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terça-feira, 6 de outubro de 2015

Primavera: estação de cuidados com a saúde

Reprodução
Especialistas alertam que a estação do reflorescimento pode agravar problemas respiratórios, reações alérgicas e outras doenças
 
Mesmo sendo uma das épocas mais belas do ano, a primavera também tem seus contratempos. Especialistas alertam que a estação do reflorescimento pode agravar problemas respiratórios, reações alérgicas e outras doenças. Nessa época do ano, por causa do pólen que se desprende das flores, é comum que muitas pessoas apresentem coriza, rinite alérgica, coceira no nariz e sintomas de resfriado que caracterizam, muitas vezes, uma alergia. Nas cidades mais populosas e movimentadas, a poluição prejudica a qualidade do ar, agravando ainda mais as doenças. Os casos de conjuntivite também são comuns nessa época.
 
O aumento da temperatura juntamente com a umidade do ar torna os ambientes propícios à proliferação de fungos, ácaros e bactérias. Para o infectologista Alberto Chebabo, do Bronstein Medicina Diagnóstica, todas as épocas do ano possuem características que alteram o funcionamento do sistema respiratório. Mas algumas recomendações podem evitar esses problemas. “Durante a primavera, os riscos de agravamento de doenças respiratórias são altos por causa da polinização. A atenção com as crianças deve ser redobrada por serem mais sensíveis. É indicado sempre lavar roupas e lençóis com sabão neutro, eliminar tapetes e carpetes e manter os ambientes arejados. Brinquedos de pelúcia devem ser guardados ou embalados em sacos plásticos”, alerta o especialista.
 
Em boa parte dos casos, o principal sintoma é a crise alérgica, provocada pela reação do organismo quando as pessoas sensíveis a determinadas situações entram em contato com agentes desencadeantes chamados alérgenos. “Alguns cuidados são essenciais para evitar o desencadeamento de doenças alérgicas, como manter as mãos sempre limpas, evitando o contato com os olhos, limpar a casa com pano úmido e deixar o sol entrar no ambiente para eliminar ácaros”, comenta o infectologista.
 
A asma, por exemplo, é caracterizada pela presença de inflamação, hiperresponsividade e obstrução reversível das vias aéreas, tendo como manifestações clínicas principais tosse seca, falta de ar, chiado e dor ou aperto no peito. “Já a rinite alérgica é ocasionada pela exposição aos alérgenos e é caracterizada por espirros em salva, tosse, olhos lacrimejando, coriza, prurido nasal e congestão nasal. Tanto a asma quanto a rinite são doenças com determinação genética e influenciadas por fatores ambientais”, explica o Dr. Alberto Chebabo.
 
Para a maioria das alergias o tratamento deve ser focado no bom controle ambiental e na terapia farmacológica, a ser indicada pelo médico, de acordo com o quadro clínico do paciente. Existe uma relação de descongestionantes nasais vendidos sem receita e as pessoas abusam do uso. Alberto Chebabo lembra que “estes podem ter efeitos adversos se utilizados sem indicação médica, pois tendem a induzir a um quadro de rinite medicamentoso e agravar outras afecções”. O médico também reforça que, apesar de serem doenças sem cura aparente, elas podem ser controladas, permitindo grande melhora da qualidade de vida de seus portadores.
 
Priscila Pais
Assessoria de Imprensa
ppais@saudeempauta.com.br

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