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quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Hipermetropia afeta visão de 65 milhões de brasileiros, aponta conselho

 
Brasília - Calcula-se que 65 milhões de brasileiros têm hipermetropia e 350 mil ficam cegos por catarata, segundo dados divulgados pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO). A hipermetropia "ocorre quando o olho é menor do que o normal. Isso cria uma condição de dificuldade para que o cristalino focalize na retina os objetos colocados próximos ao olho. A maioria das crianças são hipermétropes de grau moderado, condição esta que diminui com a idade. A hipermetropia pode ser corrigida através do uso de óculos, lentes de contato ou cirurgia", informa o conselho.
 
Já a catarata é definida "como qualquer opacificação do cristalino que atrapalhe a entrada de luz nos olhos, acarretando diminuição da visão. As alterações podem levar desde pequenas distorções visuais até a cegueira". Vários fatores contribuem para o aparecimento da catarata, como medicamentos, diabetes, exposição à radiação, infecções durante a gravidez e desnutrição.
 
O balanço aponta ainda que cerca de 15 milhões de crianças em idade escolar sofrem de problemas de visão (como miopia, hipermetropia e o astigmatismo), o que pode interferir no aprendizado, autoestima e inserção social. Segundo o conselho, a Agência Internacional de Prevenção à Cegueira, ligada à Organização Mundial da Saúde (OMS), estima que 33 mil crianças ficam cegas no Brasil por causa de doenças oculares, que podem ser evitadas ou tratadas precocemente, e pelo menos 100 mil têm alguma deficiência visual.
 
Os conselho alerta que os idosos são os mais afetados por problemas de visão. O risco de cegueira, por exemplo, tende a ser 15 a 30 vezes maior em pessoas com mais de 80 anos em comparação às de 40 anos. O total de cegos no país chega a 1,2 milhão de pessoas. Quanto ao glaucoma, a incidência anual chega a até 2% na população geral e aumenta com o avanço da idade. Acima de 70 anos, pode chegar a 7%.
 
Em relação à miopia, a estimativa é que afeta de 21 milhões a 68 milhões de pessoas. Na população em geral, a prevalência da doença varia de 11% a 36%, sendo menor entre os negros e maior entre os asiáticos.
 
Os oftalmologistas alertam que os exames preventivos são a melhor maneira de reduzir a incidência da cegueira e doenças oculares no país, como glaucoma e catarata.
 
Fonte Agência Brasil

Após quatro anos, sistema de rastreamento de remédios ainda não funciona

Brasília - Sancionada há quatro anos, a lei que determina o rastreamento dos medicamentos ainda não está funcionando na prática. A Lei 11.903, de 14 de janeiro de 2009, prevê que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) implante o Sistema Federal de Controle de Medicamento (SNCM), para que todos os remédios produzidos no país possam ser rastreados da fábrica até chegar ao consumidor. Foi estabelecido prazo de três anos, após a sanção, para total implantação do sistema.
 
Segundo a lei, cada embalagem de remédio deverá ter uma identificação exclusiva, um número individual. A identificação servirá para o controle na produção, venda, dispensação e prescrição médica, odontológica e veterinária. O objetivo é evitar sonegação fiscal, falsificação e roubo de cargas.
 
Segundo a Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma), não houve avanços sobre o tema. A entidade destaca que a rastreabilidade dos medicamentos será uma “sentença de morte” para a sonegação, a falsificação, o desvio, o roubo e demais fraudes cometidas na área. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que cerca de 30% dos remédios usados em países da América Latina, no Sudeste da Ásia e na África são falsificados.
 
A Anvisa informou ter proposto, em 2011, um selo de segurança, que seria fabricado pela Casa da Moeda, e usado nas caixas de remédio. Na ocasião, porém, a indústria de medicamentos alegou que o selo aumentaria os custos de produção, e a ideia foi abandonada, de acordo com a agência reguladora. Em dezembro de 2011, a agência aprovou diretriz para uso da tecnologia chamada Datamatrix no rastreamento, espécie de código de barras bidimensional, sem prazo para ser implantada.
 
Fonte Agência Brasil

Poluição atmosférica deprime e reduz capacidade de aprender

Após dez meses de exposição a poluição, camundongos apresentaram alterações em área cerebral ligada ao aprendizado e à depressão
 
A poluição provoca danos na capacidade de aprendizado, além de resultar em comportamentos depressivos. O estudo da Universidade de Ohio, nos Estados Unidos, mostrou que camundongos expostos a 10 meses de poluição apresentaram alterações nos neurônios do hipocampo, área do cérebro ligada ao aprendizado e à depressão. O problema não para por aí: estas alterações podem contribuir para o aumento de doenças neurodegenerativas, como o Alzheimer.

Estudos anteriores já haviam mostrado que a poluição afetava o cérebro de camundongos. Testes realizados por um período de 10 semanas apresentaram alterações no hipocampo dos animais, no entanto este é o primeiro a medir os efeitos no longo prazo - foram 10 meses de pesquisa - e a relacioná-los com a depressão.
 
Os pesquisadores do estudo acreditam que a exposição a partículas de poeira e gases estufa induz a baixo níveis, porém prolongados, de inflamações no cérebro. Tanto em humanos como em roedores, danos na capacidade cognitiva e depressão estão frequentemente relacionados com alterações no hipocampo.
 
“É uma coisa que precisamos pensar a respeito. Isto é muito sério. A poluição das cidades provoca não só problemas cardiorrespiratórios como também alterações no cérebro”, disse ao iG Laura Fonken, do departamento de neurociência da universidade de Ohio e autora do estudo publicado no periódico científico Molecular Psychiatry. As partículas de poluição que os camundongos respiraram é a mesma encontrada em grandes cidades da China e Índia. O nível de poluição, igual a 2.5μm simula o ar encontrado em metrópoles de países em desenvolvimento, como é o caso de São Paulo.
 
Para que se medissem os efeitos da poluição na vida dos camundongos, 21 machos foram divididos em dois grupos. Um permaneceu em ambientes com alta concentração de poluição, o grupo controleficou em ambiente com ar puro. Os animais eram expostos à poluição seis horas por dia, cinco dias por semana ao longo de dez meses.
 
Deprimidos e confusos
Após os dez meses de estudo, foram aplicados dois testes clássicos para avaliar a capacidade de aprendizado e a memória, além de comportamento depressivo.

Os camundongos foram colocados em uma espécie de roleta tampada onde apenas um orifício que permitia que ele escapasse dali. Os dois grupos de camundongos foram treinados por quatro dias para conseguir sair do labirinto, mas houve uma grande diferença no resultado entre os animais expostos ao ar puro e os expostos a poluição.
 
Os camundongos expostos à poluição tiveram mais dificuldade de encontrar o buraco por onde poderiam escapar durante os treinamentos. “Isto sugere que houve danos na capacidade de aprendizado”, disse Laura. Eles também facilmente se enganaram e tentaram escapar pelos buracos falsos. “Durante a prova final, eles também passaram menos tempo perto do buraco correto, o que indica problemas de memória”, disse.
 
Para analisar o comportamento depressivo, os camundongos foram colocados em uma bacia de água. Em testes como estes, geralmente os animais nadam fortemente no início, procurando escapar. Só após um tempo, eles desistem e começam a boiar. O aumento do tempo em que o animal bóia significa falta de esperança. “No estudo, não só os camundongos expostos a poluição ficaram mais tempo boiando como não foram tão vigorosos quando nadaram”, disse.
 
Fonte iG

Poluição leva milhares a hospitais na China e desafia governo

A asma é a primeira consequência da poluição. No longo prazo, ela pode aumentar os casos de câncer e doenças cardíacas
 
A poluição recorde registrada na China, em níveis 40 vezes maiores que o limite considerado saudável pela Organização Mundial da Saúde, já está cobrando seu preço da saúde da população.
 
Hospitais estão repleto de pessoas – em especial crianças –, que sofrem para respirar o ar insalubre da capital chinesa.
 
A asma é só a primeira consequência da poluição. No longo prazo, a inalação de poluentes pode aumentar os casos de câncer e doenças cardíacas.
 
A poluição virou tema central da imprensa chinesa e um desafio para o governo, cuja prioridade nas últimas décadas tem sido o crescimento econômico. Metade de todo o carvão do mundo é queimado pelos chineses, para virar energia. E os milhões de carros que entopem as ruas só aumentam a poluição.
 
O novo líder do país, Xi Jinping, que neste ano assume o comando do país, já não conseguirá ignorar o problema. E terá de avistar mais longe, muito além do horizonte tóxico e cinzento de Pequim.
 
Fonte iG

Brasil emagrece 331 toneladas com programa de dieta

Brasileiros emagrecem 331 toneladas com programa Vigilantes do Peso
Relatório do Vigilantes do Peso mostra o total de quilos perdidos com a dieta da contagem de pontos. Veja os alimentos “zero”, que ajudam a eliminar os excessos
 
Em meio ao aumento dos índices de obesidade no País – o problema hoje já atinge um em cada cinco brasileiros – a dieta dos pontos, elaborada pelo projeto Vigilantes do Peso, conseguiu fazer com que os participantes eliminassem, juntos, 331 toneladas durante 2012.
 
O Vigilantes é um dos programas de emagrecimento mais antigos e populares do Brasil. Por mês, em 10 estados do País, são cerca de 90 mil pessoas que aderem ao cardápio estipulado pela equipe de nutricionistas. Os alimentos são divididos em categorias e recebem uma pontuação. Dependendo dos objetivos de cada pessoa, são estipulados quantos pontos podem ser consumidos por dia.
 
Nesta chamada ‘dieta dos pontos’, os paulistas foram os que mais se destacaram no processo de afinar a silhueta. Só em São Paulo, foram 118 toneladas eliminadas. Minas Gerais aparece em segundo lugar no ranking de emagrecimento, com 68 mil quilos perdidos. No Rio de Janeiro, os associados do Vigilante perderam 64,3 mil quilos e na Bahia foram 15,5 mil quilos.
 
As toneladas de excesso de peso que foram perdidas em 2012 tiveram a ajuda de uma nova descoberta dos especialistas que fazem o programa do Vigilantes. Os nutricionistas fizeram as contas e descobriram que alguns alimentos não podem ser avaliados só pelo perfil calórico. Eles até têm calorias, mas a quantidade de energia que o corpo gasta para digeri-los é maior. Nasceram assim, as comidas “calorias zero” que estão liberadas na dieta e podem ser consumidas sem restrição.
 
O perfil de associados do programa foi outra coisa que mudou um pouco ao longo do ano passado. “Antes, as pessoas procuravam as reuniões do Vigilantes do Peso para emagrecer mais de 10 quilos. Hoje, as pessoas nos procuram logo que constatam um aumento gradativo de peso. Elas preferem começar uma mudança de hábitos antes que o aumento de peso seja maior”, avalia Fernanda Fernandes, diretora do Vigilantes.

Os alimentos com calorias "negativas"
A matemática da dieta dos pontos ganhou mais uma equação. A equipe do Vigilantes do Peso – grupo de apoio tradicional no Brasil e no mundo em auxiliar no processo de emagrecimento – fez as contas e descobriu as calorias negativas.

São, segundo a entidade, os alimentos que não podem ser avaliados apenas pelas informações nutricionais. Eles até têm calorias, mas na hora em que os nutricionistas avaliam a quantidade de energia que o corpo gasta para digeri-los, estes produtos alimentícios acabam com calorias "zero".

Alimentos com calorias negativas:

Abacaxi: ele queima gordura e ainda é anti-inflamatório.

Abobrinha: ela está em todos os cardápios das dietas porque é desintoxicante.

Agrião: é um inibidor da fome fora de hora e também melhora sintomas de intoxicação, como a ressaca.

Aipo: ingrediente cativo na dieta detox, ele não engorda, serve de petisco e também alivia o estresse.

Alface: é uma folha magra, presente em todas as dietas e contém lactuário, uma substância com efeito sedativo.

Aspargo: além de diurético (aumenta a eliminação de líquidos pela urina), é rico em ácido fólico e fibras.

Beterraba: além de ter um sabor adocicado, que ajuda a melhorar o humor, ela ajuda a limpar o organismo.

Brócolis: versátil, vai com pratos quentes e frios. Pesquisas mostram que ele protege contra o câncer de pulmão e cólon.

Cenoura: pobre em carboidrato, pode ser levada como lanche, ajuda no bronzeado e é magra.

Couve-flor: além de não engordar, ela tem nutrientes que reforçam a imunidade do organismo.

Cranberry: ajuda a tratar infecções e também limpa o organismo. Aqui é mais fácil de achar sob a forma de suco.

Espinafre: rico em magnésio. Ajuda a desintoxicar o organismo.

Laranja: como é uma fruta cítrica, ajuda a emagrecer e protege contra infarto e AVC.

Maçã: ela é de fácil digestão, amplia a saciedade e protege a memória.

Mexerica: amplia a sensação de saciedade e ajuda a acelerar o metabolismo.

Pepino: além de ajudar no emagrecimento, ele também é considerado uma arma poderosa para deixar a barriga chapada.

Pimenta: tempero que faz a diferença no sabor e na dieta. Acelera o metabolismo e ajuda a queimar calorias de outros alimentos.

Repolho: ingrediente da dieta dos países magros, ele ajuda na digestão, melhora a cicatrização e ainda emagrece.

Vagem: saborosa, nutritiva e também uma importante aliada no combate à barriga saliente.

Conversamos com as nutricionistas do Vigilantes para descobrir como funciona este novo modelo de contar calorias. A seguir, veja as respostas das especialistas Michelle Bento e Sônia Almeida às nossas dúvidas.
 
A nova forma de olhar as calorias possibilita que as pessoas alcancem o velho sonho de comer mais e emagrecer?
Nutricionistas: O programa tira a preocupação das calorias para focar na escolha dos alimentos que levam a uma maior saciedade e que promovem o emagrecimento por requerem do corpo mais energia para serem digeridos. As melhores escolhas são os alimentos integrais ricos em fibras, carboidratos complexos e as carnes magras.

Todas as frutas têm calorias zero? Até mesmo a banana e o abacate? Quais verduras e legumes também têm pontuação zero?
Nutricionistas: Sim, todas as frutas in natura têm zero pontos, inclusive a banana. As exceções são o abacate e o açaí por terem maior teor de gordura. Todas as verduras e legumes são considerados como zero e são os mais indicados para saciar por serem ricos em fibras.

Com esta nova abordagem, quais exemplos de alimentos que antes eram temidos para quem queria emagrecer e agora são até indicados?
Nutricionistas: A carne vermelha, desde que magra, ganha espaço no novo programa. Isso porque ela é rica em proteína, um dos nutrientes que provoca um maior gasto de energia pelo organismo durante o processo de digestão. Mas de uma forma geral, o programa permite o consumo de qualquer tipo de alimento, embora seja importante priorizar as escolhas inteligentes.

As carnes, inclusive as vermelhas, também foram revistas? Como ficou a pontuação?
Nutricionistas: A pontuação das carnes vai depender do tipo de corte, que tem influência no teor de gordura da carne. Isso significa que não basta escolher entre a carne de boi ou a carne de frango, é preciso ter atenção aos cortes que têm mais ou menos gorduras. A exemplo disso, um bife de100g de alcatra sem gordura grelhada tem 5 pontos, enquanto que uma coxa de frango de mesmo peso, sem a pele, tem 6 pontos. Mesmo retirando a pele, essa parte do frango contém mais gordura do que um bife.

Como ficou a pontuação dos queijos? Os brancos continuam os mais indicados? E os amarelos?
Nutricionistas: Os queijos mais indicados são aqueles com menor taxa de gordura – os brancos contêm menor quantidade desse componente. Alguns, inclusive, são considerados alimentos plenos, como o queijo cottage e o minas frescal com 0% de gordura. Alimentos plenos são aqueles que têm mais fibras e menores quantidades de sódio, açúcar e gordura saturada, capazes de manter a saciedade por mais tempo.
 
Fonte iG