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quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Câncer na Retina: Retinoblastoma

Diagnóstico precoce é fundamental para a cura
Cerca de 400 crianças são diagnosticadas anualmente com retinoblastoma no Brasil, câncer na retina que pode cegar
 
Normalmente é o médico quem descobre se algo está errado no corpo de alguém. No caso de Nilda Alves de Oliveira, mãe de Luan Alves de Oliveira, hoje com sete anos, foi a fotógrafa quem sinalizou que algo não andava bem na saúde do pequeno. Quando levado ao médico, foi diagnosticado com câncer nos olhos. O retinoblastoma, tumor na retina, afeta cerca de 400 crianças por ano no Brasil, de recém-nascidos a cinco anos de idade.
 
 O câncer, se diagnosticado precocemente, tem índice de cura de 90%.

Brilho diferente em olho leva a diagnóstico de câncer em bebê

 
Quando Luan tinha apenas cinco meses, a mãe resolveu contratar um pacote de fotos em um estúdio. Levou o bebê para ser fotografado e, quando voltou para pegar as fotos já impressas, a fotógrafa fez o alerta: Luan deveria ser levado ao pediatra com urgência, pois o fundo do olho do bebê estava branco, em vez da cor natural, que seria o vermelho-sangue.
 
"Eu comentei que achava que era porque ele tinha chorado, estava com sono. A fotógrafa disse: 'Não, normalmente essa mancha é um problema'", conta Nilda.

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Fotografia: uma das formas de diagnosticar a doença
De fato, uma foto pode dizer muito sobre a saúde dos olhos de uma criança. O oncologista Sidnei Epelman, presidente da Tucca (associação para crianças e adolescentes com câncer), explica que essa é uma das formas que se diagnostica em casa que há um tumor.
 
No entanto, é preciso diagnosticar um câncer antes mesmo de ele ser vísivel assim. No caso de Luan, o câncer não estava no estágio avançado, mas também não estava na sua etapa inicial.

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Nilda conta que, depois do alerta da fotógrafa, levou o filho ao pediatra da própria cidade, Nova Serrana (MG), que já indicou imediatamente que ela encaminhasse Luan a um especialista de oncologia, já que o caso era grave.
 
Na Santa Casa de Belo Horizonte, Luan começou a ser tratado. "O médico disse: mãezinha, não se assuste, descobrimos o câncer cedo. Se fosse mais tarde, talvez não tivesse mais jeito'. Então eu entreguei para Deus", conta Nilda.

Sol em excesso pode causar câncer nos olhos

 
A mãe de Luan conta que o médico alertou sobre a possibilidade de retirar o olho do garoto, para impedir a progressão do câncer. No começo do tratamento, no entanto, optaram por fazer quimioterapia. O problema não foi resolvido e Luan, na época então com um ano e dez meses, foi submetido à cirurgia de extração do olho afetado.
 
A mãe ficou apreensiva sobre a possibilidade do câncer ter atingido o outro olho. Epelman explica que normalmente a doença se desenvolve em um olho só. Em casos de problemas hereditários, pode atingir os dois também.

Câncer na retina costuma se manifestar nos primeiros anos de vida

 
O caso de Luan, embora Nilda comente que não havia pessoas na família que tivessem tido esse tipo de câncer, aconteceu nos dois olhos. Os médicos descobriram um início do câncer no outro olho, que anteriormente não estava afetado. Luan começou um tratamento a cada três semanas, e, na luta contra a lesão, foi encaminhado para São Paulo. 
 
Com apoio da Tucca, o garoto, com cinco anos na época, ia esporadicamente para São Paulo, para um tratamento mais agressivo. E o tumor desapareceu.
 
Por precaução, Luan faz acompanhamento trimestral em São Paulo e Belo Horizonte. Hoje com sete anos, a mãe comenta que ele nunca reclamou da doença que teve. 
 
De fato, o oncologista explica que o retinoblastoma não provoca dor, mesmo durante o tratamento. O câncer, se não tratado, pode evoluir, sair do olho e causar problemas mais sérios ainda do que a perda de visão.
 
O diagnóstico precoce é a solução para o sucesso do tratamento da maioria dos tipos de câncer. No caso do câncer da retina, não é diferente. Epelman explica que, ainda no nascimento, é preciso fazer o exame de fundo de olho, para ver se a criança não nasceu com câncer. Depois disso, nas visitas regulares com o pediatra, é imprescindível que ele avalie o fundo de olho, um exame que pode ser feito com um oftalmoscópio, aparelho simples que identifica se há algum problema.
 
O presidente da Tucca explica que o olho é uma espécie de "santuário", assim como o cérebro. Por causa disso, os medicamentos comuns têm dificuldade de atingir essa região, mas ele comenta que, no caso da quimioterapia, o mecanismo é diferente e a ação local felizmente traz bons resultados.
 
iG

Transplantes crescem 84%

Rondon Vellozo / MS
Ministério da Saúde lançou campanha ontem
Balanço de procedimentos entre 2003 e 2013 foi feito ontem, em evento sobre doações de órgãos
 
O número de transplantes de órgãos no Brasil cresceu 84% de 2003 a 2013. A evolução foi anunciada ontem pelo Ministério da Saúde, em lançamento de campanha publicitária que pretende estimular a doação. O evento integrou a semana de comemoração do Dia Nacional da Doação de Órgãos e Tecidos, celebrado no próximo sábado.
 
A meta do governo federal é estimular as famílias a autorizarem os transplantes. Segundo dados do Sistema Nacional de Transplantes, o número de doadores, que era de 1.350 em 2008, subiu para 2.562 no ano passado. Apesar do avanço, 44,3% dos parentes ainda não permitem que os procedimentos sejam feitos.
 
“Podemos dobrar o número de doadores efetivos se as famílias estiverem conectadas com o desejo do doador”, afirmou o ministro da Saúde, Arthur Chioro, ressaltando que entre 2003 e 2013 a lista de espera por um órgão caiu 42% em todo país. Ainda assim, 37.736 pessoas aguardam pela cirurgia.
 
Em Minas, são mais de 2.000 pacientes na fila, segundo a Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO).
 
Em tom otimista, o ministro Chioro destacou que foi possível zerar a fila de espera para o transplante de córnea dos Estados do Acre, Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Rio Grande do Sul, São Paulo e Distrito Federal. Em Mina, 161 pessoas esperavam pelo órgão até agosto.
 
“Ao fim de 2014, vamos atingir 14 doadores por milhão de população (pmp), que é o índice usado na Europa”, afirmou Eder Murari, presidente do Sistema Nacional de Transplantes. Esta meta ainda está distante do objetivo de 15 doadores efetivos pmp previsto em 2007 para 2014. “No ano que vem, vamos aumentar o índice para entre 15 a 19 doadores pmp”, disse.

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Homenagens
Em meio ao reforço da necessidade das famílias permitirem a doação dos órgãos de seus parentes falecidos, o Ministério da Saúde homenageou algumas pessoas que ajudaram a salvar a vida de outras. Uma delas é Arlita Andrade, viúva de Santiago Andrade, cinegrafista da TV Bandeirantes que foi morto após ser atingido por um explosivo durante manifestação no Rio de Janeiro, em fevereiro deste ano. Ele teve rins, fígado e córneas doados para cinco pessoas.
 
“Ele era mais velho que eu 16 anos, e a gente combinou que os órgãos de quem fosse (morresse) primeiro poderiam ser doados. Acho que meu Santiago, lá de cima, pensa que ainda está vivo em uma pessoa. Eu não fiquei triste, fiquei feliz. Essas pessoas (transplantadas) carregam dentro delas um pedaço do meu amor. Por que a gente não dá oportunidade para outras pessoas viverem e serem felizes também?”, questionou, bastante emocionada.
 
dificuldade. Por causa de um acidente, o artista plástico Paulo César Cavalcante, 58, precisou ser submetido a um transplante de fígado há quatro anos, depois de sete anos de espera. O procedimento foi feito pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e em Belo Horizonte, porque em Brasília (DF) ainda não havia equipes para fazer a cirurgia na época.
 
“Os familiares do doador precisam se conscientizar que o intervalo entre a morte do doador e o transporte precisa ser muito curto”.
 
Campanha
Com o tema “Sua Família é a sua Voz”, a campanha do governo terá 120 mil cartazes e 470 mil folders. Vão ser veiculados propagandas na TV, rádio, jornais e revistas
 
O Tempo

Não é preciso passar fome antes do exame de sangue

Novas tecnologias de análises clínicas põem fim à exigência de jejum de 12 horas
 
Rio - Passar doze horas em jejum antes de realizar um exame de sangue é um incômodo que todos já tiveram de enfrentar ao menos uma vez. Porém, boa parte desses transtornos pode ser evitada.

Avanços das técnicas de análise do sangue já colocaram fim à necessidade de jejuar para a maioria dos testes laboratoriais, entre eles os de glicose e colesterol. Mas a desinformação de médicos e pacientes mantém a cultura da privação de refeições no país. O assunto foi tema de debate no Congresso Brasileiro de Patologia Clínica e Medicina Laboratorial, na semana passada, no Rio.                       

O patologista clínico Gastão Rosenfeld, um dos defensores do encerramento da exigência, garante que a metodologia atual para os testes de glicose e LDL, o colesterol ruim, prescinde do jejum para chegar a conclusões precisas. “A nova metodologia de análise quebrou a interferência que o consumo de gordura próximo ao horário do exame tinha sobre o resultado. Para estes dois testes, jejuar doze horas antes tornou-se exagero”, diz. Segundo ele, o exame de glicose deixou de ser feito através do cálculo de triglicerídeos, partícula de gordura, e usa a hemoglobina glicada, que pondera a média da taxa glicêmica do sangue nos 90 dias anteriores ao teste. Já o LDL passou a ser calculado de forma direta, também contornando o exame de triglicerídeos.
 
Problema cultural                     
Para Rosenfeld, o entrave para o fim do jejum é a conscientização de médicos e laboratórios. Nesse sentido, a Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica tem promovido encontros de profissionais para alastrar a informação. “O problema é cultural, mas temos combatido isso e alguns laboratórios do país já começaram a aderir”, garante o médico, assessor da Abramed.                       

Rosenfeld também revela que alguns médicos, especialmente os com experiência no exterior, adotam o procedimento à revelia dos laboratórios. “Alguns falam para o paciente apenas dizer , no laboratório que jejuou”.
 
Diagnósticos mais rápidos
Atualmente, clínicas de diagnóstico do Estado do Rio de Janeiro, como Bronstein, CDPI, Lâmina e Sérgio Franco, ainda exigem a privação de alimentação por doze horas para a realização dos testes de glicose e colesterol. O médico Gastão Rosenfeld defende que, além de facilitar a vida de pacientes, o fim da exigência de jejum antes da realização de exames também traria benefício para os laboratórios.
 
Segundo ele, a atual obrigatoriedade lota os consultórios pela manhã e deixa-os vazios no restante do dia. “Ao distribuir o horário dos atendimentos, você perde menos tempo em filas e acelera diagnósticos, porque passa a ser possível sair do médico e ir direto fazer um exame”, afirma.

O Dia

Procura pela segunda dose da vacina contra o HPV está baixa

Boatos sobre reações adversas podem estar atrapalhando. Proteção só é completa após três doses
 
Rio - A procura pela segunda dose da vacina contra o vírus HPV, no Rio, está bem menor do que a registrada na primeira fase. Nas duas primeiras semanas da atual etapa, lançada dia 1º, apenas 20.186 meninas de 11 a 13 anos foram imunizadas: 15% do público-alvo. Nos 15 dias seguintes ao lançamento da campanha pela primeira dose, em março, 74.733 (52,9%) receberam o imunizante. Os dados são da Secretaria Municipal de Saúde.
 
O superintendente de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Estadual de Saúde, Alexandre Chieppe, alerta que as adolescentes só estarão protegidas se receberem três doses. Ainda segundo ele, o que poderia estar atrapalhando são boatos sobre problemas relacionados à vacina e casos de reação adversa. Ele, porém, frisa que ainda é muito cedo para afirmar que tais fatores com certeza tenham influência na baixa procura aos postos, já que nos casos de outros imunizantes a busca pela segunda dose também é menor.
 
Em SãoPaulo, três meninas foram internadas recentemente sem mexer as pernas após a vacinação, mas alguns dias depois receberam alta. Outras oito tiveram sintomas como falta de sensibilidade nos membros, dor de cabeça e tontura.                       

Segundo o superintendente, alguns municípios do Rio optaram por intensificar a vacinação nos postos de saúde, em vez de nas escolas. A medida seria para evitar que as adolescentes fossem imunizadas juntas, como ocorreu com as garotas de São Paulo, o que pode fazer surgirem possíveis efeitos adversos relacionados a questões psicológicas. “Às vezes, uma adolescente põe medo na outra e a ansiedade pode aumentar e provocar reações”, conta. A própria Organização Mundial de Saúde já cunhou o termo ‘reação de ansiedade após imunização’, segundo a diretora de imunização da Secretaria de Saúde de São Paulo, Helena Sato, onde o fenômeno ocorreu.
 
Proteção contra o câncer
Ao serem vacinadas, as jovens são protegidas contra os tipos mais frequentes do Papilomavírus Humano, vírus sexualmente transmissível que pode causar o câncer de colo de útero, que é gravíssimo. Ele é o terceiro tipo de tumor mais comum em mulheres e o quarto câncer que mais mata brasileiras.
 
Chieppe lembra que o melhor momento para receber a segunda vacina é seis meses após a primeira dose, ou seja, agora em setembro. O imunizante estará disponível nos postos, ininterruptamente, mas, em 2015, o público-alvo irá mudar: será para garotas de 9 a 11 anos. As clínicas particulares oferecem a vacina para todas as idades.
 
Importância e segurança
Na última semana, várias entidades se uniram e divulgaram comunicado reforçando a importância e a segurança da vacinação contra o HPV, que previne o câncer de colo de útero. Entre estas organizações, estão as sociedades Brasileiras de Imunizações, Infectologia e Pediatria, além da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia.
 
De acordo com o texto, uma recente publicação do Center for Disease Control and Prevention, dos Estados Unidos, avaliou os cerca de 22 mil eventos adversos temporalmente relacionados à vacinação, após a administração de mais de 67 milhões de doses (incidência de 0,03%). Segundo o levantamento, não se verificou, até o momento, nenhuma associação entre a vacina e eventos adversos graves. Além disso, os problemas mais comuns são os mesmos de outras vacinas: dor, inchaço e vermelhidão no local, e cefaleia e febre em menor incidência.

O Dia                      

Fim de semana: veja quantas calorias têm os petiscos favoritos

Foto: O Portal do Mercadão/Divulgação
O  famoso sanduíche de pernil tem em média 750 calorias
Confira as calorias dos quitutes mais consumidos e calcule: 8 mil calorias se transformam em um quilo
 
A matemática é simples: se a caloria ingerida não for gasta, o resultado aparece em gordurinhas. Para fazer a conta, basta considerar que cada 8 mil calorias resultam em ganho de um quilo. A ingestão não precisa ser toda em um dia só; se ao longo de uma semana, um mês ou um ano isso acontecer, a balança irá cobrar a conta.
 
Por isso, veja quantas calorias têm os petiscos campeões de preferência e faça os cálculos para não aproveitar além da conta o fim de semana.
 
Confira:
 
- O paulistano e famoso sanduíche de pernil tem em média 750 calorias
 
- O baiano acarajé contém em média 550 calorias
 
- Pastel de calabresa com queijo: 450 calorias por uma unidade de 50 gramas
 
- Costelinha de porco: 400 calorias para um pedaço médio
 
- Pão de alho: 350 calorias a cada 100g
 
- Linguiça assada: 300 calorias por 100 gramas, em média
 
- Cachorro-quente: um bem completo chega a ter 700 calorias. Se entrar na moda paulistana e adicionar feijoada, o número sobe ainda mais
 
- Enroladinho de salsinha: 60 calorias por unidade, em média
 
- Linguiça frita tem 230 calorias por unidade, em média
 
- Um pacote de pipoca com manteiga pode conter 500 calorias
 
- Feijoada: 300 gramas pode conter 500 calorias
 
- Kibes: em média, cada unidade pequena carrega 80 calorias
 
- Bolinhos de arroz: 100 calorias por uma unidade média
 
- Coxinha: 170 calorias para uma unidade média
 
- Cervejas podem conter 150 calorias para cada 200ml
 
iG