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domingo, 5 de junho de 2011

Deputados vão a São Paulo investigar morte de bebês em UTI

A Comissão de Seguridade Social e Família vai enviar uma comitiva de deputados à Santa Casa de Misericórdia da cidade de Suzano, em São Paulo, para averiguar o elevado número de mortes de bebês na UTI neonatal.

Somente neste ano foram registrados 17 óbitos. No último dia 28, em menos de 24 horas quatro recém-nascidos que estavam internados na UTI faleceram.

A viagem, sugerida pelos deputados Roberto de Lucena (PV-SP) e João Ananias (PCdoB-CE), foi aprovada pela comissão nesta quarta-feira (1º). A data ainda será definida.

De acordo com Lucena, dados preliminares afastam a possibilidade de infecção hospitalar, mas a Comissão de Óbito Infantil do hospital ainda não divulgou o relatório final da investigação.

O deputado acrescenta que o Ministério Público analisa a necessidade de pedir a interdição da UTI. “Não resta dúvida que o fato é grave. Diante de tantas dúvidas, entendemos que a comissão deva acompanhar o caso de perto, ajudando na busca de respostas e soluções”, disse Lucena.

UTI neonatal é interditada, após 13 mortes

A Secretaria Estadual de Saúde interditou na última quarta-feira, (01) a UTI Neonatal do Hospital Municipal da Criança de Guarulhos, Grande São Paulo, onde foram registradas 13 mortes entre 7 de abril e 26 de maio. As informações são do jornal Estado de S. Paulo.


Segundo a pasta, vistoria do Centro de Vigilância Epidemiológica e Centro de Vigilância Sanitária constatou diversas irregularidades, como problemas no controle de infecção, manutenção predial, falta de capacitação dos funcionários em relação a procedimentos de esterilização de equipamentos e climatização inadequada. O relatório final fica pronto em 30 dias.

A investigação partiu do Ministério Público Estadual (MPE). O órgão informou que pelo menos quatro crianças tiveram pneumonia e seis, infecção primária.

Hospital da Irlanda usa cobre para combater infecções hospitalares

Um hospital privado na Irlanda é o primeiro a usar a tecnologia do cobre para combater infecções hospitalares. A iniciativa aconteceu após a divulgação dos primeiros resultados de estudos em andamento no hospital Selly Oak, em Birmingham, Inglaterra. O hospital privado San Francis possui 140 leitos e fica em Mullingar, região de Westmeath, na Irlanda e é o primeiro no mundo a adotar maçanetas de cobre para reduzir infecções associadas à assistência médica, tais como a provocada pelo vírus MRSA.


O hospital contou com o apoio da International Copper Association (ICA)- representada no Brasil pelo Procobre que auxiliou no projeto para substituir mais de 100 maçanetas.

Testes-piloto com uso do cobre em equipamentos e móveis hospitalares já foram realizados em oito centros de saúde nos Estados Unidos, Inglaterra, Alemanha, Japão e Chile e comprovam que o cobre, aplicado em superfícies de alto contato manual, pode ser um importante aliado no combate às infecções hospitalares. O teste já apontou que o uso do cobre reduz em até 85% a presença de microorganismos causadores de infecções hospitalares.

Segundo o Procobre Brasil, a média de pacientes que contraem infecção após procedimentos cirúrgicos ou internações é de 45 mil óbitos anuais em 12 milhões de internações. Dados do Ministério da Saúde mostram que entre 13% e 15% dos pacientes internados adquirem algum tipo de infecção durante a hospitalização.

Somente nos EUA, cerca de dois milhões de americanos contraem infecções hospitalares por ano, sendo que 100 mil morrem em decorrência das infecções, custando aos cofres públicos prejuízos de cerca de US$ 30 bilhões.

Cada caso onera o sistema de saúde público em até US$ 1.400, em média, além de aumentar a internação hospitalar em torno de 14 dias. Com esse montante de recursos, e os leitos ocupados por suas vítimas, muitos problemas do sistema público de Saúde, além da falta de leitos, seriam minimizados.

Hospital britânico ensina grávidas a cantar para seus bebês

Mulheres grávidas britânicas estão aprendendo a cantar para seus bebês em um projeto pioneiro de um hospital do Serviço Nacional de Saúde (NHS, sigla em inglês).

As aulas de música são destinadas a incentivar habilidades de linguagem nas crianças e também ajudam as mães a desenvolver uma ligação mais próxima com seus filhos.

Elas mães aprendem a cantar uma série de músicas, incluindo canções de ninar e de roda.

Segundo Maya Waldman, organizadora o projeto, "o repertório é uma seleção de canções simples e inspiradoras do mundo todo. Elas são emotivas, algumas animadas e outras relaxantes".

As oficinas de música, que começaram em janeiro para mulheres da unidade Chelsea e Westminster do NHS, oeste de Londres, se baseiam na ideia de que os fetos respondem à música e às vozes de seus pais.

O projeto espera que o canto 'proporcione benefícios emocionais, sociais, educacionais e físicos para as mulheres e seus bebês durante a gravidez, o parto e depois do nascimento'.

O objetivo das das aulas é fortalecer a comunicação entre mãe e filho, assim como preparar para o parto por meio de exercícios vocais e de respiração.

Até agora, cerca de dez mães têm frequentado as aulas de 90 minutos, que são cofinanciadas pelo hospital e gratuitas para as participantes.

O projeto de canto é o primeiro destinado às mulheres grávidas do Serviço de Saúde.


'Cantar é uma forma muito precoce de comunicação e expressão", disse Anna Matthams, assistente do projeto do hospital.

'O sistema auditivo do bebê é um dos primeiras coisas a se desenvolver e há muitas evidências fisiológicas que cantar ajuda no desenvolvimento da linguagem.'

Paraplégico conta como voltou a se movimentar após tratamento

O policial militar baiano M.P.R., 47, que ficou paraplégico após sofrer uma queda em 2002, conta à repórter Natália Cancian, da Folha, como voltou a se movimentar após ser submetido a um tratamento experimental.

Policial de 47 anos, paraplégico há nove, faz fisioterapia em centro universitário em Salvador   Edson Ruíz - 4.jun.10/Folhapress


A reportagem completa está disponível para assinantes da Folha e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha.

O paciente foi o primeiro a testar o tratamento especial, desenvolvido por cientistas do Hospital São Rafael, em Salvador, e da Fiocruz.

Em 2005, o policial leu na internet uma matéria sobre um trabalho com células-tronco que estava sendo realizado na Bahia. Procurou a equipe, fez exames e aguardou a aprovação do teste em humanos. Foi escolhido, mas não sabia que seria o primeiro. "Depositei toda a minha confiança neles. Como fui voluntário, sei de todos os riscos", assume.

A primeira célula foi aplicada no dia 14 de abril. Dez dias depois, ele teve as primeiras sensações nas pernas. "O primeiro lugar que senti foi a coxa direita", conta.