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sexta-feira, 29 de abril de 2016

Sindicância é aberta para apurar troca de vacinas da gripe H1N1 por insulina

Por erro, cinquenta pessoas receberam o hormônio em Maringá. Funcionária de hospital que aplicou injeções diz que confundiu ampolas

A Secretaria de Saúde de Maringá, no norte do Paraná, abriu sindicância nesta sexta-feira (29) para apurar o que levou uma funcionária do Hospital Municipal a aplicar doses de insulina em vez de vacinas contra a gripe H1N1 em 50 pessoas, na quinta-feira (28).

Todas as pessoas que receberam a dose ficaram internadas, sob observação, durante a quinta-feira, e foram liberadas no fim da noite. Nenhuma delas teve complicações em decorrência do erro, segundo a prefeitura.

Ainda de acordo com a administração municipal, a falha foi identificada pela própria servidora logo após a aplicação. Ela está grávida e também aplicou insulina em si mesma. Conforme a prefeitura, a mulher alegou ter confundido as embalagens, que, para ela, são parecidas.

A insulina é um hormônio usado no tratamento de diabetes. A Secretaria Municipal de Saúde informou que, aplicada indevidamente, pode causar sonolência, fraqueza, taquicardia e tremores.

Foto: Reprodução

G1

ISMP Brasil lança alerta de segurança sobre risco de troca de frascos de vacina da gripe

O ISMP Brasil emitiu um alerta de segurança com o objetivo de prevenir erros de medicação envolvendo vacinas


Nesta quinta-feira (dia 28/04/2016), foi detectada a ocorrência de um erro de medicação envolvendo a troca da vacina contra a gripe (influenza) por insulina no Paraná. Em outra situação, em 2015, a vacina de sarampo foi reconstituída com atracúrio em vez do diluente próprio levando à morte 15 crianças na Síria.

O instituto já havia alertado profissionais de saúde sobre os riscos de erros envolvendo vacinas no seu boletim sobre Insulinas e sobre Bloqueadores Neuromusculares, mas aproveita a ocorrência da notificação nacional para ressaltar a necessidade do aprendizado frente aos erros identificados internamente e em outras instituições de saúde. Faz-se urgente o estabelecimento de barreiras no sistema de medicação para prevenir e minimizar os danos associados aos erros de medicação.

No Alerta de Segurança, o ISMP Brasil apresenta algumas recomendações para prevenir erros de medicação envolvendo vacinas.

Para se informar ainda mais sobre segurança de embalagens e rotulagem leia o documento IMSN “Position Statement on Safer Design of Vaccines Packaging and Labelling” elaborado com a participação do ISMP Brasil.

ISMP Brasil

Senado faz consulta online sobre jornada de 30 horas para os farmacêuticos

O Portal e-Cidadania do Senado Federal publicou consulta pública para ouvir a opinião da sociedade sobre o projeto de lei 513/2015, de autoria da Senadora Vanessa Grazziotin, sobre a redução da jornada de trabalho dos farmacêuticos para 30 horas semanais, sem redução de salário

Para participar clique aqui

A Fenafar convoca a todos e todas farmacêuticos e cidadãos a participaram da consulta, instrumento importante para aferir o apoio da sociedade as propostas legislativas que tramitam no Senado.

A campanha pela redução da jornada de trabalho é desenvolvida pela Fenafar já há alguns anos. A Federação tem abordado o tema a partir do direito que a sociedade à assistência farmacêutica de qualidade e, também, a luta pela valorização profissional da categoria farmacêutica.


Da redação
Publicado em 27/04/2016

quinta-feira, 28 de abril de 2016

Funcionária de hospital erra e aplica insulina em vez de vacina contra gripe

Vacinação h1n1 vacina  (Foto: Osnei Restio/Prefeitura Nova Odessa/Divulgação)

Insulina foi aplicada por engano em servidores de
hospital
Caso ocorreu nesta quinta (28), no hospital municipal de Maringá, no PR. Cerca de 50 servidores receberam injeção por engano, diz prefeitura

Cerca de 50 servidores do Hospital Municipal de Maringá, no norte do Paraná, foram vacinados com insulina após a enfermeira confudir as ampolas, nesta quinta-feira (28), segundo a prefeitura. A vacina correta era contra o vírus H1N1.

Várias pessoas vacinadas foram internadas com reações, ainda segundo a administração municipal. A insulina é um hormônio usado para o tratamento de diabetes. A Secretaria Municipal de Saúde informou que aplicado irregularmente, o hormônio pode provocar sonolência, fraqueza, taquicardia e tremores.

Ainda de acordo com a prefeitura, a falha foi identificada pela própria servidora logo após a aplicação.A enfermeira está grávida e também aplicou insulina nela própria por engano.

Os 50 funcionários estão sendo atendidos por médicos do próprio hospital e devem permanecer em observação até as 21h. Esse é o prazo para a manifestação das reações adversas. A prefeitura classificou o fato como um acidente de trabalho e, por isso, a Diretoria de Saúde Ocupacional está acompanhando o caso.

A administração municipal diz que a servidora afirmou que se confundiu com as embalagens, que são parecidas. Um processo administrativo será aberto para investigar as responsabilidades.

Foto: Osnei Restio/Prefeitura Nova Odessa/Divulgação)

G1

segunda-feira, 25 de abril de 2016

Tratamento de ansiedade e depressão pode ajudar a economia global, diz estudo

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), entre 1990 e 2013, o número de pessoas que sofrem de depressão ou ansiedade, dois dos transtornos mentais mais comuns, aumentou quase 50%, de 416 para 615 milhões de indivíduos globalmente


Agora, um novo relatório da OMS sugere que o investimento em tratamentos que poderiam levar a pessoas saudáveis também ajudaria a economia dos países.

Sentido econômico
O estudo, publicado na revista The Lancet Psychiatry, concluiu que, para cada dólar americano investido no tratamento de depressão e ansiedade, haveria um retorno de US$ 4 em melhor saúde e capacidade de trabalho.

Este estudo é o primeiro a argumentar que há benefícios econômicos globais em cuidar dos transtornos mentais da população.

“Sabemos que o tratamento de depressão e ansiedade faz sentido para a saúde e bem-estar, mas esta nova pesquisa confirma que faz sentido econômico, também”, disse Margaret Chan, diretora-geral da OMS, em um comunicado. “Temos agora que encontrar maneiras de nos certificar de que o acesso aos serviços de saúde mental se torne uma realidade para todos os homens, mulheres e crianças, onde quer que vivam”.

O retorno
O estudo calculou os custos estimados do tratamento e os resultados de saúde e encomia em 36 países.

No caso dos Estados Unidos, se melhorassem o tratamento para depressão e ansiedade oferecido a sua população, isso custaria ao país cerca de US$ 147 bilhões. Mas o retorno compensaria a despesa: haveria uma melhoria de 5% na participação dos trabalhadores e produtividade, o que é avaliado em US$ 399 bilhões. A melhoria da saúde acrescenta outros US$ 310 bilhões em devoluções, mais do que dobro do investimento governamental.

No entanto, hoje, o investimento em cuidados de saúde mental é muito menor do que deveria. Em 2014, a OMS descobriu que os governos gastam uma média de 3% de seus orçamentos de saúde em saúde mental. Os países mais pobres tendem a gastar menos do que 1%, enquanto os países ricos gastam 5%.

Conclusão
Transtornos mentais permanecem pouco debatidos em muitas partes do mundo, de acordo com Jim Yong Kim, presidente do Banco Mundial (World Bank Group).

“Esta não é apenas uma questão de saúde pública. É uma questão de desenvolvimento. Precisamos agir agora, porque a perda de produtividade é algo que a economia global simplesmente não pode se dar ao luxo”, disse Kim em um comunicado.

[CNN]/Hypescience