Aplicativos, carreira, concursos, downloads, enfermagem, farmácia hospitalar, farmácia pública, história, humor, legislação, logística, medicina, novos medicamentos, novas tecnologias na área da saúde e muito mais!


sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Droga tem uso 'fora da bula' liberado para tratar doença ocular no SUS

Estudo aponta eficiência de remédio contra câncer colorretal para tratar retina. Aplicação já ocorre na rede privada no Brasil e no exterior

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o uso excepcional de um medicamento indicado para câncer, o Avastin, para tratamento de degeneração macular relacionada à idade (DMRI), doença que afeta uma região da retina e que promove perda gradual da visão.

O uso do medicamento nesses casos devem seguir um protocolo de uso que deverá ser publicado pelo Ministério da Saúde, segundo resolução publicada no Diário Oficial da União nesta quinta-feira (8). A aprovação do uso excepcional vale por três anos.

O Avastin, nome comercial bevacizumabe, é aprovado pela Anvisa para tratar alguns casos de câncer colorretal, câncer de pulmão, câncer de mama, câncer de células renais e câncer epitelial de ovário, tuba uterina e peritoneal primário.

Uso 'off label'
Trata-se de um anticorpo monoclonal que atua reduzindo a vascularização de tumores.

O produto da farmacêutica Roche já vinha sendo usado no Brasil e em outros países para tratar degeneração macular de forma off label, ou seja, de forma diferente de sua indicação na bula.

Um estudo publicado em 2012 na revista médica "Ophtalmology", que comparou o uso de Avastin com Lucentis (ranibizumabe), indicado para DMRI, constatou que as duas drogas são equivalentes no tratamento dessa doença.

Nos Estados Unidos, a droga é indicada para tratar alguns casos de câncer colorretal, renal, glioblastoma e de pulmão. A indicação para tratamento de câncer de mama, porém, foi revogada no país, pois, segundo o Food and Drug Administration (FDA), órgão americano equivalente à Anvisa, os riscos associados ao tratamento não justificam o benefício observado na maioria dos casos.

Foto: Reprodução

G!

Nenhum comentário:

Postar um comentário