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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Médicos indicam óculos escuros para as crianças na prevenção dos efeitos nocivos do sol

Segundo a oftalmologista, o uso é importante porque
 ajuda a proteger o cristalino e a retina
A oftalmopediatra indica que o uso do óculos deve começar mais cedo, por volta dos seis meses ou assim que a cabeça da criança estiver firme, no caso de ter olhos claros
 
Levou tempo, mas os pais de Julia dos Reis Cunha Vargas, nove anos, Henrique Fregapani Kerber, oito anos, e Sarah de Paula Nunes, oito anos, conseguiram tornar o uso dos óculos de sol uma regra, pelo menos na praia. O mais relutante ainda é Henrique, mas os olhos claros fazem com que a mãe, Vera Lúcia, redobre os esforços:
 
— Ele briga um pouco ainda, mas eu percebo que ele precisa. Fica apertando o olho no sol, sei que dói.
 
Para Julia, é uma questão de necessidade. Com 6,5 graus de hipermetropia, a menina usa óculos de sol com grau.
 
Passando uma temporada na casa de Sarah na praia, as amigas já arrumam a bolsa combinando com a cor do biquíni e das armações. O esforço da mãe em fazer com que ela pegasse gosto pelos óculos de sol deu tão certo que a garota pediu um par novo de amigo secreto. O modelo que recebeu, da Hello Kitty, fica sempre no rosto, exceto para ir ao mar.
 
Adriana, mãe de Sarah, diz que o segredo do sucesso é comprar um modelo que a criança realmente goste e se sinta bem.
 
— Me preocupo muito com a qualidade das lentes. Acho que é importante acostumar desde cedo. É para o bem deles — diz Adriana, que oferece o adereço à filha desde que ela tinha quatro anos.
 
O hábito de crianças pequenas usarem óculos é recente, explica a oftalmologista Patrícia Gus, mas tem se tornado popular:
 
— Nós sugerimos, mas eles não usam muito. As crianças são muito inquietas.
 
Segundo a oftalmologista, o uso é importante porque ajuda a proteger o cristalino (estrutura que com o tempo pode se transformar em catarata) e a retina (que tem uma degeneração com a idade).
 
— O sol causa oxidação dessas estruturas com a produção de substâncias químicas acumuladas ao longo da vida. Da mesma forma que uma pessoa que toma muito sol pode ficar com a pele envelhecida, o olho pode ter problemas - diz ela.
 
A oftalmopediatra Rosane Ferreira indica que o uso do óculos deve começar mais cedo, por volta dos seis meses ou assim que a cabeça da criança estiver firme, no caso de ter olhos claros. A especialista alerta que os óculos ajudam a evitar a vermelhidão ocular, comum em quem fica muito tempo exposto ao sol.
 
Cuidados
- Procure evitar óculos comprados em camelô. A maioria não tem proteção.
 
- Quando a criança usa óculos de grau, uma sugestão é investir em lentes que escurecem.
 
- Procure modelos divertidos para estimular o gosto nas crianças.
 
- Observe se a lente tem proteção ultravioleta, para bloquear a luz que oxida as estruturas dos olhos.
 
Fonte Meu Filho

Vírus da dengue pode causar infecção no cérebro e na medula, alerta especialista

O vírus da dengue pode ter quatro diferentes sorotipos, mas as pesquisas
 até o momento só identificaram problemas neurológicos nos sorotipos 2 e 3
Além de dor de cabeça, manchas vermelhas no corpo e febre, a dengue pode manifestar outros sintomas como desorientação, agitação, irritabilidade e, até mesmo, paralisia facial e nos membros inferiores.
 
Esses são os sintomas da dengue neurológica que, de acordo com a neurologista Marzia Puccioni-Sohler, da Academia Brasileira de Neurologia, ocorre quando a infecção - tanto da forma clássica da dengue quanto da hemorrágica - atinge o líquido cefalorraquiano e vai para o cérebro ou para a medula.
 
"A dengue é uma doença infecciosa e, em alguns casos, durante sua fase aguda, o vírus causador da infecção pode atingir o líquido cefalorraquiano e ir para o encéfalo e medula espinhal”, explica a especialista. “No entanto, nem todas as manifestações neurológicas são causadas pela presença do vírus no encéfalo ou na medula. Depois da fase aguda da dengue, podem surgir sintomas pós-infecciosos, por exemplo, a Síndrome de Guillain-Barré (que afeta as raízes dos nervos espinhais)”, acrescenta a neurologista.
 
As principais formas de manifestação da dengue neurológica são a encefalite (inflamação no cérebro), a meningite (inflamação em membranas chamadas meninges), meningoencefalite, e a síndrome de Guillain-Barrè. Segundo a neurologista, os sintomas dependem da localização da infecção do vírus no encéfalo ou na medula.
 
"Em geral, as manifestações neurológicas apresentam um bom prognóstico", destaca a médica. Porém, nos casos de meningoencefalite, quando há perda dos movimentos dos membros inferiores por lesão na medula espinhal, não há garantia que o movimento volte totalmente. "É preciso um trabalho de reabilitação, mas podem ficar sequelas".
 
O vírus da dengue pode ter quatro diferentes sorotipos, mas as pesquisas até o momento só identificaram problemas neurológicos nos sorotipos 2 e 3. De acordo com a especialista, até pouco tempo, os cientistas discordavam sobre a existência da dengue neurológica, e, ainda, "o diagnóstico é baseado no surgimento da manifestação neurológica associada à infecção aguda confirmada pelo vírus da dengue". Por isso, é preciso uma maior divulgação da doença, principalmente entre os médicos clínicos, neurologistas e pediatras, quem mais frequentemente recebem os pacientes para o primeiro atendimento em emergências e serviços de triagem.
 
Fonte Trixe Comunicação. Press release, 09 de agosto de 2010.

Bactéria causadora de úlcera tem diminuído e Câncer de Esôfago aumentado

A bactéria causadora de úlcera de estômago, Helicobacter pylori, está sendo erradicada no mundo desenvolvido, o que pode estar reduzindo o risco de câncer de estômago. Entretanto, ao mesmo tempo, esta queda do H. pylori pode também estar contribuindo para o aumento das taxas do câncer de esôfago nos EUA.

O Dr. Martin Blaser, da New York University School of Medicine disse que estudos mais intensos do H. pylori mostrou que este está diminuindo no mundo ocidental, principalmente devido ao uso dos antibióticos. A transmissão da bactéria , ela é habitualmente disseminada pela via fecal-oral, é menos comum também, graças a fontes de água mais limpas.

Menos colonização por H. pylori se mostrou ser uma faca de dois gumes, disse o Dr. Blaser, no Simpósio da National Foundation for Infectious Diseases.

"A história do H. pylori é uma troca", declarou Blaser. Ele apontou que se você tem a bactéria, especialmente uma cepa em particular conhecida como CagA, você está mais susceptível a estar sob o risco de câncer de estômago. Mas se a bactéria está ausente, a pessoa está sob maior risco de câncer de esôfago.

Condições tais como a doença do refluxo gastroesofageano (DRG) e esôfago de Barrett têm aumentado de incidência nos EUA e em outros lugares no mundo desenvolvido. Na DRG, o conteúdo do estômago retorna ao esôfago, causando grave queimação retroesternal. No esôfago de Barrett, lesões ulceradas benignas se formam no esôfago, usualmente devido à irritação crônica causada pelos sucos digestivos ácidos.

Ambas as condições podem ser precursoras de câncer. O câncer de esôfago está aumentando 11% ao ano nos EUA, 16% por ano na Austrália e 17% ao ano na Noruega. É o câncer que mais rapidamente cresce nos EUA. O câncer de estômago, entretanto, tem diminuído.
 
Fonte Boa Saúde

Consumo excessivo de sal pode aumentar risco de câncer de estômago, diz estudo

A forma como o sal é consumido pode ser importante
 nos riscos da doença
A preferência por refeições muito salgadas pode aumentar os riscos de desenvolver câncer de estômago, segundo pesquisa sul-coreana publicada no American Journal of Clinical Nutrition.
 
Avaliando mais de 2,2 milhões de coreanos com idades entre 30 e 80 anos, os pesquisadores descobriram que uma dieta rica em sal pode aumentar em 10% as chances de desenvolver a doença. No estudo, os 9.620 homens e as 2.773 mulheres que tiveram a doença tinham, mais frequentemente, maior preferência por uma alimentação mais salgada.
 
De acordo com o oncologista Al B. Benson, especialista em câncer gástrico que não participou da pesquisa, a forma como o sal é consumido pode ser importante nos riscos da doença.
 
Como exemplo, ele cita um estudo japonês que mostrou que o sódio em forma de sal de mesa aumentaria os riscos de doenças cardíacas, mas não de câncer; enquanto os alimentos já salgados, como o peixe processado (incluindo o bacalhau), estariam associados com o câncer de estômago, mas não a problemas cardiovasculares.
 
“As implicações é que, em áreas onde o sal é usado como forma de preservar os alimentos, há um maior risco. Essa relação poderia fazer sentido para países asiáticos e a Europa Oriental, incluindo a Rússia em particular, onde a salga dos alimentos tem sido um dos pilares da dieta”, explicou o especialista.
 
Ele destacou, ainda, que as taxas de câncer gástrico têm caído na Coreia do Sul - apesar de permanecerem mais altas do que nos Estados Unidos - principalmente por causa das mudanças na dieta e nos métodos de preservação dos alimentos, com o uso da refrigeração. E esse mesmo declínio ocorreu nos EUA há décadas, por causa de diversos fatores.
 
Apesar desse declínio, os especialistas da Sociedade Americana do Câncer recomendam evitar o consumo excessivo de sal. “Não está claro que a redução do consumo de sal reduziria significativamente o risco de câncer gástrico na população americana.
 
De qualquer forma, as diretrizes do governo dos EUA recomendam evitar a ingestão excessiva de sal com o objetivo de reduzir a pressão alta”, explicou a especialista em nutrição epidemiológica Marji McCullough. E os especialistas alertam que os emigrantes de países cujas taxas de câncer de estômago são maiores, especialmente os asiáticos, devem tomar cuidados especiais na alimentação, para reduzir esses riscos.
 
Fonte American Journal of Clinical Nutrition, 10 de março de 2010.

80% das doenças cardíacas são evitáveis

Os pesquisadores ressaltam que o sono é tão importante para
 saúde quanto a comida e a água
As doenças cardíacas são a principal causa de morte de homens e mulheres no mundo, embora quase 80% delas sejam evitáveis. Segundo pesquisadores da Clínica Mayo, nos Estados Unidos, adotar algumas práticas simples pode reduzir significativamente o risco de desenvolvimento de doenças no coração.
 
Os pesquisadores explicam que o sedentarismo é tão prejudicial para saúde cardíaca quanto o tabagismo. De acordo com os especialistas, pequenas mudanças de hábito, como ir até a mesa de trabalho do colega para conversar com ele em vez de mandar um e-mail ou telefonar, ou andar pela casa enquanto fala ao telefone pode ajudar a diminuir o risco de ataque cardíaco.
 
Dez minutos de movimentação extra por dia podem ajudar a reduzir o risco de ataque cardíaco em até 50%. Além disso, dormir bem é fundamental para manter a saúde do coração. Os pesquisadores ressaltam que o sono é tão importante para saúde quanto a comida e a água.
 
Aliar atividades físicas a uma dieta equilibrada e hábitos de vida saudáveis protege o coração e previne contra várias outras doenças.
 
Fonte UPI