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quinta-feira, 4 de abril de 2013

Ingerir proteína é essencial na dieta, mas excesso causa riscos à saúde

Restringir a dieta sobrecarrega os rins, causa fraqueza e faz mal ao coração. Médicos alertam para a importância de manter o equilíbrio na alimentação.
 
Ingerir proteína é fundamental para manter o corpo funcionando, mas é preciso muito cuidado com o excesso.
 
Algumas pessoas recorrem a dietas restritivas em proteína para perder peso, ganhar massa magra ou melhorar o desempenho da musculação, mas esse excesso pode sobrecarregar o rim, entupir artérias e até mesmo prejudicar o coração, como alertou o endocrinologista Alfredo Halpern no Bem Estar desta quarta-feira (3).
 
De acordo com o médico, uma alimentação rica em proteína realmente ajuda a emagrecer em um curto prazo de tempo, principalmente porque faz a pessoa perder muita água. Mas em longo prazo, traz resultados ruins porque a falta de outros elementos, como o carboidrato, pode provocar também falta de energia e fraqueza e até favorecer o ganho de peso, caso a pessoa abandone a dieta.
 
Bem Estar - Infográfico sobre proteína (Foto: Arte/G1)
 
Isso acontece também com os outros elementos. Por exemplo, uma dieta rica em carboidrato pode aumentar os radicais livres no organismo e, no caso da gordura, a ingestão excessiva pode causar placas na artéria.
 
Por isso, os médicos recomendam sempre que, para manter uma dieta segura e saudável, estejam presentes no prato todos os grupos alimentares, mas sempre em moderação.
 
No caso de quem pratica esporte ou musculação, o consumo maior de proteína realmente se faz necessário porque o organismo as utiliza para construir e reparar o tecido muscular, favorecendo o ganho de massa magra.
 
De acordo com a pediatra Ana Escobar, o excesso de proteína para quem quer ganhar massa magra, seja através da alimentação ou também da suplementação – muito comum nas academias -, também pode sobrecarregar os rins da mesma maneira. Fora isso, ingerir uma quantidade exagerada de proteína pode também ser uma medida inútil porque o organismo acaba não aproveitando e eliminando o excesso através da urina.
 
A médica comentou também sobre o consumo de proteína na infância – a criança deve consumir leite materno e só a partir do 1º ano de idade, o leite integral. Essa medida é importante para evitar danos aos rins que podem ser irreversíveis na vida adulta.
 
De acordo com o nefrologista Décio Mion, a recomendação é que a pessoa consuma 1 grama de proteína por quilo que pesa. Por exemplo, quem tem 70 kg deve consumir 70 gramas de proteína diariamente. Porém, existem casos atípicos como um churrasco ou um almoço em uma churrascaria que contribuem para os excessos.
 
No estúdio, o endocrinologista Alfredo Halpern mostrou como deve ser um cardápio saudável de uma dieta de 2.000 kcal para uma pessoa de 70 kg, com a quantidade ideal de proteína para ser consumida, sem contar os carboidratos e outros nutrientes.
 
Veja abaixo:
 
Café da manhã
1 ovo mexido
1 copo de leite
 
Almoço
100 g (peso cru) de filé mignon grelhado
 
Lanche
1 fatia de queijo branco
 
Jantar
80 g (peso cru) de filé de frango grelhado
 
Fonte G1

B. Braun investe R$ 346 milhões em nova fábrica

Empresa alemã lançará, em abril, o maior empreendimento do grupo na América do Sul, Localizado em Guaxindiba, próximo ao Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro
 
Com investimento da ordem de R$ 346 milhões, o grupo alemão B. Braun, com subsidiária no Brasil há 45 anos, anuncia a construção de nova unidade no Complexo Industrial e Empresarial de São Gonçalo (Ciesg). O parque fabril será o maior da multinacional na América do Sul.
O projeto, assinado pelo arquiteto Siegbert Zanettini, será executado em diferentes fases, e prevê 80 mil metros quadrados de área construída em dois terrenos que somam 200 mil metros quadrados.
 
Localizado em Guaxindiba, próximo das rodovias BR-101 e RJ-104, da Baía de Guanabara e do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro – Comperj, o parque fabril contará com Centro Logístico que terá um armazém para produtos acabados e um depósito de materiais inflamáveis, na primeira fase. Em seguida será construída uma fábrica de dispositivos médicos e, por último, o Centro Administrativo. A conclusão de todo o empreendimento está prevista para 2017.
 
“A planta industrial no Ciesg representa um divisor de águas para o Grupo no Brasil. O novo parque permitirá a ampliação da nossa fabricação de equipos (conjunto de acessórios para terapias de infusão), por exemplo, passando de 56 milhões de unidades produzidas por ano, para 84 milhões e, posteriormente, expansível para 112 milhões”, calcula Otto Philipp Braun, diretor-presidente.
 
De acordo com comunicado da companhia, o novo parque foi concebido com base nos conceitos da filosofia Lean, que visa a otimização de processos para eliminar desperdícios.
 
“Todas as instalações serão conduzidas conforme as premissas de construção sustentável do Green Building Council. Nosso objetivo é ter o primeiro parque industrial do mercado de saúde com certificação padrão ouro do LEED (Leadership in Energy and Environmental Design)”, afirma Braun.

Para marcar o início das obras, a empresa fará o lançamento da Pedra Fundamental no dia 19 de abril.
 
No Brasil, com cerca de 1.600 colaboradores, a multinacional atua nas áreas de terapias de infusão, hidratação, reposição volêmica, anestesia, nutrição enteral e parenteral, e controle de infecção e incontinência, além de material cirúrgico e equipamentos de substituição renal, e para home care.
 
Fonte Saudeweb

Como simplificar o gerenciamento de dispositivos móveis

Dados clínicos perambulam pelos tablets e smartphones e o gerenciamento desses dispositivos preocupa gestores. Multinacional AirWatch investe para simplificar o trabalho
 
Os dispositivos móveis já invadiram e transformaram o dia a dia das pessoas e saber gerenciá-los passou a ser mais uma das atribuições de gestores. Na saúde, a facilidade de acesso a informações decisivas e o ganho de agilidade nos processos do cuidado que esses aparelhos proporcionam são inegáveis. Mas para aproveitar tais benefícios, é preciso garantir a segurança em sua utilização.
 
Uma pesquisa sobre aplicações para mobilidade em saúde da norte-americana Klas apontou justamente que a maior preocupação de mais de cem gerentes de TI de hospitais está relacionada ao gerenciamento de tablets e smartphones, até porque o conceito de BYOD, que resume a frase Bring your Own Device (algo como o colaborador levar seu próprio dispositivo móvel ao ambiente de trabalho), e se insere cada vez mais na rotina dos prestadores de serviço da saúde. E o fato do ecossistema dos dispositivos mudar rapidamente agrava o desafio que é saber gerenciá-los.
 
Desempenhar exatamente essa função também para laboratórios, hospitais, farmacêuticas, entre outras empresas de saúde é o papel da multinacional AirWatch, que ambiciona aumentar sua abrangência no mercado latino-americano, hoje, com 90 clientes caminhando para cem até o final do ano, segundo previsão do diretor de desenvolvimento de negócio para América Latina, Cesar Berenguer.
 
Dos mais de 5 mil clientes espalhados pelo mundo, cerca de 400 são do mercado de Saúde, entretanto independente do nicho, a solução da AirWatch é sempre gerenciar dispositivos, sejam eles próprios, corporativos ou compartilhados, incluindo também a instalação de aplicativos e promovendo o acesso a diferentes pontos de rede.
 
Com expressiva presença na Inglaterra, a companhia fornece suporte a mais de cem divisões do Serviço Nacional de Saúde (NHS) britânico. ”A tecnologia móvel para comunicação entre os médicos é essencial em um hospital como Luton and Dunstable, na Inglaterra, – seja de suas casas, seus consultórios ou quando estão na rua”, disse o líder de TI do The Luton and Dunstable University Hospital NHS Foundation Trust, Jill Lanham, em comunicado.
 
A demanda por softwares de gerenciamento de dispositivos móveis (Mobile Device Management – MDM, em inglês) por prestadores de saúde é crescente devido ao aumento de aplicativos clínicos utilizados em tablets e smartphones, e manter o mesmo nível de controle e segurança que existe em um computador é o grande desafio do momento.
 
O consultor de saúde em TI para o Advisory Board, Ken Kleinberg, disse à InformationWeek Healthcare que os sistemas operacionais de dispositivos móveis têm melhores recursos de segurança do que os sistemas Windows encontrados em hospitais. Mas ele enfatiza que ainda assim essas instituições precisam de uma forte política de segurança de BYOD, incluindo ferramentas que gerenciem aplicações móveis: “Não é somente controlar a configuração no dispositivo; também é preciso controlar qual aplicativo pode ser carregado no equipamento”.
 
Alinhada às tendências, a AirWatch investe fortemente em soluções corporativas para BYOD, ou seja, fornece suporte à instituição e ao acesso que quer disponibilizar aos funcionários. “Por exemplo, se um profissional tem um dispositivo próprio e ele trabalha para um hospital ou consultório, nós gerenciamos todos os aparelhos que pertencem à entidade e gerenciamos, pelo hospital, os dispositivos que pertencem aos funcionários, sob certas condições. Não trabalhamos de forma independente com uma pessoa, se trabalhamos para um hospital e um médico nos procurar para gerenciar o dispositivo dele, nós não o faremos”, explica Berenguer.
 
“É possível adaptar o dispositivo, mover usuários de uma área para outra, caso forem promovidos ou mudarem de cargo, acompanhar realmente o funcionário, e até apagar todos os dados do dispositivo caso o usuário deixe a empresa ou caso o aparelho seja roubado ou perdido”, conta o executivo da AirWatch.
 
É comum na rotina hospitalar que uma enfermeira que trabalha das 8 até às 17 horas deixe o tablet no final de seu turno para a próxima enfermeira. Neste caso, o gerenciamento é feito para múltiplos usuários, ou seja, a forma diferente com que cada um o utiliza é considerada. A chamada arquitetura “multitenant” é que garante diferentes regras para diferentes grupos em uma mesma solução, possibilitando que médicos possam ter uma configuração, assim como enfermeiros e profissionais administrativos outra.
 
Todas as funcionalidades que podem ser inseridas preservam, segundo Berenguer, a privacidade das informações trocadas pelos clientes. Os documentos mantidos nos dispositivos não passam pelo sistema da companhia. Além disso, no caso de utilização de dispositivos próprios, é possível separar o conteúdo pessoal do profissional, preservando também a privacidade dos colaboradores.
 
“Outra coisa interessante sobre BYOD é que o usuário pode gerenciar seu próprio dispositivo. Fazer mudanças no perfil, acompanhar as demandas da empresa o tempo todo, sabendo que suas informações estão sendo protegidas”, conta.
 
A implementação do MDM pode ser feita pela nuvem – opção de 75% dos clientes da companhia – e localmente, quando o software é instalado diretamente no cliente. Além da mobilidade e agilidade incutidas no dia a dia, o barateamento é outra vantagem da tecnologia, segundo o diretor, pois as alterações nos aparelhos podem ser feitas via 3G, Wi-Fi, etc.
 
No Brasil, a AirWatch tem clientes apenas na área farmacêutica, mas planeja fornecer também para hospitais e clínicas – um segmento aparentemente mais complexo, segundo Berenguer, mas que pode ser simplificado por meio do MDM.
 
AirWatch para Saúde:
• Garante a privacidade dos pacientes através de uma solução de segurança móvel, que maximiza a prevenção da perda de dados (DLP -data loss prevention);
 
• Gerencia dispositivos móveis individualmente de acordo com o tipo de proprietário de cada um – sejam médicos, enfermeiros ou funcionários de administração;
 
• Segurança na distribuição e acesso a documentos confidenciais;
 
• Segurança no gerenciamento de dados corporativos, como email, VPN e rede Wi-Fi;

• Plataforma flexível para suportar dispositivos corporativos e programas de BYOD.
 
Fonte Saudeweb

Hospitalidade como proposta de valor dos laboratórios

Para especialista, é necessário relembrar que no conceito de hospitalidade existem aspectos tangíveis e intangíveis do atendimento ao cliente. Veja quais
 
A absorção de alta tecnologia nos últimos anos foi imprescindível para que o setor saúde desse um salto em seus resultados: exames diagnósticos mais sensíveis para a detecção precoce de agravos à saúde, terapias mais específicas com menores efeitos colaterais, cirurgias robóticas mais precisas e com menores danos aos pacientes.
 
Na vertente contrária, ao invés deste novo modelo de tecnologia na saúde tornar frio e calculista o relacionamento profissional-paciente ou instituição-paciente, nós observamos, cada vez mais, um movimento a favor da hospitalidade e da humanização no atendimento na área da saúde.
 
Hospitalidade é um termo que existe há séculos significa o calor humano e o acolhimento com o qual se recebiam os viajantes, em casa, colocando-se sempre o hóspede em primeiro lugar: o melhor quarto, as melhores roupas e alimentos eram destinados àquele que era recebido. Com esta mesma conotação, a hotelaria hospitalar oferece aos clientes, pacientes, acompanhantes, familiares e visitantes, serviços que agregam valor durante a estadia hospitalar, que sabidamente, é momento gerador de tensão, estresse e desconforto.
 
Outros prestadores de serviços de saúde também se preocupam com a hospitalidade, e não somente as instituições em que o paciente ficará por um longo período de tempo. Clínicas, laboratórios clínicos e centros de medicina diagnóstica, ambulatórios, sejam públicos ou privados têm cada vez mais a hospitalidade e a humanização em sua proposta de valor.
 
No que tange aos laboratórios clínicos e centros de medicina diagnóstica, a hospitalidade e humanização há muitos anos se caracteriza como um diferencial relevante no mercado competitivo que hoje se apresenta para estas instituições.
 
É, entretanto, necessário relembrar que no conceito de hospitalidade existem aspectos tangíveis e intangíveis do atendimento ao cliente. Numa definição simplificada, a hotelaria representa os aspectos tangíveis: ambientes limpos, bem iluminados, coloridos e que ofereçam segurança ao paciente, acompanhantes e familiares representam a tendência das grandes instituições em saúde. É importante enfatizar que estas características não devem corresponder a apenas luxo ou glamour nas instalações, mas apresentar conforto, praticidade e qualidade. A hospitalidade somente estará completa, quando aspectos intangíveis de humanização do atendimento estiverem presentes, onde cada colaborador, seja técnico, de apoio ou do corpo clínico, presta o cuidado com ternura, carinho, respeito, dignidade e empatia ao cliente e sua família.
 
Nos ambientes onde a hospitalidade está presente, o colaborador vai além de suas funções e antecipa-se sempre às necessidades do cliente.
 
Todos os aspectos aqui abordados podem dar a falsa impressão, que somente grandes instituições conseguem desenvolver a hospitalidade. Esse é outro ponto em que a hospitalidade segue na contramão. Ambientes amigáveis, onde clientes internos e externos sentem-se bem, geram ambiente livre de estresse, ou o gerenciamento do estresse está facilitado, com potencial de redução no tempo de internação, melhor recuperação do paciente e redução nas licenças médicas dos colaboradores.
 
É necessário investir em treinamento destes profissionais para atender a esta nova tendência, mas é sabido que há um retorno neste investimento como a redução do desperdício (tempo de atendimento), redução de custos com diminuição do retrabalho e aumento da qualidade na prestação dos serviços o que a médio e longo prazo retornam com a total satisfação do cliente o que pode levar a uma fidelização e atração de clientes.
 
Fonte Saudeweb

Como evitar o desperdício de recursos nos serviços de diagnósticos?

Em debate, representantes do setor concluem que o excesso de exames está ligado à má formação médica e à pressão, muitas vezes, por parte do paciente e da indústria
 
Como mudar o foco da doença para valores como promoção e prevenção, sem que haja desequilíbrios de recursos, uma vez que o modelo brasileiro ainda se sustenta com base na quantidade de procedimentos? A pergunta norteou o IT Mídia Debate desta terça-feira (03/04), realizado na sede da IT Mídia.
 
Partindo da constatação de que o envelhecimento da população, o avanço da tecnologia e a importância da prevenção impulsionam cada vez mais a demanda por exames de diagnósticos, representantes de diferentes elos do setor dialogaram sobre as possíveis soluções para uma otimização de recursos evitando, assim, o excesso de exames – fator este que, além de onerar o sistema, pode prejudicar a saúde do paciente.
 
Apesar de não haver nenhum levantamento que mensure o real impacto nos recursos de exames desnecessários, alguns fatores claramente influenciam essa tendência como é o caso das dezenas de marcadores lançados pela indústria farmacêutica todos os anos, que são disponibilizados para a prática médica.
 
“Um médico mal informado e influenciado pelo marketing da indústria com certeza vai começar a solicitar esse tal procedimento. É preciso entender que sem evidências científicas não se deve solicitar exame de laboratório, sobretudo quando não se sabe o que fazer com o resultado”, enfatiza Wilson Shcolnik, diretor de Acreditação e Qualidade da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial (SBPC/ML).
 
A mesa debatedora reforçou que os exames de diagnósticos são importantes, no entanto, é preciso ter critérios clínicos para solicitá-los, o que muitas vezes não acontece por falta de formação médica adequada. Além disso, há também a pressão por parte do paciente, hoje, munido de informações, principalmente, provenientes do Google ou Dr. Google, como os executivos o apelidaram.
 
Saber dosar o limiar entre acesso e excesso é notadamente um grande desafio para os gestores. “Quando se fala em promoção e prevenção em saúde é preciso se acostumar a ouvir falar de exames normais. Muita gente atribui isso a custos para a cadeia de saúde, esquecendo que na verdade esses exames, na maioria das vezes, evitam outros custos que seriam imputados ao sistema. O exame normal tem um valor e precisa ser considerado. É claro que não estou falando em excesso, o que deve prevalecer é a medicina baseada em evidencias”, considera Shcolnik.
 
Possíveis soluções
Muito se discute sobre qual caminho seguir, mas ainda não tem um modelo de sucesso a ser copiado. De acordo com o diretor de patrimônio e finanças da Associação Paulista de Medicina (APM), Murilo Rezende Melo, só há uma certeza: não se pode tirar a autonomia do médico na hora de solicitar exames.
 
Outros fatores foram largamente mencionados como setas indicativas para o uso racional dos recursos nos serviços de diagnósticos que acaba envolvendo diretamente médicos, pacientes, laboratórios e operadoras de planos de saúde.
 
Foram eles: novo modelo de reembolso e remuneração, aplicação de diretrizes clínicas – como as já existentes da Associação Médica Brasileira (AMB) -, investimentos em Tecnologia da Informação (TI) no sentido de integrar as informações, em educação continuada e programas de qualidade e acreditação por parte dos laboratórios.
 
O presidente da Central Nacional Unimed, Mohamed Akl, “bateu na tecla” da importância da educação médica, deixando claro que a questão da remuneração não seja tão importante.
 
“O valor da consulta não é importante, pois se aumentar o valor por atendimento o excesso de exames vai continuar existindo. Sabemos que 50 anos atrás o médico ficava 50 minutos com o paciente, tudo era analisado e um ou outro exame era pedido. Hoje, pela disponibilidade de exames no mercado é muito mais simples solicitar direto um pedido a dedicar longos minutos com o doente. O problema maior é que o profissional da saúde não se dá conta dos malefícios dessa ação”, diz Akl.
 
Segundo o executivo, entre 2008 e 2012 a Central Unimed aumentou sua carteira de clientes em 64%, alcançando mais de um milhão de beneficiários. Já o custo assistencial cresceu 130% – devido a altas tecnologias e pedidos de exames sem critérios. “Em ano 2000 era 1,67 exames por beneficiário, atualmente este número é de 10, 86”.
 
Outra possibilidade levantada pela mesa foi a do paciente pagar uma parte do exame solicitado. Entretanto, Melo, da APM, se posicionou contra. “Isso nos preocupada, porque os tipos de planos de saúde que mais cresceram são os mais baratos, considerados uma substituição do SUS, que tem melhorado e consegue fazer muito com a falta de verba que tem, mas não podemos penalizar o paciente”.
 
Grande desafio
O melhor modelo para evitar desperdício pode ainda não ter sido descoberto pelo setor, mas enquanto isso a Alliar Medicina Diagnóstica faz uso da educação continuada em cidades do interior do Brasil para mostrar os lados positivos e negativos de se solicitar exames.
 
“Evitando excesso fazemos com que outras pessoas tenham acesso. Mas como fazer isso é desafiador, por isso temos reuniões de educação continuada. Não podemos achar que a entrada do PET, que é um exame caro, por exemplo, vai resolver qualquer situação”, conta o diretor médico da Alliar, Francisco Maciel Júnior.
 
Outra ação da companhia é atrair residentes de outras especialidades que não a de diagnóstico por imagem para que tenham um melhor conhecimento sobre exames solicitados.

Fonte Saudeweb