Aplicativos, carreira, concursos, downloads, enfermagem, farmácia hospitalar, farmácia pública, história, humor, legislação, logística, medicina, novos medicamentos, novas tecnologias na área da saúde e muito mais!



sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Conheça 13 causas de constipação intestinal

Conheça 13 causas de constipação intestinal Piotr Marcinski/Deposit Photos
Foto: Piotr Marcinski / Deposit Photos
Constipação intestinal tem causas menos conhecidas
Problema pode ser gerado por diversos fatores
 
O que causa a prisão de ventre? Entre os "culpados" mais conhecidos estão uma dieta pobre em fibras, ignorar repetidamente o desejo de ir ao banheiro, não beber água suficientemente e a falta de exercícios físicos.
 
De acordo com o gastroenterologista Silvio Gabor, a constipação intestinal também tem outras causas menos conhecidas, incluindo alguns medicamentos e suplementos, além de condições médicas potencialmente graves.
 
O médico lista 13 possíveis causas da constipação que você pode considerar. Confira:
 
1) Hipotireoidismo ou hipoatividade da tireoide
Nem todas as pessoas com disfunção da tiroide têm prisão de ventre, assim como nem todos os casos de prisão de ventre significam que a tiroide da pessoa esteja funcionando de maneira irregular. Ainda assim, um paciente jovem constipado mais que o normal e com dores abdominais, por exemplo, pode ter problemas no funcionamento da sua tireoide.
 
2) Analgésicos, especialmente narcóticos
Segundo Gabor, um grande número de receptores das drogas narcóticas estão no aparelho digestivo. Por isso, em geral, é uma boa ideia prescrever laxantes suaves para os usuários dessas drogas. Alguns estudos sugerem também que pode haver um risco maior de constipação intestinal para pessoas que são usuárias crônicas de analgésicos como aspirina e ibuprofeno.
 
3) Chocolate
Há algumas evidências de que o chocolate pode causar prisão de ventre, embora outros estudos digam que o chocolate pode ajudar algumas pessoas constipadas. Em um estudo de 2005 ficou comprovado que pessoas com constipação crônica ou síndrome do intestino irritável são mais propensas do que as pessoas sem esses problemas a afirmar que o chocolate causa constipação, assim como bananas e chá preto. Eliminar ou cortar o chocolate por causa da constipação é uma decisão que deve ser avaliada individualmente.
 
4) Vitaminas
Em geral, vitaminas não causam obstipação, mas certos componentes, tais como cálcio e ferro podem ser um problema. Em alguns casos pode ser recomendável que pacientes que estejam tomando suplementos à base de ferro ou cálcio suspendam sua ingestão.
 
5) O uso excessivo de laxantes
Alguns laxantes funcionam estimulando a atividade intestinal por causarem uma irritação da mucosa. No entanto, é importante destacar que laxantes só devem ser ingeridos com prescrição médica. Quando utilizados por longos períodos de tempo, os laxantes podem levar à dependência, ou seja, o intestino pode não funcionar corretamente sem eles.
 
6) Consumo pobre de fibras
Uma dieta rica em queijo e outros alimentos com poucas fibras e muita gordura, tais como ovos e carne, pode retardar a digestão. Portanto, é recomendado reduzir o consumo de tais alimentos e ingerir de 20 a 35 gramas por dia. Para quem come diariamente queijos, carne vermelha e ovos, é importante adicionar verduras, frutas e outros alimentos que contenham fibras na sua dieta. Evite fast foods e alimentos processados, que são geralmente pobres em fibras.

7) Antidepressivos
A prisão de ventre parece estar associada com inibidores seletivos da recaptação de serotonina, mecanismo de ação de alguns dos antidepressivos. No entanto, a constipação é mais um problema provocado pelos antidepressivos tricíclicos. Não é possível afirmar que todos os medicamentos antidepressivos tenham este efeito colateral.
 
8) Depressão
A própria condição que os antidepressivos se propõem a tratar — a depressão — também pode causar constipação. Assim como o hipotireoidismo, a depressão provoca uma desaceleração geral dos processos normais do corpo, o que também pode afetar o intestino. Pessoas com síndrome do intestino irritável, moléstia intimamente ligada à depressão, também são mais propensas à constipação.
 
9) Antiácidos
Antiácidos são ótimos para combater a azia, mas alguns podem causar prisão de ventre, especialmente aqueles que contêm cálcio ou alumínio. Felizmente, existem diversas opções de antiácidos no mercado. É possível, também, reduzir o risco de azia consumindo menos alimentos gordurosos e mais fibras, medidas que ajudam a prevenir a azia e a constipação.
 
10) Pressão arterial e alergias
A prisão de ventre pode ser um efeito colateral de medicamentos comumente usados para tratar a pressão arterial elevada, tais como bloqueadores dos canais de cálcio e diuréticos. Diuréticos, por exemplo, reduzem a pressão arterial, aumentando a produção de urina, o que libera mais água do organismo. No entanto, a água também é necessária para manter as fezes macias e levá-las para fora do corpo. Os anti-histamínicos utilizados para tratar sintomas alérgicos também pode ser causa de constipação.
 
11) Doença inflamatória intestinal
A doença inflamatória intestinal (DII) inclui duas condições crônicas principais: a doença de Crohn e a colite ulcerativa. Ambas podem causar cólicas, perda de peso, sangue nas fezes e outros problemas de saúde. A diarreia crônica é um sintoma comum de ambas. No entanto, a constipação pode ser um problema também. Na colite ulcerosa, a constipação pode ser um sinal de inflamação no reto e na doença de Crohn pode ser um sinal de obstrução no intestino delgado.
 
12) Parto
A constipação é comum durante a gravidez, mas o parto em si pode ser um problema, possivelmente devido aos músculos abdominais lentos ou devido ao uso de analgésicos ou anestesia durante o parto. Além disso, pode haver alguma dor perineal imediatamente após o parto, então o medo de causar mais desconforto pode ser um fator importante para a constipação. Embora as lesões de estiramento durante o parto às vezes possam causar danos nos nervos que levam à prisão de ventre, isso é menos comum.
 
13) Diabetes e condições neurológicas
A diabetes pode causar danos nos nervos que podem afetar a capacidade de uma pessoa digerir os alimentos. A maioria das pessoas com diabetes avançado apresentam este problema. Ainda assim, é razoável fazer um teste de açúcar no sangue em alguém que é regularmente constipado. Condições neurológicas tais como a esclerose múltipla ou a doença de Parkinson podem causar obstipação. Normalmente, porém, a obstipação aparece juntamente com outros sintomas, como dificuldade para urinar, visão dupla ou um problema de marcha.
 
Fonte Zero Hora

Saiba os riscos de manter uma dieta a base de gorduras

Saiba os riscos de manter uma dieta a base de gorduras Mikael Damkier/Divulgação
Foto: Mikael Damkier / Divulgação
Atualmente, cerca de 40% dos brasileiros têm colesterol alto
Alimentação balanceada, prática de exercícios físicos e bons hábitos de vida são o primeiro passo para manter um coração saudável
 
Nesta quinta-feira, foi comemorado o Dia Nacional de Controle do Colesterol. A data, que existe há 10 anos, tem como objetivo conscientizar a população sobre as doenças decorrentes da elevada taxa de colesterol no sangue, formas de prevenção e tratamento.
 
Atualmente, cerca de 40% dos brasileiros têm colesterol alto. Segundo dados do Ministério da Saúde, 300 mil pessoas morrem por ano em decorrência de infartos e derrames. Os adolescentes de 14 a 18 anos são os que mais ingerem alimentos ricos em colesterol, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
 
De acordo com a nutricionista Natana Martins, o colesterol é a matéria-prima de moléculas muito importantes para o funcionamento do nosso corpo. É a partir dele que se produz vários hormônios, como os sexuais — testosterona e estradiol — e o cortisol. Ele também é responsável pela produção de vitamina D, que é muito importante para a absorção do cálcio e a consequente manutenção da saúde óssea.
 
O colesterol total é composto de dois tipos de moléculas, o LDL, popularmente conhecido como colesterol ruim e que, em excesso, é responsável pelo entupimento das artérias, e o HDL, o colesterol bom, que impede o depósito de gordura nas artérias.
 
Natana explica que uma alimentação balanceada, prática regular de exercícios físicos e bons hábitos de vida, como evitar bebidas e cigarros, são o primeiro passo para manter um coração saudável.
 
- Entretanto, seja por recomendação médica ou por precaução, muitas pessoas fazem uso da suplementação para manter o colesterol sob controle. Isso acontece devido a correria do dia a dia, pela falta de tempo ou apenas para garantir uma vida mais saudável - complementa.

Mitos e verdades
Há vários mitos sobre o colesterol, e a ingestão de gordura é um deles. A principal característica das doenças cardiovasculares é o acúmulo de placas de gordura nas artérias ao longo dos anos, o que impede a passagem do sangue.

Uma dieta rica em carboidratos rápidos pode ser fatal ao coração e estar associada a outras doenças, como obesidade e diabetes. Por isso, reduzir a gordura ingerida regularmente é uma atitude importante de prevenção, que deve ser combinada com a adoção de práticas saudáveis de alimentação e exercícios físicos.
 
Uma pesquisa da Harvard School of Public Health, da Universidade de Harvard, mostra que a quantidade total de gordura na dieta não está diretamente relacionada com o peso ou doenças. O que realmente importa é o tipo de gordura. As ruins — trans e saturadas — potencializam o risco para doenças cardiovasculares.
 
A pesquisa de Harvard aponta, ainda, que os obesos tendem a substituir a gordura por alimentos cheios de carboidratos facilmente digeríveis, como pão branco, maionese, batata-frita e bebidas açucaradas. Com o tempo, estes carboidratos podem aumentar o risco de doenças cardíacas e diabetes, tanto ou mais do que comer gorduras ruins.
 
— O efeito desta dieta é tão nefasto para o coração quanto ingerir excesso de gordura saturada e é ainda pior para quem está gordo ou é sedentário — adverte o diretor do Centro de Recuperação e Estudo da Obesidade (CREEO), Marcelo Kessler.
 
Fonte Zero Hora

Entenda a importâcia do controle dos níveis de colesterol

Entenda a importâcia do controle dos níveis de colesterol Jessé Giotti/Agencia RBS
Foto: Jessé Giotti / Agencia RBS
Consumo de gorduras é um dos fatores que geram colesterol alto
Dieta equilibrada e saudável é apontada como o melhor modo de manter o organismo longe do problema
 
Segundo o Ministério da Saúde, as doenças do aparelho circulatório causaram 375 mil mortes em 2011, quando foi feito o último levantamento. O Dia Nacional de Combate ao Colesterol, celebrado nesta quinta-feira, alerta sobre o consumo excessivo de gorduras que potencializam o risco do desenvolvimento de doenças cardiovasculares.
 
De acordo com o cardiologista Allyson Nakamoto, o colesterol é um importante componente para a formação das células do organismo e serve como base na produção de vários hormônios. No entanto, existem dois tipos de colesterol: o bom (HDL, sigla em inglês) e o ruim (LDL, sigla em inglês).
 
— Inúmeros estudos demonstraram que o grande vilão é o colesterol ruim, que está associado ao risco de eventos cardiovasculares como infarto agudo do miocárdio, angina, insuficiência vascular periférica e Acidente Vascular Cerebral (AVC), podendo levar à morte. Quanto ao HDL, o colesterol bom, quando em valores maiores, exerce um efeito cardioprotetor — explica o especialista.
 
Para o cardiologista, a melhor forma de controlar os níveis de colesterol é realizar uma dieta equilibrada e saudável, rica em fibras, com o consumo de gorduras limitado o que também evitando o sobrepeso e obesidade. A prática de atividades físicas também é apontada como importante fator na busca pelo controle dos níveis de colesterol.
 
Em casos de pessoas com histórico familiar de doença cardíaca ou de níveis elevados de colesterol no sangue, o diagnóstico e tratamento precoce auxiliam na prevenção dos males do colesterol elevado.
 
O tratamento medicamentoso como forma de prevenção primária também pode ser considerada uma estratégia na redução da ocorrência da doença cardiovascular.
 
— A partir de um diagnóstico precoce e sem fatores de risco paralelos, caso a mudança da alimentação e a inclusão de atividade física não forem suficiente, o início do tratamento com fármacos como estatinas, poderão controlar o avanço da doença — enfatiza o cardiologista.
 
Gordura animal como o da carne vermelha, frituras, embutidos, derivados do leite e alimentos processados devem ser evitados.
 
— É importante, para a prevenção, que as pessoas tenham uma alimentação rica em legumes e verduras — afirma Nakamoto.
 
Fonte Zero Hora

Vacina experimental contra malária 'imita' picada de mosquito

Editoria de Arte/Folhapress
A empresa americana Sanaria ressuscitou a ideia de um casal brasileiro publicada há 44 anos e imunizou 12 pessoas contra malária com uma vacina experimental. Num dos subgrupos do teste, a eficiência alcançou 100%.
 
O trabalho foi publicado ontem na versão eletrônica da revista "Science". Os líderes do estudo são Stephen Hoffman, da Sanaria, e Robert Seder, do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas (Niaid) dos EUA.
 
Trata-se do maior sucesso alcançado, até aqui, na longa e decepcionante luta para prevenir a doença, que em 2010 causou estimadas 660 mil mortes no mundo.
 
Outra vacina, da empresa GSK, está em fase mais adiantada de teste, mas só conseguiu entre 47% e 55% de proteção. Para crianças, as principais vítimas, teve resultado ainda pior (33% a 37%).
 
No Brasil, a doença está presente sobretudo na Amazônia, mas o número anual de mortes fica na casa das centenas. Isso porque predomina aqui o parasita Plasmodium vivax, menos perigoso que o P. falciparum, que causa a maior parte das mortes na África.
 
O produto da Sanaria, apelidado de PfSPZ, emprega o microrganismo inteiro --no seu estágio de vida batizado de esporozoíto-- para desafiar o sistema imune humano. A fim de impedir que essa versão do plasmódio desencadeie a doença, os esporozoítos são "nocauteados" (atenuados) com raios X.
 
A vacina da GSK (conhecida como RST,S) usa só um pedaço do esporozoíto. Não pode, por isso, causar a doença, e terá vantagens práticas sobre a PfSPZ --se der certo.
 
Os brasileiros Ruth e Victor Nussenzweig desenvolveram a técnica de atenuação do esporozoíto com raios X a partir de 1965, quando se mudaram para a Universidade de Nova York. Irradiaram milhares de mosquitos e os puseram para picar recrutas americanos voluntários.
Conseguiram imunizar os rapazes contra a malária, mas era só uma "prova de princípio". Não há como vacinar milhões de pessoas assim.
 
Hoffman partiu daí e criou um procedimento para obter os esporozoítos e injetá-los, dispensando as picadas. É um processo laborioso, que exige abrir as glândulas salivares dos insetos para coletar os microrganismos.
 
Dois anos atrás, Hoffman e Seder testaram a vacina artesanal em humanos e descobriram que injeções subcutâneas não davam resultado satisfatório. Tentaram então, em julho e outubro de 2012, a imunização com injeção na corrente sanguínea (intravenosa), método impraticável em vacinações de massa.
 
São esses os resultados relatados agora na "Science". Um grupo de 40 voluntários recebeu injeções em doses e intervalos variados. Dos seis que receberam cinco injeções e dose máxima, todos acabaram imunizados, assim como seis dos nove inoculados quatro vezes com doses altas.
 
Foi só mais uma prova de princípio. Não faltam obstáculos para a PfSPZ se tornar uma alternativa real para combater a malária.
 
Primeiro, a Sanaria precisará encontrar uma maneira mais prática de obter os esporozoítos. Depois, provar que o produto funciona com um número maior de pessoas e por mais de um ano.
 
Em seguida, terá de demonstrar que a PfSPZ é eficaz contra várias cepas do plasmódio. E, por fim, que pode dispensar o nitrogênio líquido para resfriar a vacina e as injeções intravenosas.
 
A luta por uma vacina contra a malária tem vários anos pela frente.

Fonte Folhaonline

10 motivos para amamentar seu bebê

Reunimos 10 razões para amamentar seu filho - da economia à contribuição para o meio ambiente
 
O Brasil, junto de quase 170 países, participa desta semana, organizada pela Aliança Mundial de Aleitamento Materno (WABA), com palestras e eventos sobre os benefícios desta prática para mães e filhos.
 
Mas por que amamentar seu bebê? As vantagens vão da saúde de mãe e de filho ao vínculo afetivo criado pelo ato – tudo isso comprovado por pesquisas. Descubra abaixo 10 – entre muitas – razões para o aleitamento materno.
 
1. Ajuda na recuperação pós-parto do corpo da mãe
Durante o parto, o corpo da mulher passa por alguns traumas: o útero sangra um pouco, os níveis de hormônio ficam desregulados e algumas mães reclamam de contrações depois do nascimento dos filhos. A fonoaudióloga Fabiola Costa, membro do GTIAM - Grupo Técnico de Incentivo ao Aleitamento Materno da Universidade Federal Fluminense e autora do blog Mama Mia, sobre amamentação, explica que, ao amamentar, os hormônios do corpo feminino voltam a se equilibrar.

Fabíola aponta para outro benefício: a amamentação logo após o parto. “A sucção do peito faz com que o útero expulse a placenta mais rápido, e ainda ajuda na imunidade para o neném”, diz. Pesquisas da Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos, mostram que o aleitamento previne outros tipos de doença, como o enfarto e a diabetes tipo 2.

2. A mãe perde peso – e o bebê ganha
“A mãe que amamenta tem um gasto energético maior ao amamentar. Isso ajuda a perder o peso que ganhou na gestação”, diz Luciano Borges Santiago, presidente do Departamento Científico de Aleitamento Materno da Sociedade Brasileira de Pediatria. Segundo pesquisas, o gasto calórico vai de 200 a 500 kcal por dia. Já, para o bebê, o leite materno significa o ganho certo de peso “Com outro tipo leite corre-se o risco da criança engordar muito ou engordar pouco. A criança que mama no peito não fica desnutrida nem obesa”, afirma.

3. Economia de dinheiro e recursos naturais
Pesquisas da Associação Americana de Pediatria mostram que mães que amamentam exclusivamente – ou seja, alimentam o bebê apenas com o leite materno – durante os seis primeiros meses poupam cerca de mil dólares. Nessa equação entraram apenas as quantidades de fórmulas artificiais e mamadeiras que as mães teriam que comprar. A economia seria muito maior se fosse levado em conta que crianças alimentadas com leite materno tendem a ter menos doenças – e, portanto, gastam menos com remédios e pediatra. Há ainda a questão da sustentabilidade: “o leite materno não usa latas nem mamadeiras”, completa Fabíola.
 
4. Acalma a mãe
Dois hormônios agem durante o aleitamento: a prolactina, que induz o corpo a produzir leite, e a oxitocina, que ejeta o líquido da mama. Combinados, estes hormônios agem no organismo da mãe. Fabíola – que amamentou sua primeira filha até os dois anos e ainda amamenta o seu segundo filho, de 7 meses – diz que a oxitocina, quando liberada, dá a sensação de prazer.

5. Dá sensação de saciedade para o bebê
De acordo com Luciano Santiago, a quantidade de gordura presente no leite varia durante a amamentação. “Logo perto do final da mamada, o nível de gordura do leite fica no máximo, o bebê se sente saciado e para naturalmente”, simplifica o pediatra. As mamadeiras não têm o mesmo efeito, já que seu conteúdo tem sempre a mesma quantidade de gordura. “Com a mamadeira, existe o risco do bebê não querer parar de mamar, porque não tem a sensação de saciedade”, diz ele.

6. Pode servir como método contraceptivo para a mãe
Durante seis meses, se a mãe amamentar exclusivamente o bebê, é possível que ela se valha da amenorréia lactacional, um método contraceptivo natural. A sucção recorrente do bebê na mama faz com que o hipotálamo da mãe não produza o ciclo necessário à ovulação. Mas atenção: Fabíola avisa que esse método só acontece durante os seis primeiros meses, e em mulheres que estejam amamentando em livre demanda.
 
7. Protege o bebê de alergias posteriores e infecções
nullUm estudo conjunto das Universidades de Harvard e Stanford, nos Estados Unidos, mostrou que o leite materno contém imunoglobinas que protegem o intestino dos bebês de possíveis alergias alimentares. Luciano Santiago ressalta que os tipos de imunoglobinas presentes no leite materno também ajudam a potencializar o efeito das vacinas nos bebês. Ele fala que, para a proteção contra infecções, é recomendável que se amamente (não exclusivamente) até depois de dois anos. “Até dois anos, o corpo da criança ainda não se defende sozinho das infecções”, explica.
 
8. Cria um laço entre mãe e bebê
“A distância entre o olho da mãe e o seio é exatamente a distância que o neném enxerga. Não é a toa que o neném reconhece a mãe”, conta Fabíola. Além do olhar, o contato entre a pele da mãe e a do filho cria um tipo de laço entre os dois. Um vínculo que, segundo o pediatra Luciano Santiago, “é diferente de tudo que se possa explicar”.
 
9. Ajuda na formação da mandíbula e da língua do bebê
Fabíola Costa diz que a amamentação é primordial para o desenvolvimento oral do bebê. “A musculatura da boca é exercitada quando ele suga o seio da mãe”, diz a fonoaudióloga. Este tipo de exercício é muito importante, no futuro, para o desenvolvimento da fala da criança. Luciano completa com outras áreas do rosto do bebê que são exercitadas com o aleitamento, como os dentes, os músculos da face, a mandíbula e o maxilar.
 
10. A longo prazo, as crianças tendem a ficar mais inteligentes
O cérebro humano não nasce completamente formado. É durante os três primeiros anos que a quantidade de neurônios e sinapses (conexões entre neurônios) aumenta. “O leite materno tem substâncias que favorecem esse desenvolvimento”, diz Luciano Santiago.
 
Segundo o pediatra, 90% das sinapses cerebrais de uma pessoa são criadas durante seus três primeiros anos de vida. “Quanto mais ligações tiver no cérebro, maior a habilidade da pessoa”, completa o pediatra. Pesquisas da Nova Zelândia e Irlanda mostram que crianças que foram amamentadas exclusivamente durante os primeiros seis meses têm maiores notas na escola e habilidades cognitivas mais refinadas.

Fonte Delas