Aplicativos, carreira, concursos, downloads, enfermagem, farmácia hospitalar, farmácia pública, história, humor, legislação, logística, medicina, novos medicamentos, novas tecnologias na área da saúde e muito mais!



sexta-feira, 4 de abril de 2014

ONU reconhece risco de câncer de tireóide entre crianças por Fukushima

Foto: Reprodução
Usina de Fukushima
Um novo estudo da ONU, apresentado nesta quarta-feira em Viena, na Áustria, aponta que é improvável que as taxas de câncer no Japão aumentem após o acidente nuclear de Fukushima em 2011, embora reconheça a possibilidade de um aumento do risco de câncer de tireóide entre as crianças mais expostas à radiação.
 
"Como cientista e como pessoa, diria que o risco é baixo. Sigam com suas vidas e não tenham medo", declarou o diretor do relatório, Wolfgang Weiss, ao ser questionado sobre a mensagem que este relatório pretende transmitir aos afetados pelo desastre.
 
O estúdio do Comitê Cientista da ONU sobre os Efeitos das Radiações Nucleares (UNSCEAR) destaca que não haverá mudanças "significativas" nas taxas de câncer, em doenças hereditárias e em nascimentos com más-formações causados pelo acidente nuclear de março de 2011, o mais grave dos últimos anos. Neste sentido, o presidente da UNSCEAR, o sueco Carl-Magnus Larsson, calcula um aumento de 0,1% entre a população que teve contato com as maiores níveis de radiação.
 
"Com base nesta avaliação, o Comitê não espera mudanças significativas nas futuras estatísticas de câncer que possam ser atribuídas à exposição da radiação do acidente", acrescentou o especialista no relatório. No entanto, segundo Weiss, isso não significa que não vá haver tumores relacionados com a radiação, mas sim que seu número será tão baixo que não será possível diferenciá-lo dentro das variações normais nas estatísticas.
 
Em relação à "teórica" possibilidade de um aumento do câncer de tireóide entre crianças, o analista alemão insistiu que não se pode excluir o risco e nem citar números concretos entre os menores que poderiam ser afetados. "Este é o nosso dilema. Não posso dizer mais, já que a ciência só chega até aqui", explicou Weiss durante a apresentação do relatório, que, por sua vez, assinala que menos de mil crianças receberam dose perigosas (de entre 100 e 150 miliGray) e que "poderia esperar um aumento do risco de câncer de tireóide dentro desse grupo".
 
Em função desse dado, Larsson assinalou hoje - via videoconferência a partir da Austrália - que, "em teoria", pode haver um "aumento do câncer de tireóide entre as crianças mais expostos" à radiação. Em todo caso, o relatório lembra que o câncer de tireóide é incomum entre menores e que "seu risco normalmente é muito baixo".
 
A UNSCEAR baseia suas conclusões na análise das exposições estimadas à radiação e segundo os atuais conhecimentos científicos. Além disso, o relatório destaca que a rápida evacuação da população local após a catástrofe, desencadeada por um terremoto e um posterior tsunami, conseguiu minimizar significativamente o impacto.
 
"As pessoas estão preocupadas - e com razão - pelo impacto em sua saúde e na saúde de seus filhos", reconheceu Larsson no relatório. Durante a apresentação, o especialista sueco acrescentou que o risco nunca pode ser excluído, mas que um possível aumento dos casos não será "perceptível". Em relação ao meio ambiente, o estudo da UNSCEAR indica que o impacto a longo prazo é "insignificante" para o ecossistema marinho da zona litoral próxima à usina nuclear.
 
Em novembro passado, as análises médicas detectaram 26 casos de menores com câncer de tireóide em Fukushima, enquanto outros 32 menores apresentaram sintomas desta doença. No entanto, os médicos japoneses apontam que ainda é cedo para saber se estes casos estão relacionados com o acidente nuclear de 2011.
 
Após o acidente nuclear de Chernobyl (Ucrânia) em 1986, o pior da história, cerca de 6 mil casos de câncer de tireóide foram confirmados em menores, mesmo que quatro ou cinco anos depois da catástrofe, fato que foi atribuído em sua maioria ao consumo de leite contaminado. Ao contrário do que ocorreu na antiga União Soviética, as restrições impostas em 2011 ao consumo de certos alimentos por parte das autoridades japonesas também teria contido o impacto do câncer de tireóide entre menores, apontaram os especialistas.
 
EFE / R7

Crianças de até 5 anos deverão ser vacinadas contra gripe

Foto: Reprodução
O Ministério da Saúde ampliou para cinco anos a faixa etária de crianças que deverão ser vacinadas contra o vírus da gripe
 
Até o ano passado, apenas as crianças de seis meses até dois anos eram imunizadas na campanha nacional.
 
Neste ano, a idade inicial foi mantida, mas a idade máxima foi ampliada para evitar complicações e mortes por gripe nessa faixa etária.

A novidade foi anunciada nesta quarta-feira, 2, pelo ministro da Saúde Arthur Chioro, durante lançamento da campanha nacional de vacinação, que será realizada no período de 22 de abril a 9 de maio.
 
A meta da pasta é imunizar 49,6 milhões de pessoas em todo o País, o equivalente a 80% do público-alvo. Além das crianças, deverão se vacinar idosos a partir dos 60 anos, mulheres que tiveram filhos há menos de 45 dias, pacientes com doenças crônicas, indígenas, trabalhadores de saúde, detentos e funcionários do sistema prisional.
 
Estadão

Gripe mal tratada pode evoluir para doenças graves

Thinkstock
Escolha da medicação é importante para o controle da gripe
Uso indiscriminado de remédios pode “abrir portas” para infecções perigosas
 
Bom dia! Você acordou com aquele mal-estar de gripe ou resfriado? O quadro pode parecer simples e corriqueiro, mas, você sabia que se não tratado corretamente, pode evoluir para doenças graves?
 
Antes de usar qualquer analgésico, o otorrinolaringologista Levon Mekhitarian Neto, avisa que a escolha adequada da medicação é importante para o controle da gripe.
 
— O uso indiscriminado de remédios pode potencializar os sintomas, mascarar a doença ou ainda interagir com outras medicações já em utilização pelo paciente.
 
De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de duas mil pessoas morrem ao ano em consequência de complicações causadas pela gripe sazonal no Brasil. Esse número pode ser ainda maior, uma vez que a notificação dos casos não acontece como a frequência que deveria.

O especialista explica que, a depender do tempo de evolução da gripe, a pessoa pode estar ‘tratando’, na realidade, uma complicação mais séria como otite, sinusite aguda, laringite e até mesmo uma pneumonia. As pessoas se preocupam com as doenças decorrentes da gripe, sem saber que a causa foi justamente a falta de tratamento adequado.
 
— Os sintomas são muito parecidos nas patologias que envolvem infecções respiratórias.
 
Gripe em idosos e crianças
No idoso, que tem a defesa do organismo mais debilitada, e na criança, com o sistema de defesa ainda em formação, os casos de gripe podem ser fatais.
 
— Os medicamentos homeopáticos são muito recomendados para esses casos, pois são auxiliares também na prevenção de quadros repetidos de infecção das vias aéreas superiores e no tratamento dos estados gripais.
 
Esse tipo de remédio, segundo o especialista, também não interage com outras medicações e não apresenta efeitos colaterais adversos, podendo ser utilizados mesmo em crianças pequenas.

R7

Zona oeste de São Paulo vive surto de dengue

Getty Images
De acordo com a Secretaria Municipal da Saúde, os tipos de
 habitação nos bairros favorecem os criadouros do mosquito
 aedes aegypti
Jaguaré é bairro com maior número de casos na região
 
Após bater o recorde histórico de número de casos no País e no Estado de São Paulo em 2013, a dengue agora preocupa moradores da zona oeste da capital paulista. Segundo dados da Secretaria Municipal da Saúde, o bairro do Jaguaré já vive um surto da doença, com 169 casos em apenas três meses. Lapa é o segundo distrito da cidade com a maior incidência da doença: 98 casos desde o início de 2014. Nos dois distritos, o número de casos registrados nos três primeiros meses do ano já supera a soma de todos os registros de dengue notificados nesses locais nos últimos quatro anos.

De acordo com a Secretaria Municipal da Saúde, os tipos de habitação nos dois bairros favorecem os criadouros do mosquito aedes aegypti. “Na Lapa, há muitas casas com jardins e piscina.
 
"Vemos moradores que ainda mantêm pratos de vasos de plantas. No Jaguaré, que tem moradias mais simples, há pessoas que acumulam água em tonéis, deixam caixas d’água destampadas"”, diz Vivian Ailt Cardoso, porta-voz da secretaria.
 
Moradora de um prédio da Lapa, a advogada Mariana Graziela Saloppa, de 33 anos, foi uma das vítimas da doença. “Comecei com uma dor abdominal, depois uma dor muito forte no corpo, mas nunca imaginei que fosse dengue.” Mariana disse ter passado quatro vezes pelo médico até ter o diagnóstico correto.
 
— “Me diziam que era virose”, conta. “Deveria haver uma campanha alertando os moradores sobre o risco maior da doença.”

A Prefeitura afirma que já fez visitas em moradias dos dois bairros para eliminar criadouros do Aedes. Afirmou ainda que, para matar os mosquitos adultos, fez aplicação de inseticida no Jaguaré e programou para a semana que vem a mesma medida para as ruas da Lapa. Apesar da alta na zona oeste, o número de casos registrados até agora na cidade é inferior ao do mesmo período de 2013 (751 contra 1,1 mil).

Recorde
Em 2013, a incidência da dengue bateu recorde em todo o País. Foram 731,5 casos por 100 mil habitantes. As autoridades consideram surto quando são registrados 300 casos por 100 mil habitantes.
 
O recorde anterior no País havia ocorrido em 2010, quando o mesmo índice chegou a 530,3. A marca se repetiu no Estado de São Paulo, onde foram notificados 479,6 casos por 100 mil habitantes, contra 458,9 em 2010.

Segundo o Ministério da Saúde, a disseminação do vírus tipo 4 da dengue foi o principal responsável pelos altos índices da doença. “Esse tipo começou a ser identificado em 2011, mas foi no ano passado que ele se espalhou. Como a maioria das pessoas nunca havia tido contato, houve esse aumento”, diz Jarbas Barbosa, secretário de Vigilância em Saúde.
 
Barbosa afirma que, embora os números tenham sido recordes, o índice de mortalidade foi inferior ao de 2010, pior ano até então. Foram 595 mortes em 2013, contra 656 três anos antes.
 
R7

Conselho de Farmácia dá curso com dicas de como tomar remédio da forma correta em SP

Adicionar legenda
O evento acontece entre a sexta-feira (4) e sábado (5) na avenida Paulista
 
Interessados em aprender sobre o uso de medicamentos, efeitos colaterais e dosagens poderão se inscrever e participar do evento 2º Saúde do Idoso Saúde Brasil”, em que farmacêuticos do CRF-SP (Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo) irão dar orientações. O evento será realizado no Club Homs da avenida Paulista nesta sexta-feira (4) e sábado (5) das 9h às 16h e será gratuito.
 
Para a assessora técnica do CRF-SP, Amouni Mourad, serão esclarecidas situações comuns vividas pelos idosos que fazem uso de medicamentos. Um dos exemplos é o de anti-hipertensivos que, se tomados à noite, podem ter seu efeito reduzido.
 
— Tomar medicamento na hora errada pode diminuir sua eficácia, os antidepressivos, por exemplo, são mais eficazes no período da manhã, já que é nesse período que a pressão costuma ser mais alta.
 
O Saúde do Idoso Saúde Brasil é um evento aberto ao público destinado a promover e multiplicar orientações em saúde nesta faixa etária. Além da população, profissionais de saúde como médicos, farmacêuticos e enfermeiros também participam recebendo instruções de como atender este público.
 
Serviço:
Local: Club Holms, av. Paulista, 735, Bela Vista, SP
Data: 4 e 5 de abril
Horário: 9h às 16h 
 
R7