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quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Província canadense oferece oportunidades para enfermeiros

Governo de Québec, território de língua francesa, realiza palestras sobre oportunidades profissionais. Remuneração chega à R$ 150 mil anuais
 
O governo de Québec, província de língua francesa e dona do segundo maior produto interno bruto (PIB) do Canadá, anunciou esta semana oportunidades de trabalho para enfermeiros brasileiros. A remuneração pode chegar a 73 mil dólares canadenses anuais (cerca de R$ 150,66 mil) para diretores, 70 mil dólares canadenses (cerca de R$ 144,4 mil) para supervisores e 61 mil dólares canadenses (cerca de R$ 125,8 mil) para enfermeiros autorizados.

Segundo estimativas do Ministério da Saúde e dos Serviços Sociais (MSSS) da província, 28 mil novas vagas na área de saúde serão abertas até 2021. É possível encontrar vagas em hospitais, laboratórios, centros de serviços comunitários, programas de educação em saúde ou serviços de assessoria em assuntos relacionados à prática da profissão. As jornadas de trabalho são de 40 horas semanais.

Os critérios de seleção e características sobre o mercado de trabalho dessa área profissional, entre outros temas, serão explicados por meio de palestras em São Paulo, Florianópolis, Porto Alegre, Brasília, Belo Horizonte e Rio de Janeiro. As apresentações ocorrem em setembro e as inscrições são gratuitas.

Seleção
Os requisitos para imigrar e obter o visto de residente permanente incluem a formação de nível técnico, tecnólogo ou universitária, desejável experiência profissional, domínio ou interesse em aprender o francês (idioma oficial do Québec) e, preferencialmente, ter até 38 anos de idade. Perla Haro Ruiz, assessora em promoção do Escritório de Imigração do Québec, explica que o governo não garante emprego, mas oferece o suporte necessário para integração do imigrante e familiares, inclusive com aulas gratuitas de aperfeiçoamento da língua francesa.

Após ser aceito no processo de seleção do governo do Québec, o imigrante pode continuar o aprendizado de francês nas unidades da Aliança Francesa parceiras e no Senac, em São Paulo, e obter um reembolso de até 1.500 dólares canadenses (cerca de R$ 3.100). Mais detalhes sobre as oportunidades na área podem ser encontradas (em francês) neste site.

Calendário de palestras

São Paulo – 9 e 26 de setembro (todos os profissionais), 25 de setembro (específica para profissionais da enfermagem)

Florianópolis - 10 e 11 de setembro

Porto Alegre - 15 e 16 de setembro

Brasília - 17 de setembro

Belo Horizonte – 19 e 20 de setembro

Rio de Janeiro - 22 de setembro

Mais informações e inscrições pelo site imigracao-quebec.ca/palestra
 
Saúde Web

5 fatores para inovar em Saúde, segundo os profissionais brasileiros

Estudo internacional identificou drivers para acelerar inovações em saúde. Profissionais de oito países, inclusive o Brasil, contribuíram
 
Um estudo internacional intitulado Lições de Oito Países sobre Difusão de Inovação em Saúde foi publicado esta semana pela Health Affairs, jornal especializado em política da saúde dos Estados Unidos. No estudo, os pesquisadores tentaram determinar a influência de fatores culturais, examinando evidências de oito diferentes sistemas de saúde ao redor do mundo, incluindo o Brasil.

Os pesquisadores avaliaram, entre outros fatores, o rápido crescimento da população, o aumento da expectativa de vida e as futuras pressões que essas mudanças podem gerar sobre a sociedade e seu sistema de saúde. Realizada por uma equipe do World Innovation Summit for Health (WISH), iniciativa global da Fundação Qatar para a educação, ciência e desenvolvimento comunitário, a pesquisa compila exemplos internacionais e busca dar conselhos práticos para ajudar formuladores de políticas e inovar os serviços de saúde.

Sete áreas são consideradas fundamentais pelo levantamento para permitir apoiar a mudança e o desenvolvimento:

- Capacitando pacientes;

- Engajamento dos profissionais de saúde;

- Adaptação das inovações no contexto local;

- Identificar e apoiar líderes;

- Promover a aprendizagem e novas formas de trabalho;

- Eliminação das práticas herdadas;

- Promover a futura transformação.

A equipe de saúde brasileira entrevistada entende que os mais proeminentes fatores culturais no sentido de incentivar a adoção da inovação foram:


- Identificar e apoiar líderes em organizações de saúde que adotam e promovem a mudança;

- Responder às preocupações dos profissionais de saúde sobre as implicações e sustentabilidade das inovações;

- Remover as formas antigas e ineficientes de trabalhar para melhorar a eficácia das inovações;
- Criar tempo e espaço para a aprendizagem;

- Adaptar as inovações para atender o contexto local.

O estudo constatou que havia lacunas entre a importância destes facilitadores de inovação cultural e sua real influência no sistema de saúde brasileiro e nas outras sete nações que contribuem para o estudo, sugerindo que os especialistas de saúde entrevistados acreditam que há mais trabalho a fazer.

Em todos os oito países, o estudo identificou uma semelhança nos resultados sobre a importância da linha de frente dos fatores culturais. Todos eles têm estruturas muito diferentes de cuidados de saúde, recursos e dados demográficos do paciente e destacam a importância universal no desenvolvimento de uma cultura de difusão no seio das organizações de saúde.

Segundo Darzi de Denham, presidente executivo do WISH e diretor do Instituto de Inovação Global da Saúde no Imperial College de Londres, a inovação deve desempenhar papel crucial na saúde no Brasil nos próximos anos. A expectativa é de que os formuladores de políticas de saúde nos diversos locais possam encontrar na pesquisa um importante recurso de informação.

O estudo de duas fases examinou as percepções de mais de 2.200 serviços de saúde e profissionais da indústria para determinar a importância e influência dos facilitadores e dinâmicas culturais dos oito países, escolhidos para representar economias desenvolvidas e emergentes e uma variada gama de sistemas de cuidados de saúde em termos de finanças e estrutura. Os oito países incluídos no estudo foram o Brasil, EUA, Índia, África do Sul, Espanha, Austrália, Inglaterra e Qatar.

Mais detalhes sobre o estudo
Lições de Oito Países sobre Difusão de Inovação em Saúde podem ser encontrado (em inglês) no site da Health Affairs.

Saúde Web

Brasil pode começar vacinação contra meningite B em 2015

O Brasil deve começar em 2015 a vacinação contra a meningite do tipo B, de acordo com expectativa da presidenta da Comissão de Revisão de Calendários da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Isabella Ballalai
 
Ela explicou que a doença meningocócica é a causa mais comum de meningite bacteriana no Brasil, que “tradicionalmente é um campeão neste tipo de enfermidade na América Latina”, e os estados do Rio de Janeiro e de São Paulo são os que registram as maiores incidências. Dados do Ministério Saúde registram 1,54 episódio para cada grupo de 100 mil habitantes em 2013.
 
Segundo Isabella Ballalai, até 2010 o meningococo [bactéria causadora da doença] do tipo C era responsável por 80% de meningites no país. A partir daí, com a vacinação em crianças com menos de 2 anos, determinada pelo Ministério da Saúde, os casos diminuíram, embora o vírus ainda circulasse em maiores de 4 ou 5 anos de idade, nos adolescentes e nos adultos. A médica acrescentou que para a faixa com imunidade, o vilão passou a ser o meningococo do tipo B.
 
“Era o inimigo número dois e passou a ser o primeiro causador da doença meningocócica. Então, a vacina do tipo B, junto com as que já existem nos tipos A, C, W e Y é a expectativa de prevenir os tipos de doença meningocócica que circulam entre nós. A gente espera ter esta vacina em 2015”, revelou Isabella à Agência Brasil.
 
Segundo a SBIm, a meningite tem tratamento específico, mas, apesar disso, uma em cada grupo de cinco pessoas infectadas não resiste à doença. Entre os que sobrevivem, de 10% a 20% têm sequelas neurológicas, e outros ainda podem ser acometidas com problemas de surdez ou mesmo casos de amputação de membros.
 
A vacinação contra meningite B será um dos assuntos em debate na 16ª edição da Jornada Nacional de Imunizações, promovida pela SBIm. O encontro, que começa amanhã (10), no hotel Royal Tulip, em São Conrado, zona sul do Rio, e termina no sábado (13), terá como tema Perspectivas para os Próximos 10 Anos. Haverá uma sala para discutir especificamente os resultados obtidos na área.
 
Para Isabella Ballalai, apesar de o Brasil ter um programa vacinal de imunizações considerado um dos melhores no mundo, não pode deixar de lado o controle de doenças em adultos. É preciso ter cobertura vacinal além da infância para evitar que doenças controladas atualmente, como a poliomielite, retornem ao país, e adiantou que o Ministério da Saúde deve anunciar, em novembro, a vacinação de gestantes contra a coqueluche.
 
“Hoje, as doenças imunopreveníveis estão bem controladas na infância, e a gente sabe que muitas das vacinas não vão proteger para o resto da vida. A expectativa de vida só aumenta, e pretendemos que o tempo maior de vida seja com qualidade. As doenças infecciosas são as que mais matam, depois das cardiovasculares. Hoje, com as vacinas em idosos, contra a influenza [gripe] a gente consegue resultado até mesmo para doenças cardiovasculares. São estratégias que temos que discutir. Como chegar ao adulto e chamar os idosos para as salas de vacinação para que tenham proteção a longo prazo”, analisou.
 
No encontro, as principais referências na área vão discutir desde a situação das doenças preveníveis por vacina ao desenvolvimento de imunobiológicos. “A gente já conhece os resultados, até hoje muito bons, conseguidos com a vacinação; a gente tem muita coisa a crescer, e hoje vivemos uma situação de conforto com a ausência das doenças imunopreveníveis e a necessidade de atingir outras faixas etárias nos próximos anos”, disse a médica da SBIm.
 
A jornada vai debater também a vacinação contra a dengue, e de acordo Isabella, os testes da vacina indicam redução de 60% da doença e queda de 80% dos casos de hospitalização. “Se a dengue é um problema, o maior é a dengue grave, que hospitaliza e mata, e a gente tem perspectiva de 80% de redução. É uma vacina que a gente também espera para 2015 e torce muito para que chegue”, contou.
 
Outra discussão importante vai ser o debate sobre a vacina contra o vírus Varicela-zoster, causador do herpes-zóster, popularmente conhecido como cobreiro. A vacina foi aprovada pelo Ministério da Saúde e está disponível em clínicas privadas. De acordo com a médica, a prevenção pode evitar também o acidente vascular cerebral.
 
Agência Brasil

Redes sociais ajudam pessoas a perder peso, diz estudo

Pesquisa inglesa aponta que redes servem como comunidade de apoio
 
As redes sociais como o Twitter e o Facebook podem ajudar pessoas a perder peso e ter um papel importante na luta contra a obesidade quando contam com programas desenvolvidos para isso. Pesquisadores do Imperial College London analisaram 12 estudos e mostraram que os resultados foram modestos, mas significativos para ajudar a emagrecer.
 
O artigo, publicado no periódico "Health Affairs", é um dos dez relatórios de política de saúde global escrito para a Cúpula de Inovação Mundial para a Saúde, uma iniciativa da Fundação Catar. A cúpula reúne especialistas para discutir formas inovadoras de lidar com os principais problemas de saúde global, como a obesidade. Uma dessas inovações é o uso de sites de rede social que servem como uma comunidade de apoio tanto para médicos quanto colegas para ajudá-los a perder peso.
 
Os pesquisadores compilaram informações de estudos dos Estados Unidos, Europa, leste da Ásia e Austrália, que usaram a rede social com esse fim, envolvendo 1.884 participantes no total. Os resultados mostraram que pessoas que usavam esses serviços conseguiram reduzir o índice de massa corporal (IMC) em 0,64, o que os autores descrevem como um resultado modesto, mas significativo.
 
— Uma vantagem de usar a mídia social em relação a outros métodos é que ela é mais rentável e prática no dia a dia quando comparado a abordagens tradicionais. O sentimento de ser parte de uma comunidade permite aos pacientes contar com o apoio de seus pares e de médicos — disse o principal autor do estudo, Hutan Ashrafian.
 
Ashrafian destacou que há também possíveis desvantagens no uso de redes sociais, tais como questões de privacidade e necessidade de o paciente ter experiência com internet.
 
— O uso de mídia social para tratar a obesidade encoraja os pacientes a serrem mais proativos. Não é a única solução para a epidemia da obesidade, mas deveria ser introduzida como uma estratégia — conclui o pesquisador.
 
Zero Hora

A dor nas costas está matando sua vida sexual?

Getty Images
Dor nas costas: atlas mapeou as melhores posições sexuais
para cada tipo de dor

Um estudo inovador revelou as melhores posições para poupar a coluna de dores que podem até impedir o sexo. Saiba mais
 
Ao contrário da crença popular, sexo de ladinho na cama nem sempre é a melhor posição para quem tem problemas nas costas, de acordo com uma nova pesquisa da Universidade de Waterloo, no Canadá.
 
Pela primeira vez, os cientistas documentaram com sucesso como a coluna se move durante o sexo e descobriu exatamente por que algumas posições são melhores do que outras quando se trata de evitar a dor nas costas.
 
“Qualquer médico de família poderá dizer que é muito comum casais perguntarem como lidar com a dor nas costas durante e depois do sexo. Alguns, inclusive, deixam de fazer sexo porque uma noite de fazer amor pode causar meses de dor e incômodo nas costas”, disse o professor Stuart McGill, da Faculdade de Ciências Aplicadas à Saúde, de Waterloo.
 
“Até agora, os médicos nunca tiveram qualquer evidência científica confiável para basear suas recomendações sobre o tema.”
 
O estudo pioneiro combinou sistemas infravermelhos e eletromagnéticos de captura de movimento – como aqueles usados ​​na criação de jogos de videogame – para acompanhar como a coluna de 10 casais se movia durante a execução das cinco posições sexuais mais comuns. As descobertas foram usadas para criar um atlas, ou um conjunto de diretrizes, que recomenda diferentes posições sexuais e técnicas de penetração sabendo quais movimentos provocam dor na coluna.
 
“Até agora, a posição de lado na cama era frequentemente recomendada por médicos como uma posição boa para todos. Mas, conforme nós descobrimos, este não é o caso”, disse Natalie Sidorkewicz, doutoranda em Waterloo e autora principal do artigo.
 
“Posições sexuais que são adequadas para um tipo de dor nas costas podem não ser as melhores para evirar outro tipo de dor na coluna.”
 
Anatomia da dor: para alguns tipos de dor nas costas, a
posição de quatro é melhor do que a de lado na cama
O atlas recomenda que homens intolerantes à flexão – ou seja, aqueles cuja dor nas costas é agravada quando eles tocam os dedos do pé ou quando permanecem sentados por longos períodos de tempo, por exemplo – devem substituir a posição de lado pelo estilo cachorrinho (com a mulher de quatro). O guia ainda recomenda que esses homens usem um movimento que articule todo o quadril em vez de empurrar o pênis usando apenas a articulação da coluna.
 
“Pela primeira vez na história, temos evidências sólidas para orientar os médicos em suas recomendações aos pacientes que sofrem com dores nas costas e mesmo assim querem manter uma vida sexual ativa”, disse Sidorkewicz.
 
“Esse conhecimento tem o potencial de melhorar a qualidade de vida – e a vida amorosa – de muitos casais.”
 
De acordo com estatísticas, quatro em cada cinco pessoas experimentará pelo menos um episódio de dor lombar incapacitante ao longo da vida. Até 84% dos homens com dor lombar e 73% das mulheres relatam uma diminuição significativa na frequência das relações sexuais quando têm dores nas costas.
 
O estudo também lançou luzes sobre a mecânica do orgasmo masculino. Eletrodos conectados a músculos dos participantes do sexo masculino revelaram que são as musculaturas abdominal e glútea, e não a das costas, as mais ativas durante o orgasmo. O movimento da coluna, por outro lado, varia de acordo com cada indivíduo. Para alguns homens, foi observado um aumento drástico na flexão ou na extensão da coluna, enquanto para outros o movimento não mudou muita coisa.
 
“Muitos dos pacientes com dor lombar que avaliamos nos disseram que experimentam níveis elevados de dor durante o orgasmo, até o ponto de evitar o gozo durante o sexo com suas parceiras”, disse Sidorkewicz.
 
“Estes resultados iniciais nos ajudam a começar a entender o que pode estar provocando a dor no momento do clímax”.
 
O trabalho documentando movimento da coluna masculina foi publicado esta semana na revista científica Spine. Os resultados femininos deverão ser publicados nos próximos meses. A próxima fase do estudo irá envolver o recrutamento de pacientes com dor no quadril e categorias adicionais de dor nas costas, para continuar a desenvolver as diretrizes.

iG