Aplicativos, carreira, concursos, downloads, enfermagem, farmácia hospitalar, farmácia pública, história, humor, legislação, logística, medicina, novos medicamentos, novas tecnologias na área da saúde e muito mais!



quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Cisto gigante é retirado pelo umbigo de paciente no HC

Maria Aparecida Tenório, 46, em sua casa em Embu-Guaçu
Eduardo Knapp/Folhapress
Maria Aparecida Tenório, 46, em sua casa em Embu-Guaçu
Em uma cirurgia inédita na literatura médica brasileira, o setor de ginecologia do Hospital das Clínicas de São Paulo removeu um cisto de ovário de 16 litros por um corte de 1,2 cm no umbigo.
 
O volume equivale ao de duas melancias de 7 kg cada uma ou ao de oito garrafas PET de dois litros.
É a primeira cirurgia de cisto desse por
te por videolaparoscopia --cistos menores já são rotineiramente retirados por via laparoscópica.
 
No caso do cisto gigante, além da incisão no umbigo, foram feitos outros dois cortes de 0,5 cm no abdome por onde passaram as pinças e outros instrumentos.
 
Aspiração
O ginecologista Sérgio Conti Ribeiros, chefe do setor de laparoscopia, explica que, primeiro, aspirou todo o líquido do cisto por meio da incisão no umbigo. Depois, retirou a cápsula (membrana) do cisto e o resto do material.
 
Alex Argozino/Editoria de Arte/Folhapress
 
Segundo ele, o principal requisito para esse tipo de cirurgia é o cisto ser benigno.
 
Em geral, afirma o médico, a remoção de cistos gigantes é por laparotomia, operação que envolve um corte vertical ou horizontal de 15 cm de extensão na região pélvica (parecido com o da cesariana).
 
Nesse procedimento, a paciente fica três dias internada e leva até um mês para retomar as atividades. Com a videolaparoscopia, em 24 horas recebe alta e, em uma semana, pode voltar à rotina.
 
O sucesso do método foi demonstrado em mais dez casos de pacientes com cistos de ovário acima de seis litros, atendidas no HC.
 
Os resultados serão apresentados em congresso médico que acontecerá em novembro, em Washington.
 
Segundo Ribeiros, os cistos ovarianos crescem nessas proporções por características próprias ou pela demora enfrentada pela paciente para conseguir um diagnóstico e um tratamento.
 
Foi o que aconteceu com a diarista Maria Aparecida Tenório, 46, a paciente que retirou o cisto de 16 litros.
 
Moradora de Embu-Guaçu, região metropolitana de São Paulo, ela conta que passou dois anos se queixando no posto de saúde sobre o aumento da barriga, mas não conseguiu se consultar com o ginecologista.
 
Barriga d'água 
"O clínico-geral disse que era 'barriga d'àgua' [esquistossomose]. Como o meu exame de Papanicolaou sempre dava negativo, disseram que eu nem precisava passar com o ginecologista", diz Maria.
 
O papanicolaou é usado para diagnóstico de câncer do colo do útero. É preciso um exame de imagem para detectar cistos ovarianos.
 
Enquanto isso, a barriga só crescia. "Se eu não tivesse ligado as trompas, pensaria em um bebê. Aquela coisa mexia dentro de mim", afirma a diarista, mãe de quatro filhos e laqueada há 14 anos.
 
Depois de muito insistir, Maria conseguiu se consultar com um gastroenterologista. "Só de me olhar ele disse: ou a senhora está com tuberculose ou tem cisto no ovário."
 
Encaminhada ao Hospital das Clínicas, ela fez a cirurgia de remoção do cisto após esperar mais dois meses. "Me internei pesando 79 kg e saí com 55 kg. Foi um alívio."
 
Conti comparou a barriga de Maria à de uma gravidez de "20 meses". Segundo ele, de 4% a 5% das mulheres atendidas no HC com cistos ovarianos têm os gigantes.
 
A paciente mais nova tinha 16 anos, e teve removido um cisto de oito litros.
 
"No bairro, todo mundo pensava que a menina estava grávida e era mãe solteira. Ela ficou muito feliz de sair só com três furinhos na barriga e brincou: 'Pelo menos não vão achar que eu fiz uma cesariana e dei o bebê."
 
Folhaonline

'Nas doenças incuráveis, devemos apenas aliviar a dor e dar qualidade de vida'

Maria Fernanda Ziegler / iG
Graziela acompanha tratamento do filho Pedro Henrique em
Unidade de Cuidados Paliativos Infantil
Novo centro na Santa Casa de São Paulo dá apoio à família de crianças diagnosticadas com doenças incuráveis; unidade tem capacidade para atender até 50 pacientes por semana
 
Quando a pessoa perde os pais, vira órfã. Quando perde o companheiro, viúva. Mas quando é o filho que morre, isso não tem nome. Nos casos em que crianças pequenas são diagnosticadas com doenças incuráveis, é nos sintomas, na dor e na alma que o tratamento é feito (e a família inteira entra nessa).
           
Para tanto, a Santa Casa de São Paulo criou uma unidade exclusiva para o tratamento de crianças com doenças sem possibilidades de cura. A unidade é a primeira no País neste gênero. Há apenas outras poucas unidades voltadas para crianças com doenças oncológicas.
 
A ideia é que na unidade, inaugurada nesta segunda-feira (14), a dor que nem tem nome seja dita e trabalhada. “Os pais chegam aqui desesperados, arrasados. A família precisa digerir a notícia, enfrentar a dor e cuidar para que os últimos dias, meses ou anos sejam vividos no presente e de forma bem aproveitada, sem dor”, disse a diretora da unidade, Ana Paula Santos, especialista em cuidados paliativos e anestesia.
 
Uma das atendidas é Graziela Pereira Miranda, de 21 anos, mãe de Pedro Henrique, de três anos, que tem encefalopatia crônica evolutiva desde os seis meses de vida. O nome complicado para a inflamação no encéfalo da criança revela a falta de um tratamento. Provavelmente o problema é causado por uma enzima não identificada que incapacita o menino de andar e falar. Ele também usa uma sonda liga ao estômago para se alimentar.
 
Como a causa é desconhecida, não há remédio nem tratamento. Mesmo assim, o menino está ganhando peso, crescendo, e respondendo a estímulos. Acena com a cabeça quando concorda e parece sorrir constantemente com os olhos. É sem dúvidas uma criança feliz. Vai toda a semana na Santa Casa, onde recebe tratamento de uma equipe multidisciplinar formada por fisioterapeuta, fonoaudiólogo, enfermeiro, nutricionista, psicólogo, terapeuta ocupacional e farmacêutico.
 
“O meu filho adora sair de casa”, diz Graziela. Nesta segunda-feira (14), Pedro Henrique foi o primeiro a ser atendido na nova Unidade de Tratamento da dor e Cuidados Paliativos Infantil por uma equipe multidisciplinar formada porfisioterapeuta, fonoaudiólogo, enfermeiro, nutricionista, psicólogo, terapeuta ocupacional e farmacêutico. A unidade também conta com uma assistente social que ajuda a família a buscar remédios com Sistema Único de Saúde e benefícios.
 
Eliane Marques da Silva, enfermeira supervisora da unidade, lembra que em quase todos os casos, um dos pais deixa de trabalhar para cuidar do filho ou acaba perdendo o emprego. “Muitas vezes eles nem sabem, ou não se tocam, que têm direito ao seguro desemprego e benefícios dados pelo governo por causa do filho doente”, disse.
 
Com a inauguração do centro, 50 crianças e suas famílias poderão ser atendidas por semana. Antes, quando o atendimento era feito em diferentes áreas do hospital, a capacidade era de apenas 10 crianças por semana. A expectativa é que no próximo ano seja inaugurado um novo prédio com um atendimento ainda maior.
 
“Os médicos não estão acostumados com isso, tratamos da cura, numa busca incessante por ela. Mas nos casos de doenças incuráveis precisamos tratar os sintomas e dar a melhor qualidade de vida para a criança e a família. Aqui tratamos não só a saúde física, mas a parte emocional, social e também espiritual do paciente”, diz a anestesista que começou a se interessar pela medicina paliativa quando viu uma paciente urrar de dor no hospital, mesmo quando a dor estava quimicamente controlada. “Tinha algo mais ali, ela tinha um sentimento de dor e isto não dá para tratar com remédios ou exames”, disse.
 
A médica lembra que não se trata de lutar em uma guerra perdida. “Qualquer melhora na qualidade de vida do paciente é bem vinda. Não sabemos quanto os cuidados paliativos podem prolongar a vida do paciente, ela amplia, mas o importante está no bem estar deles”, diz.
 
Dar mais vida aos dias do que dias à vida
Deste modo, em vez de gritos de dor há delicadeza. Ana Paula conta que Kaylla, uma menina de cinco anos internada por cardiosarcoma, demonstrou sentir muitas saudades dos primos. Logo ficou estipulado o dia que os dois primos fariam uma visita à menina no hospital. Porém, Kaylla piorou muito e disse que não queria mais vê-los. Foi preciso que a psicóloga entrasse em ação para convencer a menina a brincar com os primos, algo que não fazia há muito tempo.
 
“Aqui as crianças vão viver o tempo que têm para viver, mas elas não precisam urrar de dor”, diz Ana Paula Santos. Ela explica que o trabalho da equipe consiste em fazer com que a família consiga aproveitar o dia de hoje, sem perder a oportunidade de dizer “eu te amo”. “Também não queremos que a família só entenda que deixou de aproveitar a vida, quando o parente morreu”, disse.
 
No sábado (12), a Maria Eduarda, de três anos e paciente com câncer terminal, morreu na Santa Casa. A família e os médicos ficaram as 10 horas finais com a menina. Todos puderam se despedir. Agora a equipe vai tratar o luto dos pais de Maria Eduarda. “Os pais de pacientes que não têm a possibilidade de cura precisam saber que eu estou com eles até o fim e que sinto também. São pessoas que chegam aqui desesperadas”, disse Ana Paula.
 
Eu quero ver o mar
As 15 convulsões diárias de Pedro Henrique foram reduzidas a uma a três, e a mãe e o pai do menino já sabem controlar as crises com calma e segurança. “Passamos dois meses de férias e ele ficou uma semana sem ter convulsões”, diz. As mãos e os pés, antes contorcidos - um dos resultados da doença -, estão relaxados e respondem bem ao tratamento com talas.
 
“Ele é o maior presente que eu ganhei”, diz Graziela, parecendo ter superado toda a angústia que já sofreu, quando há dois anos e meio notou que seu filho único havia deixado de segurar a cabeça. Ela e o marido sabiam que alguma coisa estava diferente.
 
Graziela e o marido passaram por fases - como raiva, negação e desespero - comuns aos pais de uma doença rara e sem cura. Hoje, estão conformados, felizes e sabem como cuidar e dar qualidade de vida ao filho. Seja na elaboração de um pufe feito com uma calça jeans preenchida com espuma que permite dar apoio para que o filho brinque com os primos no chão da sala, ou na segurança de viajar com o menino para visitar os avós na Bahia e ver o mar. “E ele gostou tanto do mar que ano que vem vamos voltar”, diz.
 

Pesquisa da USP mostra que função materna vai além da experiência corporal

Pesquisa considerou o laço social mãe-filho
Os resultados apontaram que os laços sociais são os elementos que darão condições para que o bebê seja inserido numa linhagem que dará suporte para a mãe e o próprio bebê
 
Um estudo evidenciou que aspectos como condições sociais, corporais e subjetivas não são os únicos elementos construtores da maternidade. A pesquisa desenvolvida no Instituto de Psicologia (IP) da USP revelou que os laços sociais são um fator decisivo na formação da função materna, muito além da experiência corporal.
 
A proposta da tese de doutorado da psicóloga Vera Iaconelli foi problematizar as condições e adversidades encontradas na parentalidade contemporânea. Segundo a pesquisadora, o estudo buscou “ampliar reflexões sobre o tema para além da dupla mãe-bebê, recolocando a mulher em um lugar protagonista, sem esquecer o lugar do pai”. A pesquisa teve início a partir do atendimento de um caso de tentativa de infanticídio no Instituto Brasileiro de Psicologia Perinatal Gerar. “Buscou-se a partir de então discutir algumas das condições para a construção da função materna”, afirma Vera.
 
Foi realizado um levantamento qualitativo de base psicanalítica, com a construção de caso como forma de abordar o material. O intuito foi focar a problematização da teoria sobre a função materna em termos culturais e psicanalíticos. “Trabalhei com um único caso atendido na clínica social, embora tenha utilizado diversos outros durante o processo a título de ilustração”. Foi realizado um acompanhamento do tratamento da paciente, por meio de encontros com a equipe do hospital, o bebê internado e os familiares em momentos diferentes.
 
Foram privilegiados três grandes eixos, que são a experiência corporal, o lugar do sujeito e o laço social. Para tal, a pesquisadora trabalhou em cima do percurso histórico antecedente ao que se entende hoje por maternidade, os diferentes discursos sobre o corpo e as questões do laço social na constituição da função materna. “Dessa forma, pôde-se apontar como a função materna é atravessada pela lógica dessubjetivante do mundo contemporâneo”.
 
Os resultados apontaram que os laços sociais são os elementos que darão condições para que o bebê seja inserido numa linhagem que dará suporte para a mãe e o próprio bebê. “Vale ressaltar que a experiência corporal não pode ser negligenciada. Dessa forma, as condições sociais, corporais e subjetivas são necessárias embora não suficiente para a construção da maternidade”. Vera afirma ainda que “cabe à psicologia delimitar a potência e limite de cada campo revelando sempre que possível as inesgotáveis ideologias que atravessam os saberes”.
 
Tabus da maternidade
Afirmando que a quantidade de tabus que ainda vigoram quanto ao tema maternidade é muito alta, a pesquisadora aponta para a falta de interesse dos psicanalistas em geral quanto aos temas correlatos à perinalidade (gestação, parto e pós-parto). “Assuntos como violência obstétrica, medicalização e falta de apoio social a parentalidade são pontos relevantes para a psicanálise mas não têm sido enfrentados quando se pensa a função materna”.
 
Vera acredita que o projeto possa contribuir para a desidealização da maternidade ao mesmo tempo em que revela potencialidades igualmente negligenciadas. “A ideia é que uma mulher que largou um bebê recém nascido em situação de abandono e risco pode vir a se tornar uma mãe devotada comum, se assim o desejar e for escutada dignamente”. Ela alerta para os problemas que se potencializam com a falta de garantias na maternidade. “A falta de garantias pode ser assustadora, mas se explorarmos o lado da psicanálise nessa conjuntura, é possível que se abra novas perspectivas”.

iG

Uso recreativo de Viagra é como óculos para quem enxerga bem, afirma urologista

Homens que não sofrem de disfunção erétil não se beneficiam
com Viagra, dizem médicos
Medicamento para disfunção erétil é contraindicado em poucos e específicos casos. Para quem faz uso recreativo, não há melhora no desempenho sexual. É efeito placebo, de acordo com médicos ouvidos pelo iG
 
Não teve baile nem valsa para lembrar a data, mas o Viagra, primeiro e principal medicamento oral para tratar a disfunção erétil (DE), completou recentemente 15 anos no Brasil. Em um país cujo sexo é considerado importante ou muito para a harmonia do casal por 95% dos homens e mulheres e metade da população masculina tem algum grau de DE após os 40 anos, segundo o estudo Mosaico Brasil, realizado em 2008, talvez seja válido dizer que a famosa pílula azul foi bem aceita.
 
Embora seja vendido sob prescrição médica, sem retenção de receita, e indicado apenas para casos de disfunção erétil, médicos consultados pelo iG afirmam ser comum homens mais jovens, na casa dos 20 anos, e até mulheres com dúvidas se o medicamento melhora o desempenho sexual. A resposta é não. “É mais ou menos como receitar óculos para quem enxerga bem”, diz Geraldo Eduardo de Faria, coordenador geral do Departamento de Sexualidade Humana e Andrologia da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU).
 
De acordo com Faria, o que pode acontecer com pacientes sem disfunção erétil que fazem uso da droga é o efeito placebo, quando um fármaco não apresenta resultados clínicos na pessoa, mas terapêuticos. “Bem comum em jovens. Eles acham que melhora o desempenho, às vezes criam uma dependência psicológica por conta do efeito”, afirma – a fabricante Pfizer informa que não há comprovações científicas que relacionem a dependência clínica ao uso da droga.

Segundo fabricante, possível uso recreativo não afetou vendas do medicamento
 
Aumentar a dosagem também não significa ereção prolongada. “Estudos clínicos mostram que não há melhora na eficácia, mas podem ter efeitos colaterais: rubor facial, cefaleia (dores de cabeça), peso no estomago, aceleração na frequência cardíaca, mas este caso é mais raro. Na maioria dos pacientes você tem uma tolerabilidade”, explica Eurico Correia, diretor médico da Pfizer no Brasil. Faria complementa: “Se não tiver estímulo sexual não tem ereção. Não tem como ficar horas e horas, e o próprio incômodo que isso causa o faria perder a ereção”.
 
Correia esclarece ainda que 100 mg é a dosagem máxima aconselhável. “Em média 50 mg são suficientes para resolver a situação clínica – quando há uma situação a ser resolvida – do paciente. Você não deve tomar mais do que isso em 24h. Alguns pacientes com grau mais avançado de DE podem necessitar de 100 mg logo de cara. A dose tem que ser segundo a necessidade do paciente, e mesmo os que precisam devido ao grau de prejuízo não podem repetir a dose. Na bula está especificado que é no máximo 100 mg durante 24h.”
 
"Meia dose para fazer graça"
O advogado Orlando*, de 26 anos, teve acesso ao Viagra por meio de uma amostra grátis. "Faz uns três anos, um conhecido trabalhava na Pfizer e me deu uma. Resolvi usar", conta. Ele, no entanto, cortou a pílula no meio. "Foi meia dose para fazer graça. O efeito que senti, primeiro foi normal, depois [o pênis] não chegava a amolecer completamente, voltava um pouco mais rápido só. A diferença não foi nada gritante."
 
"Não deu o efeito que eu esperava ter"
Foi a curiosidade que também levou Eduardo a tomar a pílula azul. Embora não se recorde se comprou o medicamento na farmácia ou se obteve por meio de uma amostra grátis, o administrador de 38 anos lembra muito bem como foi a experiência. "Isso foi há uns seis ou sete anos. Cara, fiquei tão eufórico por saber que ia transar à noite e tal, bebi demais. A primeira transa foi muito boa, mais demora, mas depois não deu o efeito que eu esperava ter. Não foi duradouro. Brincadeiras à parte, não posso dizer que funcionou para mim, não teve esse negócio de ficar horas e horas e ainda acordar [com o pênis] duro."
 
Quem não deve tomar o Viagra?            
Em geral, há poucos casos de contraindicação, mas eles existem. “A única contraindicação absoluta é para os pacientes que fazem uso de nitratos. Nitrato é uma família de medicamentos que as pessoas usam para aliviar a dor no peito, são colocados embaixo da língua. Quando ingerido, esse medicamento, em conjunto com o Viagra, pode causar um quadro de queda de pressão arterial muito severa, levar ao desmaio. É um problema da combinação das drogas”, diz Faria.
 
Ainda segundo o urologista, pessoas que têm retinite pigmentosa, doença que provoca a degeneração da retina, em fase aguda precisam consultar um oftalmologista antes de fazer uso da droga, e aqueles que possuem uma condição cardíaca muito severa devem evitar relações sexuais, em primeiro lugar. “É um exercício físico. Se a pessoa tem coração bom para subir dois lances de escada, tudo bem, mas se for grave, é contraindicado.”
 
Uma das dúvidas mais comuns, de acordo com Eurico, é se tomar o Viagra e bebidas alcoólicas ao mesmo tempo atrapalha os efeitos do medicamento: “Não existe nenhum problema de diminuição na eficácia do produto. A pessoa que abusou do álcool vai sofrer os efeitos do abuso do álcool”.
 
O Viagra e as mulheres           
Coordenadora de um projeto voltado para a sexualidade feminina, a ginecologista Carolina Ambrogini conta que algumas de suas pacientes já fizeram uso do remédio para homens e até constataram melhoras na relação, mas que os resultados são inconclusivos.
 
Viagra pode causar efeito placebo nas mulheres, segundo a ginecologista Carolina Ambrogini
 
“A gente já utilizou em algumas mulheres que tinham dificuldades de orgasmo, excitação e lubrificação, e que não podiam usar testosterona (hormônio masculino). Tivemos uma boa resposta, mas as pesquisas têm dificuldades em determinar o efeito do Viagra na mulher por conta do placebo. Confunde os estudos. Então quanto os laboratórios chegam ao FDA (Food and Drug Administration, órgão norte-americano que regula os medicamentos), os resultados ficam um pouco controversos. Essa é a maior dificuldade de desenvolver medicações para elas”, afirma Carolina.
 
A ginecologista declarou que algumas mulheres podem se beneficiar da pílula azul no sentido de “melhorar a lubrificação, diminuir o tempo de excitação e favorecer o orgasmo, mas não houve interferência na libido”, ou seja, não mexeu no desejo sexual delas. “A gente é embasado pela literatura a usar em casos em que o médico acha necessário”, diz.
 
“Não temos dados médicos sobre o Viagra no sexo feminino”, diz o diretor de sua fabricante. “A Pfizer até tinha medicamentos em desenvolvimento, mas em decorrência da dificuldade de analisar os benefícios, descontinuamos. Chegamos a avaliar de forma bastante resumida, mas o efeito não é nada esperado. Existe um lado fisiológico em relação à sexualidade feminina com aspectos difíceis de mensurar, é difícil criar um composto.” Segundo Geraldo, a “única comprovação que existiu foi o efeito placebo”.
 
“Pacientes que não têm grau nenhum de disfunção erétil não vão se beneficiar do uso do medicamento. Não estudamos estes grupos porque estamos falando de um medicamento, não de uma droga recreativa. Não existem evidências científicas de que o Viagra melhora o desempenho sexual nesses casos”, conclui Correa. Questionado se um possível uso indiscriminado da pílula azul pudesse afetar suas vendas nas farmácias, ele respondeu que a área responsável pela comercialização foi consultada e não identificou nenhum problema.
 
MITOS E VERDADES DO VIAGRA**
           
Pacientes com problemas cardiovasculares podem usar: verdade.

Pacientes que fazem uso de medicamentos à base de nitrato não podem usar: verdade.

Deve ser tomado uma horas antes das refeições ou depois: mito.

Não pode ser tomado com álcool: mito.

Funciona pode até 12 horas: verdade.

Perde o efeito com o tempo a longo prazo: mito.

Funciona para todos os graus de disfunção erétil: verdade.

Quem tem mais de 70 não pode usar: mito.
 
* O nome do entrevistado foi mudado a seu pedido.                


 ** Informações da Pfizer.

 
iG

10 alimentos que melhoram o humor

As melhores comidinhas para dar um "up" no astral sem que a balança reclame depois
 
No Dia Mundial da Alimentação, comemorado nesta quarta (16 de outubro), mostramos que o chocolate não é a única opção ao menor sinal de tristeza, estresse ou irritação. 
 
A nutricionista Flávia César Raduan, especialista em Medicina Biomolecular e fisiologia pela Sociedade Brasileira de Medicina Biomolecular pesquisou os alimentos com potencial para melhorar o humor. Ela encontrou 10 exemplos que, além de darem uma levantada no astral, são nutritivos e alguns nem tão calóricos como o chocolate.
 
Alface: Tem efeito calmante, graças à lactucina presente no talo da planta. O miolo é rico em lítio, que age diretamente no controle da ansiedade e da depressão.
 
Arroz integral: rico em vitamina B1, importante para o sistema nervoso. A vitamina fica preservada na camada externa do arroz, que é removida para fazer o arroz branco.
 
Aveia: o cereal é rico em triptofano e aminoácido, bons condutores da liberação da serotonina.
 
Banana: Rica em carboidrato e triptofano, que ajudam na formação da serotonina, hormônio da felicidade.
 
Castanha: fonte de gordura saudável, proteína e sal mineral. Importantes na ação antioxidante e no combate ao estresse. Ricas em triptofano, auxiliador do humor.
 
Espinafre: Ácido fólico e vitamina B atuam no sistema nervoso, na formação da serotonina e no combate ao estresse. Folhas verdes têm clorofila que desintoxicam o corpo.
 
Laranja: além dela, qualquer outra fonte de vitamina C é boa para o humor. Previne danos às células nervosas e neurônios e acalma.
 
Leite: também é fonte de triptofano, fundamental na formação da serotonina, ligada ao bem-estar.
 
Ovo: a gema é rica em colina, fundamental para formação e manutenção da memória. Melhora a cognição, a coordenação motora e a sensação de bem-estar.
 
Pimenta: Rica em capsaicina, que aumenta os níveis de endorfina, substância associada ao prazer e bem-estar. A pimenta-de-cheiro, a vermelha e a malagueta são as melhores.
 
 iG