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sexta-feira, 27 de julho de 2012

Anemia falciforme pode causar morte súbita em atletas negros

Condição coloca em risco, sobretudo, jogadores de futebol afro-americanos de 19 a 23 anos durante os treinos

Estudo recente conduzido por pesquisadores dos Estados Unidos confirma que anemia falciforme pode causar morte súbita em atletas negros. Resultados ratificam pesquisas anteriores que relacionam a condição à morte cardíaca súbita entre jovens atletas afro-americanos do sexo masculino. A relação foi inicialmente observada em recrutas militares negros, há 25 anos.

O traço falciforme, para o qual todos os afro-americanos dos Estados Unidos são testados no nascimento, ocorre em cerca de 8% da população. A Minneapolis Heart Institute Foundation mantém um banco de dados forense de 32 anos, o U.S. Sudden Death in Athletes Registry, que contém registros da frequência, epidemiologia e perfil clínico de mortes relacionadas ao traço falciforme em uma grande população de atletas competitivos.

Resultados desse programa de registro mostra que existe "uma prova convincente de uma relação causal entre o traço falciforme e as mortes de jovens atletas negros que participam de competições, especialmente jogadores de futebol", diz o autor sênior do estudo Barry J. Maron, da Minneapolis Heart Institute Foundation.

Das 2.462 mortes de atletas registradas na U.S. Sudden Death in Athletes Registry, 23 ocorreram em associação com o traço falciforme (12 a 22 anos) - sendo que 21 entre homens e todos afro-americanos. As mortes ocorreram com mais frequência entre atletas de 19 a 23 anos, durante treinos de futebol. Exposição a altas temperaturas ambientais também apresentou relação com as mortes.

"O registro foi iniciado primeiramente por Maron para ajudar a comunidade médica entender por que atletas entram em colapso em campo" , explica o autor do estudo Kevin M. Harris. "Nós decidimos avaliar a conexão entre o traço falciforme e a morte súbita dentro de nosso grande registro. Como resultado, desenvolvemos a primeira série considerável de atletas competitivos, nos quais o traço falciforme foi associado com outra forma inexplicável de colapso súbito inesperado e morte."

Maron, que tem avaliado relatos de mortes cardiovasculares entre jovens atletas por aproximadamente 35 anos, está surpreso com o nível de ceticismo que tem testemunhado sobre o fato de o traço falciforme ser considerado causa de morte súbita entre jovens atletas negros, mesmo entre a comunidade médico-científica.

No estudo, os pesquisadores concluíram que o traço falciforme "pode ?? ser associado em grande parte ao colapso imprevisível e repentino e a morte, com aparente predileção por afro-americanos jogadores de futebol de faculdade acometidos durante o treino. Entender os riscos, os mecanismos e os eventos disparadores do traço falciforme pode permitir alterações que salvarão vidas com métodos de treinamento a serem implementados."

" A fim de implementar alterações que salvem vidas em tais métodos de treinamento, especialmente devido à natureza imprevisível dos acontecimentos relacionados ao traço falciforme, é preciso haver uma maior compreensão e aceitação desta conexão letal. Não reconhecer esta ligação entre o traço falciforme e a morte súbita cria a possibilidade de falhas na proteção dos atletas" , conclui Maron.

Fonte isaude.net

Parto em casa: procedimento, riscos

O parto em casa traz alguns riscos a vida da gestante. Conheça um pouco mais sobre esse assunto que virou polêmica.

Nas últimas semanas, um dos assuntos principais dos noticiários é o questionamento sobre a segurança do parto em casa. O assunto de tornou alarmante, após uma das maiores ativistas e defensoras da causa, a australiana Caroline Lovell, morrer ao dar à luz a sua segunda filha. Essa fatalidade aconteceu durante o parto realizado em sua própria residência. No intuito de orientarmos um pouco mais sobre o parto em casa, conheça os procedimentos e os riscos ao optar pela sua realização.

Conhecendo um pouco mais sobre o caso de Lovell
A australiana Caroline Lovell, durante o parto de sua segunda filha que estava ocorrendo em sua casa, sofreu complicações cardíacas. No momento ela foi socorrida por paramédicos, porém faleceu no dia seguinte ao parto. Felizmente, seu bebê sobreviveu, sem complicações.

Dados mundiais e nacionais
O parto em casa é muito praticado pelos países desenvolvidos. Para se ter uma ideia, somente na Austrália, as estatísticas apontam que nos últimos anos houve um aumento de 54% na incidência desse tipo de nascimento. No entanto, no Brasil, não há dados que demonstrem essa prática pela população.

Critérios que devem ser preenchidos
Antes de optar por realizar um parto em casa, é de extrema importância que a mulher preencha os seguintes critérios:

•Realizar um pré natal de qualidade;

•Não ser portadora de diabetes gestacional;

•Não ser portadora de pré-eclâmpsia;

•Residir em um raio de 20 minutos de distância do hospital.

Vale ressaltar que a escolha por esse tipo de parto não é coberta pelo Sistema Único de Saúde (SUS), sendo a mãe totalmente responsável pelas despesas do procedimento.

Parto domiciliar x Parto hospitalar
Segundo especialistas, ambos os partos (domiciliar e hospitalar) apresentam taxas de riscos equivalentes. Assim, para avaliar a taxa de sucesso deles, é preciso levar em consideração as doenças que a gestante apresenta, além dos graus de complicações clinicamente manifestados por ela.

Procedimentos que a “equipe de parto” deve saber
Todo o profissional que atende o parto em casa deve saber como lidar com certas situações de urgência. Entre eles, podemos citar:

•Dificuldade respiratória do bebê;

•Hemorragia uterina;

•Procedimento de reanimação cardiopulmonar.

Conheça as contraindicações do parto em casa
Antes de tudo, é preciso avaliar as condições clínicas da mãe. Caso ela esteja gozando de boa saúde, o parto em casa pode ser uma boa opção.

•O parto só pode ser realizado diante de uma gestante com boa saúde;

•Hipertensão crônica ou súbita;

•Problemas renais, cardíacos, pulmonares, neurológicos ou psiquiátricos;

•Cirurgia uterina prévia;

•Anemia grave;

•Diabetes;

•Retardo de crescimento uterino do bebê;

•Gêmeos;

•Bebê com apresentação pélvica;

•Trabalho de parto prematuro;

•Lesões de órgãos genitais.

Compreenda alguns riscos oferecidos pelo parto em casa
Como foi anteriormente mencionado, tanto o parto hospitalar, quanto o domiciliar apresentam riscos. No entanto, alguns sinais e sintomas sugerem que o risco é superior do parto em casa, em relação ao hospitalar. São eles:

•Alteração da cor do líquido amniótico;

•Sofrimento fetal que é indicado pela mudança dos batimentos cardíacos dos bebês;

•Descolamento prematuro da placenta;

•Visualização do cordão umbilical;

•Parada na progressão do bebê pelo canal de parto.

Conheça as contraindicações do parto em casa
Antes de tudo, é preciso avaliar as condições clínicas da mãe. Caso ela esteja gozando de boa saúde, o parto em casa pode ser uma boa opção.

•O parto só pode ser realizado diante de uma gestante com boa saúde;

•Hipertensão crônica ou súbita;

•Problemas renais, cardíacos, pulmonares, neurológicos ou psiquiátricos;

•Cirurgia uterina prévia;

•Anemia grave;

•Diabetes;

•Retardo de crescimento uterino do bebê;

•Gêmeos;

•Bebê com apresentação pélvica;

•Trabalho de parto prematuro;

•Lesões de órgãos genitais.

Fonte Mundo das Tribos

Crianças obesas têm fatores de risco cardiovascular

Dentre as crianças obesas, cerca de dois terços têm pelo menos um fator de risco cardiovascular.

Pesquisadores holandeses desenvolveram um estudo com dados de todo o país entre os anos de 2005 e 2007. Eles pediram aos pediatras da Holanda que reportassem todos os casos de obesidade infantil entre crianças de 2 a 18 anos.

Para isso, os pediatras deviam completar um questionário relativo a cada criança obesa, abordando características sociodemográficas e riscos cardiovasculares, como pressão sanguínea, glicemia de jejum e lipídios no sangue.

Cerca de 90% dos pediatras completaram os questionários, e os pesquisadores encontraram 500 crianças com diagnósticos de obesidade severa.

Os pesquisadores descobriram que dentre esse grupo, 67% das crianças tinham pelo menos um fator de risco cardiovascular. 56% tinham pressão alta, 14% tinham alto nível de glicose no sangue, 0,7% tinham diabetes tipo 2 e cerca de 54% tinham baixos níveis de lipoproteína de alta densidade (o tipo bom de colesterol). Além disso, 62% das crianças severamente obesas com 12 anos ou menos tinham um ou mais fatores cardiovasculares.

A pesquisa foi publicada no periódico Archives of Disease in Childhood.

Fonte: UPI, 24 de julho de 2012

Por Boa Saúde

Doença celíaca não é tratada adequadamente

A doença celíaca ocorre no sistema digestivo e é caracterizada pela não tolerância à proteína glúten. Assim, pacientes com diagnóstico de doença celíaca não podem consumir alimentos que tenham tal proteína. Segundo especialistas, o número de diagnosticados é muito menor do que o de pessoas afetadas pela doença. A falta de diagnóstico pode causar problemas graves, levando inclusive à morte, pois a pessoa consome alimentos que seu organismo não consegue processar corretamente.

De acordo com estudo publicado na revista Clinical Gastroenterology and Hepatology, publicação oficial da Associação Americana de Gastroenterologia (AGA), os exames pelos quais os pacientes passam são, muitas vezes, inadequados e altamente variáveis. Dessa forma, os pacientes com doença celíaca não recebem acompanhamento ideal.

Para a realização do estudo, os pesquisadores da Clínica Mayo, nos Estados Unidos, coletaram dados de 122 pacientes com diagnóstico de doença celíaca entre 1996 e 2006. Desses, 70% eram mulheres e a média de idade foi de 42 anos. Os pesquisadores determinaram a frequência com que os pacientes realizaram exames de acompanhamento. Entre 113 pacientes que foram seguidos por mais de quatro anos, apenas 35% receberam acompanhamento análises que eram consistentes com as recomendações da AGA.

Para os pesquisadores da Clinica Mayo, médicos e pacientes precisam estar cientes da necessidade de acompanhamento da doença celíaca, já que essa é uma enfermidade crônica com possibilidade de complicações a longo prazo.

O tratamento existente para a doença celíaca consiste na adoção de uma dieta rígida e livre de glúten. Como isso é difícil de conseguir, o acompanhamento médico regular se faz fundamental.

Fonte: EurekAlert!, 25 de julho de 2012

Por Boa Saúde

Ambientes fechados são perigosos no inverno

Ambientes fechados são perigosos no inverno
Ambientes fechados facilitam a proliferação de várias doenças, especialmente no inverno, quando as temperaturas mais baixas e o ar mais seco fazem com que o organismo fique mais vulnerável às infecções.

O tempo frio faz com que as pessoas passem mais tempo dentro de casa ou em ambientes fechados. Isso pode representar um risco a mais, uma vez que ambientes fechados dificultam a ventilação e a circulação do ar. Dessa forma, o número de agentes causadores de várias doenças presentes no ar aumenta.

A aglomeração de pessoas é outro problema que faz com que vírus e bactérias se propaguem mais rapidamente, aumentando os casos de gripes, resfriados, rinites, alergias, sinusites, bronquites e asma, e os atendimentos nos prontos-socorros. Em casos mais graves, doenças como tuberculose e meningite podem ser contraídas em locais fechados.

Gripe, resfriado e dor de garganta
A gripe é uma doença respiratória aguda, causada pelo vírus Influenza (A e B). É transmitida por via aérea e ocorre em surtos e epidemias em todo o mundo, a cada ano, principalmente durante os meses de inverno.

Muitos confundem o resfriado com a gripe, mas são doenças diferentes, inclusive causadas por agentes diferentes. O resfriado pode ser causado por mais de 200 vírus diferentes, sendo o principal deles o rinovírus, e como já foi dito, a gripe é causada pelo vírus Influenza. Em geral, o resfriado é uma doença mais leve que a gripe. Vai atacando gradualmente a pessoa, com tosses irritativas, dores e cansaço leves.

A dor de garganta é causada, geralmente, pela amigdalite. Essa é uma condição na qual as amígdalas palatinas se infeccionam por vírus ou bactérias.

Em caso de infecções como gripes, resfriados e dores de garganta, é fundamental que a pessoa doente não compartilhe utensílios como copos e talheres com os familiares e evitar o contato muito próximo até que a doença tenha sido curada.

Pneumonia
A pneumonia é a inflamação dos pulmões, mas especificamente dos alvéolos, local onde ocorrem às trocas gasosas, devido à infecção causada por bactérias, vírus, fungos e outros agentes infecciosos ou por substâncias químicas.

Crianças são mais suscetíveis à infecção, e, como esse é um problema que deixa muitos pais alarmados, é importante que os responsáveis fiquem atentos a sintomas como tosse, febre e dificuldade em respirar, e procurarem um especialista caso a criança apresente esse quadro. Existe vacina para pneumonia, que está disponível gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS) e faz parte do calendário do Ministério da Saúde.

Problemas respiratórios
Problemas das vias respiratórias, como asma, rinites e sinusites são mais comuns no inverno. Alergias também são agravadas com o tempo frio e seco. É possível reduzir o risco de ataques dessas com algumas medidas simples. O primeiro passo é evitar lugares onde há fumaça de cigarro ou possíveis alérgenos. Além disso, usar corretamente os medicamentos prescritos e ir ao médico regularmente são medidas que ajudam a controlar a doença.

Hábitos de higiene simples, como lavar as mãos com frequência e cobrir o nariz e a boca quando espirrar também diminuem as chances de contágio.

Fonte: Bibliomed

Por Boa Saúde