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segunda-feira, 20 de junho de 2016

Anvisa suspende lote de álcool gel sem registro

Reprodução
A Anvisa determinou a suspensão da fabricação, distribuição e comercialização e uso do produto Álcool Etílico Gel 70 GL

O produto é fabricado pela empresa Verdes Mares Indústria Química Ltda– EPP. O álcool não tem registro na Anvisa.

A Agência determinou que a empresa promova o recolhimento do produto.

A medida está na Resolução nº 1.562/2016, publicada na sexta-feira (17/6) no Diário Oficial da União (DOU).

ANVISA

Polícia indicia equipe médica que fez mutirão da catarata, em São Bernardo

Reprodução
Ação deixou 20 pessoas cegas em janeiro deste ano. Relatório afirma que instrumentos não foram esterilizados entre cirurgias

A polícia indiciou, na última sexta-feira (17), por lesão corporal culposa, quando não há intenção de ferir, o médico e duas enfermeiras responsáveis pelo mutirão da catarata, que deixou 20 pessoas cegas, em São Bernardo do Campo, no ABC. O caso aconteceu em janeiro deste ano.

O delegado que investigou o caso, acusou o médico e as duas enfermeiras 20 vezes por lesão corporal. Cada indiciamento se refere a um paciente que teve complicações.

O relatório feito pela Secretaria Municipal de Saúde, que faz parte do inquérito, afirma que durante as cirurgias, os instrumentos não foram esterilizados entre um paciente e outro, o que contribuiu com a infecção das vítimas. A equipe médica fez 27 cirurgias entre às 8h e 17h do dia 30 de janeiro.

“Cada cirurgia de catarata, entre uma e outra é como se fosse uma nova cirurgia, lava-se a mão, faz a esterilização, então aqui não houve esse tratamento”, afirma o delegado Gilberto Peranovich.

Maria da Glória Almeida, de 71 anos, é uma das pacientes que teve complicações. No dia seguinte à operação, ela perdeu o globo ocular, que já estava comprometido pela infecção. A aposentada ainda tem tremores e toma remédios para depressão. “Eu esperava uma coisa melhor, mas terminou nessa situação triste”, lamenta.

O Conselho Regional de Medicina (Cremesp) e o Conselho Regional de Enfermagem (Coren) disseram que as investigações correm sob sigilo e que se for comprovada a culpa, o médico as enfermeiras podem receber advertência ou até a perder o registro profissional.

O advogado das enfermeiras disse que elas seguiam a orientação do médico e que espera a decisão da justiça para se manifestar. O advogado do médico não atendeu às ligações do SPTV.

Entenda o caso

Mais de vinte pacientes de um mutirão de catarata realizado no Hospital de Clínicas do Alvarenga, em São Bernarndo do Campo, foram contaminados por uma bactéria. São pacientes idosos, que agora dependem de medicamentos caros e de acompanhamento especial.

O aposentado Expedito Batista é uma das vítimas. Ele decidiu fazer a cirurgia buscando maior qualidade de vida e continuar realizando uma de suas paixões, viajar de carro, como condutor. “Eu tinha 70% da minha visão. Entrei bem pra operar, pra melhorar. E perdi totalmente a visão do lado direito”, conta.

E a perda é definitiva, disseram os médicos que já operaram o aposentado mais duas vezes para combater a infecção por uma bactéria. A mesma que atingiu muitos outros pacientes que participaram do mutirão, no fim de janeiro. Segundo informações recolhidas pelas famílias, pelo menos quinze perderam a visão e dez, o próprio globo ocular. Os parentes se organizam para processar o hospital.

Letícia Meikoga, filha de uma das vítimas, afirma que o grupo pretende entrar com uma ação pedindo indenização por danos morais, materiais e suporta para as famílias, além de medicamentos.

Marialda Alves Sampaio, também filha de vítima, representa uma das famílias que precisarão de ajuda a partir de agora. Ela conta que o pai dela, de 80 anos, era quem cuidava da mulher, também idosa. Mas agora, sem um dos olhos, a família terá de encontrar outra solução. “Nós trabalhamos, não podemos ficar lá o tempo todo. Eles vão precisar de um acompanhante. E quem vai ter que bancar esse acompanhante?”, questiona.

A Secretaria de Saúde de São Bernardo do Campo confirma que de 27 pacientes operados no dia 30 de janeiro, 21 foram contaminados.

G1

sexta-feira, 17 de junho de 2016

Jovem se esquece de tirar absorvente interno por nove dias e fica entre a vida e a morte

Foto: Reprodução
Emily, de 20 anos, teve síndrome do choque tóxico e ficou com intoxicação no sangue

Uma estudante inglesa de 20 anos vinha se queixando há algum tempo de que sua barriga estava inchada, mas não entendia qual poderia ser a razão do problema. Mal sabia ela que estava sofrendo de síndrome do choque tóxico (SCT), e que estava arriscando a própria vida sem querer depois de esquecer de retirar seu absorvente interno por nove dias.

Quando percebeu o que estava acontece, Emily Pankhurst já estava com os sintomas agravados: sofria desmaios, ficou com a fala enrolada, e sua pele apresentava manchas avermelhadas. Sua mãe chamou a ambulância, e a jovem foi levada às pressas ao pronto-socorro.

Na UTI, os médicos explicaram que Emily estava sofrendo uma intoxicação no sangue, como resultado da SCT, uma infecção muito grave causada pelo absorvente interno.

Emily foi medicada com antibióticos e conseguiu sobreviver — no entanto, ela perdeu seus movimentos temporariamente, e ainda não consegue caminhar por longas distâncias.

— Quando finalmente percebi o que estava acontecendo, retirei o absorvente e ele estava completamente preto. Não daria para identificar o que era aquele objeto se não fosse pela cordinha. Foi horrível. Imediatamente joguei na privada, tive vontade de vomitar.

A jovem, que estuda criminologia na universidade de Canterbury, acredita que deve ter se esquecido de retirar o absorvente porque estava emu ma fase de muito estresse com as provas da faculdade. E, além de não remover o tampão que já havia colocado, ela ainda acabou inserindo outro por cima.

Não demorou até que começasse a ter quedas de pressão e ver sua barriga inchando progressivamente, ter febre e se sentir mal.

A mãe de Emily, Diana, chegou até a levá-la ao um médico, que fez exames, mas não conseguiu identificar nenhum problema.

— Eu já estava me sentindo muito doente naquele ponto. Sentia calor, tonturas, era uma sensação muito estranha. Eu estava sangrando mais. Durante um banho, finalmente encontrei o absorvente. Achei nojento, para ser honesta. Mas acreditava sinceramente que, assim que o removesse, fosse me sentir melhor.

Como sua mãe já tinha ouvido falar da STC, ela recomendou que Emily entrasse em contato com o serviço de emergência. Uma atendente sugeriu que elas monitorassem o quadro da jovem, mas, em poucas horas, a condição dela piorou drasticamente.

Atualmente, ela se recupera do problema, mas relata se sentir cansada com muita frequência.

— Preciso de tempo para que meu corpo se recupere. Quero conseguir, mas acabo dormindo por 13 horas seguidas, durante o dia e durante a noite.

— Espero que minha história ajude outras mulheres a tomarem conta melhor de sua saúde, e não deixem sua vida acabar por causa de algo assim.

dailymail.com/uk/R7

Empresa cria camisinha que garante ser mais resistente a rompimento

Preservativo sueco tem estrutura repleta de pequenos hexágonos. Se um arrebentar, os outros impedem que o produto arrebente

Preservativo sueco que promete ser 'à prova de rompimento' (Foto: Reprodução/Lelo.com)
Preservativo sueco que promete ser 'à prova de rompimento' (Foto: Reprodução/Lelo.com)

Uma empresa sueca criou um preservativo que promete ser mais resistente a rompimentos -- o segredo estaria em uma estrutura formada por 350 alvéolos, resultado de sete anos de pesquisas. O preservativo Hex "é composto por 350 hexágonos diferentes" e, para rompê-lo, seria necessário rompê-los um a um, assegura a fabricante, Lelo, em sua página na internet.

"Não era o material, o látex, que precisava mudar, era a estrutura", explica a empresa. Os hexágonos "são a forma perfeita da natureza para algo que seja leve, mas resistente ao mesmo tempo. Por isso, por exemplo, a estrutura de um grafeno, o material mais fino que existe, o mais sólido conhecido pela ciência, é, como já adivinharam, um hexágono", destacou a Lelo.

A nova tecnologia, porém, se reflete no preço do produto -- mais caro que outros preservativos no mercado. Antes do lançamento comercial, previsto para agosto, os consumidores interessados poderão ter que desembolsar 14 euros (US$ 15,7) por uma caixa com doze unidades.

A empresa recrutou para promover o lançamento do novo preservativo o ator americano Charlie Sheen, que em novembro anunciou ser soropositivo. "Algo que pode ser percebido como cinco segundos de incômodo, de interrupção ou contrariedade pode evitar uma vida repleta de arrependimentos e sofrimento", destacou.

AFP/G1

ANVISA: Ação nacional combate contrabando nas fronteiras

Começou na última segunda-feira (13/6), em toda a extensão da fronteira seca do Brasil, a 11ª edição da Operação Ágata

A Anvisa participa da operação em conjunto com outros órgãos federais no combate à situações de ilegalidade nas fronteiras do país com outros países sul-americanos. A ação é parte do Plano Estratégico de Fronteiras (PEF), criado em 2011.

A coordenações de Portos, Aeroportos, Fronteiras e Recintos Alfandegados da Anvisa estão atuando especificamente nos estados de RS, SC, PR, MS, MT, RO, AC, AM, RR e AP. Para a Anvisa, a participação na operação está focada no combate ao contrabando de produtos para saúde e medicamentos que possam afetar a saúde da população brasileira.

A abertura das operações da Anvisa foi feita na coordenação do Mato Grosso do Sul, pelo diretor de Controle e Monitoramento Sanitários, José Carlos Moutinho, que destacou a importância do trabalho da Anvisa na áreas de fronteiras.

A ação é coordenada pelo Ministério da Defesa e envolve os 16.886 quilômetros de fronteira do Brasil com outros países.

ANVISA