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quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Into faz mutirão de cirurgia de coluna em Manaus durante a semana

Rio de Janeiro - O Projeto Suporte, uma iniciativa do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad (Into), com sede no Rio de Janeiro, está fazendo até sexta-feira (30) um mutirão de cirurgias de coluna na Fundação Hospitalar Adriano Jorge, no bairro da Cachoeirinha, região sul de Manaus. Nesse período, a equipe de 15 profissionais faz cirurgias para corrigir escoliose em 11 pacientes.
 
A Secretaria de Estado da Saúde do Amazonas atua em parceria com o projeto, fornecendo a infraestrutura hospitalar e o Into fornece o material para as cirurgias, como insumos, implantes e próteses. Já o tratamento de recuperação, que dura em torno de dez dias, é acompanhado por médicos locais.
 
De acordo com o coordenador do projeto, José Luiz Ramalho, a recuperação ao lado da família é mais confortável para o paciente. "Se fossemos encaminhar esses pacientes para o Rio de Janeiro, eles teriam que passar o processo de recuperação dentro do hospital até a retirada dos pontos. Aqui em Manaus, o paciente pode receber a visita de parentes e depois de três dias ir para casa. Isso torna o procedimento mais humanizado", explica.
 
O objetivo do projeto, que ocorre há dez anos, é levar profissionais especializados para promover cirurgias em locais com baixa oferta de serviços na área de traumatologia e ortopedia, reduzindo o tempo de espera.
 
Este é o 99° mutirão do projeto, o segundo feito este mês em Manaus. Na primeira semana de agosto, cerca de 25 pacientes que precisavam de artroplastia primária de quadril foram atendidos pela equipe.
 
A escolha do local visitado pelo projeto é definida pela Central Nacional de Regulação de Alta Complexidade do Ministério da Saúde. Assim que um número significativo de cirurgias é alcançado em uma região, o coordenador do projeto segue para o local, a fim de fazer avaliações clínicas com os pacientes que serão operados, para que em seguida a equipe embarque.
 
O próximo local a receber um mutirão do Into será a cidade de Boa Vista, em Roraima. Com início no dia 28 de setembro, cerca de 25 pacientes farão cirurgias de artroplastia primária de quadril. Segundo o Into, já foram feitas 4.298 cirurgias e 6 mil atendimentos em todo o país por meio do Projeto Suporte.
 
Agência Brasil

Hábitos saudáveis são mais frequentes na população de maior escolaridade, diz pesquisa

Foto: Agência Brasil
Brasília – Os hábitos alimentares saudáveis e a prática de exercícios físicos regulares são comportamentos que se relacionam ao grau de escolaridade. A constatação está na pesquisa Vigitel 2012, divulgada ontem (27) pelo Ministério da Saúde. A pesquisa ouviu 45 mil pessoas acima de 18 anos.
 
O consumo regular de frutas e hortaliças é menor entre as pessoas que têm menos escolaridade. Entre os que estudaram até oito anos, 34% consomem regularmente esses alimentos. Na faixa dos que têm entre nove e 11 anos de estudo, o percentual é 31%. Entre os que estudaram 12 anos ou mais, 45% consomem frutas e hortaliças regularmente.
 
Entre os avanços apontados pela pesquisa Vigitel 2012 está o aumento no consumo recomendado de frutas e hortaliças pela população e da prática de atividade física no tempo de lazer entre os homens. Um desafio apontado é a alta frequência de consumo abusivo de bebidas alcoólicas, especialmente entre homens e jovens.
 
Na área da atividade física, os homens são mais ativos no tempo livre (41,5%) que as mulheres (26,5%). Nesse grupo, os mais jovens se exercitam mais e o percentual de prática de atividade física reduz à medida que aumenta a idade.
 
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, ressaltou que é importante começar a melhorar os hábitos alimentares e incentivar os exercícios físicos ainda na infância. “Os pais precisam ajudar na alimentação das crianças e no estímulo à atividade física. É preciso orientar dentro da escola a ter uma merenda escolar adequada”, disse. Ele acrescentou que também é necessário que, nas empresas, haja estímulo à atividade física para os adultos e, por parte do poder público, ampliação de ações como as academias de saúde ao ar livre.
 
Já em relação às bebidas alcoólicas, a pesquisa mostra que o consumo abusivo é maior entre quem tem mais escolaridade. É considerado consumo abusivo a ingestão de cinco doses ou mais entre homens e quatro doses ou mais entre mulheres nos últimos 30 dias. De acordo com a pesquisa, 22% da população com 12 anos ou mais de estudo e 15% dos que têm até oito anos de estudo tiveram consumo excessivo.
 
Entre os homens com 12 anos ou mais de estudo está o maior percentual dos que dirigem após o consumo de qualquer quantidade de bebida alcoólica. O consumo abusivo de bebida ocorre principalmente na faixa etária de 25 a 34 anos, com 24,7%. Em seguida está a população entre 18 e 24 anos (21,8%).
 
A Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico - Vigitel 2012 - entrevistou 45 mil pessoas acima de 18 anos das 26 capitais e do Distrito Federal.
 
Agência Brasil

Indicadores sociais das cidades estão entre critérios para distribuição de médicos cubanos

Brasília – O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse ontem  (27) que entre os critérios para definir a distribuição dos médicos cubanos pelos 701 municípios que não atraíram nenhum profissional no Programa Mais Médicos serão observados os indicadores de pobreza e também a composição das equipes.
 
Os 400 profissionais cubanos, assim como demais estrangeiros, iniciaram na segunda-feira (26) curso que terá duração de três semanas e, após avaliação, os aprovados serão alocados nos municípios.
 
“Estamos definindo isso a partir de indicadores de pobreza, escassez de profissionais médicos, IDHM [Índice de Desenvolvimento Humano Municipal] dos municípios e também de composição das equipes. Têm profissionais médicos que vieram na missão externa que são casais, a ideia é poder alocar os casais no mesmo município. Essa estratégia será definida ao longo da semana”, disse Padilha após a divulgação da pesquisa Vigitel 2012.
 
Os médicos cubanos e demais estrangeiros que participam do curso em Brasília serão descolados hoje dos alojamentos militares onde estão hospedados e reacomodados em outros locais, de acordo com Padilha. Os profissionais reclamaram das condições do alojamento e o ministro disse que eles serão reacomodados em locais onde tenham condições de estudar também durante a noite e com acesso à internet. “Todos eles serão descolados para locais onde possam estudar durante a noite e no alojamento militar em que estavam não tinham essas condições tão adequadas”, explicou.
 
Questionado mais uma vez sobre a remuneração dos profissionais cubanos, o ministro Alexandre Padilha respondeu que não vê questionamentos sobre o quanto recebe e quanto fica de recursos para o Banco Mundial em qualquer ação de consultoria prestada pela instituição e, segundo ele, Cuba é como um Banco Mundial da atenção básica de saúde. Ele também citou a vice-ministra da Saúde de Cuba, Márcia Cobas.
 
“Ela falou em salário integral [salário que os cubanos recebiam pelo trabalho em Cuba], mais bônus que recebem por participar de serviço externo, mais 40% da bolsa. Acho que não podemos ficar reforçando preconceito e não vamos permitir qualquer debate ideologizado sobre isso”, disse.
 
A vinda dos profissionais de Cuba faz parte de acordo do Ministério da Saúde com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). A previsão é trazer ao Brasil, até o final do ano, 4 mil médicos cubanos. Os primeiros 400 profissionais chegaram ao Brasil nesse fim de semana. Eles vão atuar nas cidades que não atraíram profissionais inscritos individualmente no Programa Mais Médicos.
 
Agência Brasil

Confirmada quarta morte por gripe A (H1N1) no Rio

Rio de Janeiro – A Secretaria Municipal de Saúde confirmou a quarta morte este ano, por causa da gripe A (H1N1), ocorrida na quinta-feira (22) em um hospital particular na Barra da Tijuca, na zona oeste da cidade.
 
No estado do Rio, foram anotados 39 casos e dez óbitos pela gripe até ontem (27). De acordo com a Superintendência de Vigilância Epidemiológica e Ambiental da Secretaria de Estado de Saúde, os casos de gripe provocados pelo vírus do tipo Influenza A (H1N1) “não têm se mostrado mais graves do que os demais casos de vírus Influenza”.
 
A prevenção da gripe é feita com regras básicas de higiene, como cobrir a boca ao tossir ou espirrar e lavar as mãos com frequência. Também é recomendado evitar permanecer por muito tempo em ambientes fechados, sem ventilação e com aglomeração de pessoas.
 
O município do Rio registrou este ano 16 casos de Influenza A (H1N1), com quatro mortes, apesar da campanha de vacinação em que 1,1 milhão de pessoas foram imunizadas. O número representa 91,74% do público-alvo, acima da meta de 80% estipulada pelo Ministério da Saúde.

Agência Brasil

Maioria dos brasileiros com mais de 18 anos está acima do peso

Foto: Agência Brasil
Brasília – Pesquisa divulgada ontem (27), pelo Ministério da Saúde, mostra que 51% da população acima de 18 anos estão acima do peso ideal. O excesso de peso atinge 54% dos homens e 48% das mulheres.
 
A pesquisa é feita desde 2006 e é a primeira vez que o percentual de maiores de 18 anos com excesso de peso supera os 50%. Em 2006, 43% dessas pessoas estavam acima do peso ideal.
“Essa tendência de crescimento ou mostra que todos nós assumimos o tema do excesso de peso como grave para a saúde publica, ou chegaremos muito rapidamente aos mesmos patamares de países como o Chile e os Estado Unidos”, disse o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
 
Os dados mostram que, além dos fatores genéticos, o excesso de peso está ligado a escolaridade. É entre as pessoas com menos anos de estudo que está a maior parcela dos que tem excesso de peso. Um total de 57,3% dos que tem até oito anos de estudo está com excesso de peso. Entre os que tem entre nove e 11 anos de estudo, o percentual é 46,7% e entre aqueles com 12 ou mais anos de estudo é 48,4%. “Essa é uma tendência mundial e que tem sido alvo de preocupação”, disse o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa.
 
A pesquisa mostra que a capital com maior percentual de adultos com excesso de peso é Campo Grande (56%), seguida de Porto Alegre e Rio Branco com 54%, Recife e Fortaleza com 53%. A Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico - Vigitel 2012 - entrevistou 45 mil pessoas acima de 18 anos das 26 capitais e do Distrito Federal.
 
A pesquisa fornece informações sobre os hábitos da população em relação à alimentação, prática de atividade física, tabagismo, consumo de álcool e existência de doenças como diabetes e hipertensão. As informações são usadas pelo governo para elaborar programas de prevenção de doenças e ações para melhorar a qualidade de vida da população
 
Agência Brasil