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sábado, 30 de novembro de 2013

7 alimentos que prolongam a vida

A fórmula da juventude pode ser servida à mesa. Com benefícios comprovados, estes poderosos nutrientes vão ajudá-la a melhorar a saúde e redobrar a disposição e o bem-estar. Bom apetite!
 
1. Tomate fortalece a memória
Já se sabe que ele é rico em licopeno, antioxidante que previne o câncer e impede a formação do mau colesterol. Mas um estudo recente, da Universidade de Kentucky, nos Estados Unidos, comprovou que o tomate também é fonte de ácido ferúlico, que preserva os neurônios da degeneração provocada pelo stress oxidativo, protegendo contra os males de Alzheimer, de Parkinson e a demência senil.
 
"Duas unidades por dia são suficientes para retardar o aparecimento dessas doenças em quem apresenta predisposição genética a elas", diz o endocrinologista Wilmar Accursio, presidente da Sociedade Brasileira de Antienvelhecimento. Como o fruto é um dos alimentos que mais retêm agrotóxicos em sua casca, prefira os orgânicos.
 
2. Alho aumenta a imunidade
Rico em componentes que ativam o sistema imunológico e combatem vírus, bactérias e fungos que causam infecções, o alho pode agir como coadjuvante no tratamento de resfriados, gripes e aftas, por exemplo. "Além disso, graças aos compostos fitoquímicos (alicina e ajoeno), o alimento ajuda a baixar os níveis de açúcar no sangue e tem ação antioxidante importante no controle do câncer", afirma o endocrinologista Filippo Pedrinola, de São Paulo.
 
Seus compostos ainda inibem a produção do mau colesterol e impedem a arteriosclerose - o espessamento da parede das artérias causado pelo depósito de gorduras. Para colher os benefícios, o médico sugere a ingestão diária de 600 a 900 miligramas de alho cru amassado (um dente grande ou dois pequenos).
 
3. Frutas vermelhas protegem contra o câncer
Amora, framboesa e morango contêm ácido elágico, que evita o envelhecimento precoce das células e a formação de tumores, segundo pesquisa da Universidade de Brasília publicada em 2006. Além disso, essas frutas têm flavonóides, com propriedades antiinflamatórias, antialérgicas e anticancerígenas.
 
Nesse grupo, Jocelem Salgado, presidente da Sociedade Brasileira de Alimentos Funcionais, destaca o mirtilo, que ajuda a reverter o declínio das funções cerebrais e previne cataratas e glaucoma. A nutricionista Vanderlí Marchiori, de São Paulo, sugere o consumo diário de duas taças com um mix de frutas vermelhas (de preferência, orgânicas), um copo de suco (vale usar frutas congeladas) ou duas xícaras de chá feito com as folhas.
 
4. Castanha do Pará retarda o envelhecimento
Ela é fonte de vitamina E e selênio, que colaboram para frear a produção de radicais livres, desacelerar o envelhecimento e reduzir o risco de doenças do coração. O mineral, ingerido em doses recomendadas (entre 55 e 70 gramas por dia), evita a propagação do câncer, atua no equilíbrio do hormônio da glândula tireóide e fortalece a imunidade.
 
Um estudo conduzido por pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e professores da Universidade Federal do Acre comprovou a eficácia da castanha e de alimentos enriquecidos com farinha de castanha-do-pará na recuperação de crianças desnutridas na Amazônia. "Uma unidade por dia é capaz de suprir as necessidades diárias de selênio", diz Vanderlí Marchiori.
 
5. Maçã acalma o organismo
O que não faltam são razões para consumir a fruta, de preferência com casca e tudo. Uma unidade contém 85% de água em sua composição e 5 gramas de fibras solúveis e insolúveis, o que significa entre 15 e 20% da dose diária indicada para que o organismo funcione bem.
 
Mas o poder maior da fruta está na quercitina, fitonutriente que reduz os riscos de desenvolver doenças cerebrovasculares e câncer no estômago, fígado e pulmão, principalmente. Cientistas do Núcleo de Pesquisa em Alimentos Funcionais da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul descobriram ainda que as pessoas que comem pelo menos cinco maçãs por semana respiram e dormem melhor e apresentam menos probabilidade de ter problemas na garganta.
 
6. Linhaça controla a oscilação hormonal
O alimento é extremamente rico em ácidos graxos ômega 3, baixa o colesterol ruim e a taxa de triglicérides. Estudos recentes atribuem à linhaça propriedades que ajudam a controlar os hormônios. Ela amenizaria os efeitos da TPM e os fogachos da menopausa.
 
"Além disso, a semente é um alimento biogênico, ou seja, é capaz de guardar informações genéticas para a formação de novos seres e, portanto, também funciona como um revitalizante poderoso das funções físicas e mentais", diz a química Conceição Trucom, autora do livro A Importância da Linhaça na Saúde (editora Alaúde). Ela recomenda ingerir uma colher de sopa da semente por dia, polvilhada sobre saladas ou iogurtes ou misturada a pães e bolos.

7. Iogurte previne doenças
O valor desse alimento está nos 6 milhões de bactérias probióticas por mililitro. "Além de equilibrar a flora intestinal, elas auxiliam no trabalho de absorção dos nutrientes", diz a endocrinologista Alessandra Rascovski, de São Paulo.
 
No livro A Dieta Perricone - Aprenda a Perder Peso e Cuidar da Pele e da Saúde ao Mesmo Tempo (editora Campus), o dermatologista americano destaca que o consumo regular de alimentos probióticos previne infecções causadas por fungos, melhora a imunidade, controla o colesterol e reduz o risco de câncer. Um copo de iogurte por dia já traz todos esses benefícios desde que não tenha corantes, conservantes, espessantes nem adição de açúcar - tudo isso pode atrapalhar a sobrevivência das bactérias no organismo.
 
Planeta Sustentável

Pesquisa mostra desinformação e preconceito entre jovens de 18 a 29 anos

Brasília - Pouco mais de quatro em cada dez jovens entre 18 e 29 anos concordam, total ou parcialmente, com a ideia de que mulheres que se vestem de forma insinuante não podem reclamar se sofrerem violência sexual e pouco mais de 10% são indiferentes a esse tipo de violência.
 
É o que mostra a pesquisa Atitude e Tolerância: o Que os Jovens Pensam sobre Sexualidade, encomendada pela Caixa Seguros, aprovada pelo Comitê de Ética da Faculdade de Medicina da Universidade de Brasília e feita com o acompanhamento da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e do Departamento de Doenças Sexualmente Transmissíveis e Aids (DST/Aids) e Hepatites Virais do Ministério da Saúde. Os resultados mostram alto grau de desinformação, preconceito de gênero e contra homossexuais.
 
Para o coordenador da pesquisa, Miguel Fontes, que é doutor em saúde pública, o machismo ainda está muito presente entre os jovens, “principalmente os homens”. Pouco mais de 9% dos entrevistados concordam ou são indiferentes ao fato de um homem agredir uma mulher porque ela não quis fazer sexo e pouco mais de 11% têm a mesma opinião com relação a homens que batem na parceira que o traiu.
 
Para a socióloga do Centro Feminista de Estudos e Assessoria (Cfemea) Jolúzia Batista, essa geração de jovens sofreu um avanço conservador nos últimos anos. Na sua opinião, uma educação não sexista nas escolas é fundamental para mudar esse cenário. “Nós vemos que hoje a violência surge como uma forma de colocar a mulher nos trilhos, de corrigi-la. É preciso investir em educação para mudar isso“, defende.
 
Para a pesquisa foram entrevistados 1.208 jovens entre 18 e 29 anos em 15 estados e no Distrito Federal, sendo 55% mulheres. Os critérios da coleta de dados, feita em 2012, são semelhantes aos adotados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. O trabalho foi concebido e analisado pela John Snow Brasil Consultoria, e a coleta de dados foi feita pela Opinião Consultoria.
 
Entre os jovens entrevistados, apenas 30% estudam e 56% já foram reprovados no colégio. Mais da metade são católicos e quase um terço, evangélicos. De cada dez, seis acessam a internet com frequência e cinco navegam pelo menos duas horas por dia.  A maioria perdeu a virgindade entre os 14 e os 18 anos, 10% ainda não tiveram relação sexual, 95% se declararam heterossexuais, 3% disseram ser bissexuais e os 2% restantes, homossexuais.

Agência Brasil

Maioria dos jovens acha que educação sexual não deve ser ensinada apenas em casa

Brasília - Levantamento feito pela Caixa Seguros mostra que 75% dos jovens acreditam que a educação sexual não deve ser ensinada somente em casa e 70% deles acham que essa formação está associada ao estímulo para o início da vida sexual.

“A conversa com os pais é fundamental, ela faz com que o jovem se sinta muito mais à vontade para absorver e trabalhar as informações e as diferenças. Além disso, a pesquisa mostra que ter o professor como referência contribui para um jovem com maior nível de educação sexual”, defendeu Miguel Fontes, doutor em saúde pública e coordenador da pesquisa.
 
Sobre a diversidade de orientação sexual, a pesquisa Atitude e Tolerância: o Que os Jovens Pensam sobre Sexualidade mostrou que 11% dos entrevistados não teriam amigos gays ou amigas lésbicas. Quando perguntados se ficariam incomodados por terem um professor homossexual, 9% se incomodariam, e quando a pergunta é sobre um irmão ou irmã, o número salta para 22%. “Eles não têm tanto preconceito quando é fora de casa. Se perguntar se você tem um amigo gay, eles são mais abertos a isso, um professor, um pouco menos, mas quando pergunta sobre a família, um irmão, a intolerância aumenta consideravelmente”, avalia Fontes.
 
Outro dado da pesquisa mostra que entre os jovens consultados, 38% aprovam a adoção de crianças por casais homossexuais.
 
O levantamento também revelou que a religiosidade não ajuda os jovens a serem mais tolerantes em termos de sexualidade. Pelo contrário, o fato de participar de grupo religioso e ter a Igreja como principal fonte de educação sexual reforça tabus.
 
O levantamento mostra ainda que os homens e as mulheres de 18 a 29 anos são mais educados sexualmente quando têm um professor como principal fonte de informação, quando não participam de grupos religiosos, quando têm um bom diálogo com os pais e quando não têm a Igreja como primeira fonte de informações sobre educação sexual.
 
“A visão contemporânea de educação sexual daqueles que não têm muitos preconceitos, tabus, os que aceitam as diferenças, os que reconhecem a importância da educação sexual em todas as etapas da vida, não só na escola, contribui para a saúde pública”, conclui Fontes.
 
Para o levantamento, feito em 2012, foram entrevistados 1.208 jovens entre 18 e 29 anos em 15 estados e no Distrito Federal, sendo 55% mulheres. Os critérios de coleta de dados são semelhantes aos adotados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. O trabalho foi concebido e analisado pela John Snow Brasil Consultoria, e a coleta de dados foi feita pela Opinião Consultoria.
 
Agência Brasil

Mais Médicos atenderá toda a Amazônia e o Semiárido até o fim de dezembro

São Paulo - O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, informou ontem (29), que o Programa Mais Médicos chegará a todos os municípios da Amazônia Legal e do Semiárido nordestino que fizeram a solicitação de profissionais até o último dia do ano.
 
De acordo com o ministro, a expectativa é que todos os municípios tenham recebido os 13 mil médicos previstos pelo programa até março do próximo ano. Até o final de dezembro, mais de 6,6 mil médicos atuarão no país. “Teremos a oferta de médicos brasileiros que se formam no final deste ano”, disse ele. As inscrições para a terceira etapa do Mais Médicos foram abertas na quinta-feira (28).
 
Sobre o levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgado ontem (29), que identificou uma desigualdade regional acentuada na distribuição de médicos pelo país, Padilha disse que apesar de a média de profissionais do Sudeste ter ficado dentro da ideal, isso não se traduz em distribuição igualitária de médicos entre as comunidades. O Ministério da Saúde recomenda a proporção de 2,5 médicos por mil habitantes e apenas o Sudeste atingiu essa meta, com 2,61.
 
“São Paulo tem grande número de pessoas concentradas na periferia das metrópoles”, disse ele. Isso explica o fato de São Paulo ter sido o estado que mais recebeu médicos na segunda etapa do programa. “O estado de São Paulo foi o que mais pediu médicos, foram 2,5 mil”, completou Padilha.
 
Agência Brasil

Balões vermelhos lembram em São Paulo importância da prevenção contra o vírus HIV

São Paulo – Quatro mil balões vermelhos coloriram ontem (29) o céu paulistano, no bairro Cerqueira César, para lembrar a importância da prevenção de situações de risco de contrair o vírus HIV. A atividade, promovida pelo Instituto de Infectologia Emílio Ribas, marca o Dia Mundial de Luta contra a Aids, que será domingo (1º). Dados divulgados nesta sexta-feira pelo governo estadual mostram queda no número de mortes por aids em São Paulo no ano passado. Em 2011, foram 3.006 mortes, com taxa de 7,2 por 100 mil habitantes, e, no ano passado, 2.767 mortes, com taxa de 6,6 por 100 mil.
 
“Esta não é mais uma data só reflexiva, é também para comemoração. Hoje, entendemos mais a doença e temos uma proposta clara de erradicação da transmissão de mãe para filho, que é uma meta mundial”, disse o secretário de Saúde de São Paulo, David Uip. A  programação inclui também palestras e atividades culturais feitas por adolescentes que são pacientes do Emílio Ribas. Na noite de segunda-feira (2), os jovens farão uma apresentação teatral.
 
Os números da Fundação Estadual de Análise de Dados (Fundação Seade) mostram ainda que, apesar da expansão da doença entre as mulheres, a taxa de mortalidade pelo vírus HIV permanece com proporção pelo menos duas vezes maior entre os homens. Entre pacientes do sexo masculino, foram 9,1 mil mortes por 100 mil habitantes no ano passado; entre as mulheres, 4,2 mortes.
 
Durante a palestra que antecedeu a soltura dos balões, também foram apresentados dados municipais referentes à aids. De acordo com a representante do Programa Municipal de DST/Aids, Zarifa Khoury, existem atualmente na capital 84 mil notificações da doença – somente em 2012, surgiram 2.202 casos, dos quais 607 em mulheres. “Nós temos três casos de homem para um de mulher. Voltou a história da epidemia concentrada em HSH [homens que fazem sexo com homens]. Antes estávamos com a proporção de 2 para 1”, destacou Zarifa.
 
O diretor do Instituto Emílio Ribas, Luiz Carlos Pereira Junior, lembrou que a data concentra esforços para multiplicar informações sobre a doença, mas que as ações estão disponíveis durante todo o ano. “Esse dia abre espaço para que se fale sobre esse tema e ainda existe muito preconceito atrás do diagnóstico do HIV”, declarou. Ele destacou ainda a importância do diagnóstico precoce para a diminuição da mortalidade. “Quanto mais precoce [o diagnóstico], menos doente a pessoa está e temos mais chance de reverter o quadro de queda da imunidade.”
 
Pereira identifica entre os desafios futuros trazidos pela doença a necessidade de capacitação de profissionais e estruturação da rede para que saibam lidar com as comorbidades (doenças associadas) de pacientes que envelheceram com a aids. “É uma doença crônica, e a população sob controle vai envelhecendo e trazendo desafios que são próprios da terceira idade”, disse ele. Ele exemplificou com os casos em que os soropositivos tenham predisposição genética para o diabetes. “Alterações cardiovasculares, renais e hepáticas têm que ser incluídas na rotina de assistência dos programas”, reforçou.
 
Também durante a palestra, um grupo de manifestantes do Fórum Popular da Saúde de São Paulo abriu uma faixa para reivindicar da Secretaria da Saúde a manutenção do Posto de Atendimento Médico (PAM) Lapa em funcionamento.
 
“Os trabalhadores da unidade receberam a informação de que o posto seria fechado para abrigar, após uma reforma, um centro de referência do idoso”, disse a estudante Priscila Rabelo, integrante do fórum. Para Priscila, embora seja importante o trabalho com os idosos, não se deve abrir mão de um serviço que atende a toda a comunidade com médicos especializados.
 
Segundo Uip, o PAM Lapa não será fechado. “Não vamos fechar nada. Temos de reformar a unidade. Reformá-la com um serviço de saúde dentro seria um grande desafio”, ressaltou o secretário. O fechamento da unidade está previsto para o início do próximo ano. Enquanto isso, profissionais e pacientes serão remanejados para outros postos com serviços similares, informou a secretaria.
 
Agência Brasil