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segunda-feira, 15 de agosto de 2011

CNS concede parecer favorável à criação da Faculdade de Ciências da Saúde de Barretos

Segundo o diretor-geral do Hospital de Câncer de Barretos, Henrique Prata, foi feito um investimento de R$18 milhões realizado há quatro anos e há dois anos a faculdade está pronta

Nesta quarta-feira, (10), o Conselho Nacional de Saúde, do Ministério da Saúde, concedeu um parecer favorável à criação do curso de medicina, da Faculdade de Ciências da Saúde de Barretos Dr. Paulo Prata, ligada ao Hospital de Câncer de Barretos e idealizada pelo diretor-geral da instituição, Henrique Prata.

Segundo Prata, foi feito um investimento de R$18 milhões realizado há quatro anos e há dois anos a faculdade está pronta. “Durante esse período, estava sofrendo uma angústia imensa, pois atualmente existem várias especialidades que temos carência. Estou feliz que existe um espírito de mudança para vir de encontro com a falta de profissionais no País”

O executivo conta que o motivo que o levou a investir na criação de uma faculdade de medicina foi a intenção de formar profissionais capacitados e dar continuidade ao trabalho realizado pelo hospital. “Em nossas avaliações, tivemos nota máxima em todas as etapas, e fomos considerados uma faculdade com conceito de excelência”.

Mesmo com a vinculação ao Hospital do Câncer, a faculdade tem como objetivo formar médicos generalistas e não apenas profissionais que atuem na esfera ontológica.

O diretor-geral do Hospital do Câncer de Barretos conta que o ministro da saúde, Alexandre Padilha esteve presente no local e elogiou o projeto. “Acredito que a opinião da Padilha foi um fator determinante na ajuda do processo”.

De acordo com Prata, a falta de médicos no mercado é um problema visível para as autoridades. “Tanto o ministro da saúde como a presidente Dilma Rousseff têm a consciência de que a falta de bons profissionais pode piorar nos próximos anos, por isso, é importante tomar providências que revertam essa situação”.

Com a aprovação prévia, o projeto será encaminhado para a Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior e para o Conselho Nacional de Educação do MEC (Ministério da Educação). E, na etapa final, será submetido à homologação do ministro da Educação, Fernando Haddad.

Fonte SaudeWeb

Remédio biológico ataca tumor gástrico com mutação genética

Anticorpo monoclonal trastuzumabe, uma droga biológica que impede a reprodução das células cancerosas portadoras da mutação, passa a poder ser indicado também para tumores de estômago

Pacientes com um tipo de câncer de estômago que apresenta uma mutação têm mais uma opção de tratamento. Isso porque o anticorpo monoclonal trastuzumabe, uma droga biológica que impede a reprodução das células cancerosas portadoras da mutação, passa a poder ser indicado também para tumores de estômago. O remédio já era usado para câncer de mama.

De acordo com o Icesp, a mudança de indicação foi aprovada em julho pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). E a instituição explica que de 10% a 15% dos tumores gástricos têm a mutação conhecida como HER2 e podem ser tratados com o anticorpo.

Novo estudo
Um estudo sobre a droga (patrocinado pela fabricante do remédio, a Roche) com 584 pessoas em 24 países foi publicado na revista médica “Lancet” no ano passado.

A pesquisa mostra que os pacientes, cujos tumores não podiam mais ser operados, ganharam cerca de três meses a mais de sobrevida com o tratamento aliado à quimioterapia, em comparação aos que receberam só a químioterapia.

Terapia-alvo
De acordo com instituição, buscar novos tratamentos oncológicos tem se concentrado na identificação de subgrupos de tumores, para o desenvolvimento de terapias individualizadas.

E conta que antigamente, o câncer era ou de mama ou de estômago ou de intestino. Hoje, sabe-se que dois tumores podem estar no mesmo órgão e ser muito diferentes do ponto de vista molecular.

Fonte SaudeWeb

“Dispositivo pode substituir eletrodos em hospitais”, diz estudo

Experiência realizada pela Universidade de Illinois, pode fazer com que monitoramento de sinais vitais seja realizado por meio de produto mais fino que fio de cabelo

Um artigo publicado na revista Scienc informa que o monitoramento de sinais vitais, que é feito por meio de eletrodos, pode passar a ser feito utilizando um pequeno dispositivo sem fio, mais fino do que um fio de cabelo, o pelo eletrônico.

De acordo com a publicação, o produto é feito sobre uma base de poliéster semelhante à usada em tatuagens temporárias. O sensor é flexível e acompanha os movimentos da pele, além de aderir com facilidade. Ele possui uma antena, que servirá para transmissão de dados, e contém uma bateria que pode ser recarregada.

Medição de ondas cerebrais e movimentos musculares, emissão de calor para auxiliar na recuperação de machucados: tudo isso pode ser feito a partir do pelo eletrônico.

De acordo com a Universidade de Illinois, Estados Unidos, que está desenvolvendo o produto, o objetivo é fazer com que objeto se pareça cada vez mais com as camadas superficiais da pele.

Ainda não existe previsão da chegada dos produtos ao mercado, e nem o preço inicial

Fonte SaudeWeb

Medicina e humanismo

Para o presidente da Sociedade Brasileira de Clínica Médica, Antonio Carlos Lopes, a criação das áreas de medicina do sono, tropical e paliativa é um avanço importante para a efetividade da medicina

Virou notícia dias atrás o fato de o Conselho Federal de Medicina (CFM) criar três novas áreas de atuação, ou seja, três novos ramos de especialidades médicas. Pela resolução 1973/2011, a medicina do sono, a tropical e a paliativa passam, inclusive, a merecer espaço especial na residência médica, com treinamento específico e complementar.

Sem dúvida, trata-se de avanço importante para a efetividade da medicina e particularmente para a assistência de qualidade aos pacientes. No caso da medicina paliativa, em particular, damos um passo essencial para humanizar o atendimento, com olhos voltados ao doente, ao indivíduo, e não apenas às doenças, como o fazem erroneamente alguns pseudo-doutores.

Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) indicam que 65% dos portadores de doenças crônicas que ameaçam a vida necessitam de cuidados paliativos. Lamentavelmente ainda hoje no Brasil essas pessoas com patologias graves, sem perspectiva de sobrevivência, são duplamente castigadas. Primeiro não têm o que fazer contra a doença. Depois, são praticamente condenadas a um triste fim, já que em geral não há infra-estrutura para atendê-los.

Muitos planos de saúde que adotam um comportamento antiético e as tiram dos hospitais, pois, para eles, representam custos. Outro problema grave é que várias instituições públicas não aceitam dar acompanhamento a esse paciente. Enfim, é a total falta de respeito e humanidade.

É obrigação do estado – e uma questão de respeito à cidadania – oferecer cuidado digno a esses pacientes; dar a eles todo o suporte psicológico, espiritual e emocional, assim como a seus familiares; e garantir-lhes assistência médica e nutricional de excelência, para que desfrutem de uma sobrevida de qualidade.

Na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), por exemplo, esse é um trabalho antigo (e pioneiro) realizado pelo Ambulatório de Cuidados Paliativos, da Disciplina de Clínica Médica. Vivemos tempos de relevantes avanços tecnológicos, mas nada substitui o tratamento humanizado, o médico que tem nome e rosto, que conhece o nome e o rosto do paciente. Não podemos aceitar que doentes sejam tratadas como o doente do quarto 12, 28, 92.

Seguindo essa linha de pensamento, vemos com grande satisfação a Resolução do Conselho Federal de Medicina, pois cria condições objetivas para a formação de médicos com uma visão integral do paciente e da prática médica.

Entretanto, muito ainda temos de caminhar. Que a trilha aberta pelo CFM estimule o governo e suas estratégias de saúde. É urgente uma política de estado para o atendimento humanizado a esse grupo de pacientes. É mister criar centros regionalizados de cuidados paliativos que funcionem também como hospital-dia. Assim garantiremos que o paciente que não necessita de internação seja atendido em suas demandas, inclusive liberando leitos para outros. Ele poderá fazer exames, curativos, receber cuidados gerais, ou seja, um tratamento adequado e competente.

Fonte SaudeWeb

Ácido Úrico

O que é

Exame de sangue (ou de urina) para avaliar os níveis de ácido úrico no organismo.

Para que serve

Serve para detectar níveis elevados de ácido úrico e assim diagnosticar doenças como gota, artrite e cálculos renais.

Como é feito

É coletado sangue de uma veia do braço do paciente ou então uma amostra da urina (neste caso a coleta consiste em urinar uma pequena quantidade de urina dentro de um pote apropriado, fornecido pelo laboratório).

Preparo

Não é necessário preparo prévio ao exame.

Valores de referência

Exame de sangue
- Homens: 2,5 a 7,0 mg/dL = 149 a 416 mmol/L

- Mulheres: 1,5 a 6,0 mg/dL = 89 a 357 mmol/L

Exame de urina
- 250 a 750 mg/24 horas = 1,5 a 4,5 mmol/24 horas

Fonte IG