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quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Ficar em quarto separado na UTI reduz infecção hospitalar em 50%

Estudo revela que tempo de permanência no hospital também diminui Do R7 Não é só uma questão de privacidade. Um levantamento feito por pesquisadores canadenses revelou que o número de infecções hospitalares em uma UTI cai 50% se o paciente estiver em um quarto isolado. Além disso, a medida também faz diminuir o tempo de permanência do paciente na UTI e o custo do tratamento. Os resultados são importantes porque as unidades de terapia intensiva são as que mais sofrem com infecções hospitalares, já que os pacientes, bastante debilitados, ficam mais expostos a agentes infecciosos. Os autores do estudo, do Centro Médico da Universidade McGill (Canadá), avaliaram os pacientes que tinham sido transferidos de quartos compartilhados na UTI do hospital para quartos separados. De acordo com Dana Teltsch, autora do estudo, os resultados mostraram que, após serem transferidos, os pacientes em unidades isoladas sofreram 50% menos infecções por três tipos de bactérias: a Staphylococcus aureus resistente à meticilina (SARM), a Clostridium difficile e a Enterococcus resistente à vancomicina (VRE, na sigla em inglês). - Nós também observamos que os pacientes isolados ficaram 10% menos tempo na UTI. Dana ressalta ainda que, com menos infecções, o custo do tratamento também cai consideravelmente. Para se ter uma ideia, cada infecção por Clostridium difficile custa em torno de R$ 11.760 (US$ 7 mil), diz a pesquisadora. Segundo Vivian Loo, microbióloga do hospital, esse é o primeiro estudo a avaliar os benefícios dos quartos individuais nas UTIs. - A infraestrutura hospitalar tem um papel importante na prevenção de doenças hospitalares. Outros fatores também são importantes, como higiene das mãos e uso consciente de antibióticos, mas o estudo mostra que é crucial investir em quartos individuais. http://noticias.r7.com/saude/noticias/ficar-em-quarto-separado-na-uti-reduz-infeccao-hospitalar-em-50-20110112.html

Justiça nega liminar contra selo de segurança em medicamentos

Até janeiro de 2012, todos os remédios já estarão selados Da Agência Brasil A 9ª Vara da Seção Judiciária do Distrito Federal negou uma liminar contra a decisão da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) que obriga o uso de selos de segurança em embalagens de medicamentos. Em novembro passado, a Anvisa lançou um selo de segurança que será inserido na embalagem de medicamentos para que os consumidores possam verificar se o produto é verdadeiro ou falso. A medida foi criticada pela indústria farmacêutica, afirmando que a determinação é ultrapassada e causará uma alta no preço dos medicamentos. A ação contra a medida da Anvisa foi solicitada pelo Sindusfarma (Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos no Estado de São Paulo), Interfarma (Indústria Farmacêutica de Pesquisa) e Alanac (Associação dos Laboratórios Farmacêuticos Nacionais), que alegaram vícios de origem. Pelo menos mais duas entidades do setor farmacêutico já haviam se manifestado contrárias à criação do selo de autenticidade para medicamentos. A Abimip (Associação Brasileira da Indústria de Medicamentos Isentos de Prescrição) e a Pró-Genéricos (Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos) classificam a medida como equivocada e estimam que, se for mantida, deverá provocar um aumento médio de 2,58% nos preços ao consumidor. Para os genéricos, a alta pode variar de 6,3% a 23,1%. Quando o selo foi lançado, o então diretor-presidente da Anvisa, Dirceu Raposo, afirmou que o governo não vai autorizar aumento no preço dos medicamento. - Isso será absorvido pela cadeia produtiva. O impacto é irrisório, em torno de 0,01% em produtos acima de R$ 5. A previsão da Anvisa é de que, a partir de janeiro deste ano, as caixas de medicamentos recebam a etiqueta. Os fabricantes terão o prazo de um ano para se adaptar e, em janeiro de 2012, todos os remédios em circulação no país deverão apresentar o selo. Nas drogarias, uma leitora ótica fará o reconhecimento de produtos verdadeiros por meio de uma luz verde e de um sinal sonoro. http://noticias.r7.com/saude/noticias/justica-nega-liminar-contra-selo-de-seguranca-em-medicamentos-20110112.html

Farmácias vendem anti-inflamatórios para driblar a restrição aos antibióticos

Desde o ano passado, comprar remédios que combatem bactérias ficou mais difícil Thiago Lemos, do Hoje em Dia As farmácias de Belo Horizonte estão usando o velho expediente da "empurroterapia" na tentativa de contornar os prejuízos gerados pela exigência de receita médica, em duas vias, para venda de antibióticos. Essa regra da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) entrou em vigor no final do ano passado. Os estabelecimentos indicam anti-inflamatórios no lugar dos remédios agora controlados. De acordo com especialistas, o uso indiscriminado do medicamento representa grave risco à saúde e, em muitos casos, o paciente pode estar fazendo tratamento não indicado. A reportagem do Hoje em Dia foi a três estabelecimentos à procura de antibióticos para tratamento de dor de garganta. Em todos eles os balconistas indicaram anti-inflamatórios, sem fazer qualquer tipo de avaliação. Além dessa falha, as farmácias ainda comercializaram, sem prescrição médica, medicamentos com tarja vermelha. O coordenador científico da Sociedade Mineira de Infectologia, Antônio Carlos de Castro Toledo Júnior, alerta que os dois tipos de medicamentos são completamente diferentes. E que o uso deles ou de qualquer outro remédio sem orientação médica é prejudicial à saúde. Segundo o especialista, a substituição de antibióticos por anti-inflamatórios pode piorar o quadro do paciente. Usando como exemplo a dor de garganta, o médico alerta sobre os riscos do tratamento incorreto. – O tratamento dessa enfermidade só será eficiente após o diagnóstico. Na forma viral, que corresponde a até 90% dos casos, a cura acontece espontaneamente. O anti-inflamatório vai aliviar os sintomas da dor e o inchaço, mas ele poderia ser substituído por um analgésico. Neste caso, o maior problema é que o uso do medicamento de forma inadequada pode provocar feitos colaterais como gastrite, úlcera, insuficiência renal e até mesmo a morte, em casos mais extremos. No caso de a doença ter sido provocada por bactéria, a substituição de antibióticos por anti-inflamatórios por ser ainda mais grave, diz o médico. – A pessoa vai ter a doença mascarada. O anti-inflamatório vai, no início, combater a febre, a dor e o inchaço, mas não a doença. A infecção poderá progredir para um abscesso, com risco de uma disseminação bacteriana pelo corpo. Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde informou que a Vigilância Sanitária de Belo Horizonte trabalha de maneira preventiva, e que a fiscalização não tem como fazer flagrantes de venda irregulares, já que o fiscal, por formalidades legais, só pode iniciar seu trabalho após se identificar. A nota ressalta, ainda, que os anti-inflamatórios não podem ser indicados por nenhum funcionário de farmácia. ...Irregularidades devem ser comunicadas pelo telefone 156, ou pelo site da prefeitura. http://noticias.r7.com/saude/noticias/farmacias-vendem-anti-inflamatorios-para-driblar-restricao-aos-antibioticos-20110112.html

SP vai testar vacina contra aids

A Secretaria Estadual de Saúde e a Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) procuram voluntários para testar duas vacinas preventivas contra o HIV. O processo de recrutamento foi aberto nesta quarta-feira (12). Podem se inscrever mulheres e homens entre 18 e 50 anos de idade, saudáveis e não infectados pelo HIV que residam na cidade de São Paulo ou na região metropolitana. Mulheres grávidas ou amamentando não podem participar. Os homens devem ser circuncidados. Os voluntários irão passar por avaliação médica, coleta de amostras de sangue e urina e responderão a questionários sobre práticas de exposição ao HIV. A secretaria destacou que as vacinas não apresentam o menor risco de infecção pelo vírus da aids. Para se inscrever basta procurar a Unidade de Pesquisa de Vacinas Anti-HIV, pelo telefone 5087-9915, ou ir pessoalmente ao Centro de Referência e Treinamento em DST/Aids, que fica na Rua Santa Cruz, 81, na Vila Mariana, zona sul da capital. http://www.istoe.com.br/assuntos/semana/4

Analgésicos de venda livre podem fazer mal ao coração

Em idosos com dores crônicas o uso rotineiro do medicamento pode aumentar em até três vezes os riscos de problemas cardiovasculares Os analgésicos de venda livre, como o ibuprofeno e diclofenaco, podem aumentar o risco de desenvolver problemas cardiovasculares. O alerta foi feito por pesquisadores da Universidade de Berna, na Suíça, após realizarem 31 testes clínicos com mais de 116.000 pessoas. O resultado do estudo foi publicado no British Medical Journal e indica que o uso de anti-inflamatórios não esteroides poderia aumentar em até três vezes os riscos de problemas cardíacos em idosos. Segundo o professor Peter Juni, chefe do Instituto de Medicina Social e Preventiva da Universidade de Berna e diretor do estudo, pessoas com menos de 65 anos que são consumidoras deste tipo de remédio para dor de cabeça, mas que não fumam e não apresentam colesterol alto, provavelmente não terão problemas com o uso da medicação. No entanto, no caso das pessoas mais velhas que tomam anti-inflamatórios para combater dores crônicas, como artrites ou problemas lombares, o risco de morte por complicações é relevante e não pode ser desconsiderado. A conclusão do estudo indica que não existe um anti-inflamatório que some a sua eficácia uma total segurança. Os especialistas propõem, entretanto, que a venda livre dessa classe de remédios seja reconsiderada. Apesar de terem sido excluídas da investigação, as aspirinas, quando consumidas em excesso, podem causar ataques e úlceras gástricas, segundo Peter Juni. (Com agência EFE) http://veja.abril.com.br/noticia/saude/analgesicos-de-venda-livre-poderiam-aumentar-risco-cardiaco-segundo-estudo