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quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Projeto de Lei: Em pauta, controle de qualidade e prazo de fabricação de remédios

Texto quer garantir qualidade dos medicamentos fabricados, e já monitorados, no Brasil. Outro PL quer imprimir nas embalagens prazo para descontinuidade de medicamentos

Tramita na Câmara um projeto de lei (PL 6763/13) que define normas para garantir a qualidade dos medicamentos comercializados no País. Pelo texto, os remédios só poderão ser vendidos se atenderem boas práticas de fabricação, que sejam comprovadas e certificadas pela autoridade sanitária federal.

Desde 2009, com a publicação da Lei 11.903, que criou o Sistema Nacional de Controle de Medicamentos, o País já dispõe de mecanismos para monitorar todo remédio produzido, dispensado e vendido no Brasil. A nova norma prevê o acompanhamento do medicamento, em toda a cadeia produtiva, desde a fabricação até o consumo pela população.

No entanto, para a deputada, além de monitorar é preciso garantir também a qualidade dos medicamentos. “Os laboratórios de saúde pública, espalhados pelos estados brasileiros, não dispõem de capacidade técnica suficiente para analisar de forma efetiva os medicamentos comercializados no País”, diz a autora do PL, a deputada Gorete Pereira (PR-CE). “Assim, a população fica refém dos laboratórios e do seu próprio interesse em garantir a qualidade de seus produtos”, completa a deputada.

Controle

Pelo projeto, o controle de qualidade deverá englobar todos os insumos utilizados na fabricação do remédio, em especial os farmoquímicos, e o produto final pronto para o consumo. A documentação comprobatória da realização dos testes de controle deverá ser arquivada pelo prazo de cinco anos, a contar da data de fabricação do lote.

O sistema de controle envolverá critérios e testes internacionalmente aceitos e outros exigidos pela autoridade sanitária federal, inclusive quanto a aspectos físicos, físico-químicos e microbiológicos, tendo como base principal a Farmacopeia Brasileira e, no caso de lacunas, em compêndios internacionais.

O pedido de registro de medicamento, bem como sua revalidação, deverá ser instruído com as provas, resultados de ensaios e laudos laboratoriais suficientes e adequados para a comprovação da qualidade do produto.

As indústrias farmacêuticas e as empresas importadoras de medicamentos deverão disponibilizar na internet ou em outro canal de comunicação de massa informações úteis aos consumidores sobre os resultados dos controles de qualidade.

Em caso de denúncias envolvendo algum produto, a autoridade sanitária federal poderá, para instruir o processo, realizar inspeção in loco, assim como providenciar análises fiscais dos produtos farmacêuticos em suspeição e produzir as provas e contraprovas.

A proposta, que tramita em caráter conclusivo, será analisada pelas comissões de Seguridade Social e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. A íntegra da proposta pode ser lida no site da Câmara.

Embalagens

Outro projeto de lei que tramita na Câmara (o PL 6448/13), de autoria do Senado, obriga os laboratórios a informar na embalagem do medicamento, com antecedência de seis meses, a data final de fabricação.

De acordo com o autor, senador Jorge Viana (PT-AC), a intenção é diminuir o transtorno causado aos consumidores pela saída do mercado, de uma hora para outra, de determinados medicamentos de uso contínuo. “O complexo industrial da saúde não tem o direito de fazer escolhas econômicas que impliquem desabastecimento do mercado”, disse o parlamentar.

O senador espera que, com a data na embalagem, o paciente possa ter tempo de encontrar, junto a seu médico, alternativa à medicação usada.

A proposta inclui a regra na Lei de Vigilância Sanitária (6.360/76) e também estabelece a definição de medicamento de uso contínuo como sendo o empregado no tratamento de doenças crônicas e degenerativas, utilizado continuamente.

A proposta tem prioridade e será analisado de forma conclusiva pelas comissões de Seguridade Social e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. A íntegra da proposta também está no site da Câmara.

Agência Câmara

Alerta: Anvisa suspende venda de antidepressivo da EMS

Foi constatada uma mancha escura na superfície do comprimido

Resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), publicada nesta quarta-feira (13/08) no Diário Oficial da União, suspende a distribuição, o comércio e o uso, em todo o território nacional, do Lote 572420 (validade 8/2015) do produto CLO 25mg comprimido revestido (cloridrato de clomipramina), fabricado pela empresa EMS Sigma Pharma Ltda.

De acordo com o texto, laudo emitido pelo Instituto Adolfo Lutz, de São Paulo, apontou resultado insatisfatório nos ensaios de aspectos e descrição da amostra, sendo constatada uma mancha escura na superfície do comprimido.

A Anvisa determinou ainda que a empresa promova o recolhimento das unidades existentes no mercado relativas ao lote. 

A resolução entrou em vigor nesta quarta.

Agência Brasil
 

Atenção redobrada: Idosos que moram sozinhos triplicam em 20 anos

Os cuidados com a saúde, em geral, são redobrados e, por isso, a empresa de teleassistência Telehelp publica guia prático para idoso que mora sozinho

O brasileiro está vivendo mais e com mais saúde e vigor, tendo aumentado, nos últimos anos, sua expectativa de vida, que hoje é de 74,6 anos, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Neste cenário, os idosos que moram sozinhos também aumentam. Em 2012, 3,7 milhões foram registrados - valor triplicado quando comparado aos 1,1 milhão que moravam sozinhos em 1992.

De cada 100 pessoas idosas que moram sozinhas, 65 são mulheres. Muitos optaram por essa condição a fim de serem independentes. Entretanto, estar atento à saúde nesta fase passa a ser rotineiro. Dessa forma, a empresa de teleassistência para idosos Telehelp lançou neste mês de agosto, em parceria com a Congregação Israelita Paulista, o guia “Morar Sozinho”, primeiro livro brasileiro com o objetivo de auxiliar a pessoa da terceira idade a viver com mais segurança.

O Saúde Business 365 teve acesso ao estudo e elencou algumas recomendações importantes. O livro impresso reúne dicas de gerontólogos, arquitetos, advogados, enfermeiros e pode ser também encontrado gratuitamente em formato ebook nas lojas Kobo (Livraria Cultura), Kindle Store (Amazon), iBook Store (apple), Google Play (Android).  


Por que é importante prevenir quedas?
Dados estatísticos mostram que 30% das pessoas idosas caem pelo menos uma vez por ano. E 70% dessas quedas ocorrem no ambiente domiciliar. Mais de dois terços daqueles que têm uma queda cairão novamente nos seis meses subsequentes.

A frequência de quedas é maior em mulheres e o risco de fraturas decorrentes de quedas aumenta com a idade. Segundo estudos, 40% das quedas em mulheres com mais de 75 anos e 28% das quedas em homens podem resultar em fraturas.

As quedas podem ter efeitos devastadores num indivíduo, sendo a principal causa de morte acidental (associada a declínio funcional e institucionalização). Elas ainda podem ter um custo muito oneroso para a pessoa idosa, sua família e para o sistema de saúde. É muito importante prevenir a ocorrência de quedas.

Além dos itens mencionados anteriormente, é importante atentar para os seguintes pontos, para prevenir quedas:

- Pratique exercícios físicos com regularidade, de modo a melhorar a sua forma física, fortalecendo os ossos e músculos.

- Faça uma alimentação equilibrada, prevenindo principalmente a osteoporose.

- Seja cuidadoso na dosagem dos medicamentos.

- Não beba álcool em excesso.

- Use sapatos ou sandálias bem ajustados, com solas antiderrapantes (de preferência com ranhuras ou ventosas).

- Não use camisas de noite ou roupões compridos.

- Se precisar de óculos, não deixe de usá-los.

- Use bengala, se o seu médico concordar.

- Esteja atento a movimentos inesperados de animais, crianças e bicicletas


 Casa segura

Alguns cuidados específicos podem ser necessários para esta etapa, inclusive para prevenir quedas:

Entrada 

- Iluminação sob a porta.   

- Olho mágico (até a altura de 1,20 m), para permitir a identificação de quem está querendo entrar. 

- Capacho emborrachado ou bem fixado no chão. 

Escadas e corrimões 

- Instalação de corrimões nos dois lados das escadas, dos de¬graus, das rampas e corredores. 

- Para permitir uma boa pega e segurança, o corrimão deve ter formato arredondado, diâmetro entre 3 cm e 4,5 cm e estar loca¬lizado a uma distância de 4 cm da parede e a uma altura entre 70 e 90 cm (medidos do chão até a parte superior do corrimão). 

- Sinalização com fita adesiva de cor diferente do piso na beirada de degraus de escadas e, principalmente, de degraus isolados.  

Iluminação 

- Boa iluminação em locais de circulação, corredores, escadas, degraus, banheiros e cozinha.   

- Acesso à janela, para dosar o sol e o vento e garantir conforto térmico e acústico.

Instalação de interruptores de luz de fácil alcance, para facilitar a iluminação de trajetos e reduzir riscos de queda.  

Banheiro 

- Vão da porta do banheiro com 80 cm de largura, para permitir a passagem de cadeira de rodas.   

- Piso antiderrapante.   

- Boxe do chuveiro com espaço para o idoso banhar-se sentado em uma cadeira e a instalação de barras de apoio para possibilitar o banho em pé.   

- Instalação de barras na bacia sanitária, para apoio ao se sentar e ao se levantar.   

- Torneiras monocomando em forma de alavanca, para facilitar o controle da temperatura da água 

Cozinha 

- Armários ou prateleiras para objetos de uso frequente com altura entre 80 e 120 cm (medidos a partir do chão).  
- Fogão e pia próximos da geladeira, para facilitar o uso no dia a dia.   

- Foco de luz sobre a pia, para melhor manuseio dos alimentos.   

- Balcão ou mesa com cadeira, para elaboração das refeições e apoio para panelas pesadas ou quentes.   

Sala e dormitório 

- Poltrona com apoio de cabeça e braços, para descanso e para facilitar os movimentos ao levantar e sentar.   

- Mesinha de cabeceira com abajur, relógio, lanterna e espaço para copo d’água.   

- Altura da cama suficiente para que o idoso, sentado, apoie os pés no chão.   

- Caminho para o banheiro sempre iluminado, para evitar quedas no trajeto.


Saúde Web

Datafolha: 30% dos paulistas estão na fila do SUS há mais de 6 meses

Datafolha: 30% dos paulistas estão na fila do SUS há mais de 6 meses 

Uma pesquisa encomendada pela Associação Paulista de Medicina (APM) e pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) ao Datafolha e divulgada nesta terça-feira (12) pela Folha de S. Paulo mostra em números o tamanho da espera na “fila do SUS”: 30% dos moradores do estado de São Paulo aguardam atendimento na rede público há pelo menos seis meses. Metade destes há mais de um ano.

Foram ouvidos 812 moradores do estado, sendo que 37% deles aguardam uma consulta, exame ou cirurgia no Sistema Único de Saúde (SUS). O tempo de espera foi o pior item avaliado em uma lista de nove aspectos, sendo que 61% deram notas entre 0 e 4, em um máximo de 10.

O acesso aos medicamentos gratuitos foi o item melhor avaliado pelos paulistas, sendo que 31% dos ouvidos concederam notas entre 8 e 10.

* com informações do jornal Folha de S. Paulo

Saúde Web 

Metabolismo após emagrecimento facilita ganho de peso perdido

Entenda por que e saiba como evitar o ganho de peso novamente 

Por Dra. Alessandra Rascoviski  

Muitas pessoas travam uma verdadeira luta com a balança e quanto mais fazem dieta, mais se deparam com o temido efeito sanfona. A restrição alimentar leva a perda de peso a curto prazo, mas apenas fazer mudanças na dieta gera uma baixa taxa de sucesso a longo prazo. Indubitavelmente isso perpetua a epidemia de excesso de peso que atualmente afeta 60% dos adultos dos Estado Unidos e 20% das crianças. 

Menos de 20% dos adultos que perdem peso são capazes de manter uma redução de 10% do peso inicial por no mínimo 1 ano. 1/3 dos que emagreceram, tendem a retornar ao peso dentro do 1° ano e a maioria reganha em 3 a 5 anos, ou seja, após cinco anos de peso mantido, diminui muito a chance de voltar a ser gordinho. Se o peso é mantida por 2 anos, o risco de reganho fica em torno de 50%. 

O cérebro recebe sinais das nossas células, relacionados aos estoques de energia (à longo prazo) e a disponibilidade de nutrientes (curto prazo) e, baseado nos sinais integrados, ajusta balanço energético com o objetivo de manter estoque de gordura e estado nutricional. Quando emagrecemos, diminuem os níveis de leptina e de insulina (hormônios que marcam a quantidade de gordura corporal) e a mensagem enviada por eles para o cérebro é: estoque de energia diminuiu! Isto significa aumento de apetite para repor estoque e baixo gasto energético para que haja economia. 

Por outro lado, dietas restritivas em obesos diminuem o tamanho das células de gordura, não o número. Enquanto a quantidade total de gordura declina, a capacidade máxima de estocar energia se mantém a mesma, assim sendo, o cérebro "diz" que as reservas estão baixas e que o tanque não está cheio.

Contudo o papel da insulina e leptina é mais complexo já que refletem os estoques de gordura só quando há balanço energético. Quando o desbalanço ocorre, leptina e insulina refletem o estado metabólico (anabolismo ou catabolismo) do tecido adiposo, ou seja, se ele vai depositar ou mobilizar energia. 

Quando se super alimenta novamente, leptina e insulina aumentam conforme o peso é ganho. Contudo, quando se permite comer a vontade após a dieta, tanto leptina, quanto insulina sobem muito mais rápido do que quando o excesso de peso foi perdido. A leptina é maior durante a perda de peso do que quando estabiliza o peso reduzido, e, apenas um dia de excesso alimentar já aumenta insulina (o que ajuda a engordar) e normaliza 80% da redução na leptina (em ratos pós obesos). Assim, se continuar comendo muito, há reganho de peso. 

Em resposta ao déficit energético após perda de peso, alteram-se substâncias que agem no hipotálamo, favorecendo aumento de peso (neuropeptideo Y, AgRP, proopiomelanocortina, hormônio liberador de corticotropina), enquanto no encéfalo, diminui a sensação de saciedade, gerando aumento do tamanho da refeição (também via hormônios do intestino). Também acontecem mudanças na microbiota do intestino, que podem ser melhoradas com uso de probióticos na própria alimentação, como o iogurte. 

Os obesos que emagreceram exibem respostas de imagem neural a estímulos de comida que favorecem motivação e impulso de comer e muitas vezes, isso se resolveu com administração de leptina. Outro efeito constatado foi: menor nível de adrenalina e de hormônios tireoidianos com aumento na produção de cortisol, o que desacelera o metabolismo. 

Estas alterações são menores ou transitórias nos estágios iniciais de perda peso, outro motivo para se esforçar muito para manter peso nos primeiros tempos após emagrecimento. Usa-se muitas vezes uma regrinha fácil, que sugere que cada quilo emagrecido, corresponderá a um mês de peso mantido. Por exemplo, se um indivíduo perdeu 20 quilos, após 20 meses de peso mantido, diminui o risco de reganho de peso.

Seis pontos que ajudam a manter o peso perdido, segundo estudos: 
 
1. Aderir a altos níveis de atividade física (equivalente no mínimo a uma hora por dia). 

2. Seguir uma dieta de baixa caloria e principalmente ingerir pouca gordura.

3. Comer café da manhã. 

4. Monitorar seu próprio peso, no mínimo semanalmente, para que pequenas oscilações sejam percebidas. 

5. Não vale abusar demais nos finais de semana e feriados, senão todo controle alimentar da semana vai por água abaixo. Variar no máximo 2 quilos de peso protege você de engordar tudo de novo. 

6. Estado emocional favorável. 

Vale ressaltar que pessoas que emagreceram a partir do diagnóstico de doenças foram mais bem-sucedidos em manter o peso, o que nos reforça a necessidade de escolher ser magro e estar disposto a incorporar um novo estilo de vida, com bons hábitos alimentares, longe do sedentarismo e perto do bom humor e alegria. 

Minha Vida