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terça-feira, 12 de abril de 2011

Pesquisa mostra que médicos não seguem as próprias recomendações Research shows that doctors do not follow their own recommendations

Escolha de tratamento para paciente pode ser diferente daquele que profissional escolheria para si mesmo
Treatment choice for patients may be different than the professional would choose for yourself
estadão.com.br

SÃO PAULO - Uma pesquisa publicada na revista Archives of Internal Medicine mostrou que os médicos tomam decisões diferentes das recomendações que fazem aos pacientes. A pesquisa foi conduzida por Peter A. Ubel e colegas da Universidade de Duke, nos Estados Unidos. O objetivo do estudo era saber se a recomendação de um certo tratamento poderia ser diferente das decisões médicas tomadas pelos profissionais em relação à própria saúde.

Em um dos cenários mostrados pela pesquisa, foi pedido para um grupo de médicos dizer o que recomendaria a um paciente diagnosticado com câncer de cólon. As opções eram cirurgias com taxa de cura de 80%, mas uma delas tinha uma taxa de mortalidade mais alta, que, no entanto, apresentava poucos efeitos colaterais. Por outro lado, a outra cirurgia tinha uma taxa de mortalidade menor, mas um certo número de pessoas que a escolheu teve que enfrentar colostomia, diarreia crônica, obstrução intermitente do intestino ou uma infecção. Cerca de 24,5% responderam que aconselharia o paciente a fazer a cirurgia com a taxa de mortalidade maior, com menos efeitos colaterais.

Outros médicos tiveram que responder o questionário que apresentava a mesma história, com a diferença de que a pessoa diagnosticada com a doença eram eles mesmos. Neste caso, a escolha pelo procedimento com a maior taxa de risco de morte foi de cerca de 37%.

"Ou seja, quando médicos fazem recomendações de tratamentos, eles pensam diferentemente de quando fazem decisões para eles mesmos", explicaram os autores do estudo. "Em algumas circunstâncias, fazer recomendações pode reduzir a qualidade das decisões médicas. Ao menos em algumas circunstâncias, no entanto, quando as emoções interferem com a tomada de decisões, esta mudança pode levar à escolha da decisão ideal. Quando discutirmos se é apropriado aos médicos fazerem recomendações de tratamentos para seus pacientes, nós devemos reconhecer que o ato de recomendar muda a forma como os médicos pesam as alternativas".

Tamanho do pulso pode indicar pré-diabete Wrist size may indicate pre-diabetes

Estudo relaciona medida do pulso e resistência à insulina em crianças e jovens com sobrepeso
Study links measure pulse and insulin resistance in overweight children and youth

Karina Toledo - O Estado de S. Paulo

SÃO PAULO - Medir a circunferência do pulso pode ser uma nova forma de identificar quais crianças e adolescentes obesos têm maior risco de desenvolver resistência à insulina e doença cardiovascular, afirmam cientistas em artigo publicado na revista Circulation, da American Heart Association.

Ao analisar as medidas de 477 jovens, os pesquisadores verificaram que aqueles que tinham o osso do pulso aumentado tinham 17% mais chance de desenvolver resistência à insulina. A resistência à insulina, também chamada de pré-diabete, é uma condição em que o organismo produz a insulina, mas não consegue usá-la de forma eficiente no metabolismo da glicose. A disfunção metabólica é um fator de risco para o desenvolvimento, no futuro, de doença cardiovascular.

Segundo os autores, o tamanho do pulso mostrou ser um indicador mais preciso para prever o risco de resistência à insulina do que o índice de massa corporal (IMC). Estudo anteriores mostraram que, durante o período de crescimento, os altos níveis de insulina circulando no organismo atuam como um anabolizante para o tecido ósseo. O estudo não aponta, contudo, qual é a medida considerada normal e a partir de que tamanho o risco estaria presente.

Se novos estudos conseguirem validar uma tabela com as medidas consideradas ideais de acordo com o sexo, a idade e as diferenças populacionais, a descoberta terá grande importância na prática clínica, afirma Marcus Malachias, da Sociedade Brasileira de Cardiologia. "Hoje, não temos bons métodos para diagnosticar resistência à insulina em crianças. E o problema está se tornando cada vez mais comum entre elas", completa.

PRÉ-DIABETE: O QUE É? Também chamada de resistência à insulina, é uma condição em que o organismo produz esse hormônio, mas não consegue usá-lo de forma eficiente no metabolismo da glicose, aumentando o risco cardiovascular

Mulher de 43 anos é nova vítima do vírus tipo 4 da dengue em SP Woman, 43, is latest victim of dengue virus type 4 in São Paulo

O Estado de S.Paulo

Uma mulher de 43 anos, moradora da zona rural de São José do Rio Preto (interior de São Paulo), é a segunda vítima da dengue tipo 4 na cidade. A confirmação do caso - o segundo no Estado de São Paulo - ocorreu ontem.

Segundo o secretário de Saúde de Rio Preto, José Victor Maniglia, a vítima sentiu os primeiros sintomas doença (febre, prostração e dores de cabeça, no corpo e olhos) em 25 de março e não precisou ser internada. A vítima, que relatou não ter viajado recentemente, passa bem.

O secretário afirma que nenhum parente da mulher apresentou sintomas da doença até agora e não há informação de que ela já tinha contraído a doença anteriormente.

O isolamento do vírus ocorreu depois que o município passou a isolar todos os vírus de casos positivos em 4 de abril, quando registrou o primeiro caso deste subtipo da dengue. A cidade tem, neste ano, 202 casos de dengue, sendo a maioria do tipo 1.

Subtipo 4. Além de São Paulo, Pernambuco, Roraima, Pará, Amazonas, Rio de Janeiro e Bahia engrossam a lista de Estados com registro do subtipo 4. Ele foi reintroduzido no País em 2010, após 28 anos sem circular. O subtipo 4 não é mais grave que os outros. O problema é que, por ter ficado muitos anos fora de circulação, há mais pessoas suscetíveis. / CHICO SIQUEIRA, ESPECIAL PARA O ESTADO

FDA permite venda de teste para diagnosticar dengue nos EUA FDA allows sale of test to diagnose dengue in the U.S.

As autoridades sanitárias dos Estados Unidos autorizaram na sexta-feira (8) a comercialização do primeiro teste para ajudar a diagnosticar a dengue.

O teste DENV Detect IgM Capture ELISA é capaz de detectar os anticorpos contra o vírus da dengue em amostras de sangue de pacientes com sintomas da doença com mais precisão do que os atuais, indicou a FDA (Administração de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos).

O diagnóstico da doença é complexo pois a resposta do anticorpo IgM contra o vírus não é detectável até um período de três e cinco dias depois da primeira febre. Ainda pode dar resultado negativo, apesar de a pessoa ter o vírus no sangue.

A novidade deste teste é a reação cruzada com outros vírus estreitamente relacionados como o vírus do Nilo Ocidental --um agente infeccioso que origina problemas neurológicos e que também é transmitido por um mosquito--, o que proporciona mais informações aos médicos para diagnosticar a doença com mais precisão.

O teste, que conta com tecnologia patenteada pelo CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças), estará disponível para uso em laboratórios clínicos.

"Os casos de dengue e febre hemorrágica podem ser potencialmente mortais para as pessoas que não reconhecem os sintomas", advertiu Alberto Gutiérrez, diretor do escritório de dispositivos para diagnosticar doenças da FDA.

Ter artrite não significa render menos Having arthritis does not mean less pay

Pesquisa mostra que ter a doença não torna as pessoas menos produtivas
Research shows that having the disease does not make people less productive

Reuters Health

Muitas pessoas que sofrem de artrite passam por dificuldades periódicas no trabalho. Entretanto, uma nova pesquisa norte-americana mostra que elas não se tornam menos produtivas com estes problemas. Em muitos casos, mudanças simples no ambiente de trabalho podem ser bastante úteis.

Já se sabe que as pessoas que sofrem de artrite frequentemente enfrentam limitações no trabalho. Em um estudo do governo norte-americano, um terço da população em idade produtiva e que sofre de artrite naquele país relatou que o trabalho é prejudicado por problemas de saúde.

Entretanto, de acordo com o novo estudo– que acompanhou quase 500 americanos trabalhadores que sofrem de artrite – apensar de bastante comuns, as dificuldades no trabalho não são constantes.


Durante os quatro anos e meio de duração do estudo, três quartos dos participantes relataram dificuldades ocasionais, mas não contínuas, no trabalho. Somente nove em cada cem participantes passaram por dificuldades graves consistentes – problemas que podem impedir a realização de algumas tarefas no trabalho, ou ainda forçá-los a reduzir a carga horária.

“Limitações no trabalho em virtude da artrite geralmente são abordadas como problemas constantes. Mas, eu acredito que elas são mais periódicas”, disse Monique A. M. Gignac, professora da Universidade de Toronto, que conduziu o estudo.

Tai Chi: alívio para a artrite

Ela complementa que essa informação é importante tanto para empregadores, quanto para seguradoras e para os próprios trabalhadores que sofrem de artrite. “Existe uma crença de que as pessoas que têm artrite são um peso no ambiente de trabalho, mas este não é o caso”, ela complementou.

Ainda assim, muitos trabalhadores acometidos pela doença, de certa forma, realmente acabam enfrentando problemas no trabalho. As questões mais comuns abordadas no novo estudo foram as ações de levantar e carregar objetos, ajoelhar-se e ficar de pé por longos períodos – de um quarto a três quartos dos participantes relataram tais problemas.

Quando o assunto em questão é facilitar o desempenho destas tarefas, os trabalhadores geralmente tomam medidas simples, como o uso de “acessórios” ou mudanças de mobiliário para facilitar o trabalho.
Gignac ressalta que uma cadeira mais confortável, um apoio para os pés ou um teclado especial podem ser de grande utilidade. Ela afirma que algumas medidas sem custos também ajudam – como organizar a mesa de trabalho para deixar tudo à mão ou levantar-se e alongar-se periodicamente.

“São coisas que podemos fazer para manter nosso nível de energia e reduzir a dor”, diz.

Relativamente poucos participantes do estudo tomaram medidas mais significativas, como alterar o horário de trabalho. Durante todo o estudo, apenas 17 em cada cem pessoas fizeram tais alterações.
As descobertas, relatadas no periódico Arthritis Care & Research, são baseadas em entrevistas conduzidas com 490 trabalhadores adultos que sofriam de osteoartrite – o tipo mais comum da doença que ataca as articulações com a idade ou com atividades esportivas intensas – ou artrite inflamatória. A maioria dos participantes do segundo grupo sofria de artrite reumatoide, doença na qual o sistema imunológico acidentalmente ataca o interior das articulações.

Os participantes atuavam em ramos diversos de atividades – como transporte, vendas, ensino e negócios – e foram entrevistados por quatro vezes ao longo os quatro anos e meio de duração do estudo.
Segundo Gignac, o fato de que as limitações de trabalho vêm e vão podem estar relacionadas à própria natureza da doença. Para algumas pessoas, mudanças no tratamento ou no trabalho podem fazer uma grande diferença.