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quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Estudo explica por que gripe suína vitimou crianças saudáveis

Para cientistas, vacinação contra gripe é meio eficaz de prevenir complicações - Wilson Dias
Infecção conjunta por bactéria resistente a antibióticos agrava quadro

Por que tantas crianças saudáveis morreram durante a pandemia da gripe suína em 2009? Um novo estudo mostra que a infecção simultânea pelo vírus H1N1 e pela bactéria MRSA, resistente a antibióticos, aumentou a mortalidade em oito vezes. Trata-se da maior pesquisa sobre o assunto, conduzida pelo Children´s Hospital Boston.

"Há mais risco de que a MRSA se torne invasiva na presença do vírus da gripe ou outros", dizem os autores. "As mortes dessas crianças com as duas infecções são um sinal de alerta", afirmam.

Os pesquisadores esperam que a descoberta, publicada na edição de novembro da Pediatrics, ajudem a promover a vacinação contra gripe nas crianças acima de seis meses. A vacina não é recomendada para os mais novos.

"O vírus de 2009 não mudou significativamente até hoje", nota Tim Uyeki, da Divisão de Influenza do National Center for Immunization and Respiratory Diseases, um dos principais autores do estudo.

Para chegar ao resultado, os cientistas investigaram 838 crianças durante a pandemia de 2009 a 2010. A idade média das gravemente doentes era seis anos. A maioria teve falência respiratória, dois terços precisaram ventilação mecânica e algumas, suporte avançado para funções cardíacas e respiratórias. A doença evoluiu rapidamente e 75 crianças (9%) morreram em duas semanas após a admissão no hospital.

Embora a maioria das gravemente doentes tivessem outras doenças crônicas que aumentaram o risco de morte, como asma, 30% delas eram saudáveis. Entre elas, o único fator de risco foi a infecção conjunta pela bactéria MRSA nos pulmões.

"Não é comum, nos Estados Unidos, uma criança saudável morrer de pneumonia. No entanto, essas crianças tiveram um tipo de pneumonia que matou grandes áreas de tecido no pulmão", explicam os autores.

Muitas delas receberam os antiviral apenas depois da internação. Para os autores, o tratamento precoce pode ajudar a salvar vidas, já que o remédio funciona melhor se for administrado nos dois primeiros dias após o início dos sintomas.

Os autores recomendam que crianças com doenças sérias no trato respiratório inferior recebam rapidamente tratamento cm antivirais e antibióticos para bactérias como a MRSA mesmo antes da confirmação laboratorial da infecção. Como ainda não há vacina contra a bactéria, a vacinação contra a gripe é um dos meios de prevenir complicações.

Fonte Estadão

Mais de 10 milhões de receitas de antibióticos são desnecessárias

Estudo feito nos EUA mostra que crianças com gripe e asma costumam receber esses medicamentos

A cada ano, pediatras fazem mais de 10 milhões de prescrições de antibióticos desnecessárias nos Estados Unidos. As receitas são usadas em casos como gripe e asma, contribuindo para a resistência às drogas, mostra um novo estudo.

Pesquisadores analisaram uma amostra de quase 65 mil visitas ambulatoriais de menores de 18 anos, entre 2006 e 2008. Os achados estão descritos no periódico Pediatrics.

No total, os médicos prescreveram um antibiótico a cada cinco visitas, a maioria para crianças com problemas respiratórios como pneumonia.

Algumas dessas infecções realmente eram causadas por bactérias e precisavam de antibióticos. Mas quase um quarto de todas as prescrições foram dadas a crianças com condições respiratórias que provavelmente não precisavam desse tipo de medicamento, como bronquites, gripe, asma e alergias.

"Isso equivale a mais de 10 milhões de prescrições de antibióticos a cada ano que provavelmente não farão nenhum bem, mas podem causar danos", diz o líder do estudo, Adam Hersh, da University of Utah.

"Um dos motivos do abuso é que o diagnóstico frequentemente não está claro. Isso é comum nas infecções de ouvido. A decisão acaba sendo de prescrever o antibiótico, só para garantir", ele diz ele.

Metade de todos os antibióticos prescritos eram de amplo espectro, que agem contra uma vasta gama de bactérias, matando inclusive muitas das benéficas que vivem no nosso organismo e abrindo caminho para infecções por bactérias resistentes.

"Antibióticos são ótimos. Às vezes eles são realmente necessários, a questão é ser criterioso sobre quando devemos usá-los", diz Betsy Foxman, epidemiologista da University of Michigan School of Public Health.

Além disso, dar antibióticos a crianças quando não é necessário aumenta o risco de infecções resistentes tanto na criança quanto na sociedade como um todo, ela enfatiza.

Para Hersh, uma forma simples de evitar o abuso seria esperar alguns dias e examinar a criança novamente antes da prescrição. "Se o diagnóstico é incerto, considere se seria seguro esperar um dia ou dois, mantendo um acompanhamento bem próximo da criança, em vez de começar imediatamente com o antibiótico."

Fonte Estadão

Dilma lança 'home care' e plano para qualificar hospitais

A presidente Dilma Rousseff lançou nesta terça-feira, em cerimônia no Palácio do Planalto, os programas "Melhor em Casa", do SUS (Sistema Único de Saúde) e o "SOS Emergência".

Conforme a Folha antecipou na semana passada, o primeiro deles prevê atendimento domiciliar a pacientes que não precisam ficar internados --a intenção do governo é diminuir a demanda de atendimentos em hospitais.

Formadas por médicos, fisioterapeutas, técnicos em enfermagem e enfermeiros, 1.000 equipes de atendimento domiciliar serão formadas até 2014 --a previsão é de um investimento de R$ 1 bilhão. Estados e municípios devem fazer adesão ao programa, já que tais equipes serão contratadas pelos gestores locais.

"Esse é um aprendizado da medicina nos últimos anos: nós aprendemos no dia a dia, percebemos que alguns dos procedimentos que tradicionalmente são realizados dentro dos hospitais poderiam ser realizados dentro de casa com melhor resultado, (...) vendo a pessoa como ser humano", afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

A iniciativa poderá ter como resultado, por exemplo, a redução de infecções hospitalares, destacou o ministro. Segundo ele, o ministério ficará responsável por todas as despesas do programa. Ainda neste mês, 110 equipes serão cadastradas - a média de atendimento mensal de cada uma delas é de 60 mil pacientes.

O ministro da Saúde anunciou ainda a assinatura de portaria com o Ministério de Energia que prevê isenção total de tarifa de energia em residências onde existam equipamentos médicos que necessitem de eletricidade.

SOS EMERGÊNCIA
Já o programa "SOS Emergência" tem como meta qualificar grandes hospitais de urgência e emergência no país. O ministério começa com 11 hospitais de referência e chegam a 40 até 2014. Cada um dos hospitais receberá anualmente R$ 3,6 milhões para ampliação e qualificação do atendimento. Há ainda uma verba adicional de até R$ 3 milhões por hospital para compra de equipamentos e reformas.

A ideia é criar comitês de qualidade nos hospitais para reformular e agilizar o atendimento, por exemplo. Seis hospitais de excelência no país vão colaborar com essa qualificação, entre eles o Sírio Libanês e o Albert Einstein, ambos em São Paulo.

"Queremos entrar em campo com os trabalhadores de saúde para apoiar quem quer fazer mudanças", disse Padilha.

Fonte Folhaonline

Vacina dá mais meses de vida a paciente terminal com câncer de fígado

Uma vacina de varíola geneticamente modificada reduziu em 60% o risco de morte de pacientes com câncer de fígado em estágio avançado, segundo um estudo da Universidade da Califórnia (EUA).

A pesquisa foi apresentada no sábado (5) e mostrou que pacientes que receberam altas doses da imunização viveram, em média, por mais 13,8 meses, contra 6,7 dos que foram tratados com o mesmo preparado em uma concentração bem menor, equivalente a um décimo da dose mais forte.

O estudo acompanhou 30 pacientes. Dos que receberam a dose mais concentrada, 66% estavam vivos após um ano. No outro grupo, só 23% sobreviveram até o fim desse mesmo período.

Os principais efeitos colaterais do tratamento foram sintomas similares aos da gripe.

A pesquisa usou a vacina para alertar o sistema imunológico e fazê-lo atacar as células de câncer. O vírus da imunização foi modificado para ter as células doentes como alvo e atrair o sistema imune.

A técnica será submetida a um estudo com mais pacientes no ano que vem.

Fonte Folhaonline

Pacientes em tratamento médico em casa não pagarão conta de luz

As pessoas em tratamento médico que mantêm em casa equipamentos de saúde e que estão inscritas no cadastro único do governo federal não vão pagar mais pela luz que consomem.

A portaria que determina a isenção do pagamento de tarifa de energia elétrica foi assinada nesta terça-feira pelos ministros da Saúde, Alexandre Padilha, e de Minas e Energia, Edison Lobão.

Um dos grandes problemas enfrentados por quem precisa manter permanentemente em casa equipamentos médicos essenciais, como de aspiração de secreções ou de apoio à respiração, é a dificuldade de pagar a conta de energia, relatou o ministro da Saúde.

"Esse é um dos grandes problema da atenção domiciliar, um dos grandes gastos feitos pelas famílias".

Para ter direito à isenção, é necessário comprovar, por meio de laudo da secretaria de saúde estadual ou municipal, a necessidade de uso dos equipamentos e atualizar regularmente as informações cadastrais na concessionária de distribuição de energia e na Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica).

Fonte Folhaonline