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quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Homens e pacientes viram modelos por um dia por combate ao câncer de próstata

Campanha "Drible o preconceito e marque um gol pela prevenção" fotografou quem passou nesta terça-feira pelo Icesp, na zona oeste de São Paulo. Objetivo é alertar o homem sobre a doença e exames que a diagnosticam na fase inicial
 
João é comerciante, Leonardo trabalha como cozinheiro e Saduro, o mais velho dos três, está aposentado, mas na manhã de hoje, todos fizeram uma ponta como modelos para a campanha “Drible o preconceito e marque um gol pela prevenção”, no Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), na zona oeste da capital paulista.
 
Promovida pelo Icesp, a campanha tem como objetivo alertar a população masculina sobre o câncer de próstata e a importância de exames preventivos da doença, que é o segundo tipo de câncer mais comum entre os homens e matou mais de 12 mil em 2010, segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca).
 
“Fizemos o planejamento pensando neste homem que tem preconceitos de fazer o exame e usamos justamente o mote do futebol porque ele vai ter que parar com esse preconceito, vai ter que driblar e fazer um gol da prevenção”, diz Maria Helena da Cruz Sponton, psicopedagoga e coordenadora de Humanização do Icesp.
 
Para a psicopedagoga, apesar do preconceito que o homem tem com os exames preventivos, principalmente o de toque, eles estão mais “cientes do que têm que fazer”. “Não sei se hoje em dia tem ‘dedada’”, brinca Leonardo Costa e Silva, de 23 anos. Ao ser informado que a tal “dedada” é necessária, o cozinheiro ri: “Não tenho preconceito, não. Se chegar no momento da minha vida que tem que fazer, tem que fazer”.
 
Quem já passou pelo susto de ser diagnosticado com a doença foi João Oliveira Souza, comerciante autônomo e 30 anos mais velho que Leonardo. Operado neste ano, ele descobriu ser portador após o exame de PSA. “Ano que vem, em maio, eu faço uma nova avaliação para ver minha situação”, afirma. Já o aposentado Saduro Yamaji, de 58 anos, esteve no Icesp para acompanhar a esposa, em tratamento, mas relatou não ter medo ou preconceito. “Fiz [o exame de toque] na minha cidade, em Osasco, uns quatro ou cinco anos atrás”.
 
“Paciente que chega [ao hospital] é porque tem motivo para vir. Quando estão bem a maioria não se cuida”, alerta Flávio Calvetti, de 80 anos, aposentado, economista antes disso e atualmente voluntário do HC. Neste sábado, dia 30, a campanha chega ao fim com uma partida de futebol entre pacientes e urologistas. As fotos devem ser expostas em breve no próprio Icesp.
 
Deles

Saiba quais são os benefícios da melancia

Com mais de 90% de água, a melancia é uma ótima opção de fruta para hidratação nos dias mais quentes. E as outras propriedades, você conhece?
 
Ela tem vitaminas C, que ajuda na prevenção de gripes e resfriados, vitamina A, ótima para a saúde da pele e dos olhos, vitaminas B1 e B6, que colaboram com o organismo na retirada de energia dos carboidratos, das gorduras e das proteínas, além de potássio, que regula o pH do sangue; ferro, que ajuda no transporte de oxigênio, e magnésio, que ajuda a baixar o nível de sódio no organismo. A melancia tem também o licopeno, responsável pela cor avermelhada e pela propriedade antioxidante.
 
Já aquela parte branca da casca é rica em citrulina, que ajuda a relaxar os vasos sanguíneos. Mas, cuidado: algumas pessoas, como as que têm artrite reumatoide, por exemplo,  podem ser intolerantes a essa substância.
 
Confira algumas dicas da Embrapa sobre compra e conservação e evite o desperdício:
 
- Entre dois frutos de mesmo tamanho, escolha o mais pesado.
 
- A casca deve ser lisa, mas pequenas marcas não afetam a qualidade.
 
- A casca deve apresentar uma mancha clara em um dos lados. Isso sinaliza o local onde o fruto encostava no solo. Se não, indica que foi colhido prematuramente, o que compromete o sabor e a textura.
 
- Se o fruto já estiver cortado, observe a cor da polpa, que precisa estar uniforme, e as sementes, que devem estar brilhantes.
 
- A melancia já descascada e picada no supermercado deve estar tampada e em local refrigerado. Se exposta em cama de gelo, opte pelas embalagens imersas no gelo.
 
- O fruto inteiro pode ser conservado fora da geladeira por cerca de duas semanas.
 
- Após cortada, a melancia deve ser mantida em geladeira com a superfície coberta com filme plástico.
 
- A fruta pode ser congelada por até um ano em pedaços, sem casca e sem sementes, para ser utilizada no preparo de sucos. O descongelamento deve ser em temperatura ambiente ou em geladeira.
 
- Antes de cortar, lave bem a casca em água potável e evite o uso de detergentes.
 
Universo Jatobá

Médicos pedem o fechamento da emergência de hospital público do Rio

Rio de Janeiro – Os médicos que integram o corpo clínico do Hospital Municipal Salgado Filho, localizado na zona norte da capital fluminense, pediram ontem o fechamento da emergência da unidade, uma das mais movimentadas da cidade, por falta de profissionais e de equipamentos. O pedido foi feito durante reunião com representantes do Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (Cremerj).
 
Na visita que fez ao hospital, o conselho constatou que na sala de repouso estavam 31 pacientes masculinos para sete leitos e 20 femininos também para sete leitos, além dos que, em macas, aguardavam atendimento no corredor. Para piorar o quadro, a equipe do Cremerj foi informada que a Unidade de Pacientes Graves (UPG) foi fechada. No local, passou a funcionar a sala vermelha, onde havia 26 pacientes graves, mas com um clínico de plantão, quando deveria haver, no mínimo, três.
 
Segundo os médicos, a emergência ficou ainda mais sobrecarregada após a desativação de 12 leitos de clínica médica por falta de profissionais: enfermeiros e auxiliares de enfermagem. Referência no serviço de neurocirurgia, o Salgado Filho chegou a ter 20 neurocirurgiões. Atualmente conta com oito. 
 
O presidente do Cremerj, Sidnei Ferreira, disse que a entidade vem há tempos denunciando o sucateamento do Salgado Filho e que o Cremerj apoia o pedido do corpo clínico. “Denunciamos essa situação para o Ministério Público, Delegacia do Consumidor e outros órgãos. Os médicos não podem ser responsabilizados por esse descaso, e a população merece um atendimento de qualidade. Queremos uma solução para esse problema e vamos apresentar essa proposta em nome do corpo clínico para o secretário municipal de Saúde”, disse. 
 
A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) informou, por meio de nota, que está aberta a receber e debater propostas que visem à melhoria da rede de atenção, porém não aceitará medidas arbitrárias que prejudiquem o atendimento à população, como o fechamento da emergência do hospital. Segundo a secretaria, embora aponte falta de profissionais na rede, o Cremerj não traz para a SMS qualquer colaboração ou indicação de médicos para o preenchimento das vagas oferecidas pelo município, algumas com vencimentos que chegam a R$ 7.153 para uma carga horária semanal de 24 horas.
 
O órgão informou que dois processos de contratação de profissionais para unidades hospitalares estão em curso pela secretaria: um concurso público, cuja autorização para o provimento das vagas de médicos já foi publicada no Diário Oficial do Município, correndo os trâmites e prazos legais para a posse dos aprovados nos cargos efetivos; e uma contratação de médicos por prazo determinado. De acordo com a SMS, o Salgado Filho será uma das unidades a receber parte desses profissionais.
 
Agência Brasil

Instituto de traumatologia faz mutirão para atender crianças e adolescentes

Rio de Janeiro – O Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad (Into), na zona portuária do Rio de Janeiro, faz ao longo desta semana um mutirão de cirurgias para atender mais de 40 crianças e adolescentes, entre 1 e 15 anos, com deformidades ortopédicas. Trata-se do segundo mutirão feito pelo Centro de Ortopedia Pediátrica em 2013.
 
A iniciativa faz parte de um conjunto de medidas determinado pelo Ministério da Saúde para ampliar a capacidade de atendimento do Into e reduzir o tempo de espera por cirurgias ortopédicas. Segundo o médico-chefe do Centro Ortopédico Pediátrico, Pedro Henrique Mendes, o tempo de espera atualmente pode chegar a um ano. A meta é que o paciente espere entre dois e três meses.
 
“O tempo de espera é grande, pois temos poucas unidades que realizam essas cirurgias no estado. Além disso, atendemos também a demandas de outros estados, por sermos uma instituição federal”, explicou o médico ao afirmar que a demanda por esse tipo de cirurgia é similar à de outros países em desenvolvimento, mas há carência de centros especializados em cirurgias ortopédicas no Brasil.
 
Ainda de acordo com Mendes, a maioria dos casos são de doenças que afetam o sistema neuromuscular, síndromes ou deformidades ortopédicas congênitas, como o pé torto. “Em mais da metade desses pacientes é necessário fazer mais de um procedimento cirúrgico, pois há doenças que acometem os dois pés ou as duas pernas”, informou ele.
 
O cirurgião também esclareceu que algumas doenças são comuns em todo o mundo, como o pé torto. Outras, no entanto, são deformações que poderiam ser evitadas e que ocorrem em alguns lugares do Brasil devido à falta de estrutura para assistências pré e pós-natal. “Algumas mães, sem acesso a um pré e pós-natal adequados, têm complicações como parto muito prolongado – que pode acarretar na asfixia da criança, ou parto prematuro – que pode prejudicar o sistema nervoso. Essas complicações impactam igualmente o sistema osteo muscular”, disse.
 
Quase 400 cirurgias pediátricas foram feitas neste ano pelo Into, sendo a maioria para o tratamento de fraturas, alongamento ósseo e correção do pé torto. Desde o início do ano, o Into fez 12 mutirões que atenderam 740 pacientes. Foram 760 cirurgias efetuadas pelos centros especializados em crânio maxilofacial, quadril, coluna, oncologia ortopédica, ortopedia pediátrica, joelho, ombro, microcirurgia reconstrutiva, pé e tornozelo, medicina esportiva e mão.
 
Em parceria com a Secretaria Estadual de Saúde, 268 pacientes foram encaminhados para cirurgia no Hospital Estadual da Criança, em Vila Valqueire, na zona oeste.
 
Agência Brasil

Teste do pezinho é ampliado em São Paulo

São Paulo - A partir desta semana o teste do pezinho, exame feito em todos os recém-nascidos, incluirá a detecção precoce de mais duas doenças.O teste disponível atualmente permite a identificação do hipotiroidísmo congênito, fenilcetonúria, anemia falciforme, fibrose cística e outras hemoglobinopatias.
 
O novo teste detectará hiperplasia adrenal congênita e deficiência biotinidase.
 
A hiperplasia adrenal congênita faz parte de um grupo de doenças genéticas em que as duas glândulas suprarrenais, situadas acima dos rins não funcionam corretamente. Já a  deficiência biotinidase pode causar convulsões, falta de equilíbrio, lesões na pele, perda de audição e retardo no desenvolvimento.
 
Segundo a coordenadora estadual do Programa Nacional de Triagem Neonatal de São Paulo, Carmela Maggiuzzo Grindler, o sistema de coleta do exame continuará o mesmo. O que muda é a metodologia laboratorial das análises. Grindler ressalta que as doenças detectadas são crônicas, genéticas e incuráveis. “Quando identificadas e tratadas precocemente, aumentamos a chance de sobrevida normal, de integração social e de preservação da capacidade cognitiva e da qualidade da vida dos pacientes”.
 
O teste do pezinho foi implantado em 2001 em todo o estado de São Paulo e atualmente em 70% dos casos, a coleta para o exame é feita dentro da própria maternidade, seja ela pública ou privada. Todas as famílias recebem orientação sobre o tempo ideal para a realização do teste, que deve ser coletado entre o terceiro e o sétimo dia de vida do bebê. Os exames coletados são encaminhados para o Serviço de Referência de Triagem Neonatal (Laboratório do Teste do Pezinho). Quando um resultado é positivo para uma das doenças a família é comunicada e a criança será submetida a um novo teste. Se o diagnóstico for confirmado o recém-nascido será  encaminhado para serviço especializado.
 
De acordo com a Secretaria de Saúde nascem hoje, em média, 600 mil crianças no estado de São Paulo por ano. A triagem neonatal atinge 100% dos recém-nascidos (sendo 84% pelo SUS e 16% pela área privada). Existem no território paulista 3.500 postos de coleta do teste do pezinho em maternidades e unidades básicas de saúde.
 
Agência Brasil