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segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Reposição hormonal não funciona em mulheres que não sentem ondas de calor

A descoberta poderá ajudar na prescrição de tratamentos individualizados
 
Ao entrar na menopausa, muitas mulheres começam a sofrer com sintomas como insônia, fadiga e alteração do humor. Um dos problemas mais conhecidos nesse período são as ondas de calor.
 
 
Pesquisadores da Finlândia, porém, descobriram que o temido incômodo pode ser explorado de uma forma positiva. Segundo eles, a ocorrência dos fogachos funciona como indicativo da necessidade da também famosa reposição hormonal. A descoberta, publicada no jornal North American Menopause Society, pode auxiliar na escolha de terapias mais individualizadas.

Tomi Mikkola, principal autor do estudo e professor do Departamento de Obstetrícia e Ginecologia da Universidade de Helsinki (Finlândia), explica que as ondas de calor — causadas por uma desregulação no hipotálamo em decorrência da redução de níveis de estrogênio — foram sempre o sinal mais conhecido do início da menopausa.
 
“Há uma crença de que os outros sintomas são fenômenos secundários. Entretanto, as mulheres mostram diferenças na capacidade de tolerar as ondas de calor. Algumas são perturbadas por mudanças de temperatura que são facilmente aceitável por outras.”

Para entender a fundo o sintoma, os pesquisadores realizaram um experimento com 150 mulheres, divididas em dois grupos: 72 relataram ter sete ou mais ondas moderadas de calor por dia, 78 apresentaram três ou menos ondas leves ou nenhuma.
 
Os pesquisadores trataram metade das mulheres de cada grupo com hormônios e a outra com placebo (veja infográfico), e detectaram os melhores resultados naquelas que mais sofriam com os fogachos e foram submetidas à reposição hormonal.
 
“Nossa combinação de hormônios aliviou as ondas de calor e melhorou a qualidade de vida. Porém, o uso de terapia hormonal não conferiu uma vantagem para as mulheres sem as ondas mais fortes”, destaca Mikkola.
 
Correio Braziliense

Estudo mostra que consumo regular de chocolate diminui gordura corporal

De acordo com estudo espanhol, o consumo regular do doce reduz a quantidade de gordura corporal, principalmente no abdômen. A pesquisa foi feita com adolescentes, mas especialistas ressaltam que os benefícios se estendem aos adultos
 
Depois de colhidas, as frutas de cacau são quebradas e têm as sementes retiradas, fermentadas e secadas ao sol. Ao serem torradas e moídas, produzem uma massa de consistência cremosa e cor bem escura. Essa é a matéria-prima básica para a fabricação do chocolate, que poderá receber os mais diversos ingredientes — como leite, açúcar, aromatizantes e gorduras vegetais — para agradar ao paladar dos inveterados chocólatras.
 
O enorme número de adoradores que comemoram a invenção da iguaria ganharam, neste mês, um motivo a mais para celebrar. Em pesquisa publicada na última edição da revista científica Nutrition, cientistas espanhóis concluíram que o consumo de chocolate pode estar associado à diminuição da gordura corporal, especialmente daquela que mais incomoda: a abdominal.
 
O trabalho investigou o consumo de chocolate por 1.458 adolescentes de nove países europeus, incluindo a Espanha, com idade entre 12 e 17 anos. Os próprios voluntários autorrelataram, em uma plataforma digital, a quantidade do alimento que foi ingerida por dois dias não consecutivos.
 
Os pesquisadores, por sua vez, registraram características fisiológicas de cada participante, como o tamanho da circunferência abdominal, o índice de gordura total, além da altura e do peso — com os quais eles calcularam o índice de massa corporal (IMC). O resultado da análise dos dados surpreendeu os pesquisadores.

Os adolescentes com maior consumo de chocolate (em média 42,6g por dia) tiveram os níveis de marcadores de gordura mais baixos, eram mais ativos fisicamente, tinham mais energia e também a maior ingestão de gordura saturada. Tudo isso em comparação aos participantes com o menor consumo (em média 4,7g por dia).
 
Os resultados mostraram-se independentes de gênero, idade, maturação sexual, quantidade total de energia consumida, ingestão de gordura saturada, frutas e hortaliças, assim como da prática de atividade física. Os bons indicadores não são uma exclusividade dos jovens. Um estudo anterior relatou que a maior frequência de ingestão de chocolate está ligado ao menor IMC também em adultos.
 
Correio Braziliense

Água sanitária poderia curar doenças de pele, diz pesquisa


Segundo cientistas, banho de água sanitária diluída retardou
envelhecimento de ratos
Pesquisa, feita apenas em ratos, também sugeriu que produto retardaria envelhecimento
 
Tomar banho com água sanitária diluída poderia ajudar a tratar algumas doenças da pele e até retardar o envelhecimento, sugeriu um novo estudo conduzido por pesquisadores americanos.
 
A descoberta, publicada na revista científica 'Journal of Clinical Investigation', foi feita por uma equipe da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos. Segundo os cientistas, a água sanitária diluída poderia tratar dermatites causadas por radioterapia, além de necroses e úlceras.
 
Os pesquisadores, no entanto, alertaram aos pacientes que não apliquem o produto diretamente sobre a pele. Ainda não foram feitos testes em humanos. Eles ainda ressaltaram que a água sanitária também poderia interferir no sistema imunológico do paciente.
 
Banhos com até 0,005% da substância já podem ser usados para o tratamento de eczemas, mas ainda há incertezas sobre se o procedimento é totalmente eficaz.
 
Banho simples
Testes iniciais em células da pele mostraram que doses baixas de água sanitária poderiam bloquear a substância química que desencadeia a resposta inflamatória do sistema imunológico.
 
Nos experimentos feitos em ratos, os banhos com o produto conseguiram reduzir o dano causado pela exposição à radiação. A radioterapia, tratamento comum em pacientes com câncer, destrói o tumor, mas também pode deixar de hematomas na pele a queimaduras.
 
'Nós mostramos que um simples banho melhora os efeitos desagradáveis dos danos causados pela radiação', afirmou à BBC o dermatologista Thomas Leung. Ele disse que a substância também poderia ser usada para o tratamento de outras doenças inflamatórias da pele, como úlceras diabéticas ou necroses.
 
'Ainda há muito o que se estudar sobre esse tratamento e esperamos poder testá-lo em humanos em breve', afirmou Leung.
 
Potencial
Outros experimentos em ratos velhos também indicaram que a água sanitária poderia rejuvenescer a pele. Após duas semanas de banhos com o produto, os animais desenvolveram uma pele mais grossa e mostraram sinais de que estavam produzindo mais células da pele.
 
No entanto, isso foi observado apenas pelo microscópio. Sem a ajuda do aparelho, os ratos não pareciam mais jovens. Graham Johnston, da Associação Britânica de Dermatologistas, disse que problemas de inflamações na pele são 'extremamente comuns'.
 
'Apesar de banhos de água sanitária diluída não serem comumente usados no Reino Unido, essa pesquisa abre a possibilidade de novos tratamentos clínicos no futuro.'
 
'No entanto, é importante ressaltar que esse estudo é apenas o começo, e embora a ciência acerte em muitos casos, os testes ainda precisam ser realizados em seres humanos.'
 
'Por isso, não recomendo que pacientes com problemas de pele tomem banho de água sanitária. Muitas vezes, recebo pacientes com reações graves até mesmo a alvejantes leves', alertou.
 
G1

Lei que obriga plano de saúde a cobrir remédios contra câncer é sancionada

Medida já estava prevista em resolução do governo e agora vira lei. Segundo ANS, serão garantidos medicamentos usados em 54 tratamentos
 
Foi publicada no Diário Oficial desta quinta-feira (14) a sanção da presidente Dilma Rousseff para a lei que obriga planos e seguros privados de assistência à saúde a cobrirem os custos de medicamentos orais para tratamento domiciliar contra o câncer. Segundo o texto, a lei entra em vigor em 180 dias.
 
A medida já havia sido anunciada em forma de resolução normativa pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e, em seguida, foi aprovada no Congresso.
 
Conforme lista da ANS, os planos de saúde terão de assegurar aos seus clientes 37 medicamentos orais que são usados para 54 indicações de tratamento contra a doença.
 
No Congresso, o projeto, de autoria da senadora Ana Amélia (PP-RS), teve apoio de senadores tanto do governo quando da oposição e foi aprovado em votação simbólica. Na votação da Câmara, em agosto, recebeu algumas modificações, entre elas, a que autoriza o fracionamento por ciclo dos medicamentos, de acordo com prescrição médica.
 
Além disso, os deputados determinaram que os planos de saúde fornecerão os medicamentos por meio de rede própria ou credenciada diretamente ao paciente ou ao seu representante legal.
 
De acordo com a senadora Ana Amélia, mesmo que a resolução da ANS já trate do mesmo assunto, "é importante que a medida seja protegida por lei". "Hoje é o dia mais importante do meu mandato porque está sendo concluído um processo que diz respeito milhões de pacientes que lutam contra o câncer", disse a senadora.
 
Segundo Ana Amélia, atualmente cerca de 40% dos tratamentos oncológicos empregam medicamentos de uso domiciliar em substituição ao regime de internação hospitalar ou ambulatorial.
O presidente do Senado, Renan Calheiros, disse que "agora, esses medicamentos deixam de ser uma possibilidade e passam a ser um direito" dos brasileiros.
 
Resolução
Conforme a resolução da ANS, os remédios que terão de ser assegurados aos clientes das operadoras de saúde servem para 54 indicações de tratamentos contra a doença – o remédio Vinorelbina. por exemplo, é indicado para o tratamento do câncer de mama e de pulmão.
 
Quem já recebe o remédio ou tratamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS) poderá escolher em continuar com o governo ou optar a ser coberto pelo plano.
 
No dia em que a resolução foi anunciada, a Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), entidade que reúne 31 operadoras de planos de saúde,  afirmou, por meio de nota, que a medida anunciada pelo ministério e pela ANS provoca "impactos financeiros representativos, que não podem ser medidos previamente, mas apenas com o acompanhamento da execução dos novos procedimentos, principalmente em relação a medidas mais abrangentes, como a inclusão de medicamentos orais contra o câncer para uso em domicílio".
 
De acordo com a federação, com a incorporação de novas coberturas aos planos de saúde, a previsão é de "crescimento das despesas assistenciais das operadoras de saúde, e os recursos que mantêm os planos vêm das mensalidades pagas pelos beneficiários".
 
"A inflação médica no Brasil, incrementada pela ampliação das coberturas do Rol, aumenta a distância entre os custos assistenciais das operadoras de saúde e a inflação geral de preços, que serve de referência para o orçamento de famílias e empresas", disse a nota.
 
Na ocasião, o presidente da ANS negou impacto no preço dos planos individuais, familiares e coletivos. Durante entrevista, André Longo afirmou que, historicamente, mudanças na lista de procedimentos e eventos não geram impactos significativos na recomposição dos preços das operadoras de saúde.
 
"O maior reajuste foi de 1,1%, em 2010. As empresas têm um poder de barganha em relação às operadoras. Não deve ter um reajuste abusivo. Não acreditamos que seja expressivo, muito menos abusivo", comentou.
 
A cada dois anos, a ANS faz uma revisão do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde. A última alteração foi em 2012.
 
A LISTA DOS 37 MEDICAMENTOS
Acetato de Abiraterona
Anastrozol
Bicalutamida
Bussulfano
Capecitabina
Ciclofosfamida
Clorambucila
Dasatinibe
Dietiletilbestrol
Cloridrato de Erlotinibe
Etoposídeo
Everolimus
Exemestano
Fludarabina
Flutamida
Gefitinibe
Hidroxiureia
Imatinibe
Ditosilato de Lapatinibe
Letrozol
Acetato de Megestrol
Melfalano
Mercaptopurina
Metotrexato
Mitotano
Nilotinibe
Pazopanibe
Sorafenibe
Malato de Sunitinibe
Citrato de Tamoxifeno
Tegafur - Uracil
Temozolamida
Tioguanina
Cloridrato de Topotecana
Tretinoína (ATRA)
Vemurafenibe
Vinorelbina

Fonte: Ministério da Saúde/ANS

G1

Preconceito e desinformação levam médicos a dispensar lésbicas de Papanicolau

Médicos desencorajam mulheres lésbicas a realizar exame e
 não indicam métodos de proteção
Contrariando a recomendação do Ministério da Saúde, mulheres que têm relações homossexuais deixam de fazer exames preventivos e de ser orientadas por seus ginecologistas sobre sexo seguro
 
A professora Melissa Navarro, de 34 anos, foi ao ginecologista pela última vez há um ano e meio. Como em todas as outras consultas desde a primeira, aos 19 anos, sua sexualidade não foi questionada pela médica. Ativista de uma associação lésbica, ela fez questão de deixar clara sua orientação. E, como em outras ocasiões, ouviu da profissional que não precisava fazer o Papanicolau.
 
O relato de Melissa é comum entre as lésbicas. Dentro dos consultórios, seja por desconhecimento, preconceito, constrangimento ou até falta de tempo nas consultas, as conversas sobre orientação sexual são deixadas de lado. Tanto médicos quanto pacientes não mencionam práticas sexuais, importantes para garantir prevenção de doenças e levar a orientações adequadas sobre sexo seguro.
 
O Papanicolau é um exame importantíssimo para detecção precoce de lesões precursoras do câncer de colo uterino. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca) e o Ministério da Saúde, deve ser feito por todas as mulheres que já iniciaram a vida sexual, preferencialmente entre os 25 e 64 anos de idade, qualquer que seja a orientação sexual da mulher. Os dois primeiros devem ser feitos a cada ano e, se os resultados forem normais, a cada três anos.
 
“Aos 19 anos, quando fui pela primeira vez ao ginecologista, não me importei com isso. Achei até melhor não falar sobre sexualidade para não me expor. Fiquei cinco anos sem voltar ao médico.
 
Depois, quando já tinha mais informação, provoquei a conversa com a médica. Ela disse que eu não precisava do Papanicolau porque não tinha relações com homens. Ninguém nunca me pediu o exame. Eu que insisti para fazer”, conta Melissa.
 
Karen Lúcia Borges Queiroz, 30, fisioterapeuta e assessora em saúde das mulheres da Associação Lésbica Feminista de Brasília Coturno de Vênus, conta que muitas lésbicas têm dificuldade de procurar esse tipo de atendimento médico, por medo da discriminação, da dor do exame ou simplesmente por não saber que precisam fazer prevenção. Há dois anos, Karen propôs um exercício às amigas militantes do grupo.
 
A sugestão de Karen, após discutir sobre a necessidade de consultas regulares, foi para que todas fossem a ginecologistas e relatassem a consulta. Os médicos prescreveram anticoncepcionais, não questionaram a orientação sexual e, quando as meninas se diziam lésbicas, dispensavam exames e sugeriam o uso de camisinha masculina em brinquedos eróticos.
 
O diálogo entre médico e paciente sobre as práticas sexuais dessas mulheres não é franco. Afinal, numa relação sexual entre duas mulheres também há troca de fluidos, mesmo sem penetração. Há manipulação das partes íntimas com as mãos, sexo oral, compartilhamento de brinquedos eróticos.
 
“A conduta médica ainda é muito normatizada pela heterossexualidade”, critica Karen.
 
Invisibilidade e mudança lenta
A Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) reconhece que a falta de conhecimento sobre a homossexualidade e o preconceito entre médicos existem. “Como na sociedade em geral, essa ainda é uma questão mal compreendida. Alguns preconceitos podem geral mal entendidos, mas essa não é nossa recomendação. As mulheres homossexuais devem ser encaradas como qualquer outra e as relações sexuais, estudadas”, afirma o ginecologista Jesus Paula Carvalho, da Febrasgo.
 
Carvalho lembra que a transmissão do vírus HPV, maior causador de câncer do colo uterino, ocorre também nas relações sexuais entre mulheres, mesmo que em índices menores. “O vírus também pode aparecer na vulva. A medicina sofreu mudanças brutais de conceito, seja de privacidade quanto de sexualidade, por causa de conquistas da sociedade”, comenta.
 
Carla Martins, ginecologista especialista em reprodução humana e integrante da diretoria da Sociedade Brasiliense de Ginecologia e Obstetrícia do Distrito Federal, acredita que o intervalo curto entre uma consulta e outra também leva os médicos a deixar a conversa sobre a sexualidade das pacientes de lado. Ela critica também a formação nas escolas médicas.
 
“Há um acordo silencioso. Os médicos não perguntam e as pacientes não falam. O preconceito existe em qualquer classe social, mas não acredito que esse seja o maior impedimento para que a sexualidade não seja abordada nas consultas. Acho que os médicos preferem não abordar o assunto porque não foram preparados para dar solução ás queixas das pacientes”, diz.
 
A professora Andrea Rufino, do Núcleo de Pesquisa e Extensão em Saúde da Mulher (Nupesm) da Universidade Estadual do Piauí, estuda o tema em seu pós-doutorado, em desenvolvimento na Universidade de Brasília (UnB). Primeiro, ela fez uma pesquisa nacional sobre como as escolas médicas ensinam sobre sexualidade. Agora, quer saber como as mulheres homossexuais realizam suas práticas sexuais, se previnem de doenças e se relacionam com ginecologistas.
 
Na primeira investigação, Andrea descobriu que poucos professores tratavam de temas como homossexualidade e bissexualidade. Há um constrangimento em conversar abertamente sobre as práticas, segundo ela. Para ela, a crença de que as lésbicas que só se relacionam com mulheres têm menos chance de desenvolver doenças sexualmente transmissíveis pode levar os médicos a dispensar os exames preventivos.
 
“Não há necessidade de penetração vaginal para que se tenha contato com o HPV, por exemplo. Mesmo mulheres heterossexuais que não têm interesse de perder a virgindade podem realizar brincadeiras sexuais e ficar expostas ao vírus. A prática sexual é uma coisa e a identidade é outra. A prática é liberta e pode ser bastante variada. O importante é o médico perguntar sobre isso de forma franca e acolhedora”, avalia.
 
Andrea lembra que a única diferença que deve existir no exame Papanicolau de mulheres heterossexuais e homossexuais é o tamanho do espéculo (instrumento utilizado para coleta da mucosa do útero para o exame). “Existem espéculos vaginais de vários tamanhos. Os mais finos são os indicados para as mulheres que não têm prática sexual com pênis”, recomenda. A médica defende que essas mulheres deixem de ser “invisíveis” para a medicina.
 
“Há uma invisibilidade sobre a abordagem da homossexualidade e as orientações para um sexo seguro nas relações homossexuais, especialmente de mulheres. Nas políticas públicas, isso já melhorou, mas no dia a dia dos consultórios ainda não. Acho que a mudança vai demorar gerações para acontecer”, lamenta Karen.
 
iG