros, na infância ou adolescência.
 
Como medida de prevenção, o médico explicou que estudos mostram que tomar 2 xícaras de café por dia pode reduzir o risco.
 
O tratamento é feito com medicamentos, que podem controlar os sintomas e, em alguns casos, é utilizado até mesmo um marcapasso artificial no cérebro.
 
Fonte Bem Estar

Nova vacina contra malária reduz 72% das infecções, diz estudo

Uma das espécies do 'Anopheles', que ataca as populações indianas e paquistanesas. (Foto: Hugh Sturrock / Wellcome Images)
Uma das espécies do mosquito transmissor 'Anopheles',
que ataca populações da Índia e do Paquistão
Cientistas fizeram testes clínicos no Japão e em Uganda, de 2010 a 2011. Dose inclui proteína do parasita 'Plasmodium' geneticamente modificada.
 
Uma equipe de pesquisadores japoneses desenvolveu uma vacina contra malária que pode diminuir até 72% o número de pessoas infectadas. O estudo foi feito entre 2010 e 2011 com adultos no Japão e pessoas de 6 a 20 anos que vivem em Uganda, na África, onde a doença é endêmica. Os resultados foram publicados esta semana na revista científica americana "PLOS One".
 
Os autores, da Universidade de Osaka, criaram uma vacina em pó seco, chamada BK-SE36, por meio da alteração genética de uma proteína encontrada no parasita do gênero Plasmodium, que causa a malária – a transmissão ao ser humano ocorre pela fêmea do mosquito Anopheles. Essa proteína foi, então, misturada a um gel de hidróxido de alumínio.
 
"Os efeitos da vacina são melhores que os obtidos até agora com qualquer outra vacina antimalária", informaram os cientistas em comunicado. Segundo o texto, espera-se que a BK-SE36 reduza consideravelmente o número de mortes provocadas pela doença em todo o mundo, principalmente na África.
 
De acordo com os pesquisadores, nenhum dos testes apontou problemas de segurança. O professor Toshihiro Horii, responsável pelo estudo, disse à agência de notícias japonesa Jiji Press que deseja que a BK-SE36 possa estar em atividade "cinco após após a realização de testes clínicos em crianças de 0 a 5 anos, que representam a maior parte das mortes por malária".
 
A cada ano, a doença mata 650 mil pessoas, a maioria crianças africanas com menos de 5 anos de idade, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Embora atualmente existam alguns medicamentos preventivos, os cientistas afirmam que a resistência a esses remédios está crescendo.
 
Fonte G1