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quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Documentário retrata história da talidomida no Brasil

Vítimas brasileiras de um dos maiores erros da história da medicina, a síndrome da talidomida fetal, lançam amanhã o primeiro documentário contando toda a trajetória da luta em busca do seus direitos no país.
 
A talidomida chegou ao mercado há 55 anos e, além de ser usada como sedativo, também era receitada contra o enjoo das grávidas. No anos 1960, foi responsável pelo nascimento de ao menos 12 mil crianças com deficiência, principalmente pelo encurtamento de braços e pernas.
 
Em 1961, vários países retiraram a droga de circulação, o que só ocorreu após quatro anos no Brasil. No entanto, o país voltou a utilizá-la no tratamento da hanseníase.
 
Desde 1997, a substância passou a ser restringida no caso das mulheres em idade fértil e só pode ser usada em determinados casos de hanseníase e outros males, como a doença de Crohn.
 
O país teve a segunda e, agora, a terceira geração de vítimas da talidomida -fato inédito no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde. Ao todo, são 800 pessoas ainda vivas, a última diagnosticada há dois anos.
 
"É uma vergonha. O mundo tem de saber disso", diz o agente de viagens Luiz Otávio Falcão, 51, que nasceu com deficiência nos braços.
 
Além de depoimentos das vítimas, o documentário "Tá Faltando Alguma Coisa" (1h15 de duração) traz relatos de técnicos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, e do INSS, de advogados e promotores, por exemplo.
 
"O documentário mostra essa visão crítica do sistema, a luta diária em busca dos nossos direitos", afirma Claudia Marques Maximino, presidente da ABPST (Associação Brasileira dos Portadores da Síndrome da Talidomida) e diretora do filme.
 
Cláudia nasceu em 1962 sem as duas pernas e um braço --o outro é defeituoso. Formada em administração de empresas e pós-graduada em recursos humanos, dirige a associação, criada com a ajuda do então governador Mario Covas (1930-2001), desde 1991.
 
"Naquela época, não tínhamos direito a quase nada. Conseguimos mudar a lei [em 1993], estabelecendo uma pensão de um a oito salários [dependendo do grau da deficiência] e incluindo o direito a próteses. Ainda hoje, às vezes, só se ganha no grito."
 
Pressão
Em 1993, na Câmara dos Deputados, Cláudia chegou a ameaçar tirar as pernas mecânicas e pular de mesa em mesa para caso os parlamentares não aprovassem o projeto- que acabou sendo aprovado por unanimidade.
 
A carioca Wanda Soares Santos, 48, outra vítima que aparece no documentário, lembra-se bem das dificuldades que enfrentou até conseguir o direito à pensão.
 
Nascida com defeitos nos dois braços, conseguiu terminar o ensino fundamental com a ajuda das professoras. "Não tinha coordenação porque nunca fiz fisioterapia. Minha família era muito pobre."
 
Em 2010, as vítimas da talidomida ganharam direito a indenização por danos morais. O valor varia de R$ 50 mil a R$ 400 mil. Das 650 pessoas com direito ao benefício, 150 ainda não o receberam.
 
A ideia de Cláudia é distribuir o documentário em escolas médicas e de direito. "Precisávamos desse registro histórico para que uma tragédia não aconteça mais." Mais informações no site www.talidomida.org.br.
 
Fonte Folhaonline

TCM vai auditar fiscalização de OSs da Saúde

Tribunal de Contas deve analisar contratos e serviços de consultoria e instituto que auxilia a Prefeitura de São Paulo a monitorar as parcerias
 
O Tribunal de Contas do Município de São Paulo (TCM-SP) vai auditar o trabalho que a Prefeitura desenvolve com contratadas para fiscalizar os serviços e os gastos das Organizações Sociais (OSs) que administram unidades de saúde da rede pública.

Relator da área no tribunal, o conselheiro Maurício Faria estabeleceu como prioridade acompanhar a execução do contrato que a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) firmou com a Gesaworld do Brasil e do convênio com o Instituto Via Pública, que, juntos, somam R$ 15,4 milhões.
 
Apesar de terem um consórcio no mercado brasileiro, a Gesaworld e o Instituto Via Pública foram contratados separadamente e atuam em duas frentes complementares de um sistema de monitoramento e fiscalização para a rede de saúde. Desde maio, a Gesaworld desenvolve um programa para controle contábil remoto. Na semana passada, o Via Pública teve convênio ampliado até março para visitar 268 UBS e Amas e, assim, averiguar com pacientes e médicos como são feitos os atendimentos.
 
De início, o trabalho está focado em unidades de saúde administradas por contratos de gestão com as OSs. A iniciativa começou apenas após recomendações do TCM, que via "ausência de fiscalização, cumprimento de metas e de diretrizes públicas".
 
"Vou determinar uma auditoria especialmente cuidadosa sobre o aditamento do convênio da Via Pública e sua execução. E, ao mesmo tempo, sobre o contrato da Gesaworld", diz Faria. "Vamos ver se o que estão fazendo é adequado. Se tiver consistência, pode levar à superação das falhas. É importante para regularizar os contratos de gestão."
 
Interesses
A consultoria Gesaworld vai receber mais de R$ 9,6 milhões até maio de 2014 para criar um software que permite à SMS verificar e analisar pela internet as prestações de contas das OSs parceiras. E, assim, controlar o uso dos recursos repassados anualmente: R$ 1,3 bilhão.
 
Só que a consultoria, de origem espanhola, também trabalhou para as OSs a serem fiscalizadas. Constam do site da Gesaworld como clientes no Brasil as OSs Casa de Saúde Santa Marcelina, Associação Congregação de Santa Catarina e Centro de Estudos e Pesquisas Dr. João Amorim (Cejam) - que tem parceria com o hospital Albert Einstein.
 
"Precisa examinar. Se a consultoria exerce apoio à fiscalização e ao mesmo tempo presta serviço para a fiscalizada, é estranho. Há um conflito de interesses", diz Faria.
 
Ao Estado, a Gesaworld disse que não há conflito, porque prestou consultoria a OSs em "períodos anteriores" e deixou a atividade depois de formalizar contrato com a SMS. A pasta disse que "não há, em princípio, impedimento a que (a Gesawold) tenha outros contratos no mercado". A secretaria disse que prestará os esclarecimentos solicitados pelo TCM e a parceria com o Via Pública "respeita as leis". "Não existe decisão impeditiva que invalide essa parceria", afirmou, em nota.
 
O Via Pública firmou, sem licitação, termo de parceria com a SMS em 2006. Até 2011, a pasta empenhou R$ 76 milhões para pagar ao instituto - que deve receber pelo menos mais R$ 5,8 milhões, de janeiro a março.
 
O relatório final da Subcomissão das OSs na Câmara Municipal, de janeiro, diz que "o trabalho realizado pela Via Pública atualmente em nada contribui para o aprimoramento dos contratos de gestão celebrados pela SMS".
 
Prejuízo
Em 2010, o Via Pública foi declarado inidôneo pela Prefeitura - recomendação do TCM, que viu "dano ao erário" e pediu ressarcimento de R$ 900 mil (valor à época). Mas a pasta de Assistência Social, que o contratara para cadastrar famílias carentes candidatas a receber auxílio financeiro, cancelou o ato e decidiu apurar a "publicação indevida" no Diário Oficial. Segundo o Via Pública, o processo ainda está em análise na Prefeitura.

Fonte Estadão

Acupuntura no SUS ajuda pacientes com dores sem solução e já está até na UTI

Acupuntura no SUS é usada em pacientes com dores sem solução
Em um ano, atendimentos pelo sistema público crescem 76%; agulhas já são usadas por médicos de várias especialidades, de ortopedistas a psiquiatras
 
As agulhadas usadas para aliviar a dor do motoqueiro ferido no trânsito e internado na UTI também são empregadas para tratar a perna da senhora que já passou por todos os médicos, sem resultados. Eles são exemplos de pacientes que estão entre os 1,2 milhão de atendimentos de acupuntura feitos no Sistema Único de Saúde (SUS) no último ano.
 
De acordo com um levantamento inédito feito pelo Colégio Médico Brasileiro de Acupuntura (CMBA), o total de consultas realizadas em 2011 – tabulados por meio do banco de dados do Ministério da Saúde – representa um aumento de 76,4% comparado as 680 mil feitas no ano anterior.
 
O crescimento do chamado método alternativo gratuito tem a contribuição das mais variadas especialidades médicas, da ortopedia à psiquiatria. De forma pioneira, é utilizado até mesmo em meio ao maquinário das unidades de terapia intensiva (UTI), como conta Fernando Genschow, médico do CMBA e um dos autores da resolução nacional que estabeleceu, em 2006, as diretrizes da introdução da acupuntura no SUS.
 
“Acupuntura é neurociência. É um método muito versátil porque as agulhas promovem estímulos neurológicos repercutidos em todas as células do corpo”, afirma o especialista, que atua no Hospital do Distrito Federal.
 
“Por isso, no último ano introduzimos a técnica nas UTIs. Atendemos especialmente as vítimas de acidentes de trânsito, a maioria motociclistas, com múltiplos traumas no corpo.”
 
Segundo Genschow, são dois objetivos principais que justificam o emprego das agulhas para pacientes que exigem cuidados intensivos: o alívio da dor, indicação que concentra a maior parte das pesquisas científicas sobre acupuntura, e melhora da função respiratória dos acidentados.
 
“Como o tratamento promove uma reprogramação cerebral isso repercute na melhora da respiração. A necessidade de um respirador artificial é a mais frequente para manter o paciente na UTI. Então, além de melhorar a qualidade de vida, a acupuntura também pode reduzir o tempo de internação. Lá na ponta, isso pode até reduzir os custos hospitalares”, completa o especialista.
 
Celeiro científico
Apesar da experiência na UTI do hospital do Distrito Federal, a maior parte da utilização das agulhas como parte do tratamento no SUS se dá em consultas de rotina, feitas em ambulatórios.
 
Para ter acesso, o paciente precisa ser encaminhado por um médico do serviço público. É neste contexto que as unidades de acupuntura acabam acumulando casos de pacientes cujas dores não têm solução. São os pessoas que já tentaram inúmeros tratamentos convencionais sem efeito esperado, como conta a dona de casa Maria Eni da Silva Santos, 46 anos, moradora de São Paulo.
 
“Sofri 10 anos seguidos por causa de uma dor nas costas que queimava, não me deixava levantar da cama e exigiu afastamento do trabalho (auxiliar administrativo)”, lembra.
 
“Fui tratada por ortopedistas, neurologistas e até psiquiatra. Há 3 anos, meu médico indicou a acupuntura. É um complemento da fisioterapia, mas já após a terceira sessão semanal pude respirar sem sentir dor”, conta ela, que voltou a trabalhar há 3 meses.
 
Maria Eni é atendida no centro de acupuntura do Hospital das Clínicas de São Paulo (HC), onde encontra outras pessoas que “já tentaram de tudo” até chegarem ao serviço coordenado pelo médico André Tsai.
 
“Os nossos pacientes vêm de todas as áreas do HC, desde o Instituto do Câncer até o Instituto Central. Também são referenciados por Unidades Básicas de Saúde (UBS) próximas ao hospital”, diz Tsai.
 
“Nossa equipe é formada por ortopedistas, fisiatras, neurologistas, psiquiatras e clínicos gerais que também são acupunturistas. É o que permite dar conta das mais variadas queixas, muitas que se estendem por anos”, define.
 
Dores, insônia, depressão, paralisias faciais e pneumonias estão entre os problemas dos 200 casos novos recebidos mensalmente no centro de acupuntura do HC. Eles também ajudam a formar o celeiro científico existente no local, já que – com o apoio dos estudantes de medicina que também atuam na unidade – são conduzidas pesquisas científicas para comprovar (ou não) a eficácia da acupuntura na melhora dos quadros clínicos mais variados.
 
Barreiras
Ampliar as comprovações científicas da indicação da acupuntura como tratamento é uma das barreiras para que mais unidades públicas ofereçam a prática. Por ora, os estudos científicos mais contundentes são internacionais e concentram-se no uso da acupuntura para o alívio da dor.
 
“Eu gostaria de ser estudada porque a acupuntura salvou a minha vida”, afirma a psicóloga Leila Strazza.
 
Há 17 anos, ela teve um tumor na medula espinhal de por causa da cirurgia acabou na cadeira de rodas.
 
“As agulhadas não só me fizeram voltar a andar, como me ajudaram com a depressão, com as dores e até melhoraram a qualidade da minha visão. Eu englobo todas as maravilhas que a acupuntura pode promover”, acredita ela que, de fato, é estudada pela equipe do HC.
 
Além das comprovações científicas, a acupuntura gratuita ainda é feita por apenas 500 médicos em todo País, o que indica que o acesso não é universal. Não só dos dados científicos precisam ganhar fôlego como também as vagas para acolher os pacientes, avalia o CMBA.
 
Fonte iG

Melancia hidrata no calor e protege contra o câncer de próstata

Conheça os benefícios de outras frutas, legumes e verduras que estão mais frescos e mais baratos em dezembro
 
Abacaxi: rico em fibras, ele é levemente diurético (ajuda a eliminar líquidos) e contém bromelina, enzima que ajuda a quebrar as proteínas.
 
Abobrinha: ajuda no funcionamento do intestino (rica em fibras), contém tiamina (vitamina B1) e magnésio.
 
Alho poró: contém potássio, magnésio e vitaminas A e C, que ajudam a combater gripes e resfriados.
 
Ameixa: rica em fibras, contém boas reservas de potássio, vitamina K e ferro. Amêndoa: contém boas doses de fibra e cálcio, além de uma gordura que ajuda a proteger o coração .
 
Aspargo: pobre em calorias e rico em fibras, é fonte de minerais como cálcio e vitaminas do complexo B.
 
Avelã: ajuda a reduzir o colesterol ruim e a combater inflamações. Também é rica em vitaminas do complexo B.
 
Banana-nanica: fonte de fibras solúveis e vitamina C, ela é rica em potássio e com isso ajuda a combater cãibras.
 
Batata: é fonte de amido sem gordura e ainda contém potássio, zinco e magnésio.
 
Beterraba: rica em antioxidantes, contém boas doses de ferro, o que ajuda a combater a anemia.
 
Castanha: Rica em selênio e gorduras poli-insaturadas, ela faz bem ao coração e o cérebro .
 
Cebola: rica em flavonoides, ela tem propriedades anti-inflamatórias.
 
Cebolinha: rica em flavonoides (um tipo de antioxidante) ela ajuda a combater inflamações e também tem propriedades antibacterianas e antifúngicas.
 
Cenoura: rica em betacaroteno, também contém minerais como cálcio, ferro e potássio, e vitaminas B, C e D.
 
Cereja: ajuda a proteger o corpo de tumores porque contém altas concentrações de substâncias antioxidantes.
 
Coco verde: a água da fruta verde tem vitamina C e elevado teor de cálcio, ferro e magnésio. A carne, molinha e adocicada, fornece boas doses de açúcar, gordura e fibras.
 
Cogumelos: contêm proteínas, ácido fólico, fósforo e vitaminas do complexo B.
 
Couve-de-bruxelas: é rica em potássio e magnésio. Contem sulforafano, substância que ajuda a combater a hipertensão.
 
Damasco seco: é rico em potássio e fibras, indicado para controle de hipertensão, e fibras (melhora o trânsito intestinal).
 
Endívia: pobre em calorias e rica em fibras, ela age na corrente sanguínea removendo o colesterol ruim e as toxinas do sistema digestivo.
 
Erva-doce: contém cálcio, fósforo e niacina, uma das vitaminas do complexo B. A atua como digestivo, evitando gases e cólicas.
 
Feijão corado: contém fibras que ajudam a desintoxicar o corpo e a reduzir as taxas de colesterol do sangue.
 
Figo: cheio de fibras, atua como um laxante suave. Também ajuda na cicatrização.
 
Framboesa: ela reforça o sistema imunológico por causa das antocianinas, compostos com ação antioxidante.
 
Graviola: é rica em vitaminas, age como diurético contém anonacina, um composto que fortalece o sistema imunológico.
 
Hortelã: facilita a digestão e age como antiespasmódico, aliviando cólicas de origem gastrointestinal.
 
Kiwi: por conter altas doses de vitamina C, ajuda a combater o envelhecimento das células.
 
Laranja pera: contém fibras, vitamina C, pectina e antioxidantes com propriedades anti-inflamatórias.
 
Lichia: composta por vitaminas do complexo B, ela atua nos hormônios que regulam a memória e no metabolismo do corpo.
 
Limão: é rico em vitamina C e fibras solúveis, que ajudam o corpo a eliminar a gordura da alimentação e a controlar os níveis de glicose no sangue.
 
Maçã fuji: ajuda a combater o colesterol alto e é a variedade dessa fruta mais rica em antioxidantes.
 
Manga: boa fonte de betacaroteno, é rica em vitaminas do complexo B e cobre.
 
Maracujá: fonte de ferro, cálcio e fósforo, essencial na prevenção da anemia, além de fortalecer os ossos.
 
Melancia: rica me licopeno, ajuda a proteger contra o câncer de próstata. É também um superhidratante, pois contém 90% de água.
 
Melão amarelo: contém vitaminas A, C e do complexo B, e ainda é rico em cálcio, potássio e magnésio (fortalece os ossos e hidrata).
 
Melão de São Caetano: pobre em calorias e rico em nutrientes, é ótima fonte de antioxidantes e vitaminas do complexo B.
 
Nozes: ajuda a reduzir os níveis de triglicerídeos e a formação de placas de gordura, e do LDL, o mau colesterol.
 
Pêssego: é pouco calórico e tem vitamina A, C, D e fibras, que beneficia os intestinos e reduz o colesterol.
 
Pimenta vermelha: contém flavonoides e capsaicina, substâncias que ajudam a combater inflamações.
 
Pimentão amarelo, vermelho e verde: contêm boas doses das vitaminas A, E e C, que garantem proteção ao sistema imunológico.
 
 Romã: potente anti-inflamatório, ajuda o corpo a combater a formação de células.
 
Rúcula: contém boas doses de ômega-3, que ajuda a proteger os vasos sanguíneos, e betacaroteno, um precursor da vitamina A.
 
Salsa: atua como diurético, digestivo e ainda ajuda a abrir o apetite.
 
Salsão: rico em fibras e ótima fonte de potássio, ele é diurético e ajuda a controlar a pressão arterial.
 
Tomate: contém altas doses de licopeno, uma substância que protege do câncer de próstata.
 
Uva: a casca é rica em resveratrol, uma substância que ajuda a reduzir o colesterol e combate os radicais livres.
 
Vagem: é pobre em calorias e rica em fibras, ajudando a combater a prisão de ventre.
 
Fonte iG

Estudo confirma decadência do sêmen em toda a França

AFP / Philippe Desmazes
Amostras de esperma conservadas em nitrogênio líquido:
redução na concentração e na qualidade
Pesquisa feita com mais de 26 mil homens mostrou queda significativa da concentração e da qualidade dos espermatozoides dos homens franceses
 
Uma queda "significativa" da concentração de espermatozóides no sêmen e da qualidade deste, entre 1989 e 2005, na França, foi confirmada por um novo e vasto estudo realizado com mais de 26.600 homens.
 
"Até onde sabemos, trata-se do primeiro estudo que demonstra uma redução grave e geral da concentração do sêmen e de sua morfologia na escala de um país e durante um período importante", indicam os autores, que publicam seus resultados nesta quarta-feira na revista europeia Human Reproduction.
 
"Isto é uma advertência séria", acrescentam, ressaltando que "a relação destes resultados com o ambiente precisa ser determinada".
 
Esta pesquisa confirma outras anteriores, mais limitadas, que já mostravam uma diminuição similar na concentração e qualidade do sêmen nos homens franceses.
 
"Este é o maior estudo realizado na França e provavelmente no mundo, se levarmos em conta que trabalhamos com uma amostra representativa da população geral", disse à AFP a doutora Joelle Le Moal, epidemiologista do Instituto de Vigilância Sanitária francês.
 
No período de 17 anos (1989-2005) estudado, a diminuição é significativa e contínua (1,9% anual), o que leva a uma redução total de 32,2% na concentração espermática (milhões de espermatozóides por mililitro de sêmen). Em um homem de 35 anos, nestes 17 anos, a contagem de espermatozóides passou de 73,6 milhões/ml para 49,9 milhões/ml em média. Além disso, o estudo mostrou uma redução significativa de 33,4% na proporção de espermatozóides com forma normal no mesmo período.
 
Para formar o grupo de mais de 26.000 homens, os pesquisadores utilizaram a base de dados de usuários do programa de ajuda à procriação (APM) da associação especializada Fivnat, que coletou até 2005 os dados de 126 centros de APM.
 
As amostras de sêmen provêm dos casais com mulheres completamente estéreis (obstrução ou ausência das tropas de Falópio), o que significa que estes homens não foram selecionados com base em seu nível de fertilidade, o que os aproxima da população geral.
 
As concentrações de esperma fértil permanecem no padrão médio da OMS (mais de 15 milhões/ml), afirma a doutora Le Moal.
 
Mas, segundo alguns estudos, as concentrações abaixo de 55 milhões/ml influenciam negativamente no tempo necessário para procriar, embora isso, que reflete a fertilidade de um casal, também dependa de outros fatores, socioeconômicos e de comportamento (por exemplo, o momento das relações sexuais em relação ao período fértil), explicou.
 
Por último, esta diminuição da qualidade do esperma na realidade pode ser ainda mais importante pelo fato de a população estudada ter, a priori, menor tendência a fumar ou à obesidade, dois fatores conhecidos por afetar a qualidade do sêmen, segundo os pesquisadores.
 
Fonte iG