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quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Fatores que modificam a estabilidade dos medicamentos parte 1

Quando se realiza uma mistura IV, alteram-se de forma significativa todas e cada uma das características de seus componentes, sendo por isso necessário conhecer as consequencias relativas à perda da atividade ou aparecimento de toxicidade. Por outro lado, nem sempre que se prepara uma mistura,esta será administrada imediatamente, por isso é necessário conhecermos os fatores que podem afetar sua estabilidade, dentre eles: 1 Natureza e concentração do medicamento; 2 Composição e pH do solvente; 3 Perfis de pH e velocidade da degradação; 4 Natureza do recipiente e da solução; 5 Temperatura; 6 Luz natural e outras radiações.

Transmissão de microorganismos no ambiente hospitalar

A propagação de microorganismos no ambiente hospitalar envolve três elementos básicos: 1 Fonte de microorganismo 2 Modo de Transmissão 3 Indivíduo susceptível Como resultado da interação microorganismo-hospedeiro ,o indivíduo susceptível pode apresentar: Colonização - Presença e multiplicação de microorganismos nos tecidos do hospedeiro, que pode ser identificada através de cultura, mas sem manifestação clínica ou desenvolvimento de resposta imune. Infecção - Presença e multiplicação de microorganismos nos tecidos do hospedeiro acompanhada de resposta clínica, produção de sinais e sintomas( infecção clínica ) ou apenas resposta imune (infecção subclínica). Ambas as interações têm importância epidemiológica e demandam medidas de contenção da disseminação dos microorganismos. A aderência de microorganismos a receptores celulares da pele e mucosas é a condição básica para que haja colonização e infecção. O uso de antimicrobianos, procedimentos invasivos e certas condições clínicas favorecem a mobilização da microbiota normal do paciente facilitando a aderência de microorganismos hospitalares.

    Classificação de materiais - ABC e XYZ

    Segundo Viana (2002), a classificação de materiais é o processo de aglutinação de materiais por características semelhantes. Para o referido autor, grande parte do sucesso no gerenciamento de estoques depende fundamentalmente de bem classificar os materiais da empresa. Para Barbieri e Machline (2006), os principais objetivos específicos da classificação de materiais são os seguintes: 1. Identificar o material certo para o usuário e a organização; 2. Organizar o processo de aquisição, guarda e manuseio dos materiais;
    3. Facilitar a comunicação com fornecedores, usuários e os setores contábil e financeiro;
    4. Estabelecer instrumentos de planejamento e de controle apropriados;
    5. Reduzir custos com material;
    6. Melhorar o nível de serviço.
    Ainda sobre o assunto, Viana (2002) salienta que se pode classificar os materiais por:
    a) tipo de demanda;
    b) demanda não previsível ou de não estoque7;
    c) materiais críticos;
    d) pelo nível de perecibilidade e de periculosidade;
    e) tipo de estocagem;
    f) dificuldade de aquisição e pelo tipo de mercado fornecedor.
    Com base nesses tipos de classificação pode-se distribuir esses materiais através do diagrama de Pareto8, também conhecido pro curva ABC. Segundo Barbieri e Machline (2006) o objetivo da classificação ABC é fornecer informações para que se possa estabelecer políticas, objetivos e controle diferenciados conforme a importância de cada item em relação ao valor de utilização dos itens.
    A Classificação ABC baseia-se na divisão dos materiais por classes:
    • Classe A: Grupo de itens que têm uma maior importância e devem ser tratados com atenção especial, os materiais que compõem esse grupo representam o maior valor em termos de consumo, sendo o de menor quantidade.
    • Classe B: Grupo de itens que vivem numa situação intermediária entes os de classes A e C.
    • Classe C: Corresponde ao grupo de itens de menos importância, representando o menor valor de consumo, porém, estão em maior quantidade, financeiramente são menos importantes, o que justifica uma menor atenção em seu gerenciamento.
    Quando se trata sobre material médico-hospitalar, deve-se avaliar o uso desse sistema num hospital, pois, independente do grupo em que estejam todos os itens, eles são de fundamental importância, devendo ser gerenciados com maior critério de organização e controle, visto que um procedimento médico-cirúrgico pode não acontecer pela falta de um desses itens, independente do grupo em que esteja.
    Barbieri e Machline (op cit) utilizam também outra forma de classificação do estoque, a qual varia de acordo com o grau de criticalidade, conhecida como Classificação XYZ.
    Para os citados autores, essa classificação tem por critério o grau de criticalidade ou imprescindibilidade do material para as atividades em que eles estarão sendo utilizados, pois a falta de determinados materiais pode provocar a paralisação de atividades essenciais e coloca em risco a vida das pessoas, o ambiente e o patrimônio da organização.
    Segundo o critério XYZ, os itens da Classe X podem faltar sem acarretar prejuízo ao funcionamento de uma empresa, apenas pelo fato de poderem ser substituídos com facilidade. Os itens da Classe Y representam um nível de criticidade médio, por poderem ser substituídos por itens de mesma equivalência. Os itens pertencentes à Classe Z correspondem aos mais críticos. Sua falta pode provocar transtornos e até a paralisação de atividades básicas e essenciais, colocando em risco a vida das pessoas. Sua falta não pode ser substituía por similares.
    Ao se analisar o uso dos sistemas ABC/XYZ, deve-se agir com parcimônia, pois o uso de um método pode servir para uma empresa e não servir para outra, sendo comum que um administrador faça as devidas adaptações à realidade da sua empresa, principalmente quando se trata de um hospital.

    Organização das atividades do almoxarifado

    Viana (2002) analisa que a amplitude da administração de materiais pode ser identificada esquematicamente através de seis pontos:
    a) A atividade de cadastramento visa a cadastrar os materiais necessários à manutenção e ao desenvolvimento da empresa, o que implica o reconhecimento perfeito de sua classificação, estabelecimento de codificação e determinação da especificação, objetivando a emissão de catálogo para utilização dos envolvidos nos procedimentos de Administração de Materiais.
    b) A atividade de gestão visa ao gerenciamento dos estoques por meio de técnicas que permitam manter o equilíbrio com o consumo, definindo parâmetros e níveis de ressuprimento e acompanhando sua evolução.
    c) A atividade de compras tem por finalidade suprir as necessidades da empresa mediante a aquisição de materiais e/ou serviços, emanadas das solicitações dos usuários, objetivando identificar no mercado as melhores condições comerciais e técnicas.
    d) A atividade de recebimento visa a garantir o rápido desembaraço dos materiais adquiridos pela empresa, zelando para que as entradas reflitam a quantidade estabelecida, na época certa, ao preço contratado e na qualidade especificada nas encomendas.
    e) A atividade de armazenagem visa a garantir a fiel guarda dos materiais confiados pela empresa, objetivando sua preservação e integridade até o consumo final.
    f) A atividade de inventário físico visa ao estabelecimento de auditoria permanente de estoques em poder do almoxarifado, objetivando garantir a plena confiabilidade e exatidão de registros contábeis e físicos, essencial para que o sistema funcione com a eficiência requerida.

    Brasil produzirá antirretroviral genérico

    A produção nacional do Tenofovir vai gerar uma economia de R$ 440 milhões em cinco anos ao país. Com ela, 10 dos 20 medicamentos antiaids fornecidos pelo SUS deixarão de ser importados O Brasil vai produzir o medicamento antirretroviral genérico do Tenofovir, usado por 64 mil pacientes com aids e 1,5 mil com hepatite. O remédio será produzido pelo laboratório oficial da Fundação Ezequiel Dias (Funed) do governo de Minas Gerais, informou o Ministério da Saúde nesta quarta-feira (9). A produção do remédio é fruto de uma Parceria Público Privada (PPP) firmada pelo governo em 2009. A produção nacional vai gerar uma economia de cerca de R$ 440 milhões nos próximos cinco anos. O primeiro lote nacional do Tenofovir começará a ser produzido nesta semana e deve estar disponível para os pacientes no fim de março. A produção nacional, de 9 milhões de comprimidos, será suficiente para atender toda a demanda do medicamento no país. Com ela, 10 dos 20 medicamentos antiaids fornecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) passam a ser produzidos no Brasil. "É uma medicação extremamente importante dentro do chamado coquetel para a aids. A produção nacional facilita o processo de sustentabilidade do programa de acesso universal aos medicamentos", disse o diretor do departamento, Dirceu Greco. "É um grande momento. Tomara que tenhamos vários outros", completou. O diretor do Complexo Industrial e Inovação em Saúde, Zich Moysés, explicou que, além de "internalizar" a tecnologia, a produção nacional do Tenofovir aumenta a competitividade da própria indústria e facilita que o processo se estenda a outros remédios. "A produção interna significa ter produtos na hora em que a gente precisa", destacou. http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI209970-15257,00-BRASIL+PRODUZIRA+ANTIRRETROVIRAL+GENERICO.html