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sábado, 21 de maio de 2016

Revista inglesa publica artigo de médico brasileiro sobre diagnóstico precoce de microcefalia e infecção por zika vírus

O trabalho, capa da atual edição da revista Ultrasound in Obstetrics & Gynecology, também aborda as consequências da doença na formação cerebral do feto

Um artigo liderado por um médico brasileiro foi capa da edição deste mês da revista Ultrasound in Obstetrics & Gynecology, um dos periódicos mais respeitados internacionalmente por suas pesquisas e estudos relacionados à radiologia e medicina fetal. O artigo trata da importância do diagnóstico por imagem na identificação precoce da microcefalia, trazendo as principais descobertas sobre a doença, associada à infecção por zika vírus. O trabalho também compara as imagens pré-natais com as de moldes físicos impressos em 3D, com o objetivo de esclarecer melhor a patologia aos pais e profissionais de saúde.

O trabalho, intitulado Infecção pelo Zika Vírus e Microcefalia: Correlação das Imagens Pré-natais, Pós-natais e Modelo Físico (traduzido do inglês), contou com a autoria principal do especialista brasileiro em medicina fetal Heron Werner, integrante do corpo clínico do Alta Excelência Diagnóstica, em parceria com outros sete pesquisadores.

Segundo Heron Werner, no estudo, foi analisada uma grávida de 27 anos, moradora da periferia do Rio de Janeiro, com 12 semanas de gestação, que apresentava sintomas de zika. A paciente foi submetida a exames de imagem antes de realizar os testes laboratoriais que descartaram herpes, sífilis, dengue e chikungunya. “Nos exames de ultrassom feitos no terceiro trimestre, constatamos más-formações cerebrais, o que levantou a suspeita da infecção intrauterina pelo zika vírus”, afirma o médico.

Após o achado, a paciente foi encaminhada para a CDPI, uma das instituições participantes do estudo, para realizar uma ressonância magnética, que confirmou a microcefalia, entre outras deformidades, como calcificações e dilatações ventriculares no cérebro do bebê, que nasceu com 38 semanas.

Para que os pais pudessem entender melhor a doença e também para servir como base para outros estudos, os pesquisadores realizaram um molde impresso em 3D do cérebro do bebê microcéfalo, com base em uma tomografia pós-natal. “Nós acreditamos que um modelo físico e virtual 3D dessa patologia fetal poderia ser útil para os profissionais de saúde e os pais, além de melhorar o aconselhamento em casos de infecção intrauterina por zika vírus e microcefalia”, explica Heron Werner.

Heron reforça que a grande importância do estudo é destacar que os exames de imagem são fundamentais para o diagnóstico de microcefalia durante o pré-natal e para entender quais serão as consequências da doença na formação cerebral.

O artigo, que contou com a participação das instituições Clínica de Diagnóstico por Imagem (CDPI), Pontifícia Universidade Católica (PUC Rio), Hospital Civil de Guastalla, na Itália, Create Health Clinic, em Londres, e Escola Paulista de Medicina, da Universidade Federal de São Paulo (EPM-Unifesp), encontra-se disponível para mais de 15 milhões de cientistas no ScienceDirect, plataforma on-line que permite acesso a artigos escritos pelos mais renomados autores do cenário científico, nas principais áreas do conhecimento.

Foto: Reprodução

Rachel Lopes
Assessoria de Imprensa
rachel@saudeempauta.com.br

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