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terça-feira, 16 de julho de 2013

Amídalas podem prejudicar o sono e deixar a garganta sensível

Dor de garganta recorrente pode ser sinal de problemas
 nas amídalas
Inflamações constantes são sinal de alerta. Problema pode ainda causar danos ao coração e interferir no metabolismo
 
Quem possui a garganta sensível demais, daquelas que vive inflamada, e também ronca com frequência pode ter a origem dos problemas no mesmo lugar: as amídalas. Quando elas são grandes demais para a estrutura anatômica do pescoço, há risco de complicações sérias.
 
Ronco e inflamações geralmente são os primeiros sinais de alerta. Mas o quadro pode também afetar a saúde cardíaca e provocar alterações metabólicas, como diabetes, hipertensão arterial e acúmulo de gordura abdominal. Em alguns casos, os homens chegam a sofrer disfunção erétil.
 
As inflamações constantes na garganta são causadas pelo acúmulo de resíduos da alimentação nas amídalas. “A superfície delas nem sempre é lisa, podem haver irregularidades e cavidades que facilitam o depósito de resíduos”, explica Mônica Menon-Miyake, otorrinolaringologista dos hospitais Sírio Libanês e Prof. Edmundo Vasconcelos.
 
A situação é recorrente porque as amídalas sempre entram em contato com os alimentos ingeridos, mas seu difícil acesso impede uma limpeza adequada. Elas ficam bem no início da garganta, atrás da úvula (a campainha acima da extremidade anterior da língua). São duas amídalas, uma de cada lado da garganta, e elas podem ser vistas no espelho se a pessoa abrir bem a boca e abaixar a língua.
 
Quanto maior forem as amídalas, maior é o risco de acumular resíduos e, por consequência, maior o risco de inflamações recorrentes. “Isso pode prejudicar o sono”, diz a médica. O acúmulo de resíduos também favorece a halitose.
 
Apneia do sono
O próprio volume avantajado das amídalas já representa um problema. Elas podem dificultar a passagem do ar e causar pequenas interrupções na respiração. Isso provoca queda na oxigenação do organismo e está diretamente relacionado ao risco cardíaco.
 
Em cada episódio de inflamação, o volume das amídalas aumenta e agrava ainda mais o quadro de apneia e de ronco.
 
O quadro pode ser ainda piorado pela posição em que a pessoa dorme. Quem costuma se deitar com a barriga para cima pode sofrer influência da gravidade sobre mandíbula e língua, fazendo ambas voltarem um pouco para trás e, assim, aproximando ainda mais o tecido mole da boca. O ar fica com a passagem restrita.
 
Choque térmico
No verão, a situação toda tende a piorar. “A pessoa entra e sai de ambientes com ar-condicionado o tempo todo. Quando ela faz isso, se expõe a condições diferentes. Ora quente e úmido, ora frio e seco”, afirma o virologista britânico John Oxford, que veio recentemente ao Brasil para o lançamento de uma pastilha contra dor de garganta.
 
As duas situações favorecem as inflamações nas amídalas. Nos ambientes quentes, a pessoa transpira mais e perde líquido. No ambiente frio, o ar seco também favorece o ressecamento da mucosa. “Isso provoca queda na salivação, uma forma de proteção natural do organismo”, alerta a otorrino
 
E não adianta ficar recorrendo às receitas caseiras para contornar inflamações na garganta, porque muitas das fórmulas podem agravar a situação, caso do mel com própolis.
 
“O mel, dependendo da quantidade, causa irritação no estômago e refluxo. Então, o ácido vai causar ainda mais danos à garganta”, esclarece Mônica. E o própolis costuma ser armazenado em soluções com álcool, que também provocam desconforto na região das amídalas.
 
“Uma boa saída é ingerir muito líquido. Manter-se hidratado bebendo um copo de água a cada meia hora. Não adianta beber muita água de uma só vez, é preciso uma ingestão fracionada e frequente”, recomenda.
 
Alterações do metabolismo
Quando as amídalas começam a influenciar a qualidade do sono, elas também começam a alterar a saúde do coração. “Existem muitos estudos que fazem essa relação”, afirma Mônica. A falta de oxigenação causada pela apneia pode elevar a pressão arterial e a produção de glicose.
 
Isso favorece o ganho de peso e o risco de diabetes, doenças diretamente relacionadas ao risco cardíaco. Sem descansar apropriadamente, o metabolismo perde seu ritmo ideal e isso também pode contribuir com o ganho de peso e com a apneia.
 
É um ciclo vicioso, mas que pode ser quebrado com acerta facilidade. “As amídalas muito volumosas, quando começam a causar muitas inflamações, têm recomendação de cirurgia”, conta a otorrino.
 
O procedimento cirúrgico também é visto com bons olhos como forma de evitar o abuso de antibióticos. “Levantamentos nacionais mostram que 45,3% dos casos são tratados com antibióticos”, afirma a médica. Em muitas das vezes, a medicação é tomada sem orientação ou necessidade, o que favorece a formação de bactérias resistentes.
 
A cirurgia é simples e segura, embora tenha um pós-operatório um pouco doloroso. O paciente pode retomar suas atividades profissionais em cerca de uma semana, mas deve ficar afastado dos exercícios mais intensos por até 45 dias.
 
Fonte iG

Como evitar o mau hálito

Confira as dicas para aliviar o problema antes dele ser constrangedor
 
Não imposta se o nome oficial é mau hálito ou halitose. Os sinônimos sempre provocam constrangimento. Apesar de desagradável, o problema nem sempre é constatado por que sofre do mal.
 
Se você já diagnosticou tal condição desagradável, vale consultar um dentista. Ele poderá ajudar a identificar as causas e indicar o tratamento mais adequado.
 
Para contornar o problema de imediato e não fazer feio durante um jantar vale seguir algumas dicas de Sociedade Americana de Dentistas:
 
-Evite certos alimentos, como alho e cebola, que contribuem para um hálito desagradável.
 
-Escovação e bochecho apenas mascaram o odor temporariamente, por isso n deixe de usar o fio dental diariamente para que partículas de alimentos não permanecem na boca, formando um ambiente favorável às bactérias
 
-Evitar a boca seca. A secura pode ser provocada por várias medicações, problemas nas glândulas salivares.
 
-Mascar chiclete ou balas sem açúcar ajudam a contornar o problema. Invista também na ingestão de líquidos, principalmente água
 
-Pare de usar fumar. Pergunte ao seu dentista para obter dicas sobre largar o hábito
 
-Mau hálito também pode ser o sinal de uma desordem médica, como uma infecção local no trato respiratório, sinusite crônica, bronquite crônica, diabetes, distúrbio gastrointestinal, problemas no fígado ou doença renal. Converse com o seu médico sobre o assunto.
 
Fonte iG

O lado bom do jiló

Foto: iG
Trinca de benefícios minimiza o gosto amargo do jiló
Alimento combate o mau hálito, protege o coração e ajuda a emagrecer. Veja motivos para encarar o amargo com gosto
 
Ele faz franzir a testa e provoca cara feia, mesmo quando está somente na imaginação. Encarar o amargo do jiló, porém, faz bem ao coração, combate o mau hálito e ainda ajuda a perder peso.
 
Embora pertença a mesma família que o pimentão e a berinjela, o jiló é um fruto, e não legume, como seus primos. É concentrado em vitaminas A, do complexo B e C. Contem minerais, cálcio, ferro e magnésio, mas seu potencial reverenciado é no combate ao colesterol e à halitose.
 
Seus compostos bioquímicos, denominados flavonoides, são antioxidantes, ou seja, protegem as artérias, impedindo que o colesterol – gordura ruim – seja aderido. “É um alimento poderoso para a manutenção da saúde do coração”, defende Daniela Jobst, nutricionista, dona da clínica NutriJobst, em São Paulo.
 
Na dieta, ele ajuda a combater a vontade de comer, sensação quase incontrolável nos mais ansiosos. O valor calórico baixo, 40 calorias em 100 gramas, permite que o jiló seja consumido sem pesar na consciência. Com uma grande quantidade de água na composição, é um aliado do regime, pois promove saciedade. 
 
Entretanto, para ter resultados na balança e na saúde, ele deve ser incorporado à dieta. O gosto amargo precisa fazer parte da refeição ao menos uma vez por semana. “Os benefícios desses alimentos só serão sentidos quando ingeridos com frequência. Não vale comer apenas esporadicamente. Uma ou duas vezes por semana é o ideal”, indica Daniela.
 
De acordo com o novo guia de orientações contra a obesidade, metade do prato deve incluir legumes, vegetais e frutos, especialmente os coloridos (verde-escuros, vermelhos e laranjas).
 
Para quem gostou do valor agregado, mas não consegue desfazer a careta, a nutricionista indica que transforme o fruto em farinha. Triturar e fazer dele uma farofa é uma boa alternativa para consumi-lo sem dor.
 
“Como uma farofa, ele pode ser associado a diversos alimentos, minimizando o sabor marcante. Duas colheres de sopa por semana já são suficientes para garantir seus benefícios. Refogá-lo no azeite e na manteiga também deixa o alimento fácil de comer.”
 
Cortar o jiló em quatro partes e deixá-lo de molho na água com sal por 15 minutos ajuda a reduzir o amargor. Embora difícil de engolir, o sabor repulsivo do jiló também tem seu valor. Segundo Daniela, o amargo estimula a salivação e tem uma ação bactericida na boca. O processo promove limpeza bucal e o hálito saudável. 
 
Fonte iG

Evite o mau hálito comendo e bebendo

Hálito fresco: alguns alimentos e bebidas ajudam a
evitar maus odores na boca
Saiba como alguns alimentos e bebidas agem ajudando a combater o problema
 
Manter uma higiene bucal regular, com escovação e fio dental, é a medida número 1 para quem quer combater um dos piores inimigos dos relacionamentos: o mau hálito.
 
Entretanto, manter uma boca fresca e livre de odores ruins vai muito além da pasta de dentes e do enxaguante bucal. O que é ingerido nas refeições, por exemplo, tem efeito direto sobre o hálito.
 
Isso por que ele é composto pelo ar expirado após a inspiração que provoca as trocas gasosas fisiológicas, associado às substâncias eliminadas por via pulmonar. Estas substâncias partem do intestino para o fígado, para a bile, para o sangue e finalmente para os pulmões, quando são eliminados pela expiração.
           
A halitose não é uma doença, mas uma alteração do hálito que pode ou não estar relacionada a um problema de saúde. O mau hálito é um sinal de que alguma disfunção orgânica (que requer tratamento) ou fisiológica (que requer apenas orientação) pode estar em andamento no organismo.
 
Aquele bafo matinal, que a maioria das pessoas tem ao acordar, é uma alteração da condição fisiológica do organismo: portanto, é normal e não evidencia uma doença.
 
“A halitose geralmente está associada, além de má higiene bucal, cáries ou gengivite, a fatores como menor produção de saliva, pedaços de alimentos retidos entre os dentes, ressecamento da boca (provocado por jejum prolongado, desidratação, exposição ao ar condicionado, estresse, uso de medicamentos, respirar pela boca e falar por muito tempo), consumo excessivo de álcool, doenças digestivas (erupção gástrica, dispepsia, neoplasias e úlcera duodenal), entre outros fatores”, explica a nutricionista Tatiana Pizzato Galdino, especialista em Nutrição Clínica e mestre em Gerontologia Biomédica.
 
Diminuir esses fatores por meio de uma nutrição adequada e pelo consumo de certos alimentos e bebidas, portanto, é um grande passo rumo a um hálito fresco – sempre aliado à profilaxia correta dos dentes, gengivas e língua, claro.
 
Saiba quais bebidas e alimentos podem ajudar a combater o mau hálito:
 
Água
Beber bastante água pura ao longo do dia (em média dois litros) mantém a boca umedecida, removendo resíduos alimentares e evitando a formação de placa bacteriana na língua, o que pode resultar em mau hálito.
 
Chiclete
Não é apenas pelo gostinho refrescante que o chiclete ajuda a combater a halitose. Mascar goma de vez em quando, desde que seja sempre sem açúcar, também ajuda a aumentar a salivação e manter a boca hidratada.
 
Iogurte natural
Semidesnatado ou desnatado e sem açúcar, ele tem baixo teor de carboidratos com baixo índice glicêmico, o que previne a proliferação bacteriana – combatendo assim a formação de cáries. Além disso, minimiza a produção do gás sulfídrico, formado em processos fisiológicos do corpo, e que favorece o mau hálito.
 
Chá verde
Consumido sem açúcar ou adoçante, o chá verde e seu sabor amarguinho auxiliam na produção salivar, impedindo a formação da placa bacteriana na língua. Entretanto, atenção para o consumo: o chá verde deve ser adicionado ao dia a dia, mas não deve substituir a água: por ser rico em cafeína, ele pode ter efeito oposto e favorecer a desidratação.
 
Chá de boldo e de alecrim
A ingestão de infusões de boldo e de alecrim (também sem açúcar), principalmente após refeições gordurosas, além de hidratar, facilita a digestão, prevenindo a incorreta liberação de gases produzida no intestino pelas vias respiratórias.
 
Frutas cítricas: elas estimulam a salivação e ainda têm
 ação adstringente e bactericida
Maçã e cenoura
Consumidos crus, são alimentos ricos em fibras, que estimulam a salivação e auxiliam na limpeza dos dentes e da língua, impedindo a formação da placa bacteriana na língua.
 
Frutas cítricas
Algumas, como limão, abacaxi, kiwi, morango e maracujá são excelentes para a manutenção de um hálito saudável. Além de terem ação adstringente e bactericida, estimulam a salivação, inibindo a proliferação de bactérias na boca, e estimulam o funcionamento do sistema digestivo. O melhor é consumi-las sem açúcar, mesmo na forma de suco.
 
Canela, gengibre e hortelã
São três exemplos de alimentos com ação antioxidante, adstringente e termogênica. Assim, estimulam o sistema digestivo, auxiliando a digestão, além de adoçar e deixar o hálito mais fresco.
 
Cereais integrais
A manutenção da glicemia e da insulina é mais estável com o consumo de alimentos ricos em fibras e em carboidratos complexos, como pães, macarrão e arroz integrais, o que evita o mau hálito provocado pela hipoglicemia (ela surge em decorrência do jejum prolongado), além das fibras favorecerem uma flora intestinal saudável e estimular o trânsito do intestino.
 
Fonte iG

Como é o ensino de medicina pelo mundo

J. Duran Machfee/Futura Press
Médicos protestam contra medidas anunciadas pelo
 governo em São Paulo
Modelo que exige trabalho no SUS para formação médica é parecido com o da Inglaterra. Conheça outros
 
A partir de 2015, quem ingressar em um curso de medicina no Brasil precisará passar oito anos na graduação, sendo os últimos dois dedicados ao Sistema Único de Saúde (SUS) . A mudança, que divide opiniões de especialistas, faz parte do pacote de soluções proposto pelo governo federal para melhorar a formação, distribuir melhor os profissionais pelo País e sanar o déficit de médicos.
           
O modelo parece com o aplicado na formação na Inglaterra, onde os médicos precisam passar por um trainee de dois anos antes de seguirem para residência. Mas, ao contrário dos médicos ingleses, os brasileiros ainda não precisarão passar por um teste de averiguação de competências, nos moldes do exame da OAB para advogados, para aturarem no mercado.
 
Entre os profissionais que criticaram a decisão, pesou a obrigatoriedade de trabalhar em hospitais sem estrutura, além do atendimento da população por alunos ainda não graduados. Já entre os que gostaram da mudança, os argumentos mais ouvidos são a formação mais completa do profissional antes de obter o diploma e a “retribuição” ao governo, no caso de estudantes de instituições públicas. A mudança, entretanto, servirá para todas as universidades, privadas ou públicas.
 
Na semana passada, ao anunciar a mudança, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que para o Brasil se equiparar à Inglaterra, que tem 2,8 médicos para cada mil habitantes, o País precisaria de mais 170 mil médicos. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o índice brasileiro é de 1,8 médico para cada mil habitantes, o mesmo desde 2008.
 
Veja como é formação em medicina na Inglaterra, Estados Unidos, Cuba, Espanha, Suíça e Argentina:
 
Inglaterra (2,8 médicos/mil hab)
Os estudantes ingleses de medicina, após passar pela faculdade por cinco anos, precisam ser aprovados em um programa de trainee remunerado com dois anos de duração, o Foundation Programme. No primeiro ano, que tem no mínimo três meses de prática de clínica geral, os estudantes atendem ao público do sistema de saúde público inglês, supervisionados por médicos-professores. A partir do segundo ano, com uma licença profissional provisória, eles já passam a atender os pacientes sozinhos. Durante o segundo ano, um exame do equivalente ao Conselho Federal de Medicina (o General Medical Council) avalia se o estudante pode receber o seu CCT (Certificado de Conclusão do Trainee, em tradução livre) e então serem reconhecidos como clínicos gerais. O exame também pode ser realizado até um ano após o treinamento. Depois, os estudantes podem seguir para especializações, que podem durar de 3 a 8 anos.
 
EUA (2,8 médicos/mil hab)
Antes de entrar numa escola de medicina nos Estados Unidos (EUA), o estudante precisa se graduar bacharel em alguma área que abranja os ciclos básicos de biologia, física, química e matemática da universidade norte americana. Essa formação dura quatro anos. Trabalhos extracurriculares na área de saúde também são diferenciais na hora da avaliação para ser aceito em curso de medicina. No teste de admissão para a faculdade, o MCAT (sigla em inglês), são avaliados conhecimentos de biologia, química e física. O curso de medicina dura mais quatro anos, divididos em atividades em salas de aula, e, no final, em trabalhos em hospitais, em diversas especialidades, com a supervisão de médicos. Para fazer a residência e se especializar, os estudantes precisam passar por outro exame na faculdade escolhida, e o curso pode durar de três a oito anos, dependendo da instituição e da área. Antes de serem reconhecidos como médicos, os estudantes precisam obter a licença passando em um exame, o U.S. Medical Licensing Examination (Exame de licenciamento médico, em tradução livre, ou USMLE, sigla em inglês).
 
Cuba (6,7 médicos/mil hab, dado de 2010)
O estudante de medicina em Cuba precisa realizar um exame admissional para entrar no curso, que dura seis anos. Os cinco primeiros anos de estudos são divididos entre sala de aula e acompanhamento de consultas e plantões em hospitais. O sexto funciona como um trainee, onde o estudante trabalha em um hospital supervisionado pelos professores e médicos da universidade, e no qual pode ser reprovado. Para exercer medicina no País, é preciso passar por um exame estatal, o Examen Estatal Externo Nacional, composto por um exame prático e outro teórico, e ser aprovado no trainee. As faculdades de medicina cubanas são gratuitas, e a Escuela Latinoamericana de Medicina (ELAM) oferece bolsas para os estudantes latino-americanos.
 
Espanha (4 médicos/mil hab, dado de 2010)
Para entrar nas faculdades espanholas, os estudantes precisam primeiro passar por uma seleção no modelo do Enem brasileiro, na Prueba de Acceso a la Universidad (PAU – ou prova de acesso a universidade, em português). O estudante pode se inscrever nos cursos e universidades de acordo com a nota obtida no teste. Após completar os seis anos da faculdade de medicina, o estudante precisa prestar o exame para se tornar um Médico Interno Residente (MIR). De acordo com a nota obtida no MIR o estudante poderá escolher em qual área da medicina e na instituição em que fará sua especialização, que pode durar de três a cinco anos. Durante o período como interno até se tornar especialista, os estudantes de medicina trabalham nos hospitais vinculados às universidades em que estudam.
 
Suíça (4,1médicos/mil hab, dado de 2010)
O curso de medicina é o único que exige um exame seletivo para os estudantes suíços, por conta do número limitado de vagas oferecidas anualmente. A duração média da formação de um médico suíço é de 10 anos, dos quais seis anos são em sala de aula e, nos outros quatro de sua formação, o profissional trabalha como médico assistente. Não existe residência nos moldes como é no Brasil. Os sistemas de saúde e de formação médica na Suíça são complexos, e o atendimento é estruturado em médicos da família que fazem o primeiro contato com o paciente, que só depois é encaminhado para as outras especialidades. Não são todos os serviços públicos de saúde que são gratuitos.
 
Argentina (3,2 médicos/mil hab, dado de 2010)
O sistema de formação de médicos na Argentina parece com o atual modelo brasileiro. A duração do curso de graduação é de seis anos. Para se especializar, o recém-formado estudante precisa passar por uma nova avaliação para entrar no curso de residência escolhido. O curso varia de dois a quatro anos de duração, dependendo da área de estudos.
 
Noruega (4,2 médicos/mil hab, dado de 2010)
Para se formar médico, o estudante norueguês precisa primeiro da graduação de bacharel, em cursos oferecidos em universidades públicas e particulares, que dura em média três anos. O aluno então poderá seguir para a faculdade de medicina, que dura seis anos e meio e concede o diploma básico. Para se tornar especialista, o recém-formado precisa se dedicar outros seis a oito anos de estudos, divididos entre atendimento em hospitais.
 
Canadá (2,1 médicos/mil hab, dado de 2010)
No mesmo modelo que os EUA, a maioria das escolas de medicina do Canadá exigem uma graduação de bacharel em uma área com matérias avançadas de química, biologia e física, que dura de dois a quatro anos no País, além da aprovação no MCAT para ingressar no curso. A faculdade de medicina dura quatro anos e, ao seu final, o estudante precisa passar por um teste do Conselho Médico do Canadá para exercer a profissão. Os cursos de residência no País podem durar de quatro a oito anos.
 
China (1,8 médicos/mil hab)
Para se formar médico na China, o critério de admissão é o exame nacional em que o aluno concorre a universidade e ao curso conforme a nota obtida. O curso de medicina é composto de quatro anos de estudo, sendo o último no formato de trainee, onde o estudante trabalha no hospital ligado a sua universidade. Após formado, o médico pode escolher especializações clínicas ou cirúrgicas, em cursos que duram de dois a três anos.
 
Fonte iG